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Thursday, December 1, 2011
Palantir - Inteligência em Análise Colaborativa
[ Update - 01/12/2011 ]
Hoje o Antônio César, publicou em seu blog pessoal um excelente material entitulado "Palantir - A Arma Secreta da Guerra Contra o Terror", baseado em uma reportagem da BusinessWeek - leitura recomendada! Segue o link:
http://rootgen.blogspot.com/2011/11/palantir-arma-secreta-da-guerra-contra.html
[ Post Original - 18/07/2011 ]
O site da Techbiz Forense acaba de publicar o seguinte artigo:
"Do governo americano para os clientes da TechBiz"
Forense Digital traz para o Brasil o poder de análise e gerenciamento da Palantir Technologies.
Palantir foi o nome dado por J.R Tolkien aos artefatos mágicos de seu universo ficcional. Eles permitiam vislumbrar fatos distantes no tempo e no espaço, estando em qualquer parte do mundo. Palantir é também o nome da mais recente parceira internacional da TechBiz Forense Digital, a norte-americana Palantir Technologies, fabricante de uma poderosa plataforma de integração de de dados para análise de registros e cruzamento de informações. Qualquer semelhança com as pedras mágicas de Tolkien não é mera coincidência.
A ampla visibilidade da rede proporcionada pela ferramenta, a integração de dados estruturados e não estruturados, a capacidade de interação e colaboração entre as equipes de investigação, empresas e forças da lei são apenas alguns dos elementos dessa solução que remetem ao fantástico mundo do autor de “Senhor dos Aneis”.
E suas aplicações são as mais diversas possíveis, da análise de um malware, passando por investigações de fraudes financeiras, até o terrorismo de grupos internacionais como o Hezbollah. Não é por menos que um dos principais clientes da Palantir no mundo é o governo dos Estados Unidos. “Não se trata de inteliência artificial, mas de alavancar a inteligência humana de análise de dados massivos com o poder da computação e da colaboração”, resume Sandro Süffert, CTO da TechBiz Forense Digital.
Variáveis
Imagine a quantidade de variáveis que podem existir em uma análise simples de um incidente envolvendo um código malicioso. Quem recebeu esse malware? O que as pessoas que o receberam têm em comum? Será que esse ataque não foi detectado pelo antivirus porque é direcionado à minha empresa? Será que esse episódio tem a ver com a participação desses funcionarios em uma viagem qualquer?
Para responder a essas perguntas, sugestionadas pela própria ferramenta, é preciso buscar na rede de computadores logs, dados sobre viagens, ficha do empregado, arquivos acessados… Enfim, fazer uma pesquisa extensa o cruzar os resultados encontrados.
“Esse tipo de análise cruzada dificilmente é feito forma automática. É preciso um analista para pensar essas relações. Com o Palantir tudo é facilitado a partir do acesso a bases de dados cadastradas, que podem ser estruturadas ou não. Com a funcionalidade ‘Search Around’ o usuário tem a capacidade Enterprise de buscar por objeto ou suas propriedades e fazer queries em todas as suas bases – com uma capacidade de análise temporal, geoespacial, estatística e de vínculos”, explica Süffert.
É possível integrar o sistema com ferramentas de correlação de eventos como SIEMs (como por exemplo o ESM da Arcsight), mas elas não é obrigatória. Assim como no Google, o usuário pode começar a pesquisa pela barra de Search, sem necessidade de um lead ou de um evento para iniciar o processo. Quando se clica em qualquer objeto ou vínculo aparece um menu com possibilidades de busca de objetos, documentos, propriedades, perfis e eventos.
“No caso de quadrilhas ou grupos terroristas, por exemplo, é possível pesquisar todos os incidentes promovidos pelo grupo nos últimos anos. Selecionar através da análise de histogramas (estatística) apenas os episódios envolvendo caraterísticas únicas (nacionalidade dos alvos, armas utilizadas, modus operandi, etc). Além disto, é possível visualizar a linha do tempo dos eventos, listar as entidades e os dados relacionados e fazer uma plotagem geoespacial no mapa apresentado pela ferramenta”, exemplifica.
Capacidade
O Palantir organiza a informação, mantém a integridade dos dados, audita e grava tudo o que é relevante para a análise do caso – com registro e capacidade de auditoria ou edição de qualquer passo executado. É o chamado gerenciamento do conhecimento. A ferramenta possui interfaces Java e Web, o que não demanda instalações prévias e é baseada em tecnologia open source.
O módulo Raptor permite a indexação de dados estruturados ou não e evita a duplicação de fontes de dados. A funcionalidade de edição de Ontologia permite a configuração semântica dos dados, possibilitando cruzamento e resolução das informações sem que elas se misturem. Para apresentar os resultados da pesquisa, basta selecionar os passos gerados automaticamente pela ferramenta e apresentá-los em slides ou em formato HTML.
A solução conta ainda com uma tela de navegação, com local para armazenamento de objetos conhecidos e pesquisas persistentes – que geram alertas aos analista baseadas em qualquer dado presente na solução. Além do browser, há uma tela para análise de vínculos (gráficos), mapas, análises estatísticas, timeline, fonte de dados (estruturados e não estruturados), histórico e análise do conteúdo.
Veja também no canal do Youtube da Palantir vários vídeos de demonstração da solução.
Tuesday, March 9, 2010
Cheat Cheets de Segurança - Atalhos para CSIRTs
Eu sou um fã de carteirinha das Cheat Sheets do Lenny Zelster. Elas são um excelente atalho para grupos de Resposta a Incidentes (CSIRT) funcionarem como devem - o mais rapidamente possível.
A última Cheat Sheet que ele publicou juntamente com o Anton Chuvakin, foi sobre "Revisão de Logs para Incidentes de Segurança" (formatos HTML, DOC e PDF) e inclui várias dicas interessantes sobre a fonte, localização e dados em logs de Linux, Windows, equipamentos de Rede, Servidores Web, etc.
Estas tabelas são uma mão na roda para auxiliar um analista de segurança em diversas atividades diárias. Segue a lista de tabelas de referências já publicadas:
- Analyzing Malicious Documents
- Security Architecture for Internet Applications
- Troubleshooting Human Communications (interface humana em engenheiros.. =)
- Security Incident Survey for Server Admins
- Initial Security Incident Questionnaire for Responders
- Network DDoS Incident Response
- Reverse-Engineering Malware
- Information Security Assessment RFP
- How to Suck at Information Security
Existem ainda links para outras interessantes tabelas de referência na internet, com links na página do Zelster:
x86 Intel Assembly, Win32 x86 Assembly, Network Cheat Sheets, SQL Injection Prevention, XSS (Cross Site Scripting) Prevention, TCP/IP and Tcpdump, Google Hacking and Defense, Windows Command Line, Netcat Cheat Sheet, ASP.NET Security Architecture, SSL/TLS Protection Cheat Sheet)
x86 Intel Assembly, Win32 x86 Assembly, Network Cheat Sheets, SQL Injection Prevention, XSS (Cross Site Scripting) Prevention, TCP/IP and Tcpdump, Google Hacking and Defense, Windows Command Line, Netcat Cheat Sheet, ASP.NET Security Architecture, SSL/TLS Protection Cheat Sheet)
Vale a pena também citar as cheat-sheets do site PacketLife (networking):
Protocols (BGP, EIGRP, First Hop Redundancy, 802.11, 802.1x, IPsec, IPv4 Multicast, IPv6, IS-IS, OSPF, PPP, Spanning Tree)
Applications (tcpdump, WireShark Display Filters)
References (Common Ports, IOS IPv4 Access Lists, IPv4 subnetting)
Technologies (Frame Mode MPLS, NAT, QoS, VLANs, Cisco IOS Versions, Physical Terminations)
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Tuesday, February 16, 2010
Medley - BH, ShmooCon, e mais novidades...
Como já aconteceu outras vezes por aqui, no momento são tantos e tão diversos os temas interessantes a discutir no blog que preferi publicar uma lista com as referências de dez dentre os mais recentes assuntos do mundo da segurança da informação:
1 - Caso você ainda não tenha tido a oportunidade - antes de mais nada - vale a pena conferir os materiais e resumos publicados das principais conferências de segurança que aconteceram no recentemente: Black Hat e ShmooCon.
Como material de destaque destas conferências, recomendo os seguintes links:
O projeto Panopticlic da Eletronic Frountier Foundation mostra como é simples identificar unicamente um computador a partir da detecção do navegador utilizado, plugins, cookies, fontes instaladas, etc. - para testar o seu agora, clique aqui. São óbvios os desdobramentos do ponto de vista da privacidade e da identificação de acessos em investigações envolvendo navegação na internet.
3 - Hackers Roubam Milhões em créditos de carbono:
Um bom exemplo de como qualquer negociação efetuada online está sujeita à ação dos cibercriminosos, foi divulgada recentemente pelo Jornal alemão Der Spiegel e pela Revista Wired um esquema envolvendo hackers que roubaram milhões de dólares em créditos de carbono.
Na reportagem é citada um caso similar de exploração de sistemas governamentais que ocorreu no Brasil em 2008 - quando madeireiras e hackers inventaram o ciberdesmatamento - ação investigada pelo Ministério Público Federal do Pará.
4 - Cuidado no Antivírus que você confia - experimento de revista alemã e da Kaspersky envolvendo um falso vírus comprova que vários (14 !) anti-vírus se basearam em resultados do VirusTotal para adicionar vacinas à seus Anti-Vírus. Para mais detalhes sobre minhas recomendações para manter uma máquina Windows segura, veja o tópico "A saga de se manter seguro usando Windows".
5 - Ataque na implementação de Chip + Senha utilizada em Cartões de Crédito / Débito [ PDF | Site]
Um boa descrição está na tradução feita pelo ThreatPost: "Nos últimos cinco anos, milhares de usuários de cartões foram roubados e tiveram seus cartões usados por criminosos. Os bancos muitas vezes dizem a eles que a senha foi usada, então a culpa é dos clientes. Entanto, nós mostramos que é fácil de usar um cartão sem conhecer a senha - e o recibo diz que a operação foi "verificada pelo PIN", mesmo que não tenha sido "
6 - Nova lista CWE/Sans dos 25 mais importantes erros de programação
Cross-site Scripting, SQL Injection, Classic Buffer Overflow, CSRF, e etc..
8 - Report: PDF maliciosos são responsáveis por 80% de todos os exploits em 2009
Minha recomendação: Se você usa Windows, além de NÃO UTILIZAR o Internet Explorer - evite a todo custo o Adobe Reader - desinstale-o e use o FoxIt.
9 - Da vulnerabilidade à fraude: Este excelente artigo da SecurityNinja do Reino Unido detalha o caminho vulnerabilidades exploradas->dados não autorizados->dinheiro comumente seguido pelo cibercrime moderno, incluindo detelhes do underground onde são negociados.
10 - Sans Institute (@johullrich) inaugura o HashSearch - ferramenta para verificação de hashes MD5/SHA1 a partir do hash ou do nome do arquivo - com cadastro de 39.944.023 hashes criptográficos registrados pelo NIST National Software reference Library. Vale a pena conferir.
1 - Caso você ainda não tenha tido a oportunidade - antes de mais nada - vale a pena conferir os materiais e resumos publicados das principais conferências de segurança que aconteceram no recentemente: Black Hat e ShmooCon.
Como material de destaque destas conferências, recomendo os seguintes links:
- Exploiting Lawful Intercept to Wiretap the Internet [ PDF | PPT | VIDEO | AUDIO ]
- Hacking the Smartcard Chip [ PPT ]
- Blackberry Mobile Spyware – The Monkey Steals the Berries [ PDF | DEMO | CODE ]
- DIY Hard Drive Diagnostics: Understanding a Broken Drive [ PDF ]
- OpenBTS - open source unix Base Transceiver Station [ SITE ]
O projeto Panopticlic da Eletronic Frountier Foundation mostra como é simples identificar unicamente um computador a partir da detecção do navegador utilizado, plugins, cookies, fontes instaladas, etc. - para testar o seu agora, clique aqui. São óbvios os desdobramentos do ponto de vista da privacidade e da identificação de acessos em investigações envolvendo navegação na internet.
3 - Hackers Roubam Milhões em créditos de carbono:
Um bom exemplo de como qualquer negociação efetuada online está sujeita à ação dos cibercriminosos, foi divulgada recentemente pelo Jornal alemão Der Spiegel e pela Revista Wired um esquema envolvendo hackers que roubaram milhões de dólares em créditos de carbono.
Na reportagem é citada um caso similar de exploração de sistemas governamentais que ocorreu no Brasil em 2008 - quando madeireiras e hackers inventaram o ciberdesmatamento - ação investigada pelo Ministério Público Federal do Pará.
4 - Cuidado no Antivírus que você confia - experimento de revista alemã e da Kaspersky envolvendo um falso vírus comprova que vários (14 !) anti-vírus se basearam em resultados do VirusTotal para adicionar vacinas à seus Anti-Vírus. Para mais detalhes sobre minhas recomendações para manter uma máquina Windows segura, veja o tópico "A saga de se manter seguro usando Windows".
5 - Ataque na implementação de Chip + Senha utilizada em Cartões de Crédito / Débito [ PDF | Site]
Um boa descrição está na tradução feita pelo ThreatPost: "Nos últimos cinco anos, milhares de usuários de cartões foram roubados e tiveram seus cartões usados por criminosos. Os bancos muitas vezes dizem a eles que a senha foi usada, então a culpa é dos clientes. Entanto, nós mostramos que é fácil de usar um cartão sem conhecer a senha - e o recibo diz que a operação foi "verificada pelo PIN", mesmo que não tenha sido "
6 - Nova lista CWE/Sans dos 25 mais importantes erros de programação
Cross-site Scripting, SQL Injection, Classic Buffer Overflow, CSRF, e etc..
8 - Report: PDF maliciosos são responsáveis por 80% de todos os exploits em 2009
Minha recomendação: Se você usa Windows, além de NÃO UTILIZAR o Internet Explorer - evite a todo custo o Adobe Reader - desinstale-o e use o FoxIt.
9 - Da vulnerabilidade à fraude: Este excelente artigo da SecurityNinja do Reino Unido detalha o caminho vulnerabilidades exploradas->dados não autorizados->dinheiro comumente seguido pelo cibercrime moderno, incluindo detelhes do underground onde são negociados.
10 - Sans Institute (@johullrich) inaugura o HashSearch - ferramenta para verificação de hashes MD5/SHA1 a partir do hash ou do nome do arquivo - com cadastro de 39.944.023 hashes criptográficos registrados pelo NIST National Software reference Library. Vale a pena conferir.
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Sunday, November 8, 2009
Expressoes Regulares em Resposta a Incidentes

A utilização de expressões regulares para filtragens, criação de regras, alertas, condições, entre outras funcionalidades é uma das ferramentas técnicas que une as diversas tecnologias utilizadas para resposta a incidentes de segurança e forense computacional.
Antes de prosseguir, precisamos ter em mente que a utilização de pattern matching - apesar de extremamente útil - sempre nos trará um número de falsos-positivos e falsos-negativos.
Praticamente todas as linguagens de programação suportam o uso das expressões regulares, por exemplo: .NET, Java, Javascript, Lua, Perl, PHP, Python, Ruby e Tcl nem mesmo precisam de chamada a módulos externos por suportar nativamente regex.
Do ponto de vista das diferentes implementações, a PCRE (Perl Compatible Regular Expressions) é a mais completa, por suportar diretivas, condicionais, referencias nominais, grupos atômicos, comentários, código embutido, matching parcial e unicode.
No caso da Resposta a Incidentes e Forense computacional, as expressões regulares representam um papel fundamental tanto na 1) Correlação de Logs e Eventos de Segurança, quanto na 2) Monitoração e/ou Forense de Rede, quanto na 3) Forense de Mídias (local ou remotamente).
1) Correlação de Logs e Eventos de Segurança
As expressões regulares são fundamentais para o processamento direto de arquivos de log e outras evidências. em ferramentas como grep, awk, sed e o próprio perl (exemplo). Além disto, as ferramentas empresariais de SIEM/SIM durante as fases filtragem de dados, na normalização e categorização de eventos e também na correlação de informações e criação de alertas (exemplo).
2) Monitoração e/ou Forense de Rede
Desde as ferramentas básicas como IDS/IPS (como o suporte a PCRE do Snort ou o uso de regex com o ngrep) até filtros de conteúdo, e as ferramentas de Forense de Rede (exemplo: no NetWitness você pode utilizar expressões regulares para pesquisas avançadas em conteúdos, metadados, ou para identificação de detalhes de protocolos/aplicações com a tecnologia de FlexParser)
2) Monitoração e/ou Forense de Rede
Desde as ferramentas básicas como IDS/IPS (como o suporte a PCRE do Snort ou o uso de regex com o ngrep) até filtros de conteúdo, e as ferramentas de Forense de Rede (exemplo: no NetWitness você pode utilizar expressões regulares para pesquisas avançadas em conteúdos, metadados, ou para identificação de detalhes de protocolos/aplicações com a tecnologia de FlexParser)
3) Forense de Mídias
O uso de expressões regulares está entre as análises mais comuns que são utilizadas em forense computacional (seja em frameworks GPL como o CAINE e o SIFT, seja em ferramentas comerciais como o FTK e ENCASE).
O uso de expressões regulares está entre as análises mais comuns que são utilizadas em forense computacional (seja em frameworks GPL como o CAINE e o SIFT, seja em ferramentas comerciais como o FTK e ENCASE).
Isto vale tanto na para criação de palavras-chave para pesquisa quanto para a identificação de assinaturas de arquivos / análise de extensão versus header (Exemplo: os primeiros bytes de um JPEG padrão iniciarão com [\xFF\xD8\xFF[\xE0\xEE] - onde \x significa um valor hexadecimal e as chaves significam ou E0 ou EE).
Referências:
Seguem algumas referências para facilitar o treinamento de equipes que precisam utilizar expressões regulares em seu dia-a-dia:
1 - http://gskinner.com/RegExr/ - editor de expressões regulares em versão online e desktop
1 - http://gskinner.com/RegExr/ - editor de expressões regulares em versão online e desktop
2 - http://ryanswanson.com/regexp/#start - flex 3 regular expression explorer (obrigado @welias)
3 - Regex Coach - Programa (Win/Linux) gratuito para auxiliar a criação de regexes;
4 - http://www.regular-expressions.info/ - repositório com exemplos, sintaxe, referências, livros, etc;
Sunday, October 18, 2009
Tipos de Monitoramento de Segurança de Rede
Antes de iniciar este post, gostaria de retomar uma discussão frequente e uma resposta que tenho a esta questão: "O que uma empresa ou órgão deve fazer para estar preparado a responder incidentes de segurança (do ponto de vista de soluções/produtos)?":Meu posicionamento/resposta diante desta pergunta:
I - Uma infra-estrutura de "Network Forensics" que seja capaz de reconstruir e fazer o "replay" dos pacotes relacionados ao ataque (ex: NetWitness NextGen / NikSun / Infinistream / NetIntercept )
II - Uma solução de SIEM/SEM para correlacionamento em near-real time dos logs (firewall, roteadores, servidor comprometido, ids/ips, dhcp, dns, aplicações internas) (ex: ArcSight / ISM Intellitatics / Symantec SIM)
III - Uma solução (idealmente enterprise) de forense computacional que possibilite a análise de dados voláteis (incluindo memória) e de disco (ex: Encase Enterprise / F-Response / AccessData Enterprise )
IV - Uma ferarmenta de monitoração de atividade de desktops (ex: SpectorCNE, WorkExaminer) [item incluído em 18/10/2009]
Com relação a primeira das soluções listadas acima, o Richard Bejtlich (CSO da General Eletric e autor de vários livros - todos recomendados) é uma referência mundial no que diz respeito à Segurança e Monitoramento de Rede, já o utilizei de referência/links em vários assuntos abordados aqui no nosso blog.
Ele postou há alguns dias atrás um artigo muito interessante sobre tipos de aplicações de monitoração de segurança de rede e eu fiquei esperando ter um tempinho para atualizar o blog com este excelente material e discussão.
São elencados por ele seis "data types" (maltraduzindo: tipos de dados) possíveis em uma ferramenta que lida com monitoração de rede (tradução livre minha):
- Alertas: julgamento e detecção e/ou bloqueio feito por um produto ("Port scan!" ou "Buffer overflow!");
- Estatísticas: descrição high-level de atividades (percentual de protocolos, tendências, etc.);
- Sessões: comunicações entre hosts ("A conversou com B na 6a-feira por 61 segundos enviando 1234 bytes");
- Conteúdo Completo (Full Content): todos os pacotes trafegados (no cabo/ar);
- Extração de Conteúdo: reconstrução de elementos de uma sessão e extração de metadados;
- Transações: geração de logs baseado em tráfego do tipo requisição-resposta (request-reply) como DNS, HTTP, etc.
Na minha opinião, a tabela mostra claramente porque uma organização que se preocupa com segurança precisa possuir ou desenvolver pelo menos uma das duas últimas categorias de produtos (NetWork Forensic Appliance ou Custom NSM Appliance) e não se satisfazer com soluções tradicionais (ex: IDS/IPS).
Apresento abaixo uma análise da tabela apresentada, algumas opiniões próprias (*) e nomes de aplicações e produtos que o autor do post citado preferiu não incluir.
(1) Produto IDS/IPS: Alerta ou Bloqueio OK; Estatísticas de Alertas OK; Sem Sessões; Sem Conteúdo Completo; Sem Extração de Conteúdo; Sem Transações. [ * Minha opinião: melhor opção comercial: SourceFire, melhor opção free: Snort / pouquíssimas vezes tive a oportunidade de ver um IDS/IPS bem gerenciado/"tunado"* ]
(2) Produto NBAD (Network Bahavioral Anomaly Device): Alerta baseados na análise de flows; Bons dados estatísticos; Bons dados de sessão; Conteúdo Completo somente para alguns flows; Sem Extração de Conteúdo; Sem Transações.
(3) Network Forensic Appliance: Sem alertas (* O NextGen da NetWitness possui alertas *); Bons dados estatísticos; Dados de sessão não podem ser manipulados imediatamente (*O NextGen da NetWitness permite que dados de sessão que possam ser manipulados imediatamente * ); Conteúdo Completo (propósito deste tipo de solução); Extração de Dados (alguns appliances possuem); Bons dados de Transações.
(4) Custom NSM Appliance *ou faça você mesmo com ferramentas de código aberto*: Alertas: Snort, Bro; Estatísticas: MRTG, Ntop; Sessões: auto-contidas ou aceitam Netflow; Conteúdo Completo: Dumpcap/Wireshark, Daemonlogger/Snort; Extração de sessão: requer desenvolvimento próprio (* tcpxtract, Networkminer *) ; Transações: Bro, Httpry.
Extendendo a resposta dada no início deste post no que diz respeito à monitoração de rede com objetivo de resposta a incidentes:
Se você possui budget para investimento, o ideal é buscar uma solução de Forense de Rede (opção 3 acima - que também é a que traz resultados mais rápidos)
No caso de não ter dinheiro mas possuir uma equipe numerosa e qualificada em segurança e open-source para dispor no desenvolvimento de uma solução customizada, o melhor (porém mais demorado) caminho é a opção 4 (Custom NSM Appliance).
Sei que este tipo de discussão costuma gerar debates interessantes... Comentários?
Monday, August 17, 2009
Medley: Forense USB e Shadow, Backtrack 4, Twitter+Bots e mais!
Seguem os links recomendados:
Forense Computacional:
- Passo a Passo para Forense de uso de PenDrives USB e Forense de uso de Discos USB para WinXP, Vista e Win7 (via SANS)
- Boas dicas de Análise Forense para Shadow Copies em Vista (via SANS)
- Entrevista com Harlan Carvey (autor do Windows Forensic Analysis) (via Help Net)
- Enscript para fazer Hash de Texto selecionado no Encase (via Lance Mueller)
- Entrevista com o Diretor de Forensics da KPMG sobre a evolução da Forense Corporativa (via BankInfoSecurity)
- Live CD BackTrack 4 Pre Release Disponível para Download (via Remote-Exploit)
- Utilização do Twitter como Comando e Controle de Bots/Trojan bancários (via Arbor)
- Questões de escalabilidade de soluções de Correlação de Logs / SIEM (via TaoSecurity)
- Preso mais uma vez Albert Gonzalez - hacker da TJX e Heartland (via Wired)
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Monday, December 1, 2008
FACE: Automated digital evidence discovery and correlation
Interessante pesquisa/protótipo de ferramenta para
correlacionar resultados de forense de disco/ forense
de memória/ forense de rede: (pdf).
O conceito é muito interessante, e é bem possível que
vejamos isto como commodity em alguns anos, talvez
através de um padrão/protocolo aberto de
relacionamento entre estas tecnologias e fabricantes...
Abstract:
"Digital forensic tools are being developed at a brisk pace in response
to the ever increasing variety of forensic targets. Most tools are
created for specific tasks – filesystem analysis,memory analysis,
network analysis, etc. – and make little effort to interoperate with
one another. This makes it difficult and extremely time-consuming
for an investigator to build a wider view of the state of the system
under investigation. In this work, we present FACE, a framework
for automatic evidence discovery and correlation from a variety of
forensic targets. Our prototype implementation demonstrates the
integrated analysis and correlation of a disk image, memory image,
network capture, and configuration log files. The results of this
analysis are presented as a coherent view of the state of a target
system, allowing investigators to quickly understand it. We also
present an advanced open-source memory analysis tool, ramparser,
for the automated analysis of Linux systems."
correlacionar resultados de forense de disco/ forense
de memória/ forense de rede: (pdf).
O conceito é muito interessante, e é bem possível que
vejamos isto como commodity em alguns anos, talvez
através de um padrão/protocolo aberto de
relacionamento entre estas tecnologias e fabricantes...
Abstract:
"Digital forensic tools are being developed at a brisk pace in response
to the ever increasing variety of forensic targets. Most tools are
created for specific tasks – filesystem analysis,memory analysis,
network analysis, etc. – and make little effort to interoperate with
one another. This makes it difficult and extremely time-consuming
for an investigator to build a wider view of the state of the system
under investigation. In this work, we present FACE, a framework
for automatic evidence discovery and correlation from a variety of
forensic targets. Our prototype implementation demonstrates the
integrated analysis and correlation of a disk image, memory image,
network capture, and configuration log files. The results of this
analysis are presented as a coherent view of the state of a target
system, allowing investigators to quickly understand it. We also
present an advanced open-source memory analysis tool, ramparser,
for the automated analysis of Linux systems."
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