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Sunday, January 3, 2016

Os maiores ataques de negação de serviço (DDoS) da História - 600Gps, 500Gbps, 400Gbps e 300Gbps



Update 17/10/2020:

Ataque da China ao Google de 2.54Tbps (em 2017).


Ataque: 600Gbps (a se confirmar): 

  [ Update - 03/01/2016 ]

Hacktivistas do grupo "New World Hacking" atacaram o site de Donald Trump e o da BBC, utilizando a estrutura da AWS (cloud da Amazon) e alegam ter efetuado ataques de Negação de Serviço superiores a 600Gps: 


 [ Update - 20/11/2014 ]

Ataque: 500Gbps (a se confirmar):  
 
O governo Chinês é o principal suspeito dos maiores ataques de negação de serviço já registrados na história, com a impressionante marca de 500Gpbs. Sites independentes de notícias de Hong Kong estão sendo alvo de ataques continuados durante os últimos meses, em paralelo aos protestos "Hong Kong Occupy Central" que ocorrem nas ruas da cidade-estado.

Os ataques estão alcançando esta força através da utilização de ataques de reflexão (DRDoS) em milhares de servidores de DNS. Para se ter uma idéia, o número de requisições forjadas de DNS que estão sendo feitas por segundo durante estes ataques chega a 250 milhões - o mesmo valor das requisições válidas feitas por segundo na Internet do mundo todo.

Mais informações:


Ataque: 400Gbps (confirmado):

[ Update - 13/02/2014 ]

Como sabemos, Ataques Distribuídos de Negação de Serviço (DRDoS) são um problema conhecido há anos e o DNS é o protocolo mais tradicionalmente utilizado para se perpetrar este tipo de ataque - mas o DNS não está sozinho, e nem é mais o mais perigoso.

Há alguns anos, tive a oportunidade de ser um dos revisores das primeiras versões de um material muito interessante sobre o assunto, chamado "Recomendações para Evitar o Abuso de Servidores DNS Recursivos Abertos" - criado e mantido pelo CERT.BR (Cristine Hoepers, Klaus Steding-Jessen, Nelson Murilo, Rafael R. Obelheiro): http://www.cert.br/docs/whitepapers/dns-recursivo-aberto/

Uma lista de openresolvers de DNS pode ser encontrada em: http://openresolverproject.org/

Hoje em dia ferramentas automatizadas como o "DNS Flooder" possibilitam que ataques deste tipo sejam efetuados com muita facilidade: http://www.prolexic.com/knowledge-center-ddos-threat-advisory-dns-flooder.html

Existem outros protocolos UDP que também são (ou podem) ser utilizados para perpetrar ataques de DRDoS. Uma listagem recente é a seguinte (fonte: Alerta de 17/01/2014 do US-CERT: http://www.us-cert.gov/ncas/alerts/TA14-017A): DNS , NTP ,SNMPv2 ,NetBIOS, SSDP, CharGEN, QOTD, BitTorrent, Kad, Quake, Steam

O número 2 da lista acima (NTP - Network Time Protocol) foi utilizado em um ataque de 400Gb/s DRDoS ocorrido esta semana, que está sendo considerado o maior do mundo.

Detalhes sobre o "maior ataque de Denial of Service da história" no blog da Cloudflare (obrigado ao Anchises pelo link): http://blog.cloudflare.com/technical-details-behind-a-400gbps-ntp-amplification-ddos-attack

Versões do server NTP do ntp.org anteriores a 4.2.7p26 estão vulneráveis e precisam ser corrigidas com urgência: http://support.ntp.org/bin/view/Main/SecurityNotice#DRDoS_Amplification_Attack_using

Advisory recente do US-CERT sobre ataques DDoS utilizando NTP para reflexão: http://www.us-cert.gov/ncas/alerts/TA14-013A

NTP Scanning Project - http://openntpproject.org/

O RIPE/NCC publicou recentemente um artigo do Jonh Christoff do Team Cymru (parceiro da Apura), chamado ""https://labs.ripe.net/Members/mirjam/ntp-reflections

Um relatório interessante sobre o assunto (e correlatos) foi publicado pela Arbor recentemente:

http://www.arbornetworks.com/resources/infrastructure-security-report (Só o infográfico mostrando o tamanho dos ataques em uma linha do tempo pode ser visto em: http://pages.arbornetworks.com/rs/arbor/images/AttackSize_final_white.pdf


Ataque: 300Gbps (confirmado):

[ Update - 28/04/2013 ]

Aproximadamente um mês depois dos ataques, o principal suspeito de orquestar os ataques foi preso na Espanha, enquanto viajava em uma van que servia de "escritório móvel". Trata-se de Olaf Kamphuis, holandês de 35 anos e se auto-entitulou  "ministro das telecomunicações e relações exteriores da República de CyberBunker".

[ Post Original - 28/03/2013 ]

A "grande mídia" começou a cobrir com mais frequência incidentes relacionados à cibersegurança, e hoje várias fontes publicaram notícias sobre os efeitos de ataques que foram motivados pela briga entre duas empresas holandesas, a SpamHaus (que mantém listas para bloqueios de spam) e a CyberBunker (cb3rob) que hospeda vários spammers e possui como um de seus clientes a WikiLeaks.
Como o assunto começou a ser também comentado aqui no Brasil, resolvi escrever este breve post sobre o caso em pauta.

Ataques Distribuídos de Negação de Serviço (Distributed Denial of Service - DDOS) são uma realidade - e um problema - na Internet há muito tempo. Eles ocorrem diariamente, mas geralmente não tem um efeito noticiável nas redes e computadores que não são alvos ou origem dos ataques distribuídos. O mais importante é antes de mais nada deixar claro que um ataque de negação de serviço não "invade" os computadores e redes afetados, mas impede que eles se comuniquem, tendo um efeito desastroso na disponibilidade de serviços online.

O ataque não foi o maior ataque já ocorrido na internet (entre outros exageros que foram publicados), mas por ser o maior DDOS já ocorrido, tem importância única e merece destaque. Um outro ponto importante a  se cosiderar é que existe uma dificuldade significativa na atribuição de responsabilidade em ataques de negação de distribuídos, especialmente pelo volume de origens utilizadas (usualmente botnets ou farms de servidores em nuvem) e pela possibilidade de se forjar (spoofar) os endereços de origem em certos tipos de ataque (mais informações abaixo). Infelizmente nem todas as redes configuram adequadamente seus equipamentos para evitar este tipo de "falsificação" do endereço de origem.

Este tipo de ataque é também muito utilizado por hacktivistas para protestar contra empresas ou contra o governo (há  inclusive uma tentativa de legalizar deste tipo de ataque como protesto nos Estados Unidos e na Inglaterra). Há também quem julgue que este tipo de ataque é uma forma de censura, por "calar" o inimigo à força. 


As legislações de vários países consideram este tipo de ataque um crime, incluindo a nova legislação que cobre os chamados "crimes eletrônicos", que entrará em vigor na semana que vem em Brasil.  

Lei n° 12.737 :


Art. 3o  Os arts. 266 e 298 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, passam a vigorar com a seguinte redação:  

“Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública 

Art. 266.  ........................................................................ 

§ 1o  Incorre na mesma pena quem interrompe serviço telemático ou de informação de utilidade pública, ou impede ou dificulta-lhe o restabelecimento.  

§ 2o  Aplicam-se as penas em dobro se o crime é cometido por ocasião de calamidade pública.” (NR)  


Existem várias técnicas diferentes que podem ser utilizadas para efetuar um ataque do tipo DDOS, incluindo a utilização de Botnets (criadas ou alugadas), a utilização de "Booters" como no caso recente ataque ao site do BrianKrebs, a utilização de ferramentas com o consentimento do usuário para ataques de grupos (como o Hoic/Loic), entre outros. Entre todas elas, a mais eficiente foi a utilizada neste caso.

[ Ataques de Negação de Serviço Distribuídos utilizando Servidores DNS Recursivos Abertos ]

No caso em pauta (a briga entre duas empresas holandesas), de um lado temos a SpamHaus  - responsável por lutar contra os spammers, através de blacklists utilizadas por grande parte dos servidores de email do mundo para evitar spams de redes reconhecidamente problemáticas, e de outro o CyberBunker (também conhecida como cb3rob)- empresa de hospedagem que é um paraíso para spammers e outros cibercriminosos - seus termos de uso só banem a pornografia infantil e o terrorismo, o resto vale!

A CyberBunker (e outros participantes coordenados em uma operação chamada #OpStopHaus / site) estava se sentindo incomodado pela frequente inclusão de suas redes nas listas negras da SpamHaus, e decidiu reagir de forma bastante ruidosa.  A CyberBunker e seus aliados alegam que a SpamHaus na verdade apenas finge lutar contra o spam, mas o que fazem é censura e que usam "táticas mafiosas" (este link inclui vídeo da CyberBunker falando sobre os ataques).

Um ponto importante sobre a transnacionalidade deste tipo de problema (/incidente/crime) - no ataque em pauta, o principal suspeito (CyberBunker), ao ser perguntado sobre a investigação que está sendo feita por vários países que consideram o ataque ilegal, o porta voz da empresa disse que todos que efetuaram (não necessariamente quem planejou) os ataques não estão em países onde ataques de DDoS são ilegais - CyberBunker entrevistada (no final deste vídeo).

O ataque massivo de DDOS teve como o alvo o site da SpamHaus e se iniciou no dia 18 de março, mas nos dias subsequentes ele cresceu muito, a ponto de gerar lentidão na comunicação de algumas redes em diferentes lugares do mundo. Os ataques que inicialmente se direcionavam à SpamHaus (dia 19, 75Gbs) foram progredindo para seus fornecedores de conectividade (upstream providers) e chegaram até as redes que formam a infraestrutra de conectividade da internet (IX - internet exchange). Na imagem abaixo, divulgada pela CloudFlare, é visível o efeito do ataque no London Internet Exchange (também foram afetados os IX de Amsterdam, Frankfurt e Hong Kong. No pico do ataque o trhoughput foi de 300Gbps (300 Gigabytes por segundo).

No dia 20, a empresa chegou a comemorar a resolução do problema com o post The DDoS That Knocked Spamhaus Offline (And How We Mitigated It) - detalhes abaixo (as ênfases foram incluídas por mim): 


"In the Spamhaus case, the attacker was sending requests for the DNS zone file for ripe.net to open DNS resolvers. The attacker spoofed the CloudFlare IPs we'd issued for Spamhaus as the source in their DNS requests. The open resolvers responded with DNS zone file, generating collectively approximately 75Gbps of attack traffic. The requests were likely approximately 36 bytes long (e.g. dig ANY ripe.net @X.X.X.X +edns=0 +bufsize=4096, where X.X.X.X is replaced with the IP address of an open DNS resolver) and the response was approximately 3,000 bytes, translating to a 100x amplification factor.

We recorded over 30,000 unique DNS resolvers involved in the attack. This translates to each open DNS resolver sending an average of 2.5Mbps, which is small enough to fly under the radar of most DNS resolvers. Because the attacker used a DNS amplification, the attacker only needed to control a botnet or cluster of servers to generate 750Mbps -- which is possible with a small sized botnet or a handful of AWS instances. It is worth repeating: open DNS resolvers are the scourge of the Internet and these attacks will become more common and large until service providers take serious efforts to close them."

Ou seja a CloudFlare - ao redirecionar os pacotes que tinham como endereço os IPs do alvo (SpamHaus) para múltiplos IPs espalhados em vários continentes, aliviou o efeito do ataque e permitiu uma melhor conectividade para as redes próximas ao alvo, mas (potencialmente) afetou as demais redes para onde o tráfego foi redirecionado. Isto normalmente nem é percebido para ataques menores, mas este ataque de 300Gbps, foi diferente.

Para o ataque foram utilizados 30.000 servidores DNS "open resolvers". Segundo o Open Resolver Project, já foram mapeados quase 27 milhões de servidores DNS open resolvers na Internet. Curiosamente, nas últimas 12 horas, o CyberBunker está indisponível mas o SpamHaus continua online.

Algumas fontes de notícias tem exagerado nos efeitos deste ataque à SpamHaus, aumentando sua importância para a internet como um todo - alguns estão o chamando de "bomba nuclear digital", entre outros exageros. De qualquer forma, se considerarmos que o último maior ataque DDoS foi de cerca de 10Gbps, é um ataque significativo, sim - e certamente efeitos colaterais foram sentidos.

Vale lembrar que ataques DDOS em servidores de DNS raiz já tiveram um efeito (este sim, devastador) por duas vezes na história da internet - em 2002 e 2007.

Um vídeo muito interessante sobre ataques de negação de serviço distribuídos utilizando amplificação de DNS foi feito pelo Team Cymru (também parceiro da Apura):




[ Mitigação / Defesa ]

Além dos serviços de mitigação comerciais existentes - O que mais podemos fazer antes de um ataque de negação de serviço para se preparar para ter resiliência durante a execução dele? 

I - Cheat Sheet - Neste mês publicamos por aqui as Metodologias de Resposta a Incidentes publicadas pelo CERT da Société Générale, incluindo o "IRM-4 : Distributed Denial of Service" (PDF)

II - O pessoal da Whitehat Security publicou um "DDoS RunBook" (formato .docx)  para auxiliar as empresas a se prepararem para este tipo de incidente de segurança, criando um plano de resposta. Se você faz parte de um time de segurança da informação ou CSIRT, recomendo.

III - RFC 5358-  Preventing Use of Recursive Nameservers in Reflector Attacks

IV - US CERT - Alert (TA13-088A) DNS Amplification Attacks

V - Em 2007 eu tive a oportunidade de fazer sugestões e revisar um excelente documento produzido pelo CERT.BR, entitulado "Recomendações para Evitar o Abuso de Servidores DNS Recursivos Abertos". O documento foi atualizado esta semana devido aos ataques em pauta - vale a leitura.


A descrição dos passos do ataque pode ser vista nos parágrafos e imagem abaixo:

"Uma das técnicas de DDoS utilizadas atualmente envolve a exploração de servidores DNS recursivos abertos, para gerar grandes quantidades de tráfego de resposta DNS para uma vítima cujo endereço IP está sendo forjado.

Um dos problemas fundamentais explorado nesses ataques é o fato do sistema de DNS utilizar UDP (Internet User Datagram Protocol) como protocolo principal de comunicação. Como este protocolo não requer o estabelecimento de uma sessão entre o cliente e o servidor e não possui métodos de autenticação, fica facilitada a ação de forjar a origem de uma consulta DNS.





1 - O atacante publica um registro muito grande, em geral TXT, em um servidor DNS sob seu controle (muitas vezes esse pode ser um servidor previamente comprometido pelo atacante).
2 - O atacante, de posse de uma lista de servidores DNS recursivos abertos, envia a estes servidores centenas ou milhares de consultas pelo registro publicado no passo 1, forjando o endereço IP da vítima, ou seja, colocando o endereço IP da vítima como endereço de origem da consulta (2a). Deste modo, o atacante faz com que as respostas sejam enviadas para a vítima e não para a máquina que fez as consultas. Na primeira consulta recebida por um servidor recursivo este vai buscar a resposta no servidor controlado pelo atacante (2b), nas demais consultas a resposta será enviada diretamente do cache do servidor recursivo aberto.
Em diversos casos documentados as consultas feitas à lista de servidores abertos foram realizadas por uma grande quantidade de bots, o que em geral aumenta ainda mais o volume de tráfego sendo enviado para a vítima.
3 - A vítima recebe as respostas DNS, que costumam gerar uma amplificação de aproximadamente 10 a 80 vezes o tráfego inicial de consultas, pois, para uma consulta média de aproximadamente 50 bytes, podem ser retornados cerca de 4.000 bytes de resposta para a vítima."

Para solucionar o problema dos servidores DNS recursivos abertos é necessário separar os servidores autoritativo e recursivo e atribuir políticas de acesso diferentes a cada um. Isto pode ser feito de duas maneiras:
Colocando os servidores DNS em computadores diferentes, com configurações e políticas de acesso diferentes; ou Utilizando o conceito de views (visões ou vistas) do BIND 9 (Berkeley Internet Name Domain versão 9).
Para a lista completa de sugestões de mitigação para servidores DNS (BIND9 e Microsoft DNS), veja as instruções técnicas diretamente o site do CERT.BR.

VI - Uma dica valiosa para empresas/órgãos preocupados em não participar deste tipo de ataque por possuir servidores mal configurados em suas redes é fornecida no documento do CERT.BR (I) . Trata-se do serviço disponibilizado pelo "DNS Factory" - http://dns.measurement-factory.com/cgi-bin/openresolverquery.pl, onde qualquer um pode solicitar que a lista dos Open Resolvers sobre sua responsabilidade sejam enviadas para os emails de contato (RFC 2142) das redes em questão. (Uma alternativa interessante ao DNS Factory é o DNSInspect).


VII - Dicas importantes de mitigação utilizando DNS rate limit podem ser vistas no site da CloudShield: "3 Ways to Use DNS Rate Limit Against DDoS Attacks" 

VIII - A Radware publicou um "DDoS Survival Handbook" - muito útil também.

IX - O Team Cymru possui uma página sobre configuração segura de DNS e  publicou um interessante documento sobre o histórico dos ataques de DDOS: http://www.team-cymru.com/ReadingRoom/Whitepapers/2010/ddos-basics.pdf

[ Outras leituras recomendadas sobre o tópico - além das já linkadas no post ]

Português:
Espanhol:
Inglês:


Thursday, March 14, 2013

Evento: Cyber Security Meeting Brazil



[ Update: 14/03/2013 ]
Apresentação efetuada antes do Debate 
"Os desafios da Cibersegurança para 2014 e 2016":


[ Post Original: 11/03/2013 ]
Para proporcionar uma troca de conhecimento internacional por
meio de workshops e palestras com especialistas brasileiros e 
estrangeiros, o Cyber Security Meeting Brazil será realizado entre 
os dias 13 e 14 de março, na Câmara dos Deputados, em Brasília.  
Uma das empresas parceiras do evento, a Apura, além de ser 
representada pelo sócio fundador e diretor de tecnologia, 
Sandro Süffert, trará a esta iniciativa importantes instituições 
internacionais, como a AccessData e o Team Cymru.

No primeiro dia do evento, das 15h40 às 16h20, a AcessData, 
maior fornecedor de soluções de Cibersegurança e Forense 
Computacional do mundo, trará o diretor de Engenharia, Faisal 
Habib, para a palestra “Medalha de Ouro: Como a AcessData
ajudou o Comitê de Londres a ganhar a competição de
investigações digitais”. Esta ação será focada na experiência 
da empresa em proteger as redes durante os jogos Olímpicos 
de Londres, em 2012.

Dando sequência ao Cyber Security Meeting Brasil, das 16h30 

às 17h30, haverá uma Mesa de Discussão para abordar sobre 
“Os desafios da Cibersegurança para 2014 e 2016”, anos em 
que serão realizados dois eventos de grande magnitude no 
Brasil, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Farão parte 
desta iniciativa o perito da Unidade de Repressão a Crimes 
Cibernéticos da Polícia Federal, Ivo Peixinho,  o sócio fundador 
e diretor de tecnologia Apura, Sandro Süffert; e o delegado da 
Polícia Federal Brasileira e deputado federal pelo Estado de 
São Paulo, Protógenes Queiroz.  

A Mesa de Discussão será coordenada pelo Tenente-Coronel e 
Chefe da seção de Guerra Cibernética do Centro de Comunicações 
e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro, Rogério Winter.

Já no segundo dia do evento, das 11h às 11h50, a Team Cymru, 
uma organização sem fins lucrativos, será representada pelo diretor 
da entidade na América Latina, Jacomo Picollini, que irá abordar 
sobre as ameaças cibernéticas direcionadas a algumas regiões, em 
uma palestra intitulada “O Cenário de Ameaças no Brasil e América 
do Sul”. O Cyber Security Meeting Brazil contará também com a 
participação de outras autoridades, como o comandante do Centro 
de Defesa Cibernética Brasileiro, General José Carlos dos Santos 
e o Delegado Carlos Eduardo Sobral, da Polícia Federal.

As palestras serão realizadas no Auditório Nereu Ramos, da Câmara 
dos Deputados - em Brasília. O evento irá receber profissionais que 
atuam no segmento de Segurança da Informação, Governança em TI, 
além de gestores de Risco e de TIC/SIC, dos setores Governamentais 
e Empresariais, e especialistas ligados à área de combate à fraude 
eletrônica e digital. Os interessados podem efetuar a inscrição 
gratuitamente no seguinte portal:
http://www.eventbrite.pt/event/5029009904. 

Cyber Security Meeting Brazil 2013

Data| 13 e 14 de março de 2013

Horário| das 09h30 às 17h30

Local| Auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados de Brasília

Endereço| Praça dos Três Poderes, Zona Cívico-Administrativa – Brasília – DF


Fonte| Maxpress – São Paulo/SP – NACIONAL E MUNDO - 27/fev/2013 - 


Saturday, February 2, 2013

Páginas falsas de empresas e bancos são armadilha para roubo de informações



Post rápido para divulgar uma notícia publicada recentemente. Neste sábado foi veiculada uma reportagem no Jornal Hoje, da Rede Globo, sobre roubo de informações e golpes online.

Título: "Páginas falsas de empresas e bancos são armadilha para roubo de informações"

Resumo: “Mais de 28 milhões de brasileiros já foram vítimas dos golpes aplicados na Internet. Quando a máquina é infectada, os criminosos conseguem ter acesso a senhas de banco e cartões e números de documentos.”

Entrevistado: Ronaldo Vasconcellos, Diretor da Apura Cyber Intelligence Services.

Link para o vídeo da reportagem: http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/t/edicoes/v/paginas-falsas-de-empresas-e-bancos-sao-armadilha-para-roubo-de-informacoes/2382502/

Tuesday, October 23, 2012

III Seminario de Defesa Cibernetica, CyberWarfare e Geopolitica


III Seminário de Defesa Cibernética do Ministério da Defesa


O Ministério da Defesa organiza a partir de amanhã, até 6a feira o 3º Seminário de Defesa Cibernética. Tive a oportunidade e a honra de participar de todos os Seminários e sou testemunha que o evento vem melhorando e crescendo a cada ano, com cada vez mais interação e troca de experiências entre os participantes.

Neste ano, a Apura Inteligência em CiberSegurança estará presente mostrando seus produtos, serviços e programa de treinamentos para instituições governamentais.

Segundo o Ministério da Defesa, "o objetivo do evento é reunir e fomentar a discussão, a reflexão e troca de experiências entre instituições públicas, organizções civis e integrantes do ambiente acadêmico, tanto nacional, quanto internacional, que tenham relação com os assuntos inerentes ao setor de defesa cibernética".

Site oficial: http://www.3cibermd.eb.mil.br/


CyberWarfare:


Anti-Vírus e Geopolítica:

  • Recentemente a revista Wired publicou informações a respeito do fundador e dono da empresa de anti-vírus russa que leva seu nome,  Eugene Kaspersky - o acusando de trabalhar para o Kremlin. Eugene se defendeu em seu blog, dizendo que apenas provê expertise, e nada mais.
  • O próprio Eugene Kaspersky divulgou recentemente que sua empresa está desenvolvendo - há dez anos - um sistema operacional "seguro" para sistemas SCADA (de infra-estrutura crítica). 
  • Além da Kasperksy, a finlandesa F-Secure vêm se posicionando crítica a atuação de Anti-Vírus norteamericanos, como Mcafee e Symantec, por não detectar trojans supostamente utilizados por alguns governos. De fato, tanto no caso do Stuxnet, quanto no DuQu e Flame, as primeiras detecções ocorreram por empresas europeias. 
  • No início deste ano o Exército brasileiro comprou o código fonte do produto de Anti-Vírus da empresa BluePex, que em 2010 havia comprado a "AvWare". O movimento mostra uma preocupação com a soberania nacional e também pode prover a capacidade de controle do código fonte dos produtos responsáveis por identificar ataques cibernéticos em redes governamentais. É óbvio que muitas funcionalidades precisarão ser criadas para melhorar a eficiência do softwar, mas é um bom sinal perceber que as inovações tecnológicas necessárias agora podem ser feitas sobre um código sob controle do Brasil.
Posts Relacionados:

Sunday, March 25, 2012

FTK 4 - Evolução, Funcionalidades e evento de lançamento

[ Update 25/03/2012 ]


Mais de 100 inscrições foram feitas no link http://tinyurl.com/ApuraFTK4 e os eventos ocorrerão nesta semana em Brasília (3a) e São Paulo (5a). 


[ Update 07/03/2012 ]


Nos últimos dias alguns profissionais de renome na área comentaram e expandiram o assunto que tratamos neste post:


Em primeiro lugar, agradeço ao meu amigo Andrés Velázquez e expert em pericia forense da Mattica -  empresa mexicana precursora da área na América Latina - que publicou em seu blog sobre Computação Forense em espanhol o seguinte post: 

http://www.andresvelazquez.com/2012/03/la-nueva-version-de-accessdata-ftk-4-la-historia-por-sandro-suffert/ (1)


Aproveito também para agradecer ao SegInfo (2) e ao Luiz Rabelo (3) por publicarem em seus respectivos blogs material sobre o assunto em pauta. Muito obrigado, senhores!


[ Post Original 03/03/2012 ]


O world tour de lançamento da ferramenta FTK4 passará pelo Brasil em março (Brasília - 27 e São Paulo - 29). Caso você tenha interesse em participar do evento, faça seu cadastro neste link.



Tive a oportunidade de iniciar os testes da versão 4.0 do Forensic Toolkit da AccessData em 16 de fevereiro (obrigado Corey Johnson e Marcos Ferrari) e desde então estou esperando ter tempo para apresentar um resumo e capturas de tela das inovações que a ferramenta vem apresentando em suas últimas versões.



Antes de tratarmos algumas das novidades e pontos fortes da solução, gostaria de fazer um breve histórico da evolução da ferramenta nos últimos anos:


FTK 1.x) A versão mais antiga da solução já possuía alguns diferenciais interessantes, como a categorização/overview baseada em assinatura de arquivos; um processo de indexação (baseado no dtSearch) eficiente; e uma capacidade de análise de emails superior.

FTK 2.x e 3.x) Nesta versão foram incluídas funcionalidades como o Banco do Dados Oracle (2.x) para processamento de casos (em oposição ao processamento em memória); foi adicionada a capacidade de processamento distribuído em várias máquinas (1+3); A possibilidade de cálculo de Fuzzy Hashing, reconhecimento e indexação de texto em imagens (OCR); Detecção automatizada de imagens pornográficas (EID); Agente para aquisição de imagem de disco, dados voláteis e memória remotamente - para windows somente, Banco de dados PostGres (3.x), metacarving).


FTK 4.x) Análise de memória incluindo varredura de VAD TREE de processos, e possibilidade de utilização de agentes de "forense enterprise" para aquisição de dados em uma máquina ligada (Mac, Linux, ou Windows); Iremos tratar abaixo várias novidades desta versão e funcionalidades consagradas que se mantiveram, incluindo os novos módulos exclusivos da nova versão;


Alguns screenshots exclusivos do FTK4 em execução:


1) Gerenciamento de Casos é feito de forma transparente em um BD postgres:


2) Barra de navegação e visualização do FTK4 alia facilidade e poder de uso:


3) O Case Overview proporciona múltiplas maneiras de visualizar os dados presentes nas imagem forenses inseridas no caso:


4) Categorias de arquivos agrupadas por assinatura (headers):


5) Análise de dados voláteis e de memória incluindo processos, bibliotecas, sockets, arquivos abertos, parâmetros, etc..


6) Opção "Exportar informações de arquivos .LNK" (hat tip to David Cohen) que possibilita a geração de uma planilha com informações valiososas sobre a atividade de usuários no sistema operacional Windows, incluindo abertura de arquivos de pendrives, discos externos:


7) A Opção acima também facilita a extração de informações relacionadas ao acesso de diretórios de rede:

8) O novo módulo Cerberus de análise estática de binários, calcula uma classificação de risco baseada em uso de comunicações de rede, persistência, criptografia, obfuscação, APIs e funções utilizadas pelo binário - muito útil para casos envolvendo malwares:


9) O novo módulo de Visualização é extremamente flexível, permitindo a geração de gráficos baseados em diferentes informações presentes no caso, como estatísticas de arquivos selecionados:

10) O módulo permite também outros tipos de visualização, como o envio e recebimento de emails:

11) processamento distribuído - para casos maiores e análises mais rápidas, é possível habilitar o processamento distribuido em até quatro máquinas (O FTK4 estará rodando em uma delas e o "Distributed Processing Engine" em outras três) - isto pode significar um aumento significativo de performance.

12) agentes enterprise para Windows, MacOS e Linux - o FTK4 possibilita a aquisição remota de imagens (físicas ou lógicas) e também uma obtenção de dados voláteis e/ou o dump de memória RAM de máquinas dos sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS.

13) Para finalizar, podemos verificar o poder da ferramenta observando o menu de Análises Adicionais:


São dignas de nota especial as seguintes funcionalidades adicionais:


a. Detecção de Imagens Pornográficas (EID) - com váras opções de algorítimos com diferentes níveis de precisão (e velocidade);


b. O reconhecimento óptico de caracteres (OCR) em arquivos de imagem, pdf, - com dois algorítimos disponíveis;


c. Fuzzy Hashing - muito útil para identificar mesmo pequenas alterações feitas em documentos e outros arquivos;


d. o poder de customização no carving (recuperação a partir de clusters não alocados) de arquivos e a funcionalidade de meta carving (busca por entradas órfãs na tabela FAT e no índice $MFT do NTFS);

e. a capacidade de geração de relatórios de informações do registro windows baseados em templates pré-configurados;

14) Caso eu tenha esquecido algo de relevante - e para encerrar o post - segue a lista de novidades listadas pela AccessData e ao final um link para os "Release Notes":

Forensic Toolkit 4 is now available! 

This major release is designed to deliver enterprise-class capabilities at a stand-alone price. Now, you can leverage the full functionality of AD Enterprise against a single live remote node. This means FTK users can conduct remote investigations to eliminate travel, reduce response times, and speed acquisitions…. And organizations gain incident response capabilities that are so critical in securing networks. In addition to AD Enterprise functionality, FTK 4 users are able to integrate malware triage and visual analytics with two new FTK add-on modules, the industry-first Cerberus malware triage and analysis module and our new state-of the art Visualization solution. 

FTK continues to be the most innovative solution on the market, as well as the best value, giving you integrated functionality that would normally cost tens of thousands of dollars. It’s time to learn the meaning of next-generation digital investigations…


What’s New in FTK 4?


Single-Node Enterprise
Install a persistent agent on a single computer to enable the remote analysis and incident response capabilities of AD Enterprise. Preview, acquire and analyze hard drive data, peripheral device data, (RAM Windows Only) and volatile data on Windows®, Apple® OS, UNIX® and Linux® machines. Uninstall the agent at any time, and push it out to a different computer.
WATCH DEMONSTRATION >

Expanded RAM Analysis
FTK 4 now provides VAD tree analysis. To see a full list of static RAM analysis capabilities, view the FTK data sheet.

New File System /File Type Support

  • YAFFS and YAFFS2
  • Exchange 2010 EDB
  • 7zip
Enhanced decryption support (with proper credentials)
  • Checkpoint Pointsec disk encryption
  • Sophos Safeguard Enterprise (latest version)
  • Multi-password capability
Increased processing performance, especially on systems with more than 8 cores.

New Regular Expression Support for Index Searching
FTK users can now search for advanced combinations of characters against the index.

Licensing
Added support for soft dongle licensing in virtual machines.

Add Integrated Malware Analysis with CERBERUS
Cerberus is a malware triage technology that is available as an add-on for FTK 4. The first step towards automated reverse engineering, Cerberus provides threat scores and disassembly analysis to determine both the behavior and intent of suspect binaries.

Add state-of-the-art data analytics with VISUALIZATION*
With our new visualization module you can view data in seconds in multiple display formats, including timelines, cluster graphs, pie charts and more.


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