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Sunday, March 25, 2012

FTK 4 - Evolução, Funcionalidades e evento de lançamento

[ Update 25/03/2012 ]


Mais de 100 inscrições foram feitas no link http://tinyurl.com/ApuraFTK4 e os eventos ocorrerão nesta semana em Brasília (3a) e São Paulo (5a). 


[ Update 07/03/2012 ]


Nos últimos dias alguns profissionais de renome na área comentaram e expandiram o assunto que tratamos neste post:


Em primeiro lugar, agradeço ao meu amigo Andrés Velázquez e expert em pericia forense da Mattica -  empresa mexicana precursora da área na América Latina - que publicou em seu blog sobre Computação Forense em espanhol o seguinte post: 

http://www.andresvelazquez.com/2012/03/la-nueva-version-de-accessdata-ftk-4-la-historia-por-sandro-suffert/ (1)


Aproveito também para agradecer ao SegInfo (2) e ao Luiz Rabelo (3) por publicarem em seus respectivos blogs material sobre o assunto em pauta. Muito obrigado, senhores!


[ Post Original 03/03/2012 ]


O world tour de lançamento da ferramenta FTK4 passará pelo Brasil em março (Brasília - 27 e São Paulo - 29). Caso você tenha interesse em participar do evento, faça seu cadastro neste link.



Tive a oportunidade de iniciar os testes da versão 4.0 do Forensic Toolkit da AccessData em 16 de fevereiro (obrigado Corey Johnson e Marcos Ferrari) e desde então estou esperando ter tempo para apresentar um resumo e capturas de tela das inovações que a ferramenta vem apresentando em suas últimas versões.



Antes de tratarmos algumas das novidades e pontos fortes da solução, gostaria de fazer um breve histórico da evolução da ferramenta nos últimos anos:


FTK 1.x) A versão mais antiga da solução já possuía alguns diferenciais interessantes, como a categorização/overview baseada em assinatura de arquivos; um processo de indexação (baseado no dtSearch) eficiente; e uma capacidade de análise de emails superior.

FTK 2.x e 3.x) Nesta versão foram incluídas funcionalidades como o Banco do Dados Oracle (2.x) para processamento de casos (em oposição ao processamento em memória); foi adicionada a capacidade de processamento distribuído em várias máquinas (1+3); A possibilidade de cálculo de Fuzzy Hashing, reconhecimento e indexação de texto em imagens (OCR); Detecção automatizada de imagens pornográficas (EID); Agente para aquisição de imagem de disco, dados voláteis e memória remotamente - para windows somente, Banco de dados PostGres (3.x), metacarving).


FTK 4.x) Análise de memória incluindo varredura de VAD TREE de processos, e possibilidade de utilização de agentes de "forense enterprise" para aquisição de dados em uma máquina ligada (Mac, Linux, ou Windows); Iremos tratar abaixo várias novidades desta versão e funcionalidades consagradas que se mantiveram, incluindo os novos módulos exclusivos da nova versão;


Alguns screenshots exclusivos do FTK4 em execução:


1) Gerenciamento de Casos é feito de forma transparente em um BD postgres:


2) Barra de navegação e visualização do FTK4 alia facilidade e poder de uso:


3) O Case Overview proporciona múltiplas maneiras de visualizar os dados presentes nas imagem forenses inseridas no caso:


4) Categorias de arquivos agrupadas por assinatura (headers):


5) Análise de dados voláteis e de memória incluindo processos, bibliotecas, sockets, arquivos abertos, parâmetros, etc..


6) Opção "Exportar informações de arquivos .LNK" (hat tip to David Cohen) que possibilita a geração de uma planilha com informações valiososas sobre a atividade de usuários no sistema operacional Windows, incluindo abertura de arquivos de pendrives, discos externos:


7) A Opção acima também facilita a extração de informações relacionadas ao acesso de diretórios de rede:

8) O novo módulo Cerberus de análise estática de binários, calcula uma classificação de risco baseada em uso de comunicações de rede, persistência, criptografia, obfuscação, APIs e funções utilizadas pelo binário - muito útil para casos envolvendo malwares:


9) O novo módulo de Visualização é extremamente flexível, permitindo a geração de gráficos baseados em diferentes informações presentes no caso, como estatísticas de arquivos selecionados:

10) O módulo permite também outros tipos de visualização, como o envio e recebimento de emails:

11) processamento distribuído - para casos maiores e análises mais rápidas, é possível habilitar o processamento distribuido em até quatro máquinas (O FTK4 estará rodando em uma delas e o "Distributed Processing Engine" em outras três) - isto pode significar um aumento significativo de performance.

12) agentes enterprise para Windows, MacOS e Linux - o FTK4 possibilita a aquisição remota de imagens (físicas ou lógicas) e também uma obtenção de dados voláteis e/ou o dump de memória RAM de máquinas dos sistemas operacionais Windows, Linux e MacOS.

13) Para finalizar, podemos verificar o poder da ferramenta observando o menu de Análises Adicionais:


São dignas de nota especial as seguintes funcionalidades adicionais:


a. Detecção de Imagens Pornográficas (EID) - com váras opções de algorítimos com diferentes níveis de precisão (e velocidade);


b. O reconhecimento óptico de caracteres (OCR) em arquivos de imagem, pdf, - com dois algorítimos disponíveis;


c. Fuzzy Hashing - muito útil para identificar mesmo pequenas alterações feitas em documentos e outros arquivos;


d. o poder de customização no carving (recuperação a partir de clusters não alocados) de arquivos e a funcionalidade de meta carving (busca por entradas órfãs na tabela FAT e no índice $MFT do NTFS);

e. a capacidade de geração de relatórios de informações do registro windows baseados em templates pré-configurados;

14) Caso eu tenha esquecido algo de relevante - e para encerrar o post - segue a lista de novidades listadas pela AccessData e ao final um link para os "Release Notes":

Forensic Toolkit 4 is now available! 

This major release is designed to deliver enterprise-class capabilities at a stand-alone price. Now, you can leverage the full functionality of AD Enterprise against a single live remote node. This means FTK users can conduct remote investigations to eliminate travel, reduce response times, and speed acquisitions…. And organizations gain incident response capabilities that are so critical in securing networks. In addition to AD Enterprise functionality, FTK 4 users are able to integrate malware triage and visual analytics with two new FTK add-on modules, the industry-first Cerberus malware triage and analysis module and our new state-of the art Visualization solution. 

FTK continues to be the most innovative solution on the market, as well as the best value, giving you integrated functionality that would normally cost tens of thousands of dollars. It’s time to learn the meaning of next-generation digital investigations…


What’s New in FTK 4?


Single-Node Enterprise
Install a persistent agent on a single computer to enable the remote analysis and incident response capabilities of AD Enterprise. Preview, acquire and analyze hard drive data, peripheral device data, (RAM Windows Only) and volatile data on Windows®, Apple® OS, UNIX® and Linux® machines. Uninstall the agent at any time, and push it out to a different computer.
WATCH DEMONSTRATION >

Expanded RAM Analysis
FTK 4 now provides VAD tree analysis. To see a full list of static RAM analysis capabilities, view the FTK data sheet.

New File System /File Type Support

  • YAFFS and YAFFS2
  • Exchange 2010 EDB
  • 7zip
Enhanced decryption support (with proper credentials)
  • Checkpoint Pointsec disk encryption
  • Sophos Safeguard Enterprise (latest version)
  • Multi-password capability
Increased processing performance, especially on systems with more than 8 cores.

New Regular Expression Support for Index Searching
FTK users can now search for advanced combinations of characters against the index.

Licensing
Added support for soft dongle licensing in virtual machines.

Add Integrated Malware Analysis with CERBERUS
Cerberus is a malware triage technology that is available as an add-on for FTK 4. The first step towards automated reverse engineering, Cerberus provides threat scores and disassembly analysis to determine both the behavior and intent of suspect binaries.

Add state-of-the-art data analytics with VISUALIZATION*
With our new visualization module you can view data in seconds in multiple display formats, including timelines, cluster graphs, pie charts and more.


SEE RELEASE NOTE FOR ADDITIONAL PRODUCT ENHANCEMENTS>




Wednesday, September 21, 2011

Forense em Windows: Análise de Registro

Há dois meses atrás divulguei um material (109 pag.) sobre Forense de Memória, tanto no blog da Techbiz Forense quanto no blog SSegurança

Como o feedback foi muito positivo, resolvi também publicar por aqui o material que preparei sobre Forense de Registro Windows (83 pag.)






Livros:

I - Windows Forensic Analysis v2, Harlan Carvey
Capítulo 3 – Windows Memory Analysis, Capítulo 4 – Registry Analysis

II - EnCE – The Official Encase Certified Examiner Study Guide, 2ndEdition, Steve Bunting
Capítulos 3 – First Response e 9 – Windows Operating System Artifacts e 10 – Advanced Windows - Registry

III - Malware Forensics – Investigating and Analyzing Malicious Code, James Aquilina, - Eoghan Casey, Cameron Malin
Capítulos 3 – Memory Forensics: Analyzing Physical and Process Memory Dumps e 9 – Analysis of a Suspect Program

IV – Microsoft Windows Registry Guide, 2nd Edition





Papers / Documentações:

“Inside the Registry” Windows NT Magazine – Mark Russinovich

Windows 7 UserAssist Registry Keys - Didier Stevens: Into The Box Magazine.

Guide To Profiling USB Device Thumbdrives and Drive Enclosure on Win7, Vista, and XP http://blogs.sans.org/computer-forensics/files/2009/09/USBKEY-Guide.pdf

RegRipper Documentation -http://regripper.net/RR/Documents/Documents.zip - Registry Reference Deleted Apps ACMRU Windows Forensic Analysis -RegRipper version 2.02 Cheat Sheet

AccessData Registry Viewer Documentationhttp://www.accessdata.com/supplemental.html
Registry Quick Find Chart Registry Offset UserAssist Registry Key

Forensic Analysis of the Windows Registry in Memory - Brendan Dolan-Gavitt: http://www.dfrws.org/2008/proceedings/p26-dolan-gavitt.pdf

Recovering Deleted Data From the Windows Registry - Timothy Morgan: http://www.dfrws.org/2008/proceedings/p33-morgan.pdf

Forensic Analysis of Unnalocated Space in Windows Registry Hive Files – Jolantha Thomasen (University of Liverpool)


Ferramentas:


1) Virtual Machines:

1.0) VMWare Workstation, Server ou Player:http://www.vmware.com

2) Ferramentas Free/GPL:

2.4 – Reg Ripper (+ RegSlack, + RegScan, +RipXp) -http://regripper.net/?page_id=150
2.5 – Registry Viewer - AccessData:http://www.accessdata.com/downloads.html#ForensicProducts
2.6 – Registry Summary Report Files - AccessData:http://www.accessdata.com/downloads/rsrfiles/AllRSRFiles.zip
2.7 – RegExtract (GUI/CLI) – WoanWare:http://www.woanware.co.uk/downloads/
2.11 – USBDeviceForensics -http://www.woanware.co.uk/usbdeviceforensics/
2.14 – MiTec Windows Registry Recovery –http://www.mitec.cz/wrr.html

3) Ferramentas Comerciais:

3.1 – AccessData FTK 3.1 + Registry Viewer –http://www.accessdata.com
3.2 – Encase Forensics 6.17 – http://www.guidancesoftware.com
UserAssist Decoder V3.3 Enscript -https://support.guidancesoftware.com/forum/downloads.php?do=file&id=832 (requer acesso ao suporte da Guidance)
Registry Examiner Enpack -https://support.guidancesoftware.com/forum/downloads.php?do=file&id=752 (requer acesso ao suporte da Guidance)

Monday, April 18, 2011

Fuzzy Logic e Fuzzy Hashing

[ Update 18/04/2011 ]

Hoje fui responder a um post sobre o assunto do meu colega de trabalho e amigo - Luiz Sales Rabelo, acabei escrevendo tanto que virou uma atualização por aqui:

Segue mais uma referência interessante: (pdf) - que apresenta as seguintes técnicas de "near match":

- Diff Analysis
- Hashing
- Fuzzy Hashing
- Entropy

O título é - Utilizing Entropy to Identify Undetected Malware - de Tom Davis, Product Manager, Cybersecurity Solutions (Guidance Software)

Acrescentaria ainda uma técnica que já utilizei para sair de sinucas de bico durante duas investigações, importantes, onde tudo parecia perdido - chamada File Block Hash Analysis:

Download do Enscript aqui: https://support.guidancesoftware.com/forum/downloads.php?do=file&id=657

Falei sobre estas técnicas na nossa apresentação (slides) do último ICCyber (a partir do slide 27):



[ Post Original - 2009/11/09 ]

Fuzzy está na moda.

Dois dos meus blogs preferidos publicaram nos últimos dias artigos sobre métodos Fuzzy (Difusos). Um para Forense Computacional (Fuzzy Hashing), outro para Correlação de Logs / SIEM (Fuzzy Logic) .

O assunto é muito interessante e meu objetivo neste post post é comentar as excelentes contribuições feitas pela dupla de blogueiros brazucas.

Post I - Alexandre Teixeira: Fuzzy Hashing na Prática

São apresentados os conceitos e comandos para utilização do utilitário de linha de comando ssdeep (do inventor do Fuzzy Hashing via context triggered piecewise hashes (CTPH) - Jesse Kornblum).

Em linhas gerais, o Fuzzy Hashing torna possível a um analista forense, por exemplo, comparar diferentes arquivos para descobrir o grau de semelhança entre eles, independente da computação de hash tradicional (MD5, SHA1).

A técnica é útil também para análise de malwares (através de comparação de dump de processos em execução). Possivelmente códigos similares (diferentes versões) terão fuzzy hashings próximos.

Além disto, pode ser usado para encontrar vazamento de informação a partir de documentos conhecidos - que mesmo ao serem alterados manterão um fuzzy hashing próximo ao do arquivo original.

Meu comentário sobre outras implementações para Forense:

Alexandre, desde Janeiro de 2009 o FTK da AccessData (nas versões 2 e 3) já possui a funcionalidade de Fuzzy Hashing (ou CTPH) , inclusive com gerenciamento via KFF (Known File Filter) no BD Oracle que acompanha a solução.

Existe uma boa referência da utiilização de Fuzzy Hashing para Forense Digital no site da AccessData: http://www.accessdata.com/downloads/media/Fuzzy_Hashing_for_Investigators.pdf


Post II - Luiz Zanardo: Fuzzy Logic aplicada a busca de padrões em Logs

Não vou lembrar quem me falou, mas já ouvi alguém dizer que a Inteligência artificial costuma ser sempre o 2o melhor jeito de resolver um problema.. o que não é nada mal se resolver mesmo =)

Neste post o Zanardo introduz o leitor a algums conceitos de Lógica Difusa e Teoria de Conjuntos, incluindo Regras de Associação Difusas, Quantificadores Relativos, Suporte e Confiança - entre outros.

O maior ganho em utilizar a Lógica Difusa (ou Fuzzy Logic) está em sua capacidade de gerar respostas com base em informações qualitativamente incompletas e imprecisas ou ambíguas - como um conjunto de logs de segurança, por exemplo =) Em resumo, a lógica difusa generaliza a distribuição binária entre impossível e possível em uma representação gradativa (de 0 a 1) de possibilidade.

A melhor referência de introdução ao ssunto Fuzzy Logic que encontrei online foram estas aulas (powerpoint+video) da Universidade de Konstanz, na Alemanha (em inglês).

Conclusão:

Em ambos os casos, o objetivo é aproveitar o poder de reconhecimento de padrões que os algorítimos Fuzzy fornecem para melhorar a qualidade de identificação de objetos em produtos na área de Segurança.

Do ponto de vista de desenvolvimento de software, existem algumas implementações interessantes, seja via binders como o pyssdeep do python (fuzzy hashing) e o módulo AI::Fuzzy do Perl (fuzzy logic).

Do ponto de vista da implementação da tecnologia em produtos existentes no mercado - no que tange a utilização de Fuzzy Logic para SIEM/ Correlação de Eventos e Logs, a ArcSight é a melhor referência.

Já para Forense Computacional, a AccessData o Fuzzy Hashing no FTK saiu na frente e a Guidance Software utilizando "Entropy" em seu produto CyberSecurity também já apresenta alternativa com o mesmo objetivo.

Browser Forensics - bom material de referência publicado

[ Update 18/04/2011 ]

Um bom passo a passo para recuperação de evidências e outros links relacionadao ao uso do Firefox 4 foram publicados recentemente. A estrutura dos arquivos sqlite3 utilizados pelo FF4 é destrinchada, assim como suas funções e vestigios de interesse. Vale a leitura!

Seguem os links:


Parte da informações do DB utilizado pelo FF foram obtidas de outro site que ainda não citamos por aqui: http://www.firefoxforensics.com/index.shtml

[ Update - 19/06/2010 ]

A Mandiant acaba de lançar uma nova versão (2.0) do WebHistorian, que suporta extração de histórico de navegação do Firefox 2,3+, Chrome 3+ e IE v5 v6 v7 e v8..

[ Update - 28/05/2010 ]

Muitas variações sutis existem na forma de armazenamento das informações entre os vários sistemas operacionais e versões de navegadores existentes.

As ferramentas de Forense Comerciais (como Encase e FTK) possuem suporte à várias delas, e outras devem ser extraídas manualmente analisando as estruturas de dados relacionadas (IE: index.dat FF: .sqlite, etc).

Além disto, algumas ferramentas gratuitas podem auxiliar sobremaneira na tarefa de reconstrução de histórico de navegação e demais artefatos relacionados à utilização da Internet. Dentre elas, estão:

1 - ChromeAnalysis - extrai bookmarks, cookies, downloads, termos de pesquisa, logins, histórico, termos de pesquisa arquivados e histórico arquivado.

2 - FoxAnalysis - extrai bookmarks, cookies, downloads, histórico de formulários, logins e histórico da web do Firefox.

3 - Internet Evidence Finder - busca em arquivos ou espaço não alocado por:
  • Internet Explorer 8: URLs Navegação Privativa/Recovery
  • Facebook: páginas e chat
  • MSN/Live: chat
  • Yahoo e Yahoo Messenger: chat e Webmail
  • GoogleTalk: chat
  • Gmail: email
  • Limewire: Termos de Pesquisa e configuração
  • Hotmail: Webmail
  • AOL IM: chat
  • Messenger Plus: chat
  • MySpace: chat
  • Bebo: chat
  • Yahoo Messenger: chat
  • Facebook Email: “Snippets”
4 - NirSoft Browser Tools - várias ferramentas para extração de dados de navegação (nomes auto-explicativos):
  • IECookiesView
  • IEHistoryView
  • IEHistoryView
  • MozillaCookiesView
  • MozillaCookiesView
  • MozillaCookiesView
  • OperaCacheView
  • OperaCacheView
  • OperaCacheView
  • OperaCacheView
  • SiteShoter
5 - NirSoftPassword Recovery Tools (nomes auto-explicativos):
  • MessenPass
  • Mail PassView
  • IE PassView
  • Protected Storage PassView
  • Dialupass
  • Asterisk Logger
  • AsterWin IE
  • Network Password Recovery
  • SniffPass Password Sniffer
  • PstPassword
  • PasswordFox
  • ChromePass
  • OperaPassView
  • WirelessKeyView
  • Remote Desktop PassView
  • VNCPassView
  • PocketAsterisk
  • RemotePocketAsterisk
6 - Web Browser Forensics - programa em C (GPL) para reconstrução de histórico de navegação de Firefox, Opera e Epiphany

7 - Web Historian - histórico de navegação de Internet Explorer, Mozilla, Firefox, Netscape, Opera e Safari

8 - Pasco - Análise de index.dat - histórico de navegação IE

9 - Galleta - Análise de Cookies do IE

10 - Firemaster e FirePassword: quebra de senhas do Firefox

11 - FF3HR Firefox 3 History Recovery: recuperação de histórico de navegação FF

[ Post Original - 31/03/2010 ]

Como sabemos, independente das ferramentas utilizadas para uma análise forense, é fundamental possuir uma boa compreensão do funcionamento interno e interação dos artefatos presentes em um sistema operacional investigado.

Existem alguns bons livros que detalham em capítulos alguns aspectos importantes de uma análise forense do ponto de vista da utilização de navegadores e das atividades efetuadas pelos usuários na Internet: sites visitados, referers, arquivos baixados, cookies, histórico de navegação, cache, etc.

Estas informações são cruciais em vários casos de investigação corporativa ou em perícias forenses, incluindo o levantamento de indícios de atividade dos usuários como acesso à sites, submissão de formulários, uso de senhas de terceiros, envio de web-mails, download de programas, pesquisas efetuadas em mecanismos de busca, entre outros.

Para facilitar o treinamento de equipes de investigação no assunto, há alguns dias foi publicado um mini-curso (PPT, PDF) por dois pesquisadores que há algum tempo se debruçam sobre o tema "Browser Forensics": Peter Hewitt e Manuel Humberto. É uma boa referência de técnicas e ferramentas para análise forense de navegadores de Internet muito utilizados (Internet Explorer e Firefox em diferentes versões do Windows).

Boa Leitura!

Friday, December 10, 2010

Flowcharts de processos de forense computacional


Há cerca de 3 anos tive a oportunidade de desenvolver junto a outros colegas da Techbiz Forense alguns processos em formato de flowchart para as várias fases de forense computacional (ex: coleta, análise, relatório). Minha apresentação de 2008 no ICCyber foi sobre este assunto, e parte dos slides podem ser vistos aqui.

Este tipo de material é muito útil para treinamentos de grupos de investigação (de forças da lei ou corporativos) e para adequação dos processos já existentes internamente na empresa.

Há poucas horas atrás, quando fazia minha varredura diária de informações ligadas à forense computacional e resposta a incidentes, encontrei no ótimo blog do Lance Mueller uma árvore de decisão para o processo de aquisição (ou coleta/imagem) de HD (clique para ampliar):




Como pode ser visto, o fluxo trata desde o primeiro momento quando o perito encontra a máquina até a validação (checagem do hash criptográfico SHA256/SHA1/MD5) da imagem (.dd/.e01) feita.

Alguns pontos merecem destaque:

1 - Não são tratadas as informações de coleta de dados voláteis (ex: memória), mas o autor prevê um outro flowchart para isto (Update 13/12/2010: o autor já publicou um fluxo incluindo a aquisição de dados voláteis)

2 - A decisão "Can you turn off" envolve uma série de possibilidades, que incluem - mas não se limitam - a:
  • Preocupação com a disponibilidade da máquina (serviço financeiro/crítico/etc);
  • Presença de criptografia de disco;
  • Presença e atividade de malware;
  • Análise de conexões estabelecidas;
3 - O autor sugere a utilização do FTK Imager ou do Encase WinAcq para aquisição de disco no caso da máquina não poder ser desligada, mas outras alternativas mais rápidas, stealth e modernas (remotas) podem ser utilizadas, como o a aquisição através da instalação automática de agentes via rede com o FTK (versão 3.0+) ou com o Encase Enterprise (ou FIM).

Com o objetivo de diferenciar a coleta presencial da remota, um exemplo de um processo simplificado de coleta remota pode ser visto na imagem abaixo (clique para ampliar)


E já que o assunto veio à tona, seguem alguns outros pontos a se considerar durante o processo de aquisição/coleta de evidências:
  • Autorização para análise preliminar e para agir: Da mesma forma como é preciso autorização para coleta e análise remota das máquinas (análise preliminar), é necessária a autorização para coleta física de um disco.
  • Testemunhas: não é um requisito obrigatório para condução da coleta física de evidências digitais. Dessa forma caso o analista que realiza a aquisição estiver acompanhado de outro colaborador da empresa/órgão como por exemplo, segurança patrimonial este pode ser uma testemunha.
  • Identificação dos itens coletados: deve ser feito um relatório onde constem os dados dos itens coletados (principalmente discos rígidos), com suas características técnicas exclusivas, como modelo, número de série, capacidade, etc.
  • Geração das Imagens (evidência digital duplicada): na geração das imagens não deve ser feita a correção de erros, já que estes blocos podem ser utilizados para ocultação de informações.
  • Validação da aquisição: Deve ser feita ao final da aquisição os cálculos dos valores de hashes (MD5 e SHA1) do disco original coletado e da cópia obtida. Essas informações devem constar do relatório final.
  • Armazenamento da Evidência: Após a aquisição e validação da evidência, as informações coletadas devem ser tratadas como confidenciais e armazenadas de forma condizente. Áreas restritas em servidores para armazenagem dos arquivos, estações de trabalho restritas para análise dos mesmos e armários/salas protegidas para armazenagem de discos com essas informações devem ser criados para que isso seja possível.
Além disto, durante todo o processo, os princípios da evidência digital (*) devem ser respeitadas:
  • As ações tomadas durante o exame pericial não devem alterar as evidências;
  • A cadeia de custódia das evidências deve ser montada, relatando o nome da pessoa que está de posse da evidência, data, hora e atividades executadas;
  • Todas as atividades relacionadas com a coleta, acesso, armazenamento ou transferência da evidência digital devem ser documentadas (trilhas de auditoria);
  • As cópias devem ser autenticadas por meio de assinaturas criptográficas ;
  • Jamais se deve confiar no sistema analisado; e
  • Para geração das cópias, as mídias deverão estar devidamente saneadas (wipe).
* - SWGDE - Scientific Working Group on Digital Evidence

Thursday, March 18, 2010

Forense de Memória: Port do Volatility para Enscript


Para facilitar a análise de memória para usuários das novas versões do Encase (Enterprise, FIM e Forensic) a Guidance incluiu um Enscript chamado "Memory Analyzer", mas este depende de licença do (excelente) produto HBGary Responder instalado na máquina para funcionar.

Para uma análise da memória mais rápida, existia uma alternativa em antigas versões do Encase que não tem sido atualizada, ela utilizava o Framework do Memoryize- mais informações aqui: http://sseguranca.blogspot.com/2008/12/encase-memscript-memoryze-facilitando.html

Para as últimas versões do Encase (6.14, 6.15), tive a felicidade de entrar em contato nesta semana com uma suite de Enscripts desenvolvida por Takahiro Haruyama chamada "Memory Forensic Toolkit".

Estes Enscripts são baseados no famoso Volatility - ou seja, Haruyama aproveitou o código GPL em Python do Volatility e fez um port para o Enscript (primo do C# proprietário da Guidance Software).

A integração com o Encase ficou muito boa, e são suportados os formatos de dumps de memória RAW (WinDD, FTK Imager, Winen, DD, etc..) e também arquivos .vmem do VMWare para versões 32bit do Windows XP e Windows 7.

As funcionalidades, por módulo, são as seguintes:
  • PsList (Lista todos os processos)
  • KMList (Lista todos os módulos de Kernel)
  • ConnList (Lista todas as conexões)
  • VadSearch (Procura por palavras chaves *pré criadas e selecionadas* em " Virtual Address Descriptors" de um processo)
  • DllList (Lista todas as bibliotecas de um processo)
  • OpenFiles (Lista todos os arquivos abertos de um processo)
  • ProcDump (Exporta um processo como um arquivo .exe no disco do examinador)
  • Vtypes/Win32/x86 (Bibliotecas necessárias para o funcionamento dos EnScripts)

Download - para os interessados, a última versão (zip com os .Enscript) está disponível na página (japonesa) do autor: http://cci.cocolog-nifty.com/blog/2010/02/encase-enscri-1.html



Friday, January 1, 2010

01/01/2010 - OISF Suricata, Into The Boxes, Visa OTP e Classificação de Ameaças do WASC


2010 está movimentado! Seguem algumas novidades interessantes do primeiro dia do ano:
  • A "Open Information Security Foundation" acaba de lançar a primeiríssima versão pública do SURICATA - um novo conceito em IDS open source que pretende revolucionar o mercado! O meu grande amigo e ex-colega de trabalho Breno Silva Pinto trabalha ativamente como desenvolvedor do projeto OISF - que é fundado pelo DHS americano. Entre as funcionalidades do Suricata, estão: Multi-Threading
    Automatic Protocol Detection (HTTP,TLS,FTP, and SMB). HTTP Gzip Decompression, Standard Input Methods, Unified2 Compatibility, Flow Variables e HTTP Logging Module.
  • Harlan Carvey e Don Weber lançaram um Magazine Online chamado Into the Boxes (pdf) sobre Forense e Resposta a Incidentes - os assuntos tratados nesta edição são: 1 - a chave de registro UserAssist e suas mudanças no Win 7 e 2008 R2 (incluindo link para download da ferramenta User Asssit do Diddlier Stevens); 2 - Análise de Memória usando o utilitário crash no Linux RedHat; Dicas como não jogar fora o adaptador SATA->USB daquele seu disco externo antigo; cuidados ao usar o FTK Imager; Entrevista sobre PCI com o Carvey.
  • Nova geração de cartões VISA terá KeyPad, LCD e gerador de 'one time password' - Falando em PCI, tecnologia similar já é usada na Holanda há anos e deve diminuir sensivelmente a fraude online para os portadores deste tipo de cartão.
  • A versão 2.0 do Threat Classification do WASC (Web Application Security Consortium) foi publicada - até o momento objetivo estão classificados 33 categorias de ataques como Cross-Site Scripting, Buffer Overflow, Remote File Inclusion e 15 vulnerabilidades como Improper Input Handling e Information Leakage - que podem levar ao comprometimento de um site, seus dados e seus usuários.

Sunday, November 8, 2009

Expressoes Regulares em Resposta a Incidentes


A utilização de expressões regulares para filtragens, criação de regras, alertas, condições, entre outras funcionalidades é uma das ferramentas técnicas que une as diversas tecnologias utilizadas para resposta a incidentes de segurança e forense computacional.

Antes de prosseguir, precisamos ter em mente que a utilização de pattern matching - apesar de extremamente útil - sempre nos trará um número de falsos-positivos e falsos-negativos.

Praticamente todas as linguagens de programação suportam o uso das expressões regulares, por exemplo: .NET, Java, Javascript, Lua, Perl, PHP, Python, Ruby e Tcl nem mesmo precisam de chamada a módulos externos por suportar nativamente regex.

Do ponto de vista das diferentes implementações, a
PCRE (Perl Compatible Regular Expressions) é a mais completa, por suportar diretivas, condicionais, referencias nominais, grupos atômicos, comentários, código embutido, matching parcial e unicode.

No caso da Resposta a Incidentes e Forense computacional,
as expressões regulares representam um papel fundamental tanto na 1) Correlação de Logs e Eventos de Segurança, quanto na 2) Monitoração e/ou Forense de Rede, quanto na 3) Forense de Mídias (local ou remotamente).


1) Correlação de Logs e Eventos de Segurança
As expressões regulares são fundamentais para o processamento direto de arquivos de log e outras evidências. em ferramentas como grep, awk, sed e o próprio perl (exemplo). Além disto, as ferramentas empresariais de SIEM/SIM durante as fases filtragem de dados, na normalização e categorização de eventos e também na correlação de informações e criação de alertas (exemplo).

2) Monitoração e/ou Forense de Rede


Desde as ferramentas básicas como IDS/IPS (como o suporte a PCRE do
Snort ou o uso de regex com o ngrep) até filtros de conteúdo, e as ferramentas de Forense de Rede (exemplo: no NetWitness você pode utilizar expressões regulares para pesquisas avançadas em conteúdos, metadados, ou para identificação de detalhes de protocolos/aplicações com a tecnologia de FlexParser)

3) Forense de Mídias

O uso de expressões regulares está entre as análises mais comuns que são utilizadas em forense computacional (seja em frameworks GPL como o CAINE e o SIFT, seja em ferramentas comerciais como o FTK e ENCASE).
Isto vale tanto na para criação de palavras-chave para pesquisa quanto para a identificação de assinaturas de arquivos / análise de extensão versus header (Exemplo: os primeiros bytes de um JPEG padrão iniciarão com [\xFF\xD8\xFF[\xE0\xEE] - onde \x significa um valor hexadecimal e as chaves significam ou E0 ou EE).

Referências:

Seguem algumas referências para facilitar o treinamento de equipes que precisam utilizar expressões regulares em seu dia-a-dia:

1 - http://gskinner.com/RegExr/ - editor de expressões regulares em versão online e desktop
2 - http://ryanswanson.com/regexp/#start - flex 3 regular expression explorer (obrigado @welias)
3 - Regex Coach - Programa (Win/Linux) gratuito para auxiliar a criação de regexes;
4 - http://www.regular-expressions.info/ - repositório com exemplos, sintaxe, referências, livros, etc;

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