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Monday, February 28, 2011

A atenção seletiva e a Resposta a Incidentes Corporativa - parte 2/2


Parte 1:


Parte 2:

Como comentamos no primeiro artigo da série, infelizmente, a maioria das organizaçōes – mesmo as que mais investem em segurança da informação - se limita a simples proteção dos principais ativos e a detecção de ataques já conhecidos e esperados.

O gerenciamento de risco é uma atividade que pretende avaliar o presente e se preparar adequadamente para o futuro. Mais especificamente, a análise de risco operacional e de fator humano são atividades fundamentais para direcionar a decisão executiva de investimentos e o enfrentamento de problemas que envolvem a segurança da informação.

O objetivo do artigo de hoje não é explorar os componentes da equação de risco tradicional. Leia sobre isto em “Risco, Vulnerabilidade, Ameaça e Impacto”. Hoje, vamos falar dos processos de proteção da informação e detecção de incidentes de segurança e discutir sobre a importância da reação adequada a eles. No enfrentamento do risco, o foco costuma estar na correção de vulnerabilidades que foram encontradas e na mitigação dos impactos que já foram previstos. Isto não é suficiente. O foco deve estar nas ameaças.

Um problema comum na geração de métricas e informações durante uma análise de risco é a dependência de checklists, entrevistas e formulários estáticos. Apesar prodzir dashboards impressionantes e apresentações impactantes, esta abordagem não resolverá o problema a que se propôe, e – pior – é capaz de gerar uma falsa sensação de conhecimento e dever cumprido em relação aos riscos a serem enfrentados.

Do ponto de vista tecnológico, testes de invasão (pentests) são úteis para mostrar que os mesmos requisitos que nos fazem competitivos e velozes na atual economia (conectividade, extensibilidade, complexidade), nos fragilizam e podem causar perdas de imagem e financeiras.

Quem já passou por esta experiência, sabe que dois testes de invasão feitos por grupos diferentes de especialistas fornecerão resultados muitas vezes diversos, mostrando a facilidade de exploração de vulnerabilidades reais porém aleatórias dentre as muitas existentes em uma organização. Ou seja, você investirá tempo e dinheiro para corrigir vulnerabilidades existentes, mas exploradas por ameaças fictícias, que podem ou não ser similares aos problemas e explorações reais que atuam em sua organização.

Em outras palavras, saber que alguém pode conseguir “root” em máquinas internas utilizando vulnerabilidades desconhecidas (“0day”) é importante e implementar as contra-medidas necessárias é fundamental. Mas não deixe que esta sensação de vitória o impeça de conhecer as ameaças reais a que você está exposto.

Muitas vezes os bons recursos da área de segurança da informação que trabalham em grandes organizações ficam tão fascinados com as maravilhas técnicas que envolvem o mercado de vulnerabilidades, pentests e exploração de 0days que se esquecem que estão ali para proteger o negócio.

A existência de um processo ou tecnologia de proteção para a última exploração "0day" pode ser menos importante que entender quem são e como atuam os adversários, muitas vezes silenciosos, que roubam informaçōes e recursos da sua organização.

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Uma organização moderna precisa ser capaz de responder a incidentes de segurança que tenham sido detectados ou notificados por áreas internas ou externas. E é durante este enfrentamento que o conhecimento sobre as ameaças reais que prejudicam o negócio deve emergir.

Esta situação ocorre de forma acelerada quando impacto de imagem de um incidente de segurança é maior - como depois de uma desfiguração de um site ou quando há um vazamento público de informações internas. Costuma ser mais fácil priorizar ações de contenção e reação nestes casos.

Porém, é necessário perceber que muitas vezes seus adversários reais usam técnicas menos elaboradas, mas que aproveitam as brechas nos procedimentos e a boa-fé (engenharia social) de pessoal interno. Isto sem contar a ameaça constante vinda dos usuários privilegiados, que estão acima das monitorações tradicionais. Estas fontes de ameaça podem gerar impactos instantâneos menores, mas causam um prejuízo contínuo e menos perceptível.

Esta situação é muito prevalente e se manifesta de forma diferenciada dependendo da vertical de atuação da organização (fraude financeira interna, roubo de informações de clientes, vazamento de know-how). O objetivo de nossos adversários podem ser diversos, mas os mais bem sucedidos costumam preferir co-existir com nossas medidas de segurança tradicionais e atuar de forma invisível, causando perdas frequentes e imperceptíveis ou mesmo perdas tão grandes que inviabilizam o próprio negócio.

Para piorar a situação, a maioria das organizações nem chega a investir em mecanismos de detecção adequados. Dentre as poucas que investem, a maioria se limita a aspectos puramente tecnológicos e frequentemente se perde na configuração adequada destes e diante da quantidade de registros a monitorar e da dificuldade de identificar ações indevidas e que ferem as regras de negócio da organização.

Outro fator a considerar é que a complexidade inerente de nossos negócios, a conectividade que nos aproxima de clientes e fornecedores e a extensibilidade das nossas tecnologias - somadas ao aumento da competição entre empresas e governos - resulta em uma crescente superfície de exposição e eleva o "apetite ao risco" nas organizaçōes modernas.

A falta de visibilidade da eficiência (métricas) das medidas de proteção e detecção (como firewalls, IDS/IPS, anti-virus e congêneres) pode ser resultado de decisões estratégicas de implementação que deveriam nos proteger. Um exemplo é o conceito de "segurança em camadas" ou “segurança em profundidade”. Sua utilização é importante, mas facilita a co-existência de tecnologias antiquadas e/ou mal implementadas.

Teoricamente, uma solução deve funcionar caso a outra não atue ou falhe. Assim a responsabilidade pela ineficiência destas iniciativas fica diluída - até que uma "nova solução" de proteção ou detecção seja implementada. Este ciclo vicioso tende a se manter – a não ser que a organização seja capaz de reagir adequadamente, buscando a autoria e a materialidade de evidências que possam vir a ser utilizadas em processos internos ou externos de identificação e punição dos responsáveis.

Mesmo as equipes mais preparadas estão tão preocupadas em monitorar as vulnerabilidades conhecidas que simplesmente não enxergam ou não sabem como reagir quando um incidente inesperado de alto impacto ocorre diante dos seus olhos. Uma situação que lembra a experiência de atenção seletiva presente no vídeo do primeiro artigo da série.

Os esforços de proteção e detecção são importantes, mas é fundamental perceber que nunca conseguiremos prever o que os nossos inimigos, internos ou externos, irão fazer. Infelizmente os nossos adversários sabem o que a maioria das empresas faz para se proteger e estão preparados para explorar isto.

Sabemos que - na maioria das vezes - o fraudador ou cibercriminoso que visa ganhos financeiros é bem sucedido quando coexiste com as medidas de proteção da organização que ataca. Frequentemente, ele se preocupa em voar abaixo do radar de detecção (muitas vezes óbvio) inimigo.

A vantagem do atacante sobre o defensor no domínio cibernético é tão grande que esta situação pode ser comparada a um jogo de xadrez em que seu adversário já sabe suas duas ou três próximas jogadas. Se você se preparar extremamente bem, ganhará de adversários medianos (ataques comuns). Mas nem o Kasparov e Deep Blue juntos são capazes de vencer um adversário que fez seu dever de casa (ataques internos ou de adversários avançados – exemplo: China vs Google).

O crime organizado lucra cada dia mais aproveitando a miopia dos responsáveis pela segurança em diferentes níveis e organizações pelo mundo. O despreparo e incapacidade de reação das empresas e órgãos públicos e a falta de legislação adequada construiram um ambiente perfeito para a proliferação e profissionalização de nossos adversários. A equação “risco-recompensa” favorece o atacante.

Por isto, a organização precisa estar preparada para responder mesmo quando não foi capaz de detectar a ameaça. Este é o caso quando a notificação é externa (judicial, parceiros, mídia), ou interna (serviços de denúnica anônima, RH). Idealmente, os registros de sistemas, sessões de rede relacionadas e resultados de investigações devem ser preservados adequadamente para que uma ação de reação adequada possa buscar a identificação da autoria, materialidade, causa-raiz e demais esclarecimentos necessários.

A regulamentação é importante. Mas sobram exemplos de empresas que passaram por auditorias de compliance com as regulamentações PCI/DSS ou Sarbes Oxley e logo depois sofreram um incidente de segurança que demonstrou a fragilidade de sua postura de segurança no tocante a identificação e preparação para uma persecução criminal adequada.

As ameaças que afetam o negócio da organização precisam ser prontamente identificadas e combatidas. Sem a adequada melhoria na reação ao cibercrime - em todos os níveis (técnico, gerencial, legal, governamental) e em todas as esferas (desde a corporação até a persecução transnacional) – a vantagem, que já é dos nossos adversários, continuará a crescer.

Outro problema a ser considerado é a distância do mindset das àreas internas de Tecnologia da Informação / Segurança da Informação e das áreas de Governança/Auditoria/Risco/Anti-fraude. Este é um inimigo interno muito comum para um enfrentamento adequado das ameaças reais que afetam uma organização.

Além disto, um erro comum cometido por organizações modernas não está na tecnologia, mas na falta de investimento na rastreabilidade e capacidade de comprovação de autoria das ações ilícitas que ocorrem em suas redes.

A importância da aplicação de punições está documentada desde a antiguidade e remonta ao Código de Hamurabi, que foi escrito em 1700 AC. Um adequado investimento na capacidade de rastreabilidade e punição dos responsáveis pode evitar novos ataques por “mandar uma mensagem” que afeta a equação risco-recompensa dos criminosos.

Os dashboards, documentos executivos e apresentações de impacto, relacionados ao risco real a que a organização está exposta, pode ser gerados a partir da fase post-mortem do tratamento de incidentes reais que a empresa enfrenta em seu dia-a-dia. Através de uma reação reação apropriada, podemos aplicar a máxima “Conheça seu inimigo”.

No ano 400 AC, o General chinês Sun Tzu, já sabia disto:

"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas" (A Arte da Guerra).

Nos próximos artigos, iremos aprofundar a discussão através da apresentação de algumas tecnologias que auxiliam as empresas a manter o foco nas ameaças reais, melhorando a rastreabilidade, auditoria e investigação de ações ocorridas em seus sistemas.

As tecnologias de reação às atividades ilícitas e ao cibercrime que serão apresentadas ser divididem em dois grupos:

1 – Soluções de Consciência Situacional de Registros de Sistemas (1.1) e Rede (1.2);
2 – Soluções de Aquisição e Análise de Evidências Stand Alone (2.1) e Remotas (2.2);

Como características básicas, o primeiro grupo precisa ser capaz de guardar dados que indiquem que uma violação ou crime ocorreram, mesmo quando eles não foram adequadamente detectados pelas soluções tradicionais.

O segundo grupo de soluções precisa primar pela guarda adequada das evidências coletadas, para que estas possam servir de comprovação de autoria e materialidade da prova em um possível caso trabalhista, cível ou penal.

Até o próximo artigo,


Techbiz Forense Digital

Sunday, March 28, 2010

Verizon lança Framework para Métricas de Incidentes


Este post trata de um assunto muito relevante, que estava no backlog do Blog há um bom tempo, porque eu não tinha tido tempo de analisar o material publicado no começo deste mês pela Verizon Business Security Solutions.

A Verizon foi a responsável pela divulgação (em 2008 e 2009) dos relatórios mais interessantes e completos relacionados à vazamento de informações e resposta a incidentes de casos reais. E agora eles estão divulgando e dividindo com a comunidade o método por trás da criação das métricas divulgadas.

O assunto é geração de métricas em CSIRTs. Sabemos que qualquer organização que queira responder adequadamente à incidentes de segurança precisa ter a capacidade de fazer uma análise retrospectiva e gerar métricas relevantes para adaptar a sua postura de segurança às suas ameaças reais, conforme discutimos no post: Risco, Vulnerabilidade, Ameaça e Impacto [1].

Existem uma série de referências e frameworks de métricas relacionadas à medição da eficiência das ações em Segurança da Informação, fornecidos por organizações como o NIST (vide post: NIST: Performance Measurement Guide for Information Security [2]) ou em livros como Security Metrics - Replacing Fear, Uncertainty and Doubt - referenciado neste outro post: Livros de Seguranca Resposta a Incidentes e Forense Computacional [3].

O foco do Framework publicado pela Verizon são Incidentes de Segurança, e outros esforços similares já existem, especialmente o IODEF. (IODEF - Incident Object Description and Exchange Format - definição de formatos de dados e procedimentos para troca de informação entre diferentes CSIRTs.)

Uma lista interessante contendo outros Repositórios, Frameworks e Linguagens relacionadas (SCAP, CAPEC, CCE, CPE, CVE, CWE, MAEC, OVAL, etc.) pode ser encontrada nesta página do MITRE: http://measurablesecurity.mitre.org/

Dentre todas estas siglas, padrões, frameworks e modelos, fica uma pergunta: por onde começar?

Eu considero esta iniciativa da Verizon muito interessante pela sua praticidade, independência, abrangência e aplicabilidade. É claro que adaptações são necessárias para "tropicalizar" o framework às nossas organizações, mas não deixa de ser um excelente ponto de partida.

Existem quatro seções principais definidas do "VerIS Framework" - cada uma delas possui um conjunto de métricas (alguns poucos exemplos nos sub-itens abaixo) que é alimentada durante a fase de documentação "post-mortem" do tratamento dos incidentes:

1. Demografia
1.1 - Data do incidente
1.2 - Ramo de Atividade
1.3 - Região de Operação
1.4 - Número de Empregados
1.5 - Número de Funcionários Dedicados à Segurança da Informação

2. Classificação do Incidente
2.1 - Agente
...
2.2 - Ação
2.2.1 - Hacking
2.2.1. - Tipo ou Método (ex: Autenticação/Força Bruta, Manipulação de Protocolo)
2.2.1.2 - Caminho ou Vetor de Ataque (ex: Backdoor, Rede Wireless)
...
2.2.3 - Engenharia Social
2.2.3.1 - Alvo da Eng. Soc.
...
2.3 - Ativo
...
2.4 - Atributos
2.4.1 - Confidencialidade
2.4.2 - Posse ou Controle
2.4.3 - Integridade
...

3. Descoberta e Mitigação

3.1 - Linha do Tempo do Incidente
3.2 - Descoberta do Incidente
3.3 - Remediação

4. Classificação do Impacto

4.1 - Categorização do Impacto
4.2 - Estimativa de Impacto
4.3 - Qualificação do Impacto


Para uma visão completa e interessante da seção 2. Classificação do Incidente, veja este MINDMAP INTERATIVO.

Mais informações:

Wednesday, February 18, 2009

Dicas para Gerenciar Segurança durante a Recessão


[ 18/02/2009 - Update ]

O assunto de priorização de esforços em segurança devido à crise está em alta: desta vez um artigo na SearchSecurity de Eric Ogren aponta 4 maneiras de priorizar programas de segurança em uma ecnonomia ruim - abaixo uma tradução livre dos pontos e meus comentários:

I. Apoie projetos que tragam novas fontes de receitas

Na área de Segurança isto é difícil de acontecer, mas é possível - alguns exemplos são vendas de produtos/serviços de segurança para usuários (no caso de empresas como Provedores de Acesso e Conteúdo). O Eirc Ogren cita serviços de segurança que apoiam iniciativas de serviços on-the-cloud.

II. Proporcione uma maior economia através da tecnologia

O autor cita serviços de Controle de Configuração e Auditoria de uso de Máquinas Virtuais, mas achei este ponto um pouco forçado no que diz respeito à segurança de informações.

III. Atenda aos requerimentos mandatórios de compliance

Se sua empresa está sujeita à regras de compliance (SOX, Basiléia, PCI, etc..) - é claro que você tem que priorizar estas demandas, pois o efeito de não se validar neste tipo de auditoria externa pode ser devastador para uma empresa, ainda mais em tempos de crise.

IV. Substitua produtos que não estão atendendo (performance baixa)

Na minha opinião deveria ser o ítem "I" , assim como a lista que a CSO publicou (reproduzido no post original abaixo) possui como primeiro ítem "Priorize baseado em risco/recompensa". Aqui mais uma vez o candidato é a sua solução possivelmente ineficaz de IDS/IPS.


Alguns dos pontos colocados podem levantar discussões sobre métricas em segurança, e retorno de investimento ("ROI") em segurança.

É um desafio que se enfrentado apoiará as decisões em épocas de crise: como medir a efetividade de um controle de segurança? O sucesso atual da solução de segurança é suficiente para garantir um (re)investimento?

[ 10/02/2009 - Post Original]

Depois de alguns meses de agonia, parece que chegamos à um concenso sobre o declínio da taxa de crescimento econômico mundial - ou seja, estamos em recessão e o Brasil será atingido - talvez não por um tsunami, mas certamente também não por uma "marolinha", como disse o presidente.

Nestes tempos de vacas magras, é necessário priorizar os gastos e medir bem os esforços em novos investimentos. Na área de Segurança da Informação, a realidade não é diferente.

Alguns estudos recentes mostraram que:

1. Os ataques utilizando a internet devem aumentar devido à crise.

2. O prejuízo associado ao abuso interno por parte de funcionários/terceiros tem crescido substancialmente.

3.
Os empregos de segurança foram pouco afetados até o momento. Alguns detalhes no último report do SANS sobre o o assunto.

Os itens acima certamente têm motivações e efeitos relacionados. Boa parte dos alertas relacionados no item 1. pode ser interpretada como FUD (Fear, Uncertainty & Doubt) - para garantir um bom quinhão de investimentos em tecnologias de segurança.

Hoje um artigo da CSOOnline traz 5 dicas para Gerenciamento de Segurança em uma recessão - seguem os pontos e meus comentários:

I - Priorize baseado em risco/recompensa.

Do que vale uma solução antiquada e milhonária de prevenção que só gera falsos positivos por default, e se bem configurada, começa a produzir mais falso negativos que alertas reais (i.e: eu NÃO DISSE IDS/IPS .. =)

II - Tenha o mix certo de pessoas/especialidades no seu time

Os seus Analistas Senior não podem estar executando tarefas repetitivas, eles precisam automatizar o que já existe e pensar em novas formas de combater as ameaças de negócio que tiram o sono de todos os seus chefes.

III - Construa processos passíveis de repetição

Aqui as vantagens são óbvias, a capacidade de gerar métricas, facilidade de treinamento - trata-se de eficiência.

IV - Crie uma estratégia de custos compartilhados otimizada

Existem soluções que resolvem problemas de várias áreas, e por isto estas podem trabalhar juntas para implementá-las. Alguns exemplos de cabeça são: SIEM - correlação de eventos de segurança e DLP - Prevenção de vazamentos de dados (de Host e Rede).

Tanto SIEM quanto DLP atendem à várias necessidades das áreas de Auditoria, Anti-Fraude, Compliance, Risco, Governança, Segurança de Rede, Segurança da Informação e Segurança Patrimonial.

V - Automatize e terceirize sabiamente

O corte de despesas em T.I. inclui sempre programas de outsourcing, fábricas de softwares e outras contratações para diminuir os custos internos e "manter a atenção da empresa em seu core business". Certamente isto inclui riscos que precisam ser considerados e monitorados, ao preço de ganhar eficiência e perder conhecimento / vantagens competitivas (vazamento de informações) ou dinheiro (fraudes).

Monday, August 4, 2008

NIST: Performance Measurement Guide for Information Security

Foi publicada a alguns dias uma excelente referência sobre métricas aplicadas à Segurança da Informação:

http://csrc.nist.gov/publications/nistpubs/800-55-Rev1/SP800-55-rev1.pdf

Especialmente útil para empresas que utilizam o framework 800-53 do NIST como referência, mas de grande valor para qualquer um que busca medir a eficiência das ações de segurança.

Outras excelentes referências relacionadas à métricas em Segurança são o livro (Security Metrics, Replacing-Fear, Uncertainty and Doubt ) e o blog de Andrew Jaquith.

Saturday, June 14, 2008

Incidentes de Segurança - O que os causa e como evitá-los ?

[ Update - 19/04/2011 ]

A Verizon Business acaba de divulgar seu último relatório "2011 Data Breach Investigations Report":


Leitura recomendada!

[ Post Original - 14/06/2008 ]

Na maior análise post-mortem de incidentes de segurança que já tomei conhecimento, foi publicado um interessante estudo da Verizon RISKTeam que mostra - entre outras coisas - que dentre os 500 casos de intrusão analisados por seu time de forense computacional nos últimos 4 anos:
  • 87% foram considerados evitáveis através de controles tradicionais
  • 85% foram "oportunistas" [ não foi um ataque direcionado à vítima ]
  • 83% não tiveram alta sofisticação técnica
  • 75% não foram descobertas pelas vítimas
  • 73% foram causados por atacantes externos. [ mas os internos tiveram maior impacto ]
  • 22% (apenas) envolveram exploração de vulnerabilidades
O RISKTeam sugere que sejam priorizados os seguintes esforços para mitigação dos ataques:

[ Fazer "o trabalho de casa": tecnologias que você já possui mas sabe que precisa melhorar: ]
  • garantir/melhorar que os controles essenciais estão estabelecidos. [ BACKUP/FW(+WAF)/IPS/IDS/AV/Hardened Net & OS ]
[ Novas tecnologias, que exigem um maior grau de maturidade de segurança: ]
  • melhor controle dos dados críticos (encontrar, classificar e rastreá-los) [ s.s : DLP ]
  • monitoração de logs de eventos [s.s: SIEM]
É apresentada uma interessante análise sobre as razões e motivações do "CyberCrime" em comparação com os crimes tradicionais:
  • Maior campo de exploração- sistemas vulneráveis podes conter informação de dezenas de milhares de vítimas
  • Menor resistência das vítimas - quando explorados, sistemas normalmente não reagem e muitas vezes não registram o que ocorreu
  • Sensibilidade baixa - é comum que demorar semanas ou meses até que o responsável saiba do comprometimento de um sistema. Isto permite ao criminoso buscar informações valiosas por um período longo.
  • Facilidade de fuga - caso haja indícios de que sua intrusão foi descoberta, é significantemente mais fácil para o criminoso cibernético desaparecer [além disto, é certamente mais fácil para o atacante esconder os rastros e muito mais difícil a identificação da real origem de um ataque, e em muitas vezes, quando a origem é identificada, esbarra-se em barreiras transacionais de troca de informação para investigação / julgamento ]

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