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Monday, January 14, 2013

MEGAPOST: 13 novidades para começar 2013: Vulnerabilidades, Ferramentas, Conferencias e mais

Iniciamos o ano passado com um "Megapost", vamos manter a tradição em 2013 com com alguns assuntos para começar este ano com o pé direito!

Vulnerabilidades e Exploits:

  • Java começa muito mal o ano, com um 0day em ativa exploração e da Oracle para todas as versões do Java 7 (e 6.10+).  Desabilite (ou desinstale) o Java imediatamente do seu browser. Se você precisa dele (para usar o Internet Banking por exemplo), separe um browser específico para isto. Para usuários de Windows, as dicas presentes no artigo "A saga de se manter seguro usando Windows" continuam valendo. 
Ferramentas:
    • O Malformity inclui "transforms" (ou seja, operações que podem ser feitas por objetos presentes nos gráficos do Maltego) de três serviços interessantes para análise de malware: Malwr, ThreatExpert, and ViCheck - Para saber mais sobre estes e outros serviços online para profissionais de segurança veja nosso post "SegOnline - Sites Ferramentas de Segurança"
    • Existe também um módulo do Maltego focado em pentests, chamado Sploitego (lançado durante a Defcon 20).
  • VmXray - Navegue, visualize e salve o conteúdo de discos virtuais usando apenas o seu browser (HTML5).
    • Disk image formats: Raw, VMWare single and multi-file VMDKs, QEMU/KVM QCOW2 , Virtualbox VDI, ISO.
    • Filesystems: ext2, ext3, ext4, FAT, NTFS.
    • Volume managers: Linux LVM  

Conferências:
  • 29a edição de uma das melhores conferências de segurança do mundo (CCC) acabou há pouco e finalmente todo material está disponível online em http://ftp.ccc.de/congress/2012/. Meu destaque vai para as seguintes - imperdíveis - palestras:
  • Workshop on Real-World Cryptography - Stanford University, Jan., 9-11, 2013
  • Em 2012, estivemos envolvidos na elaboração diversos Desafios Forenses, alguns online e a maioria em conferências como o Campus Party (SP e Recife) e o ICCyber (Brasília). Em breve, a Apura vai estar presente na CampusParty 2013, palestrando e também promovendo o Desafio Forense juntamente com o Team Cymru, por convite do CERT.BR

Blog Posts de Destaque:
Notícia:

Sunday, February 26, 2012

Pesquisa: Ataque remoto à marcapassos


[ Update - 29/02/2012 ]


RSA 2012: Hacker Shows Off Lethal Attack By Controlling Wireless Medical Device


http://go.bloomberg.com/tech-blog/2012-02-29-hacker-shows-off-lethal-attack-by-controlling-wireless-medical-device/


[ Update - 26/02/2012 ] 


Um excelente vídeo contendo a apresentação de Avi Rubin, diretor de segurança médica na Universidade Johns Hopkins foi publicada ontem no site do TED - nele são expostos várias avanços feitos pela Academia na área de segurança de dispositivos médicos.  


http://www.ted.com/talks/avi_rubin_all_your_devices_can_be_hacked.html


[ Update - 29/11/2011 ]

A utilização da tecnologia de comunicação moderna em variados dispositivos - também chamada de "A Internet das coisas" - é  uma tendência crescente (hoje já temos  mais de 20 bilhões de dispositivos diferentes de PCs comuns - que somam "apenas" 4 bilhões -  se comunicando em rede - entre )

Informações sobre Vulnerabilidades e Ataques a dispositivos médicos são cada vez mais comuns, tanto na mídia especialiada quanto em papers.  

Hoje pela manhã eu li um artigo interessante sobre o tema, entitulado "Killed by Code" publicado no blog do israelense Danny Lieberman.

No artigo, é publicada uma curta apresentação que trata do tema, incluindo o crescimento da utilização de dispositivos móveis na medicina, suas aplicações mais comuns (Data Tracking: Diabetes, Parkingson, Alzheimer, ../ Life Susteining: Doenças Cardíacas, Diabetes, Depressão, ..).

Um dos exemplos mais chocantes (literalmente) - diz respeito ao título do nosso post - é possível fazer a engenharia reversa dos comandos que são passados em texto claro e subverter o funcionamento de aparelhos médicos portáteis utilizados por doentes cardiológicos, para dar choques de 137 Volts no paciente - o que ocasionaria uma vibrilação ventricular que pode causar o óbito.. (ou simplesmenet desligar o aparelho forçando o consumo da bateria).

No artigo, ele apresenta uma empresa chamada Mocana, que se especializou em "Securing the Internet of Things" - incluindo soluções embedded de algorítimos, protocolos e serviços de criptografia como SSH, SSL, IPSec - por exemplo.

Dos 23 recalls deste tipo de aparelho feitos pela FDA  que ocorreram no primeiro semestre de 2010, 6 foram causados por defeitos de software.

A apresentação prossegue com outros cenários e propõe um framework de modelagem de ameaças que auxilie os fabricantes e também o governo na missão de evitar que ataques deste tipo sejam utilizados para - por exemplo - matar alguém remotamente.. 


Leitura recomendada:


http://www.software.co.il/2011/11/killed-by-code/ 

[ Update - 14/06/2011 ]

Hoje o MIT e a UMass divulgaram novidades sobre o assunto

O paper inclui medidas de defesa para ataques passivos e ativos a implantes médicos wireless, incluindo Jamming por exemlo.

obrigado ao Alexandre Cezar/Anchises pelo tweet que retomou o assunto..

[ Update - 30/10/2009 ]

Pesquisadores suíços apresentaram uma alternativa segura de comunicação remota com marcapassos utilizando ultrassom: "Keeping Pacemakers Safe from Hackers" - http://www.technologyreview.in/computing/23923/

[ Post Original - 17/08/2008 ]
É cada vez mais difícil definir os limites da importância da correta utilização dos conceitos de segurança da informação na sociedade moderna.

Um paper publicado em março - envolvendo as disciplinas de segurança da informação, criptografia, cardiologia, processamento de sinais, comunicações por rádio, e design de antenas está trazendo a discussão sobre estes limites.

Kevin Fu e oito outros pesquisadores da University of Massachusetts estão trazendo gerando discussões em várias fontes de informação de segurança da informação (ex: 1,2,3,4,5) ao expor vulnerabilidades em alguns modelos de marcapassos modernos que permitem que o médico controle o marca passo instalado no coração de pacientes.

O problema é que não há qualquer tipo de autenticação para se comunicar de forma wireless com o marcapasso, e comandos perigosos que permitem ataques passivos e ativos ao ponto de permitirem que se mude a configuração e se desligue o aparelho remotamente - sem a entrada de nenhuma credencial de acesso.

Wednesday, December 28, 2011

Interceptacao GSM nao autorizada (voz e dados)


[ Update - 28/12/2011 ]


Estendendo sua pesquisa sobre vulnerabilidades em redes GSM, Karsten Nohl do SRLABS (já citado nos updates mais antigos) publicou durante sua apresentação na conferência CCC - em andamento neste final de ano em Berlin -  um mapa onde são representados os países europeus de acordo com a qualidade de implementação de segurança em suas redes GSM.


Acesse o mapa em: http://gsmmap.org/


O "GSM security metric" se preocupa com mecanismos de defesa para 3 modalidades de ataques em implementações GSM feitas pelas operadoras (mecanismos de defesa entre parênteses)


- Impersonation (Encryption, Authentication Frequency)
- Intercept (Padding randomization, SI randomization)
- Tracking (HLR Blocking, TMSI change)


Slides da apresentação "Defending Mobile Phones": http://events.ccc.de/congress/2011/Fahrplan/attachments/1994_111217.SRLabs-28C3-Defending_mobile_phones.pdf


Os países que já possuem dados representativos são: Austria, Bélgica, the República Tcheca, França, Alemanha, Hungria, Italia, Morrocos, Eslováquia, Suíça e Tailândia.


Possivelmente outros países (incluindo o Brasil) estarão presentes no mapa em breve, já que instruções foram passadas para que os clientes de operadoras GSM auxiliem coletando dados com "Osmocom capable phones". É possível também detectar que está sendo efetuada interceptação não autorizada através de ferramentas disponibilizadas pelo projeto open-source "Catcher Catcher".


Interessante notar que a imprensa brasileira deu atenção à esta notícia (fonte: Reuters) - um comentário sobre o texto "Celulares GSM, usados por 80% dos usuários dosaparelhos, podem ser o novo alvo dos hackers" (sugestão: eu removeria o "novo" da frase - como pode ser visto nos updates abaixo). 


Outras reações de diversas fontes que comentaram o assunto nos últimos dois dias:



[ Update - 06/11/2011 ]



[ Update - 26/07/2010 ]

Algumas novidades recentes sobre interceptação GSM:
Aqui está o vídeo da apresentação:



It's widely accepted that the cryptoscheme in GSM can be broken, but did you know that if you're within radio range of your target you can intercept all of their cellphone calls by bypassing the cryptoscheme entirely? This talk discusses the practical aspects of operating an "IMSI catcher", a fake GSM base station designed to trick the target handset into sending you its voice traffic. Band jamming, rolling LACs, Neighbour advertisements and a wide range of radio trickery will be covered, as well as all the RF gear you'll need to start listening in on your neighbours.


[ Update - 09/04/2010 ]

A quebra do A5/1 acelerou outra quebra de criptografia utilizada largamente na telefonia - o DECT - e automaticamente quase um bilhão de telefones fixos "cordless" do mundo (incluindo o seu) se tornaram muito mais sucetíveis a interceptação.

O tempo necessário é baixo (de 10 a 30 minutos) e tecnologia CUDA (com processamento GPU) pode ser utilizada para aumentar ainda mais a velocidade da quebra.

Segue trecho do paper publicado recentemente (pdf) por Karsten Nohl , Erik Tews e Ralf-PhilippWeinmann:

The DECT Standard Cipher is an asynchronous stream cipher with low
gate complexity that takes a 64 bit secret key and a 35 bit initialization vector,
IV, to generate keystream. DSC is similar to GSM’s A5/1 and was reverseengineered
from a DECT device using a combination of firmware probing and
hardware reverse-engineering. The cipher, publicly disclosed for the first time
in this paper, is vulnerable against a clock guessing attack similar to the Ekdahl-
Johansson attack against A5/1.
O ocorrido já era previsível já que o algorítimo DECT já tem 20 anos.. Para os mais preocupados e/ou paranóicos - existem telefones cordless que usam criptografia mais moderna, como o DSC - mas infelizmente o algorítimo não é público - o que certamente coloca em dúvida a sua força / eficiência...

Mais informações:

[ Update - 08/02/2010 ]


Ontem foi divulgado na conferência de segurança ShmooCon o txsBBSpy, uma ferramenta de espionagem de SmartPhones BlackBerry - com código java disponível para download e vídeo.



TXSBBSpy Demo from Veracode on Vimeo.


O autor da ferramenta é Tyler Shields, da Veracode e um diferencial importante é que somente foram utilizadas APIs disponíveis pelo próprio fabricante do BlackBerry (RIM) - sem nenhum exploit especial.


Vale a pena também ver a apresentação "Mobile Spyware" de Tyler listando as funcionalidades e trojans - FlexiSpy, Mobile Spy, Etisalat, 09Droid (banker) e outros - comumente usados para SmartPhones, além de
críticas à RIM sobre a maneira que é efetuada a assinatura / distribuição de pacotes para o BlackBerry.




Como pode ser verificado nos links acima, com o código instalado em um smartphone BlackBerry, é possível - através de mensagens SMS que ficam ocultas para o receptor (ou email, GET, POST, TCP, UDP):
  • controlar a localização geográfica do blackberry via Google Earth,
  • receber as mensagens SMS enviadas e recebidas,
  • receber os emails enviados e recebidos,
  • receber os contatos existentes no telefone,
  • receber detalhes das ligações feitas,
  • ligar o microfone do telefone e receber um arquivo de áudio (codificado com base64)
Todas estas informações podem ser enviadas para um email controlado pelo atacante.



Como formas de proteção, são sugeridos os seguintes itens:
  1. Users can configure their default application permissions to be more restrictive. This way, if an application tries to use an API that accesses the user’s email or contact list, the OS will ask for permission. Avoid granting applications “trusted application” status, which grants untrusted applications additional privileges. Tyler’s slide deck shows the default and trusted permission sets in more detail.
  2. Corporations using a BlackBerry Enterprise Server can configure their IT policies to restrict their users from installing third-party applications, or whitelist certain approved applications (but brace yourself for the backlash)
  3. BlackBerry App World could introduce a rigorous security screening process that submitted applications must pass in order to be listed in the store.



[ Update - 30/01/2010 ]



Como se não bastasse os algorítimos utilizados na comunicação de voz e dados GSM estarem sujeitos à interceptação não autorizada - o mesmo acontece mesmo nos produtos feitos especialmente para este fim - criptografia da comunicação de telefones celulares - Vários dos softwares e hardwares que são vendidos com o objetivo de tornar a comunicação criptografada também são falhos!


Dos 15 produtos testados pelo hacker Notrax [* - veja disputa abaixo ] (usando o software comercial FlexiSpy e outros) os únicos 3 que passaram nos testes até o momento são o PhoneCrypt, SnapCell e o TopSec GSM). [ * ]




A fonte desta informação é o site MobileMag.


[ * ] alguns reports têm ligado o hacker "Notrax" a uma empresa que vende software de criptografia de voz para smartphones - tornando esta análise acima suspeita. A empresa SecurStar (fabricante do produto PhoneCrypt) respondeu mas não convenceu a todos. Deixamos à cargo do leitor visitar os links e tirar suas próprias conclusões.

É necessário ter em mente que as melhoras práticas indicam que sistemas criptográficos proprietários não devem ser usados pois não estão disponíveis para revisão pública.


[ Update - 12/01/2010 ]


Há pouco mais de duas semanas do anúncio da quebra do algorítimo A5/1 utilizado nas comunicações de voz GSM, agora é a vez do A5/3 - utilizado nas comunicações de dados GSM (3G). O A5/3 (KASUMI), apesar de ter um nome parecido, na verdade utiliza um sistema de cifragem totalmente diferente.


Desta vez o ataque foi feito no algorítimo criptográfico mesmo, e não na sua implementação (como é de costume). Os pesquisadores que divulgaram o feito são Orr Dunkelman, Nathan Keller, and Adi Shamir (este último muito conhecido pois é o S da sigla RSA).


Eles divulgaram um tipo de ataque de difícil aplicação prática chamado sandwich attack. Ele permitiu que - diferentemente do anúncio da quebra do A5/1 - pouquíssimo poder computacional fosse utilizado para derivar a chave 128bit do KASUMI (A5/3). O ataque completo pode ser executado em menos de duas horas em um PC comum.


Os pesquisadores informaram que estes fatos mostram que a GSM Association, ao mudar de algorítimos do MISTY para o KASUMI, acabou obtendo como resultado uma criptografia muito mais fraca. Bruce Schneier acrescenta que o maior erro foi tentar "adaptar" um algorítimo conhecido em vez de utilizá-lo em sua forma padrão e já testada.


Referências:


[ Post Original - 29/12/2009 ]


Existe mais de um celular GSM para cada dois habitantes do mundo. Já são cerca de 4 bilhões de aparelhos, o que aumenta o interesse pela quebra da criptografia utilizada pelo GSM e outras falhas em sua implementação.


É bom lembrar que o grampo ilegal (incluindo celulares) é um problema real no Brasil - como pode ser observado durante as os procedimentos ocorridos na CPI do Grampo, nos últimos anos. Segundo a Revista IstoÉ, foram ilegalmente escutados (ao menos) "18 senadores, 26 deputados, do secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, da ministra Dilma Rousseff, de ministros do STF e do STJ, advogados, lobistas e inúmeros jornalistas"


Há mais de 10 anos (EC1997, FSE2000, Crypto2003, SAC2005) vemos notícias sobre a fraqueza do algorítimo A5/1 é como ele é "academicamente" quebrável, mas a quantidade de dados que necessitavam ser interceptados e o poder computacional necessário para obter um resultado real até o momento o protegiam na realidade. Detalhe, o A5/1 tem mais de 20 anos de idade...


Em uma recente apresentação no congresso hacker 26th Chaos Communication ( PDF | MP3 | MP4 ) - ocorrido recentemente em Berlin - os pesquisadores Karsten Nohl e Chris Paget demonstraram um grande avanço no sentido de ouvir ligações de celulares GSM depois de quebrar o código secreto (algorítimo A5/1 - 64-bit) usado para previnir este tipo de interceptação na comunicação entre os aparelhos e as ERBs (estações rádio base).


Dentre os cenários mostrados recentemente por Nohl e Paget, o que mais me chamou atenção foi a utilização de hashes pré-computados através de rainbow tables processados em 40 nodes de forma otimizada e utilizando tecnologia CUDA (aproveitando o poder computacional de múltiplas placas de aceleradores gráficos Nvidia).


O anúncio já gerou efeito sobre as operadoras de celular, que chamado anunciaram que irão futuramente implementar o algorítimo A5/3 (KASUMI), que por sua vez é baseado no MISTY1 - sendo por isto mais moderno e seguro. O padrão GEA3 (KASUMI) já é usado em algumas redes 3G para dar segurança ao tráfego de dados/internet.
Recentemente recebi um email perguntando sobre a segurança da criptografia de chave pública utilizada nas comunicações do BlackBerry. A resposta é: vai depender da sua confiança na empresa RIM e obviamente seu nível de requisito de sigilo e/ou paranóia. Exemplo: em 2007 o governo francês proibiu a utilização de BlackBerry no país por temer a monitoração das comunicações pela inteligência americana.


Mais informações sobre as vulnerabilidades no algorítimo A5/1:


http://www.nytimes.com/2009/12/29/technology/29hack.html?_r=1


http://news.cnet.com/8301-1009_3-10422340-83.html


http://www.theregister.co.uk/2009/12/28/gsm_eavesdropping_breakthrough/


Apresentação Original:


http://events.ccc.de/congress/2009/Fahrplan/attachments/1479_26C3.Karsten.Nohl.GSM.pdf


GSM Projects @ CCC:
http://events.ccc.de/congress/2008/wiki/GSM

A5/1 Cracking Project:



http://reflextor.com/trac/a51

Thursday, July 7, 2011

Mais 10 Cutas e Boas

Algumas Curtas e Boas vindas de RSS Feeds e do Twitter:

  • Técnicas de análises de artefatos gerados pela utilização do Facebook e do Google Plus foram divulgadas recentemente;
  • Novo password cracker usando GPU, chamado Durandal, se diz mais rápido que o EDPR (já falamos sobre ele aqui);
  • JailBreakMe.com está de volta com o "One-Click iOS Jailbreaking" para iPods, iPhones e iPads, explorando uma vulnerabilidade PDF - até que a Apple corrija a vulnerabilidade, quem faz JailBreak está mais seguro (pode instalar o pacote "PDF Patcher 2";
  • Um paper recentemente publicado (.pdf) por uma série de Pesquisadores da Califórnia faz uma interessante análise da eficiência de técnicas utilizadas para fazer takedown (derrubada) de botnets. A conclusão: o bom e velho "Follow the Money" - inviabilizar o recebimento de dinheiro (3 bancos eram responsáveis por mais de 90% do movimento) é muito mais eficiente do que focar esforço em derrubada de domínios, sites web, servidores DNS, etc.. ;
  • Para quem já está com preguiça de acompanhar os eventos #AntiSec - segue um bom resumo aqui;
  • Ainda sobre o assunto "hacktivism" foram publicados alguns logs de chats do Bradley Manning (soldado norte-americano que foi a fonte de informação/vazamento inicial do Wikileaks);

Sunday, March 7, 2010

Criptografia: Ataques RSA 768 e 1024 bits & FRED-SC




[ Update - 07/03/2010 ]


Pesquisadores da Universidade de Michigan divulgaram um ataque bem sucedido (*) a criptografia RSA 1024 bits - para mais detalhes, veja o paper publicado (PDF).
"The RSA algorithm gives security under the assumption that as long as the private key is private, you can't break in unless you guess it. We've shown that that's not true," said Valeria Bertacco, an associate
professor in the Department of Electrical Engineering and Computer Science, in a statement.

Since 1977, RSA public-key encryption has protected privacy and verified authenticity when using computers, gadgets and web browsers around the globe, with only the most brutish of brute force efforts (and 1,500 years of processing time) felling its 768-bit variety earlier this year. Now, three eggheads (or Wolverines, as it were) at the University of Michigan claim they can break it simply by tweaking a device's power supply. By fluctuating the voltage to the CPU such that it generated a single hardware error per clock cycle, they found that they could cause the server to flip single bits of the private key at a time, allowing them to slowly piece together the password. With a small cluster of 81 Pentium 4 chips and 104 hours of processing time, they were able to successfully hack 1024-bit encryption in OpenSSL on a SPARC-based system, without damaging the computer, leaving a single trace or ending human life as we know it. That's why they're presenting a paper at the Design, Automation and Test conference this week in Europe, and that's why -- until RSA hopefully fixes the flaw -- you should keep a close eye on your server room's power supply.

Outros detalhes: http://rdist.root.org/2010/03/08/attacking-rsa-exponentiation-with-fault-injection/

(*) For whatever reason, the OpenSSL programmers decided to retry with fixed-window exponentiation and trust that since there were no published fault attacks for it, they didn’t have to validate its result (...) This was a nice attack but nothing earth-shattering. The only thing I was floored by (yet again), was the willingness of crypto implementers to perform unsafe operations in the face of an almost certain attack. Shame on OpenSSL.
A RSA demorou, mas respondeu de forma quase realista =) :

(...) Bottom line, FBARA does not report an attack against the RSA algorithm. It describes a hardware-based attack. This essentially induces computational faults by manipulating the power supply on the target device. The resulting faulty output means that it is possible to extract a private RSA key.
The real-world applications of this are limited since it requires physical access to a device operating OpenSSL (or at least to its power supply). Since OpenSSL typically executes on a server (and not something like a smartcard or a light device or consumer device), the attacker would probably have to overcome significant physical obstacles to get to the target. (...)

Para informações em português, leia: http://www.crkportugal.net/?p=892

[ Post Original - 08/01/2010 ]

1) Fatoracao RSA 768 bits

A vasta maioria da criptografia utilizada hoje depende de números enormes (algo maior de 200 dígitos) que sejam resultado do produto de outros dois números primos. É possível criptografar e descriptografar dados a partir do conhecimento dos números. E - se você não os sabe e precisará fazer um ataque de força bruta, é bom que você tenha tempo livre, muitos computadores a disposição e muita paciência e conheça muita gente como você (espere... esta parece ser a perfeita descrição da condição de pesquisadores acadêmicos! =).

Pois então, em um paper (pdf) divulgado a apenas algumas horas atrás, um grupo de pesquisadores anunciou a fatoração de um módulo 768 bit RSA em 12 de dezembro de 2009 e aproveitaram para recomendar que se deixe de usar criptografia RSA 1024 bits dentro dos próximos 3 anos. O paper é leve e tem até link para o Youtube usando o filme Bastardos Inglórios do Tarantino para a hora do "Bingo".

Bem, na verdade é leve até um momento, quando você possivelmente vai dar alguns page-downs por não querer sobrecarregar seus neurônios tentanto compreender as descrições teóricas das fórmulas matemáticas utilizadas durante o processo =)

Mas, o que isto significa, afinal? Bem, não é fácil para um humano imaginar um número de 232 dígitos. Para ajudar, segue o número:

12301866845301177551304949583849627207728535695953347921973224521517264
00507263657518745202199786469389956474942774063845925192557326303453731
54826850791702612214291346167042921431160222124047927473779408066535141
9597459856902143413

e os fatores (multiplicadores primos) encontrados:

33478071698956898786044169848212690817704794983713768568912431388982883793878002287614711652531743087737814467999489 
X 
36746043666799590428244633799627952632279158164343087642676032283815739666511279233373417143396810270092798736308917
Este número de 232 dígitos não foi escolhido a esmo, ele estava em uma lista de desafios da RSA já desativada.

O que acontence é que a com o tempo a dificuldade de quebra é reduzida com o aumento exponencial de velocidade dos processadores. (Moore´s Law). E pode ser ainda mais rápida com as novidades da utilização dos processadores gráficos (GPU), ou computação CUDA e/ou outros multiplos aceleradores gráficos integrados (ou 200 video-grames PS3, como no caso da colisão de hashes MD5 usados em certificados SSL que comentamos aqui há exatamente um ano atrás).

Para informações old-school - vá direto ao MIT do ano de 1978, quando Rivest, Shamir e Adleman - futuros RSA- publicaram o célebre documento "A Method For Obtaining Digital Signatures And Public Key Cryptosystems" (pdf).


2) FRED-SC

Aproveitando o assunto criptografia, e sendo muito comum em análises forenses nos depararmos com documentos criptografados, vale a notícia de um fabricante de hardware especializado para forense computacional que anunciou há poucos dias que está comercializando servidores com múltipas GPUs gráficas prontos para o trabalho de quebra especializada de senhas.

Trata-se da Digital Intelligence, que já fornece o sistema Fred-SC, que vem com quatro placas de vídeo NVIDIA GTX-295 customizadas para funcionar em paralelo (cada placa tem dois GPUs em um total de 1920 processadores!)

Isto possibilita uma velocidade de processamento MONSTRUOSO obviamente para aplicações especialmente construídas para este fim. Por exemplo, este sistema já vem embarcado com a ferramenta da empresa russa Elcomsoft chamado "Distributed Password Recovery (EDPR)" - e a licença permite que este sistema pode ser utilizado em até 20 servidores FRED-SC em paralelo.

Além de possibilitar uma maior eficiência em ataques de força bruta e dicionário, este poder computacional todo conseguir calcular rainbow tables para gerar hashes pré-calculados de forma rapidíssima.

Para deixar bem claro o tamanho da evolução (e também para entender porque dizem que o processamento com múltiplos GPUs explodiu com a lei de Moore), dê uma olhada nos gráficos comparativos de quebra de senha de arquivos do Office 2007, Vista e Win7 (NTLM) e Unix (MD5) em um sistema versus o "Fred-SC" da Digital Intelligence.

Exemplos:

Senhas do Vista (NTLM): CPU Quad-Core stand-alone: 177 mil senhas por segundo.
Senhas do Vista (NTLM): FRED-SC stand-alone: 3.9 bilhões de senhas por segundo.

Senhas do Linux (MD5): CPU Quad-Core stand-alone: 219 mil senhas por segundo.
Senhas do Linux (MD5): FRED-SC stand-alone: 5.3 bilhões de senhas por segundo.

Seguem os tipos de aplicações que são os "alvos-ideais" para trabalhos de quebra de senha com o FRED-SC + EDPR (todos otimizados / acelerados para GPU):

- Microsoft Word/Excel/PowerPoint/Project 2007 (.DOCX, .XLSX, .PPTX, .MSPX)

- PGP disks with conventional encryption (.PGD), whole disk encryption.

- Windows NT/2000/XP/2003/Vista logon passwords (LM/NTLM)

- Windows DCC (Domain Cached Credentials) passwords (password recovery).

- MD5 hashes (plaintext recovery).

- WPA and WPA2 passwords (password recovery).

[ Update - 31/12/2010 ]

Na BlackHat 2010 será apresentado um server capaz de processar "280 DES decryptions per second! permitting the full 56-bit key space to be searched in 3 days" Mais informações aqui.

Tuesday, February 23, 2010

Evil Maid Attack - Ataque ao TrueCrypt Full Disk Encryption

Evil Maid Attack - Ataque da Camareira Malvada

Muitas vezes a consciência da insegurança é melhor do que a falsa sensação de segurança.

Como vocês sabem, a frequente atualização é um pré-requisito para qualquer profissional de Segurança da Informação. São tantas novidades, papers, apresentações, notícias e outras fontes de informação interessantes que nem sempre conseguimos testar e validar rapidamente todas as informações a que somos expostos diariamente. Por isto, muitos assuntos interessantes acabam ficando em um "TO DO" list guardado em algum lugar...

Um destes assuntos que estava encalhado há alguns meses (e que tive a oportunidade de conhecer / testar mais aprofundadamente durante o carnaval) foi o ataque à implementações de Criptografia de Discos - Full Disk Encryption) publicado pela Joanna Rutkowska em seu blog em Outubro do ano passado. O que me chamou a atenção foi a facilidade do ataque descrito. Como vocês verão abaixo, realmente é muito simples..

O próprio nome da técnica "Evil Maid Attack" - ou numa tradução livre "Ataque da Camareira Malvada" já é por si só interessante e indica claramente a necessidade de acesso físico ao computador (ou no mínimo ao disco) onde a tecnologia de Full Disk Encryption está sendo utilizada. Vale a pena ressaltar que outras implementações de FDE , além do TrueCrypt, também são vulneráveis ao mesmo ataque.

Antes de mais nada, vamos fazer uma breve introdução sobre a tecnologia de Full Disk Encryption - cada vez mais utilizada por empresas e pessoas preocupadas com as informações guardadas principalmente em computadores portáteis.

Segue a entrada da Wikipedia sobre o assunto (tradução livre minha):
O termo "full disk encryption" é usado quando todos os dados presentes em uma mídia digital são criptografados, incluindo o caso de programas que criptografam partições "bootáveis" de sistemas operacionais. Mas para funcionar eles precisam deixar o master boot record (MBR) - e portanto parte do disco - descriptografado. 
Vale também ressaltar que existem as tecnologias de hardware-based full disk encryption e hybrid full disk encryption que podem criptografar o disco inteiro de boot, incluindo a MBR.

O TrueCrypt é uma aplicação GPL que trabalha com os algorítimos AES-256, Serpent, e Twofish. Eles são fortes o suficiente para sobreviver à ataques de força bruta, mas E SE o atacante não estiver preocupado em fazer isto, e sim em obter a sua passphrase?

Isto posto, vamos à descrição e algumas fotos que fiz do ataque sendo executado em um notebook que possui a última versão do TrueCrypt com Full Disk Encryption instalado:

Primeira fase: um atacante tem acesso físico ao computador, insere o pendrive USB já contendo a imagem da ferramenta bootável e em cerca de um minuto, os 63 setores do disco são copiados para o pendrive e o o loader do TrueCrypt presente na MBR é infectado:


Segunda fase: Depois da utilização do computador pelo usuário, basta bootar o computador mais uma vez via USB e a informação que foi digitada pelo usuário - que já foi capturada pela alteração da função do TrueCrypt que pergunta pela passphrase: AskPassword( ) - é mostrada na tela, conforme pode ser visto abaixo:


Game Over.

Vale a pena ressltar que o atacante não precisa necessariamente ter acesso físico à máquina para efetuar a segunda fase - caso a implementação do ataque envie as informações via internet para o atacante, ao invés de salvar temporariamente a informação no disco atacado.

Algumas sugestões de mitigações - usar uma Ferramenta de Full Disk Encryption com suporte a chips TPM - Trusted Platform Module podem ser bypassadas por ataques mais sofisticados - como o que comentamos aqui aqui em junho de 2008: "Cold Boot Attack" - que é capaz de identificar e recuperar a chave criptográfica utilizada direto de um dump da memória RAM congelada. Para os mais paranóicos, o segredo é garantir que seu notebook não caia - nem mesmo temporariamente - em mãos erradas =)

O FAQ do TrueCrypt discorda da sugestão de mitigação acima:
The only thing that TPM is almost guaranteed to provide is a false sense of security (even the name itself, "Trusted Platform Module", is misleading and creates a false sense of security). As for real security, TPM is actually redundant (and implementing redundant features is usually a way to create so-called bloatware). Features like this are sometimes referred to as security theater
Para os que usam tecnologias de Full Disk Encryption TrueCrypt / PGP / BitLocker / etc, repito a primeira fase do post: Muitas vezes a consciência da insegurança é melhor do que a falsa sensação de segurança. Resumindo: se um atacante sofisticado teve acesso físico ao seu computador - possivelmente ele não é só seu daí em diante... Por isto a única mitigação garantida é uma excelente segurança física.


Esta contribuição tratá benefícios em investigações envolvendo computadores em que o suspeito esteja usando Full Disk Encryption – mediante obviamente uma autorização judicial diferenciada de 'busca e apreensão' de computadores  - o que certamente aumentará substancialmente a qualidade das informações disponíveis durante o processo de aquisição/coleta de evidências.


Mais detalhes sobre o ataque e sobre a ferramenta: veja o post da Joanna. Para os interessados, o código fonte do infector está disponível.

Monday, August 3, 2009

Black Hat e Defcon 2009 - principais temas

[ Update - 03/08/2009 ]

O material apresentado na Black Hat já está disponível para download. Segue a lista completa:

1. Alessandro Acquisti- I Just Found 10 Million SSN’s
2. Dmitri Alperovitch, Keith Mularski- Fighting Russian Cybercrime Mobsters: Report from the Trenches
3. Andrea Barisani, Daniele Bianco- Sniff Keystrokes With Lasers/Voltmeters
Side Channel Attacks Using Optical Sampling of Mechanical Energy and Power Line Leakage
4. Marc Bevand- MD5 Chosen-Prefix Collisions on GPUs
5. Bill Blunden- Anti-Forensics: The Rootkit Connection
6. Hristo Bojinov, Dan Boneh, Elie Bursztein- Embedded Management Interfaces: Emerging Massive Insecurity
7. Michael Brooks, David Aslanian- BitTorrent Hacks
8. Jesse Burns- Exploratory Android Surgery
9. K. Chen- Reversing and Exploiting an Apple® Firmware Update
10. Matt Conover- SADE: Injecting Agents into VM Guest OS
11. Dino Dai Zovi- Advanced Mac OS X Rootkits
12. Datagram- Lockpicking Forensics
13. Nitesh Dhanjani- Psychotronica: Exposure, Control, and Deceit
14. Mark Dowd, Ryan Smith, David Dewey- The Language of Trust: Exploiting Trust Relationships in Active Content
15. Muhaimin Dzulfakar- Advanced MySQL Exploitation
16. Michael Eddington- Demystifying Fuzzers
17. Egypt- Using Guided Missiles in Drive-by’s: Automatic browser fingerprinting and exploitation with Metasploit
18. Rachel Engel- Gizmo: A Lightweight Open Source Web Proxy
19. Stefan Esser- State of the Art Post Exploitation in Hardened PHP Environments
20. Tony Flick- Hacking the Smart Grid
21. Andrew Fried, Paul Vixie, Dr. Chris Lee- Internet Special Ops: Stalking Badness Through Data Mining
22. Chris Gates- Breaking the “Unbreakable” Oracle with Metasploit
23. Travis Goodspeed- A 16 bit Rootkit and Second Generation Zigbee Chips
24. Joe Grand, Jacob Appelbaum, Chris Tarnovsky- “Smart” Parking Meter Implementations, Globalism, and You
25. Jennifer Granick- Computer Crime Year In Review: MySpace, MBTA, Boston College and More
26. Jeremiah Grossman, Trey Ford- Mo’ Money Mo’ Problems: Making A LOT More Money on the Web the Black Hat Way
27. Peter Guerra- How Economics and Information Security Affects Cyber Crime and What It Means in the Context of a Global Recession
28. Nathan Hamiel, Shawn Moyer- Weaponizing the Web: More Attacks on User-Generated Content
29. Nick Harbour- Win at Reversing: Tracing and Sandboxing through Inline Hooking
30. Riley Hassell- Exploiting Rich Content
31. Mikko Hypponen- The Conficker Mystery
32. Vincenzo Iozzo, Charlie Miller- Post Exploitation Bliss: Loading Meterpreter on a Factory iPhone
33. Dan Kaminsky- Something about Network Security
34. Peter Kleissner- Stoned Bootkit
35.Kostya Kortchinsky- Cloudburst: Hacking 3D (and Breaking Out of VMware)
36. Zane Lackey, Luis Miras- Attacking SMS
37. Aaron LeMasters, Michael Murphy- Rapid Enterprise Triaging (RETRI): How to Run a Compromised Network and Keep Your Data Safe
38. Felix “FX” Lindner- Router Exploitation
39.Kevin Mahaffey, Anthony Lineberry, John Hering- Is Your Phone Pwned? Auditing, Attacking and Defending Mobile Devices
40. Moxie Marlinspike- More Tricks For Defeating SSL
41. John McDonald, Chris Valasek- Practical Windows XP/2003 Heap Exploitation
42. Haroon Meer, Nick Arvanitis, Marco Slaviero- Clobbering the Cloud!
43. Erez Metula- Managed Code Rootkits: Hooking into the Runtime Environments
44. Charlie Miller, Collin Mulliner- Fuzzing the Phone in your Phone
45. David Mortman- A Black Hat Vulnerability Risk Assessment
46. Graeme Neilson- Netscreen of the Dead: Developing a Trojaned ScreenOS for Juniper Netscreen Appliances
47.Steve Ocepek- Long-Term Sessions: This Is Why We Can’t Have Nice Things
48. Jeongwook Oh- Fight Against 1-day Exploits: Diffing Binaries vs Anti-diffing Binaries
49. Alfredo Ortega, Anibal Sacco- Deactivate the Rootkit
50. Danny Quist, Lorie Liebrock- Reverse Engineering By Crayon: Game Changing Hypervisor Based Malware Analysis and Visualization
51. Tiffany Strauchs Rad, James Arlen- Your Mind: Legal Status, Rights and Securing Yourself
52. Daniel Raygoza- Automated Malware Similarity Analysis
53. Peter Silberman, Steve Davis- Metasploit Autopsy: Reconstructing the Crime Scene
54. Val Smith, Colin Ames, David Kerb- MetaPhish
55. Mike Zusman, Alexander Sotirov- Breaking the security myths of Extended Validation SSL Certificates
56. Kevin Stadmeyer, Garrett Held- Worst of the Best of the Best
57. Bryan Sullivan- Defensive Rewriting: A New Take on XSS/XSRF/Redirect-Phishing Defense
58. Chris Tarnovsky- What the hell is inside there?
59. Steve Topletz, Jonathan Logan and Kyle Williams- Global Spying: Realistic Probabilities in Modern Signals Intelligence
60. Michael Tracy, Chris Rohlf, Eric Monti- Ruby for Pentesters
61. Dustin “I)ruid” Trammell- Metasploit Telephony
62. Eduardo Vela Nava, David Lindsay- Our Favorite XSS Filters and How to Attack Them
63. Mario Vuksan, Tomislav Pericin- Fast & Furious Reverse Engineering with TitanEngine
64. Chris Weber- Unraveling Unicode: A Bag of Tricks for Bug Hunting
65. Jeff Williams- Enterprise Java Rootkits

[ Post Original - 27/07/2009 ]

A Black Hat e a Defcon estão entre as mais importantes conferências de segurança computacional do ano. Os eventos acontecerão nesta semana em Las Vegas e a comunidade já está se preparando para um festival de correções de segurança de última hora e uma avalanche de novas informações em todas as áreas de segurança computacional.

Segue um breve apanhado de informações sobre os destaques das duas conferências:

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