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Wednesday, January 22, 2014
Entrevistas sobre "Defesa Civil Digital no Brasil" e "DeepWeb"
No início deste ano, tive prazer de conceder duas entrevistas sobre assuntos relacionados à Segurança da Informação.
A primeira foi utilizada para uma reportagem do Altieres Roth publicada hoje pelo G1/Globo, com o título "Quem é a Defesa Civil Digital do Brasil", e aborda temas como a função de grupos de resposta a incidentes (CSIRTs) no Brasil e alertas à população em caso de ataques massivos que impactem em serviços essenciais, por exemplo.
A segunda, sobre DeepWeb/DarkWeb será publicada nos próximos dias e eu atualizarei este post quando o link para a mesma estiver disponível.
Em tempo, um ótimo 2014 para todos!
Thursday, August 8, 2013
Frameworks para compartilhamento de informacoes sobre incidentes de segurança
[ Update: 08/08/2013 ]
Uma versão interativa do último relatório da Verizon pode ser visto no link abaixo - recomendado:
http://public.tableausoftware.com/views/vcdb/Overview
[ Update: 25/04/2013 ]
Leitura obrigatória para quem trabalha na área, o "2013 Verizon Data Breach Report" inclui uma série de informações e métricas interessantes sobre incidentes de segurança ocorridos durante o ano passado. O site do Framework Veris - padrão utilizado para compilar o relatório e já citado neste post - é uma ótima base para as organizações e CSIRTs de coordenação que precisam lidar com fontes diversas de informações de incidentes: http://www.veriscommunity.net/doku.php
O que eu acabei conhecendo é um outro padrão, do CERT / Carnegie Mellon - chamado "The CERT Insider Threat Database" - que é um outro Framework interessante nos mesmos moldes - já incluído na lista de referências abaixo.
[ Update: 27/01/2013 ]
Um dos maiores desafios na área de Resposta a Incidentes é o compartilhamento de informações entre entidades - CSIRTs, Backbones, Provedores de Acesso e Forças da Lei - entre outros. Por este motivo, conhecer e divulgar iniciativas bem sucedidas é de suma importância para todos os envolvidos.
Um dos grandes problemas que as organizações afetadas por incidentes de segurança enfrentam é a dificuldade de receber e enviar informações sobre os ataques bem sucedidos ocorridos na sua constituência para outras organizações como Grupos de Coordenação de Incidentes (como o CERT.BR e o CTIR.GOV, no Brasil) e até mesmo para Forças da Lei, por exemplo em eventos que precisem ser investigados sob o ponto de vista das novas leis de crimes cibernéticos brasileiras (12735/2012 e 12737/2012).
Como o Dr. Emerson Wendt colocou em um artigo conjunto publicado há cerca de 3 anos atrás aqui no blog: "São diversas as ocasiões em que contatamos, com a devida ordem judicial, o suposto administrador da rede responsável e fomos informados que não haveria como repassar a informação correta de qual computador e/ou usuário partiu o acesso criminoso". Nossa experiência mostra que esta realidade se repete há vários anos em vários estados e diferentes esferas federativas.
Por este motivo, meu objetivo com este post é chamar atenção para iniciativas já existentes de colaboração na área, seja pelo compatilhamento de eventos ou metadados relacionados a incidentes de segurança ou atividades consideradas indesejadas, seja por padronização na troca de informações que beneficiem os atores envolvidos em um processo de Resposta a Incidente de Segurança.
Além do OpenIOC, já citado anteriormente neste post, vale ressaltar algumas outras iniciativas de disseminação e compartilhamento de informações sobre incidentes de segurança (e possíveis crimes cibernéticos), relacionadas abaixo:
Padrões Abertos:
IDMEF - Intrusion Detection Message Exchange Format (IETF)
IODEF - Incident Object Description and Exchange Format (IETF)
CAPEC - Common Attack Pattern Enumeration and Classification (MITRE)
OVAL - Open Vulnerability and Assessment Language (MITRE)
MMEF - Malware Metadata Exchange Format (IEEE)
SCAP - Security Content Automation Protocol (NIST)
YARA - Malware Identification and Classification
CITD - CERT INSIDER Threat Database (CERT)
Padrões da Indústria:
CEF - Common Event Format (PDF) - ArcSight/HP
VERIS - Vocabulary for Event Recording and Incident Sharing (blog post) - Verizon
VRT - http://www.snort.org/vrt - SourceFire
OPENIOC - Open Indicators of Compromise - Mandiant (mais informações abaixo).
[ Update: 04/10/2012 ]
A dificuldade de se compartilhar informações sobre incidentes entre organizações é um problema antigo, e existem algumas alternativas que podem auxiliar quem está buscando soluções.
Hoje sairam três updates interessantes sobre o assunto:
Python tools for IOC (Indicator of Compromise) handling
https://github.com/jeffbryner/pyiocUnderstanding Indicators of Compromise (IOC) Part I
http://blogs.rsa.com/will-gragido/understanding-indicators-of-compromise-ioc-part-i/
http://www.darkreading.com/threat-intelligence/167901121/security/news/240008438/government-agencies-get-creative-in-apt-battle.html
[ Update: 17/11/2011 ]
Hoje o DarkReading publicou um interessante artigo sobre o OpenIOC:
No texto são também comentados outros frameworks já citados por aqui:
[ Post Original: 02/11/2011 ]
Framework OpenIOC - Open Indicators of Compromise
Considero o projeto iniciado pelo Kevin Mandia (publicado no livro "Incident Response & Computer Forensics") e agora disponibilizado oficialmente como um framework aberto (licença Apache 2) o mais organizado esforço da definição de um padrão (schema XML) que "descreve características técnicas de ameaças, metodologias de atacantes e outros indicadores de comprometimento" - útil demais para controle de modus operandi de incidentes, troca de informações intra e entre CSIRTs, interoperabilidade de ferramentas, entre outros.
Falei brevemente do OpenIOC durante uma apresentação sobre os avanços em Resposta a Incidentes e Computação Forense, durante o ICCyber 2010.
Mais informações:
FAQ: http://openioc.org/#faq
Base Schema: http://schemas.mandiant.com/2010/ioc/ioc.xsd
Other Schemas: http://schemas.mandiant.com/
OpenIOC Free Tools:
http://www.mandiant.com/products/free_software/iocfinder/
http://www.mandiant.com/products/free_software/ioceditor/
Other Free Tools: http://www.mandiant.com/products/free_software
+ info relacionada (2010): http://www.mandiant.com/presentations/state_of_the_hack_abcs_of_ioc/qa
Site oficial: http://openioc.org/
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Sunday, March 10, 2013
Metodologias de Resposta a Incidentes
O CERT do Banco Societe Generale, da França, publicou uma atualização em seu material de "Metodologias de Resposta a Incidentes".
As metodologias são divididas em várias fases: Preparação, Identificação, Contenção, Remediação, Recuperação e Encerramento.
Existem metodologias para 15 tipos diferentes de incidentes, publicados sob a licença Creative Commons Attribution 3.0
As metodologias são divididas em várias fases: Preparação, Identificação, Contenção, Remediação, Recuperação e Encerramento.
Existem metodologias para 15 tipos diferentes de incidentes, publicados sob a licença Creative Commons Attribution 3.0
- IRM-1 : Worm infection
- IRM-2 : Windows intrusion
- IRM-3 : Unix intrusion
- IRM-4 : Distributed Denial of Service
- IRM-5 : Malicious Network Behaviour
- IRM-6 : Website Defacement
- IRM-7 : Windows Malware Detection
- IRM-8 : Blackmail
- IRM-9 : Malware on smartphone
- IRM-10 : Social Engineering
- IRM-11 : Information Leakage
- IRM-12 : Insider Abuse
- IRM-13 : Phishing
- IRM-14 : Scam
- IRM-15 : Trademark Infringement
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Tuesday, November 27, 2012
Material de Treinamento para equipes de Resposta a Incidentes e Forense Computacional

[ Update 27/11/2012 ]
http://www.enisa.europa.eu/activities/cert/support/exercise
- Triage & basic incident handling
- Incident handling procedure testing
- Recruitment of CERT staff
- Developing CERT infrastructure
- Vulnerability handling
- Writing security advisories
- Network forensics
- Establishing external contacts
- Large scale incident handling
- Automation in incident handling
- Incident handling in live role playing
- Cooperation with Law Enforcement agencies
- Incident handling during an attack on Critical Information Infrastructure
- Proactive incident detection
- Cost of ICT incident
- Mobile threats incident handling
- Incident handling in the cloud
- Advanced Persistent Threat incident handling
- CERT participation in incident handling related to the Article 13a obligations
- CERT participation in incident handling related to the Article 4 obligations
- Assessing and Testing Communication Channels with CERTs and all their stakeholders
- Social networks used as an attack vector for targeted attacks
- Honeypots
[ Update 25/01/2011 ]
A Forensic Focus tem uma excelente relação de material para estudo, incluindo imagens e desafios forenses:
A ENISA (European Network and Information Security Agency) publicou no final de 2010 um guia revisado chamado "Good Practice Guide for Incident Management for CERTs" (pdf).
O material possui mais de 100 páginas de instruções utilíssimas além de um conjunto de boas práticas, sugestões, referências para ferramentas, exercícios e exemplos e possui a seguinte estrutura central:
Framework: foundation of a CERT – its mission, constituency, responsibility, mandate, organisational framework – and the types of services the CERT can deliver.Roles: describes the roles that are mandatory and those that are optional in order to deliver a successful incident handling service.Workflows: CERT/CC incident handling workflow and gives some examples of the workflows of other teams, how to use them in day-to-day operations, and how the incident lifecycle works.Incident Handling Process: incident handling process in detail – from incident reporting via resolution to closing the incident. In addition, guidance is provided on information disclosure and relevant tools.Policies: basic policies a CERT needs to have in place in order to deliver its incident management service. In the second part of this chapter, the human resources aspect is highlighted.National and International Cooperation: Various communities are highlighted.Outsourcing: provides an overview of outsourcing from the perspective of the CERT, focusing on the incident management service – what you could outsource or should not outsource, and how you can reach your goals while outsourcing.Presentations to management: This chapter is all about getting your management involved and keeping them involved – an essential factor in the success of your CERT.References: an overview of the most important documents on CERTs and incident management and how to use them.Annexes: the first describes ‘extended services’, additional services that a CERT can deliver; the second annex is the ‘CSIRT Code of Practice’, a set of good behavioural rules.
Caso seu trabalho esteja - mesmo que remotamente - ligado à Resposta a Incidentes ou Triagem durante Investigações pré-Forense Computacional - recomendo que você leia o documento.
Ele é uma complementação e expansão de documentos do CERT (alguns já traduzidos pelo CERT.BR) sobre grupos de Resposta a Incidentes de Segurança (CSIRTs/ETIRs).
É um documento valiosíssimo para os órgãos e entidades da Administração Pública Federal que estão criando (NC 5) ou mantendo ETIRs (Equipes de Tratamento de Incidentes de Rede), que podem se beneficiar das melhores práticas expostas no material como apoio da implementação das Diretrizes para Gerenciamento de Incidentes em redes computacionais (Norma Complementar e 08 da Instrução Normativa 01) do DSIC/GSI/PR - Departamento de Segurança da Informação e Comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
[ Update 09/01/2011 ]
Uma das perguntas mais comuns que ouvimos de estudantes e aspirantes à área de Computação Forense é: Onde eu vou encontrar material para treinar, se hoje eu não trabalho diretamente com investigação na área de Forense Computacional ou Resposta a Incidentes?
Este post que atualizo hoje já apontou alguns lugares, como os Live DVDs da ENISA, além do material do projeto HoneyNet, e outras coletâneas de pcaps (capturas de rede) e imagens forenses de disco.
Pois bem, hoje achei uma preciosidade que pode ser útil à equipes ou indivíduos buscando fontes de treinamento *gratuitas* online. O Jesse Kornblum apontou para um extenso material de treinamento de equipes de investigação publicado pelo Department of Computer Science (Naval Postgraduate School).
O material é composto por 3 data-sets, contendo inúmeras imagens de disco, capturas de rede e dumps de memória para análise dos cenários propostos:
1 - 2009-M57 "Patents" scenario (2 a 4 semanas de atividade registradas):
2 - Nitroba University Harassment Scenario (harassing emails)
3 - Material contendo imagens de disco, de memória e capturas de rede, geradas todos os dias para o cenário (1).
Vamos ao que interessa: Os dados podem ser obtidos nos seguintes endereços (total: 460Gb)
1 * http://torrent.ibiblio.org/doc/187/torents (bit torrent)
1 * http://domex.nps.edu/corp/scenarios/209-m57/ (arquivos individuais)
2 * http://domex.nps.edu/corp/scenarios/2008-nitroba/ (arquivos individuais)
Post Relacionados:
[ Update 20/12/2009 ]
A ENISA finalmente disponibilizou os links para download dos Live-DVDs citados no material de treinamento:
http://www.enisa.europa.eu/act/cert/support/exercise/live-dvd-iso-images
[ 16/03/2009 - Post Original ]
Toda empresa responde à incidentes de segurança, de uma forma ou de outra. Normalmente quem é responsável por coordenar esta tarefa não tem muito tempo para se organizar e planejar o controle e a melhoria dos processos existentes. Afinal, é necessário matar alguns leões - equanto se apaga alguns incêndios - diariamente.
O CERT define 5 principais fases do processo de "Gerenciamento de Incidentes"
Normalmente eu indico os excelentes cursos do CERT.BR, o material "Scan of The Month" do projeto HoneyNet, entre outras referências de coletâneas (de pcaps ou imagens forenses de disco ) de casos que podem ser estudados [Update: Os pcaps do ForensicContest para analise forense de rede podem ser muito interessantes tambem]
Agora há também uma referência ainda mais completa para a importantíssima e quase sempre relegada fase de PREPARAÇÃO, independentemente da maturidade do time de resposta a incidentes da empresa:
A Agência Européia de Segurança de Rede e Informações (ENISA) acaba de publicar um material muito interessante contendo exercícios de treinamento para equipes de RESPOSTA A INCIDENTES (http://www.enisa.europa.eu/act/cert/support/exercise/files).
Esta é uma excelente contribuição para times de resposta a incidentes que precisam se manter atualizados e treinados.
O Handbook é dividido em exercícios abordando os seguintes tópicos:
1: Triage and Basic Incident Handling
2: Incident Handling Procedure Testing
3: Recruitment of CERT Staff
4: Developing CERT Infrastructure
5: Vulnerability Handling
6: Writing Security Advisories
7: Network Forensics
8: Establishing External Contacts
9: Large Scale Incident Handling
10: Automation in Incident Handling
11: Incident Handling in Live Role Playing
12: Cooperation with Law Enforcement Agencies
Uma das perguntas mais comuns que ouvimos de estudantes e aspirantes à área de Computação Forense é: Onde eu vou encontrar material para treinar, se hoje eu não trabalho diretamente com investigação na área de Forense Computacional ou Resposta a Incidentes?
Este post que atualizo hoje já apontou alguns lugares, como os Live DVDs da ENISA, além do material do projeto HoneyNet, e outras coletâneas de pcaps (capturas de rede) e imagens forenses de disco.
O material é composto por 3 data-sets, contendo inúmeras imagens de disco, capturas de rede e dumps de memória para análise dos cenários propostos:
1 - 2009-M57 "Patents" scenario (2 a 4 semanas de atividade registradas):
- Exfiltration of proprietary information by an M57 employee.
- Stealing of M57's property and selling it on Craigslist.
- The possession of "kitty porn" photos by an M57 employee.
2 - Nitroba University Harassment Scenario (harassing emails)
3 - Material contendo imagens de disco, de memória e capturas de rede, geradas todos os dias para o cenário (1).
Vamos ao que interessa: Os dados podem ser obtidos nos seguintes endereços (total: 460Gb)
1 * http://torrent.ibiblio.org/doc/187/torents (bit torrent)
1 * http://domex.nps.edu/corp/scenarios/209-m57/ (arquivos individuais)
2 * http://domex.nps.edu/corp/scenarios/2008-nitroba/ (arquivos individuais)
Post Relacionados:
- Preparação de equipes na área de Cybersecurity
- Livros de Seguranca Resposta a Incidentes e Forense Computacional
- 10 Periódicos de Computação Forense
- Material de Referência para Forense de Memória
- Material de Referência para Forense de Registro
[ Update 20/12/2009 ]
A ENISA finalmente disponibilizou os links para download dos Live-DVDs citados no material de treinamento:
http://www.enisa.europa.eu/act/cert/support/exercise/live-dvd-iso-images
ISO image CSIRT Exercise Handbook
ISO image CSIRT Exercise Toolset
ISO image CSIRT Exercise Netflow
[ 16/03/2009 - Post Original ]
Toda empresa responde à incidentes de segurança, de uma forma ou de outra. Normalmente quem é responsável por coordenar esta tarefa não tem muito tempo para se organizar e planejar o controle e a melhoria dos processos existentes. Afinal, é necessário matar alguns leões - equanto se apaga alguns incêndios - diariamente.
O CERT define 5 principais fases do processo de "Gerenciamento de Incidentes"
- Preparação / Treinamento
- Proteção / Prevenção
- Detecção / Notificação
- Triagem / Priorização
- Resposta
Normalmente eu indico os excelentes cursos do CERT.BR, o material "Scan of The Month" do projeto HoneyNet, entre outras referências de coletâneas (de pcaps ou imagens forenses de disco ) de casos que podem ser estudados [Update: Os pcaps do ForensicContest para analise forense de rede podem ser muito interessantes tambem]
Agora há também uma referência ainda mais completa para a importantíssima e quase sempre relegada fase de PREPARAÇÃO, independentemente da maturidade do time de resposta a incidentes da empresa:
A Agência Européia de Segurança de Rede e Informações (ENISA) acaba de publicar um material muito interessante contendo exercícios de treinamento para equipes de RESPOSTA A INCIDENTES (http://www.enisa.europa.eu/act/cert/support/exercise/files).
Esta é uma excelente contribuição para times de resposta a incidentes que precisam se manter atualizados e treinados.
O Handbook é dividido em exercícios abordando os seguintes tópicos:
1: Triage and Basic Incident Handling
2: Incident Handling Procedure Testing
3: Recruitment of CERT Staff
4: Developing CERT Infrastructure
5: Vulnerability Handling
6: Writing Security Advisories
7: Network Forensics
8: Establishing External Contacts
9: Large Scale Incident Handling
10: Automation in Incident Handling
11: Incident Handling in Live Role Playing
12: Cooperation with Law Enforcement Agencies
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Thursday, August 9, 2012
Computer Security Incident Handling Guide - NIST SP 800-61 Revision 2
Uma notícia curta mas extremamente relevante para quem está procurando informações para formação ou melhoria de processos internos de times de Resposta a Incidentes de Segurança (CSIRTs - Computer Security Incident Response Teams).
O NIST (National Institute of Standards and Technology) norteamericano divulgou há poucos dias a segunda revisão do "Computer Security Incident Handling Guide", Special Publication n. 800-61"
No documento são cobertos pontos importantes como a Organização do time, incluindo a definição de eventos e incidentes, o planejamento e processos e procedimentos necessários, modelos de times, tipos de serviços oferecidos por CSIRTs.
Também são abordados aspectos práticos do tratamento de incidentes de segurança são tratados, como a preparação, prevenção, detecção, vetores de ataque, sinais da ocorrência de incidentes e sua análise, documentação, priorização e notificação.
Além disto, o documento traz informações a respeito da contenção, erradicação e recuperação de incidentes de segurança, incluindo um checklist e dicas de coordenação dos incidentes com outros times de resposta a incidentes.
Caso você tenha se interessado, o documento pode ser baixado diretamente no site do NIST - Computer Security Incident Handling Guide", Special Publication n. 800-61.
Artigos relacionados:
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Wednesday, December 29, 2010
Preparação de equipes na área de Cybersecurity
Como sabemos, a área de Segurança da Informação é extremamente complexa e dinâmica e as novidades tanto no tocante a vetores de ataque quanto de diferentes técnicas de ataque e defesa surgem diariamente.
Por isto mesmo uma equipe responsável pela Resposta a Incidentes de Segurança, Forense Computacional ou "Cybersecurity" precisa estar composta de profissionais que possuem uma grande quantidade de habilidades e obviamente precisam estar em constante treinamento para se adaptarem a esta realidade.
Hoje tive uma ótima surpresa quando vi que o CERT e o Software Engineering Institute da Universidade Carnegie Mellon publicaram um documento fundamental para a preparação e o desenvolvimento contínuo de equipes de Cybersecurity, chamado "The CERT® Approach to Cybersecurity Workforce Development"
Logo na sua introdução, é feita uma colocação muito interessante a respeito de dois fatores fundamentais para que uma habilidade seja verdadeiramente efetiva nesta área: a proeficiência (experiência/conhecimento do assunto) e a relevância (utilidade para execução da função).
Algumas limitações dos treinamentos tradicionais em salas de aula são apresentadas, como a diferença entre a experiência vivida e o mundo real (quadro negro versus redes, softwares e usuários); o tempo (geralmente dias) gasto para aulas tradicionais (o que gera uma frequência inadequada de treinamento); a necessidade de deslocamento, e a óbvia demora do método tradicional em adaptar-se as novidades tecnológicas.
A nova abordagem sugerida pelo CERT para treinamento de profissionais ligados à Cybersecurity é dividida em quatro fases (que são brevemente apresentadas abaixo, mas são bem detalhadas no documento original)
- Desenvolvimento de Conhecimentos - onde os fundamentos e conceitos de tópicos específicos são abordados;
- Desenvolvimento de Habilidades (*) - como aplicar praticamente os conhecimentos / exercícios hands-on;
- Desenvolvimento de Experiência - adaptabilidade da aplicação das habilidades desenvolvidas em ambientes não familiares (mundo real);
- Avaliação - são propostas métricas para avaliar a evolução dos profissionais treinados e identificação de áreas que necessitam de melhoria continuada.
* Na seção de desenvolvimento de habilidades, existem colocações acerca da diferença entre usar ferramentas (e ter a vantagem da velocidade e a possibilidade de usar analistas menos treinados na tecnologia de mais baixo nível envolvida).
A conclusão apresentada é a seguinte (pg. 12): o melhor é ganhar eficiência executando tarefas que já são automatizadas adequadamente por ferramentas como o Autopsy, o Encase e o FTK (para ações como recuperação de arquivos deletados, carving, etc) e deixar a "escovação de bit" para atividades que as ferramentas não executam (reconstrução de um filesystem corrompido, por exemplo).
Uma pergunta que emerge naturalmente destas afirmações é: como diferenciar? Apenas com habilidade, conhecimento e experiência.. Por isto a Gestão Técnica ou ao menos o envolvimento - mesmo que apenas consultivo - de profissionais técnicos sêniores é fundamental na maioria das atividades ligadas à Cybersecurity.
O documento traz também um caso de estudo de treinamento contendo a experiência do CERT desde 2009 com um esquadrão de operações cibernéticas da USAF (força aérea norte-americana).
E para não ficar só na teoria, o CERT libera um acesso de demonstração ao sistema XNET, desenvolvido pela Carnegie Mellon (dica: via RDP é melhor..) - veja a captura (JPG): http://j.mp/h2gaJw e a rede do laboratório (JPG)
Neste sistema, times precisam executar várias tarefas relacionadas à Cybersecurity e são monitorados pelos instrutores, online. Existe um PDF contedo um WORKBOOK das atividades como Incident Detection & Reporting Challenge , Prioritizing Defense Measures
e Mitigation Tasks.
Seguem exemplos de exercícios práticos acessíveis via XNET:
Logging:
- OSSEC HIDS Server
- Remote Centralized Monitoring Server
- OSSEC Agent on Linux hosts
- OSSEC Agent on Windows hosts
- SQL Server Event Log Auditing
Detection:
- Configuring Arpwatch
- Creating a DHCP Offer Packet Filter for tcpdump
- Nagios Network Monitoring
- Appendix – Configuring Nagios
- NTOP Traffic Monitoring
- Snort Rules
Hardening:
- Securing the Domain with Security Templates and Group Policy
- Bandwidth Throttling
- Configuring IPTables as a Host Based Firewall on Linux Systems
- ACL on Router for Data Exfiltration / IRC
- Disable Directory Traversal
- Disabling Telnet on Router
- Drop Traffic from a Host
- Endian Firewall SSH Access
- Exchange Server Hardenin
- Firewall Access Control
- Hardening FTP Server
- Install and Configure Reverse Proxy Using Pound
- Linux Host System Hardening
Os ataques que precisam ser evitados/detectados incluem:
- EasyFTP Remote Exploit
- SQL Injection
- WebSite Directory Transversal
- Data Extrafiltration (TCP, UDP, ICMP)
- WebSite Defacement
- Infected User beaconing to an external IP
- Insecure router using telnet
- Infected user scanning internal IP space
- Attack using xp_cmdshell stored procedure
Se interessou? Leia o documento na íntegra. Certamente este tipo de experiência pode auxiliar internamente na melhor preparação do seu time de Segurança/Resposta a Incidentes ou Forense Computacional.
Aproveito para desejar a todos vocês uma ótimo virada de ano e um 2011 cheio de conquistas pessoais e profissionais!
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Sunday, March 28, 2010
Verizon lança Framework para Métricas de Incidentes

Este post trata de um assunto muito relevante, que estava no backlog do Blog há um bom tempo, porque eu não tinha tido tempo de analisar o material publicado no começo deste mês pela Verizon Business Security Solutions.
A Verizon foi a responsável pela divulgação (em 2008 e 2009) dos relatórios mais interessantes e completos relacionados à vazamento de informações e resposta a incidentes de casos reais. E agora eles estão divulgando e dividindo com a comunidade o método por trás da criação das métricas divulgadas.
O assunto é geração de métricas em CSIRTs. Sabemos que qualquer organização que queira responder adequadamente à incidentes de segurança precisa ter a capacidade de fazer uma análise retrospectiva e gerar métricas relevantes para adaptar a sua postura de segurança às suas ameaças reais, conforme discutimos no post: Risco, Vulnerabilidade, Ameaça e Impacto [1].
Existem uma série de referências e frameworks de métricas relacionadas à medição da eficiência das ações em Segurança da Informação, fornecidos por organizações como o NIST (vide post: NIST: Performance Measurement Guide for Information Security [2]) ou em livros como Security Metrics - Replacing Fear, Uncertainty and Doubt - referenciado neste outro post: Livros de Seguranca Resposta a Incidentes e Forense Computacional [3].
O foco do Framework publicado pela Verizon são Incidentes de Segurança, e outros esforços similares já existem, especialmente o IODEF. (IODEF - Incident Object Description and Exchange Format - definição de formatos de dados e procedimentos para troca de informação entre diferentes CSIRTs.)
Uma lista interessante contendo outros Repositórios, Frameworks e Linguagens relacionadas (SCAP, CAPEC, CCE, CPE, CVE, CWE, MAEC, OVAL, etc.) pode ser encontrada nesta página do MITRE: http://measurablesecurity.mitre.org/
Dentre todas estas siglas, padrões, frameworks e modelos, fica uma pergunta: por onde começar?
Eu considero esta iniciativa da Verizon muito interessante pela sua praticidade, independência, abrangência e aplicabilidade. É claro que adaptações são necessárias para "tropicalizar" o framework às nossas organizações, mas não deixa de ser um excelente ponto de partida.
Existem quatro seções principais definidas do "VerIS Framework" - cada uma delas possui um conjunto de métricas (alguns poucos exemplos nos sub-itens abaixo) que é alimentada durante a fase de documentação "post-mortem" do tratamento dos incidentes:
1. Demografia
1.1 - Data do incidente
1.2 - Ramo de Atividade
1.3 - Região de Operação
1.4 - Número de Empregados
1.5 - Número de Funcionários Dedicados à Segurança da Informação
2. Classificação do Incidente
2.1 - Agente
...
2.2 - Ação
2.2.1 - Hacking
2.2.1. - Tipo ou Método (ex: Autenticação/Força Bruta, Manipulação de Protocolo)
2.2.1.2 - Caminho ou Vetor de Ataque (ex: Backdoor, Rede Wireless)
...
2.2.3 - Engenharia Social
2.2.3.1 - Alvo da Eng. Soc.
...
2.3 - Ativo
...
2.4 - Atributos
2.4.1 - Confidencialidade
2.4.2 - Posse ou Controle
2.4.3 - Integridade
...
3. Descoberta e Mitigação
3.1 - Linha do Tempo do Incidente
3.2 - Descoberta do Incidente
3.3 - Remediação
4. Classificação do Impacto
4.1 - Categorização do Impacto
4.2 - Estimativa de Impacto
4.3 - Qualificação do Impacto
Para uma visão completa e interessante da seção 2. Classificação do Incidente, veja este MINDMAP INTERATIVO.
Mais informações:
- Framework (PDF)
- Resumo Executivo (PDF)
- Forum Online
Tuesday, January 5, 2010
RAM Scraping, GPS router XSS, printer storage
Muitas vezes ao responder incidentes o que pode atrapalhar um CSIRT é exatamente o que a equipe já conhece , porque naturalmente termos a tendência de buscar entender um problema utilizando nossos conceitos prévios (ou pré-conceitos) que certamente podem cegar uma investigação de um incidente.
Sabemos que algumas técnicas utilizadas por atacantes surpreendem não necessariamente pela novidade ou elaboração técnica, mas por nos mostrar que muitas vezes podemos ser atacados de maneiras realmente criativas e inusitadas.
Vou apresentar brevemente 3 técnicas para ilustrar as afirmações acima - serve de exercício para imaginar como as suas iniciativas de segurança atuais (IPS, FW, DLP, Filtro de conteúdo, etc) seriam capazes de deter estes ataques:
1 - Ram Scraping:
2 - Coordenadas GPS via exploração de falha XSS no roteador:
3 - Usos inusitados das suas impressoras:
Estes 3 exemplos poderiam ser 30, 300 ou 3000. Somando a isto a nossa certeza da desvantagem natural da defesa contra o ataque (quem defende uma infra-estrutura complexa sabe que atacantes precisam apenas achar algumas poucas brechas para obter resultados não autorizados), teremos uma noção exata do porque apenas investimentos (de tempo, gente, fios de cabelo e dinheiro) em prevenção / detecção não são suficientes para assumir uma postura corporativa madura em segurança da informação.
Dito isto, fica claro que uma reação bem executada deve gerar feedback de alta qualidade (famosa "análise post-mortem") para os processos de prevenção e detecção, para que a postura de segurança seja adequada à realidade dos ataques realmente sofridos pela corporação.
Sabemos que algumas técnicas utilizadas por atacantes surpreendem não necessariamente pela novidade ou elaboração técnica, mas por nos mostrar que muitas vezes podemos ser atacados de maneiras realmente criativas e inusitadas.
Vou apresentar brevemente 3 técnicas para ilustrar as afirmações acima - serve de exercício para imaginar como as suas iniciativas de segurança atuais (IPS, FW, DLP, Filtro de conteúdo, etc) seriam capazes de deter estes ataques:
1 - Ram Scraping:
O conceito é extremamente simples e todos que já efetuaram análise de dumps memória sabem exatamente do que se trata - por mais que as informações estejam criptografadas na rede, no banco de dados ou no sistema de arquivos, quando são manipuladas pelos programas/processos e memória RAM em vários momentos elas estarão em claro - e por isto mesmo podem ser capturadas pela técnica de RAM Scraping.
O assunto está em pauta devido ao uso em ataques muito bem sucedidos recentes em que foram capturados números de cartões de crédito e outros detalhes transacionais diretamente de sistemas utilizados em pontos de venda (POS) .
Mais informações aqui, aqui e aqui.
2 - Coordenadas GPS via exploração de falha XSS no roteador:
"É só um Cross Site Scripting..". Talvez você já tenha ouvido (ou pensado) isto durante a apresentação de resultados de um teste de segurança WEB. Pois no caso do roteador FiOS da Verizon (e talvez outros), o XSS permite que um atacante consiga determinar a localização física (coordenadas GPS) do usuário que estiver utilizando a rede em questão, utilizando o serviço "Google Location Service" e "Location-Aware" do Firefox.
Veja mais aqui (prova de conceito) e mais detalhes aqui e aqui.
3 - Usos inusitados das suas impressoras:
Este é a mais antiga das 3 abordagens, mas não deixa de impressionar - afinal, quem troca o password padrão das impressoras? O pessoal da Phenoelit pulicou há muitos , muitos anos atrás uma ferramenta que serve de " console" para conexão a impressoras HP - o que permite a um atacante uma miríade de coisas, inclusive guardar arquivos dentro do disco interno da impressora, ler os ultimos trabalhos enviados para ela e alterar configurações administrativas.
Mais informações aqui.
Estes 3 exemplos poderiam ser 30, 300 ou 3000. Somando a isto a nossa certeza da desvantagem natural da defesa contra o ataque (quem defende uma infra-estrutura complexa sabe que atacantes precisam apenas achar algumas poucas brechas para obter resultados não autorizados), teremos uma noção exata do porque apenas investimentos (de tempo, gente, fios de cabelo e dinheiro) em prevenção / detecção não são suficientes para assumir uma postura corporativa madura em segurança da informação.
Dito isto, fica claro que uma reação bem executada deve gerar feedback de alta qualidade (famosa "análise post-mortem") para os processos de prevenção e detecção, para que a postura de segurança seja adequada à realidade dos ataques realmente sofridos pela corporação.
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Tuesday, September 8, 2009
Medley: Polypack, IEF, Norma CSIRTs, IIS exploit, FlashSec

Estive viajando (férias) nos últimos dias e volto à carga com mais um Medley contendo um resumo de alguns assuntos interessantes que tive contato neste período :
- Polypack: Entenda porque soluções de anti-vírus tradicionais não nos protegem contra malwares modernos. A Universidade de Michigan publicou um site com uma análise, alguns exemplos e testes online (para pesquisadores de malware cadastrados) da influência da utilização de packers por criadores de malwares (vírus e etc.) e sua repercussão na taxa de detecção de 10 anti-vírus populares.
- IEF - Internet Evidence Finder: Uma ferramenta grátis e prática para encontrar vestígios de "artefatos de internet" (Yahoo! & chat, Limewire, Gmail & chat, Facebook, MSN, etc.) - baixe já..
- Norma Federal - o Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC) da Presidência da República publicou recentemente no DOU - Diário Oficial da União a Norma Complementar número 05/DSIC/GSIPR, movimento fundamental para agilizar a criação de equipes de Tratamento e Respostas a Incidentes (CSIRTs) em redes da Administração Pública Federal. (Para ver todas as normas relacionadas à Segurança da informação publicadas pelo DSIC, clique aqui - obrigado pela dica, Felix).
- IIS Exploit - No dia 31 de Agosto, o hacker KingScope publicou no site milw0rm um exploit "0-day" que afeta o serviço FTP do IIS. De lá para cá, a Microsoft já confirmou que as vulnerabilidades estão sendo exploradas e que permitem execução remota de código (FTP em IIS 5.0) ou negação de serviço- DoS (FTP em IIS 5.0, IIS 5.1, IIS 6.0 ou IIS 7.0). Até o momento a Microsoft publicou alguns workarounds, mas ainda não saiu uma correção para o problema. (mais informações no CERT).
- Flash Security - (a) a WEB está cada vez mais infestada de aplicações flash, e a comunidade de segurança tem reagido com novidades na área: O time de websecurity da HP (antiga WebInspect) está publicando de graça um indentificador de vulnerabilidades em aplicações .SWF (flash) - baixe aqui o SWFScan. (b) - Como já discutimos por aqui, é cada vez mais comum a exploração de aplicações "helpers" de navegadores. Por isto as proximas versões do Firefox alertarão os usuários caso estes possuam versões vulneráveis do plugin do Adobe Flash. (c) - Novidades interessantes sobre Forense de Cookies Flash foram publicadas recentemente no site de Forense do SANS (mais info).
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