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Thursday, February 25, 2016

Trojans Governamentais para vigilância e investigações online: NIT e CIPAV (FBI) e Bundestrojaner (Alemanha), entre outros

[ Update 25/02/2016 ]

Muito tempo sem update.. Aqui vai uma novidade sobre este assunto:

http://news.softpedia.com/news/german-police-create-a-new-version-of-bundestrojaner-federal-trojan-500832.shtml 

"The German government has approved that a new version of the infamous Bundestrojaner (Federal Trojan) malware be used against real-life targets, after authorities have been working on an updated version for the past months."


[ Update 21/11/2014 ]

Hoje a Anestia Internacional a Eletronic Free Frontier juntamente com outras entidades ligadas à segurança e privacidade na Internet lançaram uma ferramenta de "deteção de spywares conhecidos de vigilância governamental" chamado Detekt - você pode baixar a ferramenta e o código fonte no links abaixo:


Sobre a Ferramenta: https://www.resistsurveillance.org/
Download do Executável e Código Fonte: https://github.com/botherder/detekt/releases/tag/v1.4

[ Update 19/05/2014 ]


No dia 12/05/2014, uma solicitação do FBI (código RFQ1307B) mostra o interesse da Agência americana em obter samples de malware de todo o mundo:

Detalhes relevantes:

"2.3.1 Malware Feed

The FBI seeks to obtain the malware via a feed.  The feed shall:

•    Currently exist (or system currently exists that can produce the feed)
•    Contain a rollup of sharable new malware (both unique and variants)
•    Include a malicious URL report (Reference Section 2.3.2)
•    Be organized by SHA1 signatures
•    Be updated once every 24 hours
•    Be a snapshot of the prior 24 hours
•    Be, on average, 30GB - 40GB per day
•    Be able to retrieve feed in an automated way through machine-to-machine communication
•    Initiations of accessing feed shall be pulled by FBI not pushed to FBI

2.3.2 Malicious URL Report

The FBI seeks a malicious URL report as a component of the malware feed.  The URL report shall contain a list of URLs that do not directly link to executable files, but instead lead to exploits that cause malware to be downloaded (e.g., links to drive-by downloads).

2.3.3 Malware Files

Each of the new malware files in the feed shall contain metadata, to include:

•    SHA1 signature
•    MD5 signature
•    Time

The file types required include:

•    Executable file types from Unix/Linux, Windows and Macintosh
•    Archives files
•    Image files
•    Microsoft Office documents
•    Audio and Video files
•    RTF files
•    PDF files
•    PHP files
•    JavaScript files
•    HTML files"


[ Update: 08/12/2013 ]

O Washington Post publicou hoje um artigo entitulado "FBI’s search for ‘Mo,’ suspect in bomb threats, highlights use of malware for surveillance"em que divulga um search warrant ("pedido de busca e apreensão") que detalha como a agência solicita e recebe autorização judicial para o uso de código malicioso em investigações de crimes (neste caso ameaças envolvendo bombas).

O termo "CIPAV" - presente nos demais updates deste post - não é utilizado, e é introduzido um acrônimo: NIT - "Network Investigative Technique", que tem funcionalidade muito parecida com o descrito neste post.



[ Update: 09/02/2013 ]

"Going Bright: Wiretapping without Weakening Communications Infrastructure"

http://www.crypto.com/papers/GoingBright.pdf



"Mobile IP-based communications and changes in technologies have been a subject of concern for law enforcement, which seeks to extend current wiretap design requirements for digital voice networks. 

Such an extension would create considerable security risks as well as seriously harm innovation. Exploitation of naturally occurring bugs in the platforms being used by targets may be a better alternative."


Steven M. Bellovin | Columbia University
Matt Blaze and Sandy Clark | University of Pennsylvania
Susan Landau | Privacy Ink



[ Update: 10/09/2012 ]

O Governo alemão está abertamente contratando programadores especializados em trojans, para não depender de empresas externas para desenvolver suas ferramentas de monitoração utilizadas em investigações feitas pelo governo (BundesTrojaner).

Alguns pré-requisitos para os candidados ao cargo:


  • Excelente conhecimento de C++
  • Muito bom conhecimento de padrões de software de modelagem de tecnologias de rede,
  • topologias e protocolos (especialmente sobre os protocolos da Internet utilizados)
  • Capacidade de auxílio no desenvolvimento e manutenção de software para a criação de  técnicos e táticos  requisitos para o acesso  remoto da polícia secreta
  • Identificação de vulnerabilidades em aplicações e sistemas operacionais,
  • Observação das evoluções técnicas e legais no campo da tecnologias de informação e comunicação
  • Muito bom conhecimento de programação de baixo nível e mecanismos de segurança do Windows
  • Idealmente ter conhecimento dos mecanismos de segurança de outros sistemas operacionais, bem como na programação de baixo nível em outros sistemas operacionais, bem como no desenvolvimento de drivers
Fonte e mais informações - veja este post da F-Secure: http://www.f-secure.com/weblog/archives/00002423.html

PS: Neste meio tempo foi publicado neste blog um artigo chamado "CiberGuerra e CiberEspionagem: O uso de ferramentas de invasão por Nações e Governos" - relevante ao assunto tratado neste artigo.

[ Update: 02/02/2012 ]

Uma autorização judicial de instalação do CIPAV foi provavelmente utilizada no caso da investigação que culminou com a prisão dos responsáveis pelo MegaUpload.


"While it's still not clear how federal investigators gained access to the conversations of founder Kim DotCom and other top managers, there are hints that the FBI managed to place government-issued spyware on the defendants' computers"

Mais informações na CNET:

http://news.cnet.com/8301-31001_3-57368523-261/feds-we-obtained-megaupload-conversations-with-search-warrant/

Informações do caso no site do FBI:

http://www.fbi.gov/news/pressrel/press-releases/justice-department-charges-leaders-of-megaupload-with-widespread-online-copyright-infringement

[ Update: 26/10/2011 ]

A Kaspersky achou outra variante do BundesTrojaner, que também já foi analisada pelo CCC . Um resumo pode ser visto no site H-Online (inglês). Ou a análise original/integral traduzida do alemão para o português (Google Translate).

[ Update: 17/10/2011 ]

Uma interessante análise do footprint de memória do "BundesTrojaner" utilizando a ferramenta de forense de memória volatility foi publicada recentemente - confira!

[ Update: 08/10/2011 ]

Devido às dificuldades de interceptação telemática de certos atores no cenário cibernético - devido ao crescente uso de criptografia, proxies, vpn, etc -  o uso de softwares para monitoração de suspeitos (autorizadas pela justiça ou não) é uma realidade crescente em todo o mundo. Alguns dos países em que isto já acontece são: EUA (veja o post original sobre o CIPAV abaixo), França, Egito, e agora a Alemanha (leia logo abaixo)

O grupo Chaos Computer Club (CCC) publicou hoje uma análise do "Bundestrojaner Light" (R2D2) - que numa tradução livre seria "Light Federal Trojan" - utilizado pelo governo alemão.

Abaixo são listados os nomes dos arquivos analisados (uma biblioteca e um driver de kernel windows), seus hashes md5 e taxas de detecção por antivírus (virustotal):

mfc42ul.dll (md5: 930712416770a8d5e6951f3e38548691 vt: 6/43)
winsys32.sys (md5: d6791f5aa6239d143a22b2a15f627e72  vt:  5/43)


Para mais informações, veja a página da CCC:

Mais informações sobre o assunto:



[ Update: 30/04/2011 ]

Depois de mais de dois anos sem novidades sobre o assunto, a EFF (Eletronic Frontier Foundation) publicou ontem um "dossiê" sobre o CIPAV chamado "New FBI Documents Provide Details on Government’s Surveillance Spyware".

O FBI tem utilizado a tecnologia para investigações criminais dentro dos Estados Unidos e também para investigações de suspeitos estrangeiros de acordo com os termos da FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act).

Aos interessados em mais detalhes sobre o assunto, a EFF separou uma página de download para os 15 PDFs contendo informações sobre o CIPAV: https://www.eff.org/foia/foia-endpoint-surveillance-tools-cipav

[ Post Original: 17/04/2009 ]

Depois da divulgação de que a China que se utiliza de técnicas hacker para espionar seus adversários, a Wired acaba de publicar um artigo interessante sobre documentos que foram recentemente "desclassificados" pelo governo americano.

Agora é público o conhecimento de que o FBI utiliza em suas investigações online - há pelo menos 7 anos - um spyware desenvolvido internamente por eles chamado CIPAV - Computer and Internet Protocol Address Verifier, que faz um pouco mais do que o nome indica - ele busca as seguintes informações da máquina alvo:

• Endereço IP
• Endereços MAC (placas de rede)
• A lista de portas TCP e UDP e conexões estabelecidas (netstat)
• Lista de programas em execução
• Sistema Operacional, Versão e Número de Série e empresa que consta no Registro.
• Versão do Navegador Padrão
• Usuários (incluindo o logado) do sistema operacional
• URL visitadas

Segundo análise do CIPAV feita em 2007 por Kevin Poulsen, todas as informações coletadas são enviadas pela Internet para computadores do FBI na Virginia, possivelmente para o laboratório do FBI em na cidade de Quantico.

O modus operandi mais comum de instalação do CIPAV é fazer o alvo acessar uma página especialmente criada para explorar vulnerabilidades comuns em de navegadores.

As informações confirmadas nesta semana fazem parte do material liberado ao público devido ao "Freedom of Information Act" e indicam uma boa maturidade do governo americano ao tratar de assuntos sensíveis como a autorização legal para utilização deste tipo de tecnologia e o equilíbrio entre o sigilo destas ações e a garantia da privacidade dos usuários.

O pdf original do documento "desclasificado" descrevendo alguns casos em que o CIPAV foi utilizado foi disponibilizado.

A necessidade do uso - e controle da autorização judicial (pdf - exemplo) - deste tipo de tecnologia é claro - muitas vezes as ações de hackers e criminosos envolvem técnicas como "proxy chaining" e redes de anonimato como a Tor - que são muito difíceis de monitorar através da Internet, e exigiriam autorizações judiciais de quebra de sigilo para múltiplos provedores em diferentes países - o que na maioria das vezes é impraticável.

Entre as ações tipicamente hackers utilizadas pelo FBI, está também a exploração (cracking) de redes Wireless para obtenção de evidências.

A utilização de ferramentas como o CIPAV e outras técnicas de "contra-ataque" sempre foi (e continuará sendo) fundamental para solução de casos de investigação como ameaças a bomba, terrorismo, sabotagem, extorsão e ataques de hackers.http://translate.google.com/translate?hl=en&sl=de&u=http://www.ccc.de/system/uploads/76/original/staatstrojaner-report23.pdf

Monday, July 22, 2013

Visualizaçâo, Linha do tempo e Cobertura de ataques cibernéticos


[ 2013-07-22 Update ] 

Uma visualização muito interessante dos maiores incidentes envolvendo vazamento de dados nos últimos 10 anos pode ser vista no site "Information is Beautiful" - mais do que recomendada. As informações podem ser organizadas por ano ou método de vazamento (publicação acidental, hacking, insiders, computadores e mídias perdidas, etc), tipo de organização afetada, número de registros vazados e nível de sigilo dos dados acessados. Muito interessante.

http://www.informationisbeautiful.net/visualizations/worlds-biggest-data-breaches-hacks/


[ 2013-06-28 Update ]

Durante todo o ano de 2013, o Paolo Passeri tem mantido um excelente histórico de ataques conhecidos em seu site, incluindo a Data, o Autor, o Alvo, o tipo de Ataque (DDoS, SQLi, Defacement, Account Hijacking, etc..) - e também a categoria do ataque (Cyber Crime, Cyber Espionage, Hacktivism, Cyber Warfare).

Abaixo o link para o índice geral para o ano de 2013 recém divulgado:





[ 2011-09-11 Update ]


Em junho, a Thomson Reuters divulgou um gráfico com um timeline dos principais incidentes de segurança públicos de 2011. Desde então, Paolo Passeri - especialista em segurança da informação italiano - publica uma lista dos ataques ocorridos nos últimos meses (no mesmo formato).

Existe um índice principal com links para as tabelas contendo os timelines dos últimos meses:
Observação: A CNET continua atualizando o timeline referenciado nos links do post original abaixo:

[ 2011-08-01 Post Original ]

Há alguns dias a CNET disponibilizou uma planilha online que facilita muito o acompanhamento das notícias relacionadas à ataques cibernéticos cobertos pela imprensa internacional este ano.  A tabela inclui a data de divulgação do ataque, seu alvo, o suposto responsável, o motivo, o método, o dano, além de notas e links para os artigos relacionados.

São 87 incidentes cadastrados até o momento, desde o ataque à RSA (em 17 de março) até a divulgação do vazamento de dados pessoais de 35 milhões de sul-coreanos - na última sexta-feira, obtidos através da exploração do site Cyworld.

Post curto, mas com Bookmark obrigatório (escolha o seu):
Links relacionados a crescente divulgação de ataques cibernéticos pela mídia:

Wednesday, June 29, 2011

Sony PSN hacked - updated

[ Update - 29/06/2011 ]


Hoje a empresa VeraCode publicou um excelente infográfico contendo uma linha do tempo do incidente envolvendo a empresa Sony, contendo os principais eventos, a reação da empresa e o acompanhamento do valor das ações da empresa na bolsa de valores.


Disclaimer: No final, um FUDzinho básico para vender os serviços de varredura de segurança em aplicações WEB da empresa..



[ Post Original - 28/04/2011 ]



Dados de cerca de 100 milhões de contas da
PlayStation Network foram roubados


FAQ da Sony:
http://faq.en.playstation.com/cgi-bin/scee_gb.cfg/php/enduser/std_adp.php?locale=en_GB&p_faqid=5593

FAQ da F-Secure:
http://www.f-secure.com/weblog/archives/00002148.html

Post no blog da Kaspersky sobre a venda dos dados roubados incluindo o código CCV2 do Cartão de Crédito:
http://www.securelist.com/en/blog/6196/Playstation_data_for_sale

Solicitação oficial de esclarecimentos do Congresso Norte-Americano à empresa Sony:
http://republicans.energycommerce.house.gov/Media/file/Letters/112th/042911sony.pdf


Análise do Dr. Alexandre Atheniense sob a perspectiva da legislação brasileira:
http://www.dnt.adv.br/noticias/os-efeitos-do-vazamento-de-dados-das-redes-da-sony-na-legislacao-brasileira/


Conversa em um canal de IRC "ps3dev" da rede efnet sobre a natureza dos eventos:


Discussão sobre a possibilidade de transformar os milhões de consoles PS3 conectados à PSN em uma botnet gigantesca (sabemos do poder de se usar consoles em cluster):
http://www.theregister.co.uk/2011/04/29/sony_playstation_breach_analysis/

E por último, algumas sugestões de precauções para usuários do serviço:

1 - Troque sua senha em quaisquer outros serviços em que ela seja igual ou parecida com a utilizada no PSN;


2 - Caso você tenha fornecido seu número de Cartão de Crédito, solicite um novo Cartão ao seu banco;

3 - Fique de atenção redobrada para futuras tentativas de phishing e/ou fraudes através de emails.

Wednesday, May 25, 2011

Comodo Hack e MySQL.com SQL injection



A poeira da invasao e possivel compremetimento do código do SecurID da RSA ainda não baixou e outros ataques que merecem nota já ocorreram nos últimos dias. Segue um breve resumo sobre o I) #ComodoGate e II) blind SQL injection do MySQL.com e Sun.com.

I) COMODOGATE:


Update (25/05/2011 - 09:34) - A ComodoBr.com (apesar dos varios selos estilo "HackerSafe" no rodape do site) foi tambem comprometida via SQL Injection e um dump parcial de seu Banco de Dados foi publicado: http://pastebin.com/9qwdL1pA

Update (04/04/2011- 12:17) - O cryptome.org acaba de publicar um .rar com dois arquivos com o backup dos bancos de dados da GlobalTrust (33M) e da InstantSSL (9,3M).

Update (30/03/2011 - 17:43) - Mais 2 Autoridades Registradoras da Comodo foram comprometidas (além da italiana GlobalTrust). Que outros certificados forjados foram gerados? Aguardemos..

Fonte: o "ComodoHacker" postou mais uma de suas mensagens no estilo "Avassalador" em http://pastebin.com/kkPzzGKW - Trecho:

"From listed resellers of Comodo, I owned 3 of them, not only Italian one, but I interested more in Italian brach because they had too many codes, works, domains, (globaltrust, cybertech, instantssl, etc.) so I thought they are more tied with Comodo".

A Comodo confirmou em mensagem de um executivo, que descreve algumas das ações de "contenção de danos" que estão sendo colocadas em prática pela empresa.

Update (29/03/2011 - 20:15) - o G1 Segurança (Globo.com) publicou bastante material sobre o tema - Hacker invade empresa de segurança e falsifica 'cadeados' de sites - incluindo link para este post. Obrigado @altieres!

Update (29/03/2011 - 14:33) - o jornal Alemão Der Spiegel também o entrevistou.

Update (28/03/2011 - 18:47) - o blog ErrataSec divulgou uma entrevista com o hacker iraniano responsável pelo "ComodoGate.

Update (28/03/2011 - 17:01h) - O "ComodoHacker" agora tem conta no twitter: @ichsunx e acaba de divulgar outros dois dados para confirmar que é ele o responsável pelos ataques: 1) o Certificado falso gerado para o site de addons da Mozila. 2) a tabela de hashes de um BD do RA invadido.

Todos os textos publicados pelo hacker podem ser visualizados no seguinte link: http://pastebin.com/u/ComodoHacker


1) O Certificado parece válido - eis a saída do comando " $ openssl x509 -in mozilla.crt -text -noout "
Certificate:
Data:
Version: 3 (0x2)
Serial Number:
92:39:d5:34:8f:40:d1:69:5a:74:54:70:e1:f2:3f:43
Signature Algorithm: sha1WithRSAEncryption
Issuer: C=US, ST=UT, L=Salt Lake City, O=The USERTRUST Network, OU=http://www.usertrust.com, CN=UTN-USERFirst-Hardware
Validity
Not Before: Mar 15 00:00:00 2011 GMT
Not After : Mar 14 23:59:59 2014 GMT
Subject: C=US/postalCode=38477, ST=Florida, L=English/streetAddress=Sea Village 10, O=Google Ltd., OU=Tech Dept., OU=Hosted by GTI Group Corporation, OU=PlatinumSSL, CN=addons.mozilla.org
Subject Public Key Info:
Public Key Algorithm: rsaEncryption
RSA Public Key: (2048 bit)
Modulus (2048 bit):
00:ab:c6:6d:36:f3:15:73:78:83:73:ce:74:85:d5:
ae:ec:b2:f0:e0:24:1f:13:83:b8:20:ac:bb:9a:fe:
88:bb:ab:a1:1d:0b:1f:45:00:aa:49:b7:35:37:0c:
6a:ef:47:4c:b9:d1:be:e3:57:12:04:8d:92:c7:b6:
ec:01:bc:b6:da:c7:81:38:20:ad:72:85:e6:0e:fc:
81:6c:07:ad:68:76:38:c5:44:d7:cc:c6:4a:c5:97:
3e:64:f4:51:e6:f0:7e:b2:ec:56:f7:25:82:4d:49:
98:cb:16:98:dd:23:f1:89:91:d1:17:97:40:99:26:
d6:e2:a2:2b:5e:df:bd:89:f2:1b:1a:53:2d:cc:50:
41:7a:d0:3d:2a:0c:55:70:14:01:e9:58:49:10:7a:
0b:93:82:8b:e1:1e:ed:3a:80:10:82:ce:96:8a:34:
f0:cc:d7:d3:b9:b4:50:87:55:54:09:b8:9d:42:28:
55:00:e5:8c:35:54:bf:dd:25:91:46:b7:0d:e5:5d:
83:a8:e5:8b:fb:84:e4:3c:ae:76:da:c4:43:2b:5b:
74:0b:f8:be:5d:68:f1:78:5b:b5:ce:7d:f1:5d:99:
40:da:ca:ee:38:81:50:be:98:a1:6c:b8:24:ad:f3:
af:8c:0f:d7:11:28:2c:84:18:4c:7d:b5:d9:8f:30:
b5:1b
Exponent: 65537 (0x10001)
X509v3 extensions:
X509v3 Authority Key Identifier:
keyid:A1:72:5F:26:1B:28:98:43:95:5D:07:37:D5:85:96:9D:4B:D2:C3:45

X509v3 Subject Key Identifier:
DD:80:D2:54:3D:F7:4C:70:CA:A3:B0:DD:34:7A:32:E4:E8:3B:5A:3B
X509v3 Key Usage: critical
Digital Signature, Key Encipherment
X509v3 Basic Constraints: critical
CA:FALSE
X509v3 Extended Key Usage:
TLS Web Server Authentication, TLS Web Client Authentication
X509v3 Certificate Policies:
Policy: 1.3.6.1.4.1.6449.1.2.1.3.4
CPS: https://secure.comodo.com/CPS

X509v3 CRL Distribution Points:
URI:http://crl.comodoca.com/UTN-USERFirst-Hardware.crl
URI:http://crl.comodo.net/UTN-USERFirst-Hardware.crl

Authority Information Access:
CA Issuers - URI:http://crt.comodoca.com/UTNAddTrustServerCA.crt
OCSP - URI:http://ocsp.comodoca.com

X509v3 Subject Alternative Name:
DNS:addons.mozilla.org, DNS:www.addons.mozilla.org
Signature Algorithm: sha1WithRSAEncryption
33:3b:63:15:fc:b1:ec:14:2c:93:dd:75:94:de:81:5a:d9:4e:
99:be:fb:4a:a4:39:55:4d:a1:40:7a:de:13:2a:87:a9:37:cf:
e8:d5:fb:ad:d1:7b:6d:6f:8c:20:87:82:54:e6:57:49:bc:20:
28:84:cd:d6:01:d9:93:8b:17:6e:23:66:e5:84:c8:80:3f:c6:
a1:70:80:e4:ec:4d:1d:f9:fc:91:5a:73:62:29:9a:f7:20:1c:
61:e0:8b:39:9f:ca:bc:7e:8d:dd:bc:d9:b1:e3:9f:9e:df:15:
53:91:21:52:0b:d9:1a:23:0f:66:36:db:ac:93:96:4a:a3:a5:
22:cf:29:f7:a2:99:a8:f6:b6:d9:40:ae:d9:7e:b6:f6:58:2e:
9b:ac:36:ca:64:8f:65:52:dc:86:9c:82:ab:6e:50:4b:da:5f:
fa:05:00:88:30:0e:de:8d:56:bf:81:47:8d:3d:06:e2:b2:62:
92:67:8f:9e:c8:9a:b2:e5:06:b8:70:24:b8:77:7c:23:0a:38:
c3:79:08:d8:b1:51:9d:ac:95:11:c7:40:17:9e:a3:1c:8f:f2:
11:a7:68:27:da:49:05:84:18:7c:58:2d:01:67:5c:e5:9f:a1:
29:bb:4a:39:45:2f:bf:11:aa:79:a2:ed:b4:d4:b5:65:43:b7:
93:46:8a:d3
A chave privada também foi postada:
-----BEGIN RSA PRIVATE KEY-----
MIIEowIBAAKCAQEAq8ZtNvMVc3iDc850hdWu7LLw4CQfE4O4IKy7mv6Iu6uhHQsf
RQCqSbc1Nwxq70dMudG+41cSBI2Sx7bsAby22seBOCCtcoXmDvyBbAetaHY4xUTX
zMZKxZc+ZPRR5vB+suxW9yWCTUmYyxaY3SPxiZHRF5dAmSbW4qIrXt+9ifIbGlMt
zFBBetA9KgxVcBQB6VhJEHoLk4KL4R7tOoAQgs6WijTwzNfTubRQh1VUCbidQihV
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thiZL7jEATCNd4PK4AyFacG8E9w8+uzR15qLcFgBTqF95R49cNSiQtP/VkGikkkc
ao25aprcu2PnNA+lpnHKajnM9G3WOHuOXHXIps08es3MmBKTxvjNph6cUlqQULrz
Zry+29DpmIN/snpY/EzLNIMptn4o6xnsjAIgJDpQfFKQztxdmZU6S6eVVn0mJ5cx
q+8TTjStaMbh+Yy73s+rcaCXzL7yqWDb1l5oQJ/DMYNfufY6lcLgZUMwFxYKjCFN
ScAPCiXFUKTzY3Hy1Z4tLndFxipyEPywDep1TB2nMb+F3OOXUs3z+kKVjGFaGnLZ
591n3x3hAoGBAOOgsb4QybjHh9+CxhUkfsqcztGGdaiI3U5R1qefXL7R47qCWfGc
FKdoJh3JwJzHEDX68ZmHz9dPhSXw6YrlLblCi6U/3g7BOMme5KRZKBTjHFo7O9II
B0laE5ISRH4OccsOC3XUf9XBkm8szzEBj95DgzB0QydPL4jp7NY0h0QrAoGBAMEv
jEFkr/JCRe2RWUSx/a1WT/DHnVLMnDb/FryN2M1fAerpMYNUc2rnndjp2cYbsGLs
cSF6Xecm3mUGqn8Y5r8QqBwxCp5OunCFCXEJvkiU3NSs8oskCsB8QJ6vk3qmauUK
jClX91heSCigwhC2t+1txnF290m/y0T46EfqOSrRAoGAUlyVk4D9jEdeCWiHBaVj
3ynnx3ZQYj/LW4hPE+2coErPjG+X3c0sx/nuOL8EW3XHjtCS1IuIj45tTfIifqg3
6B2E67D1Rv9w7br5XeIIl64pVxixp2hSQp8+D49eiwHs+JzHVsYhzxUwR9u9yCyZ
gsGI2WJn3fRP7ck+ca8l9msCgYB4B2Hec3+6RqEKBSfwvaI+44TRtkSyYDyjEwT+
bCeLGn+ng/Hmhj8b6gKx9kH/i86g+AUmZtAXQZgmLukaBM/BYMkCkxnk2EeQh6gh
Goumrw8x+K7N8rvXcpv3vGEmcGW0H0SMn4In3pR44cER/2Tx2SXV87Obl9Xk6b3w
iL+yMQKBgFjXcmiBW8lw3l2CaVckd/1SzrT80AfRpMT9vafurxe+iAhl9SDAdoZe
3RlshoItDQLW1ROlkLhM7Pdq/XZvLRm128hiIGKTDBnxtfN8TKAg+V7V+/TTfdqv
8jq7epvZsq5vjOC1FZh2gOhf50QwpqDJktjdyka1sPiBKQSoxfbZ
-----END RSA PRIVATE KEY-----
Resumindo os passos:

a) usando o certificado publico da mozilla para addons.mozilla.org para criptografar um arquivo:
$ openssl rsautl -encrypt -inkey public.pem -pubin -in verify.txt -out encrypted

b) usando o certificado privado divulgado pelo hacker (acima) para descriptografar:
$ openssl rsautl -decrypt -inkey private.pem -in encrypted -out decrypted.txt

c) verificando que os arquivos são iguais e portando a chave privada é válida:
$ md5sum verify.txt decrypted.txt

830ea5a732ec9c497d5999ca7b9575b2 verify.txt
830ea5a732ec9c497d5999ca7b9575b2 decrypted.txt


2) a tabela de hashes do RA italiano comprometido - como era esperado - já começou a ser crackeada (fonte):


Post Original (28/03/2011 - 03h30):

No ano passado, no post "Root DNS, CA e AS - uma questão de (des)confiança" - já havíamos alertado para as falhas estruturais que foram exploradas pelo(s) hacker(s) que emitiram certificados emitidos pela Comodo:
Os Root Certificates são a base do sistema de confiança de comunicações criptografadas de comércio eletrônico, personal banking, etc - São utilizados em comunicações criptografadas e pré-cadastrados e autorizados por sistemas operacionais e navegadores, que possuem listas independentes que são enviadas aos usuários sem sua anuência.

Num exemplo corriqueiro, uma vez que um certificado SSL/TLS seja apropriadamente assinado por um destes certificados raiz, ele passa a ser "confiável" e o usuário verá o cadeado ao lado da URL iniciada porhttps no navegador - gerando uma sensação de confiança que muitas vezes pode não corresponder à realidade. (..continua.. )
E foi exatamente isto que aconteceu.. Uma vez que um atacante possua um certificado assinado por uma root CA e por conseguinte aceito pelo browser do usuário - game over. Ataques do tipo MITM (man-in-the-middle) podem ser aplicados - vide demo com o sslstrip. O resultado: nem o usuário, nem o site que utiliza https não perceberão que sua comunicação "https" está sendo "aberta" e lida por um adversário.

Muito se especulou sobre como o ataque teria ocorrido e sobre a atribuição de responsabilidade:

- Iran targets Gmail and Skype with fake SSL hack (PCPro - UK)
- Hack Obtains 9 Bogus Certificates for Prominent Web Sites - Traced to Iran (Wired)
- Iranian Hackers Suspected in Recent Security Breach (New York Times)

A própria empresa atacada (Comodo) liberou dados sobre o comprometimento - resumindo:

- 9 certificados falsos foram emitidos: entre eles Microsoft Live (Hotmail), Yahoo, Skype, Google , Gmail, Mozilla Addons [ nota:

- Evidências (IPs) indicam que ataque veio do Irã. [ nota: conforme Bejtlich e Coppert, a atribuição mais precisa de responsabilidade para este tipo de ataque precisa considerar mais pontos, dentre eles: 1)Timing, 2)Vítimas,3)Origem, 4)Mecanismo de Entrada, 5)Vulnerabilidade ou Exposição, 6)Exploit ou Payload, 7)Weaponization,8)Atividade pós-exploração, 9)Método de Comando e Controle, 10)Servidores de Comando e Controle,11)Ferramentas, 12)Mecanismo de Persistência, 13)Método de Propagação, 14)Dados Alvo, 15)Compactação de Dados, 16)Modo de Extrafiltração, 17)Atribuição Externa, 18)Profissionalismo, 19)Variedade de Técnicas, e 20)Escopo.

- O foco do atacante foi a infra-estrutura de comunicação, e não financeira como em um cybercrime tradicional [ nota: realmente, o atacante poderia ter lucrado milhões emitindo certificados falsos de bancos por exemplo. A análise dos pontos 2-vítimas 14-dados alvo e 20-escopo dentre as possíveis atribuições listadas acima parecem indicar um ataque focado na monitoração de comunicações e possivelmente com interesse político e não econômico.]

- O atacante somente pode fazer uso dos certificados se controlar a infra-estrutura de DNS [nota: para uma capacidade de "grampo" nacional, sim [ nota: no caso da suspeita do envovimento do governo do Irã), mas ataques a estrutura de DNS de pequenos ISP até root-dns são possíveis.. ]

- O perpetrador executou seus ataques com precisão cirúrgica / O governo do Irã recentemente atacou outros métodos de comunicação criptografada. [nota: bons pontos, mas a dificudade de atribuir a responsabilidade a um Estado por ações como esta é constante e já observamos no caso do Aurora, e do StuxNet, por exemplo. ]

Até que - supostamente (a ser confirmado) - o próprio "hacker" publicou - hoje - um "manifesto" sobre detalhes do ataque, seus objetivos e motivações (e completa falta de modéstia =) .Para comprovar a autoria do incidente, mais tarde ele publicou partes do código decompilado da biblioteca "TrustDLL" do parceiro da Comodo.

Dentre os comentários do "ComodoHacker" - destaco:

- o RA (Registration Authority) invadido foi a italiana GlobalTrust.it / InstantSLL.it
- não há um grupo de hackers envolvido no ataque, somente ele (com a "experiência de 1000")
- ele cita que decidiu hackear o algoritimo RSA - mas não há evidências que o liguem ao ataque ao SecureID (que discutiremos mais abaixo neste post)
- ele reclama que muita atenção está sendo dada a este ataque e mais ninguém escreve sobre o StuxNet e o envolvimento de Israel e dos EUA aos ataques às centrífugas iranianas, e também reclama que a mídia não dá atenção aos projetos HAARP e Echelon..

O "hacker" termina sua carta com a seguinte frase: "Janam Fadaye Rahbar”, que significa “Eu vou sacrificar minha alma pelo meu líder".

Os ingredientes da história indicam que se tratou de um ataque com o objetivo de possibilitar uma fácil monitoração de comunicação encriptada com SSL e - independente de quem foi o responsável - um possível "cliente final" é o governo do Irã (aliás, qualquer governo interessado em monitorar a comunicação de seus cidadãos) .

Algumas reações ao que foi publicado pelo "ComodoHacker":

- The Comodo hacker releases his manifesto (ErrataSec)
- Solo Iranian hacker takes credit for Comodo certificate attack (ComputerWorld)
- How the Comodo certificate fraud calls CA trust into question (ArsTechnica)

Contramedidas:

A criptografia por sí não é útil sem a autenticação / confiabilidade dos dois lados da comunicação, e por isto os principais browsers (Chrome, Firefox, IE) já atualizaram suas blacklists com a lista dos certificados SSL fraudulentos. Esteja certo que você utiliza a última versão do seu navegador e habilite a checagem "verificar revogação certificado" / OCSP - Online Certificate Status Protocol.

O problema é que um atacante em condições de interceptar as comunicações https também pode impedir que o processo de validação das blacklists funcione adequadamente - enviando para o cliente um código 3 OCSP - try later.

Mais detalhes sobre isto pode ser visto na apresentação de Moxie Marlinspike na BlackHat de 2009, chamada "More Tricks For Defeating SSL In Practice" - (se estiver com pressa, veja a página 129) e outro bom material sobre o assunto aqui (revocation is useless). Como vocês podem ver, mais uma vez o Chrome (e agora o FF4) sai na frente no quesito segurança por suportar HSTS - o que ao menos gera um alerta ao usuário..

Como já informamos por aqui anteriormente, um passo é manter em seu browser apenas os certificados-raiz realmente necessários.

Um tweet recente do Moxie Marlinspike sugere aos possíveis responsáveis pelo ataque (os iranianos) que liberem os americanos Shane and Josh caso o Irã esteja usando a ferramenta dele (sslstrip) com o modo autoupdate para evitar o download de add-ons de segurança do firefox (em http://addons.mozilla.org).

Outras dicas de como evitar a utilização de certificados forjados pelo seu browser foram publicadas nos links a seguir:


Do ponto de vista corporativo, você pode monitorar os certificados SSL vistos no seu gateway internet e revisá-los, com ferramentas free como o Bro-IDS ou o NetWitness Investigator.


II) MySQL.com / Sun.com Blind SQL injection:

Casa de ferreiro.. como sabemos, o MySQL foi adquirido pela Sun e a Sun foi adquirida pela Oracle.

Pois bem, hoje foi publicada na lista Full Disclosure a exploração via Blind SQL Injection dos principais bancos de dados do site Mysql.com, e o mysql do site Sun.com também foi comprometido via SQLi.

Vale ressaltar que SQL Injection consta como 2o lugar na lista do MITRE/Sans (http://cwe.mitre.org/top25/) que divulga os 25 erros mais comuns em softwares.

Dentre os dados divulgados estão as tabelas, colunas e hashes de senhas (MD5) de usuários do site que já estão sendo crackeadas e publicadas.. O header dos dados segue abaixo:
Vulnerable Target : http://mysql.com/customers/view/index.html?id=1170
Host IP : 213.136.52.29
Web Server : Apache/2.2.15 (Fedora)
Powered-by : PHP/5.2.13
Injection Type : MySQL Blind
Current DB : web
Atribuição de Responsabilidade:


Mais informações/repercussões sobre este ataque:



Wednesday, October 27, 2010

Serie na TV Record "Crime na Rede"

Curiosamente, o site da rede Record estava disseminando trojans bancários (que reconfiguram o proxy nos navegadores dos usuários, os redirecionando para páginas falsas de bancos) - inclusive na página da série "Crime na Rede"- mais detalhes podem ser vistos no blog do Ronaldo Lima.

A TV Record veiculou recentemente uma boa série de reportagens entitulada "Crime na Rede". O Jornal da Record está de parabéns pela cobertura diferenciada e atenção concentrada no tema - fato incomum em grandes redes de televisão. Seguem as informações sobre a série e links para os 5 primeiros episódios:

Crime na Rede
A nova série do Jornal da Record trata de uma das grandes conquistas da atualidade: a internet. Esta ferramenta popular, em todos os cantos do mundo, há tempos, deixou de ser apenas um jeito de se comunicar, encontrar pessoas conhecidas, aperfeiçoar o trabalho em diversos setores.
Virou também uma arma. Como agem os hackers? O que torna este mercado ilegal tão atrativo? Quais os riscos e perigos do envolvimento com crimes na rede? Não perca a série de reportagens Crime na Rede.

Reveja os episódios:


Thursday, March 4, 2010

Tendência: sites invadidos por hackers (Vivo/Oi/IG/Veja) utilizados como veiculo em Fraude de Phishing



[ Update - 04/03/2010 ]

A repetição é tão frequente que infelizmente podemos chamar isto de tendência: mais uma vez um domínio brasileiro (abril.com.br) foi afetado (Revistas Veja, Super, etc) e outra vez houve a utilização de Drive By Download (neste caso usando o Flash Player como vetor) para ataques em massa à visitantes. Como pode ser visto nos updates sobre o assunto abaixo, vários grandes portais no Brasil já foram afetados.

O incidente mais recente (Grupo Abril) foi reportado via twitter por @jbonagura, @spookerlabs, @nbrito e @jespinhara e pode ser visto na captura acima.


[ Update - 15/10/2009 ]

O site LinhaDefensiva informa que o discador do IG foi substituído por uma versão que continha um trojan bancário. Os atacantes utilizaram um joiner (aplicativo que concatena dois executáveis em um só). Desta forma os internautas que baixaram o discador de alguns dias até ás 10h30 de ontem acabaram executando também o malware que possui uma baixíssima taxa de identificação entre os anti-vírus.

O post ainda cita outros sites que foram utilizados recentemetnte para infecção em massa usuários, como o Baixaki e o site da Ambev e do São Paulo F.C.

Mais detalhes sobre este ataque na análise do LinhaDefensiva.

[ Update 30/09/2009 ]

Para mais informações sobre como applets java maliciosos estão sendo utilizados em ataques a internautas brasileiros, veja o excelente artigo "Como funcionam as infecções por applets Java", publicado no site Linha Defensiva.



[ Update - 22/09/2009 ]

O Info/Abril informa que um site da operadora Oi, chamado "mundo oi" também foi utilizado no dia de hoje (22/09/2009) como veículo de infecção de trojan bancário através de um falso applet java (o mesmo modus operandi do ocorrido no ataque da Vivo) - vale ressaltar que este tipo de abordagem não é nova e por exemplo já havia ocorrido em 2008 (segundo o IDG/Now) e em 2007 (segundo o site Linha Defensiva) em sites da operadora.

Mais informações sobre este tipo de ataque (Drive-By Infection) no Post original abaixo.

[ Post Original - 09/09/2009 ]


Segundo informações da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u621523.shtml), (ao menos) um servidor do pool de balanceamento de carga do portal web da operadora de celular VIVO foi invadido.

A empresa Vivo se pronunciou oficialmente sobre o assunto:
"Comunicado à Imprensa

Um dos servidores de acesso de usuários ao Portal da Vivo na Internet foi vítima de um ataque de hackers nesta terça-feira, dia 08 de setembro. A partir da detecção do ataque, as equipes de segurança da informação da Vivo entraram em ação e solucionaram o problema às 00h50 desta quarta-feira.

A Vivo informa que os usuários que clicaram numa falsa janela de “warning security” para execução de arquivo, é que podem ter tido o seu computador infectado. Portanto, a recomendação da Empresa é que usuários que tenham acessado o portal www.vivo.com.br no período de 16h07 de 08.09.2009 até às 00h50 de 09.09.2009, e que tenham executado o falso arquivo, evitem acessar sites de bancos até que façam uma verificação de segurança em seu computador.

A Vivo informa que os serviços disponíveis no seu portal não foram afetados e continuam disponíveis e seguros aos seus clientes."
Internautas que tenham acessado o portal Vivo (www.vivo.com.br) entre 16h de ontem e 0h50 de hoje podem ter sido infectados por um código java que alterava o arquivo local de resolução de nomes (hosts) de suas máquinas - direcionando-os (antes mesmo da resolução via DNS) para clones de sites de internet banking de instituições financeiras brasileiras (Bradesco, Itaú, Santander e Nossa Caixa) .

Vale ressaltar que a seguinte mensagem era exibida para confirmação de execução do código java malicioso: "Vivo Online - IMPORTANTE: (Para executar corretamente o Vivo Online clique em Run". Caso você tenha acessado o site nos últimos dias - especialmente se clicou na mensagem do applet java malicioso, deve evitar entrar em sites de internet banking até se certificar que não foi afetados pelo ataque - veha abaixo como fazê-lo.

Recomendação: para ter certeza que você não foi afetado, abra com o notepad do windows o arquivo "c:\windows\system32\drivers\etc\hosts" - você não deve ver nenhuma linha não comentada (sem um "#" na frente) além do endereço de localhost ipv4 e ipv6 (127.0.01 e ::1) . Caso existam linhas contendo sites bancários como www.bradesco.com.br e www.itau.com.br - má notícia, você foi um um dos cerca de 100 mil usuários atingidos pelo ataque.

Do ponto de vista dos fraudadores, esta abordagem é mais arriscada e ao mesmo tempo mais efetiva para a distribuição de códigos maliciosos, pois ao contrário de utilizar a tradicional engenharia social via spam, os fraudadores neste caso invadiram um site muito utilizado e prepararam um ataque a seus visitantes conhecido como "Drive By Infection".

O uso de Drive By Infection é mais arriscado pois:
  • chama mais atenção, deixa mais vestígios (1 - logs de segurança da operadora, 2 - logs de roteadores, 3 - logs do servidor web, 4 - o código java utilizado para alterar o arquivo hosts aponta para outros sites comprometidos (como o da USP) com mais vestígios...
  • permite um bloqueio mais fácil dos IPs dos falsos sites bancários por parte das operadoras de Backbone (depende apenas da velocidade na comunicação entre as equipes de resposta a incidentes envolvidas)
E ao mesmo tempo mais efetivo do ponto de vista do atacante, pois:
  • Pelo alto número de acessos de sites como os da Vivo/Oi/IG/Veja, o grau de sucesso do ataque é alta - a contagem de acessos ao código malicioso colocado no site da Vivo ultrapassou os 100.000 (cem mil) acessos.
  • a sensação de segurança do usuário durante a navegação em sites legítimos diminui a atenção em relação à possíveis ataques.
Para obter sucesso neste ataque os fraudadores se aproveitaram de dois descuidos muito comuns:
  • Desatualização (falta de patches) do Java em máquinas dos usuários que acessam o site - Recomendações: além de manter seu windows atualizado, cuide da atualização de outros aplicativos, com o PSI da Secunia, por exemplo. Observação: apesar de algumas informações divulgadas, o uso de anti-vírus tradicionais não traz segurança neste caso - como pode ser visto na análise do Virustotal dos dois arquivos java utilizados no ataque : logo_top.jpg e laa.class. (nenhum AV detectou os malwares).

Curiosamente, também por uma falha de desenvolvimento dos fraudadores, o ataque foi descoberto por um usuário de Linux - Miguel de Curcio Filho, que informa em seu blog que estranhou entradas com caminho do arquivo hosts de máquinas windows em seu diretório home de uma máquina Linux!

Caso você tenha acessado o site da Vivo recentemente, insisto em recomendar que você verifique que o arquivo "c:\windows\system32\drivers\etc\hosts" não possua entradas extras apontando para sites bancários.

Recomendações: via prompt de comando (execute o cmd.exe como usuário administrador), configure o arquivo hosts como somente leitura, dificultando sua alteração por parte de ataques como este:

C:\WINDOWS\System32\drivers\etc> attrib +R hosts


Além disto, conheça as 10 Dicas de como manter o seu Desktop Seguro.

Mais detalhes técnicos nos links abaixo:
Outras notícias relacionadas:

Tuesday, February 16, 2010

Medley - BH, ShmooCon, e mais novidades...

Como já aconteceu outras vezes por aqui, no momento são tantos e tão diversos os temas interessantes a discutir no blog que preferi publicar uma lista com as referências de dez dentre os mais recentes assuntos do mundo da segurança da informação:

1 - Caso você ainda não tenha tido a oportunidade - antes de mais nada - vale a pena conferir os materiais e resumos publicados das principais conferências de segurança que aconteceram no recentemente: Black Hat e ShmooCon.

Como material de destaque destas conferências, recomendo os seguintes links:
  • Exploiting Lawful Intercept to Wiretap the Internet [ PDF | PPT | VIDEO | AUDIO ]  
  • Hacking the Smartcard Chip [ PPT ]  
  • Blackberry Mobile Spyware – The Monkey Steals the Berries [ PDF | DEMO | CODE ]
  • DIY Hard Drive Diagnostics: Understanding a Broken Drive [ PDF ]
  • OpenBTS - open source unix Base Transceiver Station [ SITE ]
2 - Fingerprint de browsers EFF:

O projeto Panopticlic da Eletronic Frountier Foundation  mostra como é simples identificar unicamente um computador a partir da detecção do navegador utilizado, plugins, cookies, fontes instaladas, etc. - para testar o seu agora, clique aqui. São óbvios os desdobramentos do ponto de vista da privacidade e da identificação de acessos em investigações envolvendo navegação na internet.

3 - Hackers Roubam Milhões em créditos de carbono:

Um bom exemplo de como qualquer negociação efetuada online está sujeita à ação dos cibercriminosos, foi divulgada recentemente pelo Jornal alemão Der Spiegel e pela Revista Wired um esquema envolvendo hackers que roubaram milhões de dólares em créditos de carbono.

Na reportagem é citada um caso similar de exploração de sistemas governamentais que ocorreu no Brasil em 2008 - quando madeireiras e hackers inventaram o ciberdesmatamento - ação investigada pelo Ministério Público Federal do Pará.

4 - Cuidado no Antivírus que você confia - experimento de revista alemã e da Kaspersky envolvendo um falso vírus comprova que vários (14 !) anti-vírus se basearam em resultados do VirusTotal para adicionar vacinas à seus Anti-Vírus. Para mais detalhes sobre minhas recomendações para manter uma máquina Windows segura, veja o tópico "A saga de se manter seguro usando Windows".

5 - Ataque na implementação de Chip + Senha utilizada em Cartões de Crédito / Débito [ PDF | Site]

Um boa descrição está na tradução feita pelo ThreatPost: "Nos últimos cinco anos, milhares de usuários de cartões foram roubados e tiveram seus cartões usados por criminosos. Os bancos muitas vezes dizem a eles que a senha foi usada, então a culpa é dos clientes. Entanto, nós mostramos que é fácil de usar um cartão sem conhecer a senha - e o recibo diz que a operação foi "verificada pelo PIN", mesmo que não tenha sido "

6 - Nova lista CWE/Sans dos 25 mais importantes erros de programação

Cross-site Scripting, SQL Injection, Classic Buffer Overflow, CSRF, e etc.. 

8 - Report: PDF maliciosos são responsáveis por 80% de todos os exploits em 2009 


Minha recomendação: Se você usa Windows, além de NÃO UTILIZAR o Internet Explorer - evite a todo custo o Adobe Reader - desinstale-o e use o FoxIt.


9 - Da vulnerabilidade à fraude: Este excelente artigo da SecurityNinja do Reino Unido detalha o caminho vulnerabilidades exploradas->dados não autorizados->dinheiro comumente seguido pelo cibercrime moderno, incluindo detelhes do underground onde são negociados.

10 - Sans Institute (@johullrich) inaugura o HashSearch - ferramenta para verificação de hashes MD5/SHA1 a partir do hash ou do nome do arquivo - com cadastro de 39.944.023 hashes criptográficos registrados pelo NIST National Software reference Library. Vale a pena conferir.

Sunday, November 15, 2009

Apagao e Hackers, Aconteceu ou é Possivel?

[ Update: 17/11/2009]

Reportagem da Globo News sobre o assunto - vale a pena conferir

[ Update: 15/11/2009 ]


Folha de SP: Operador do sistema elétrico é vulnerável a ataque de hackers

[ Post Original: 12/11/2009 ]

A comprovação da ocorrência é bem diferente da avaliação da possibilidade, mas o post http://blog.hacknroll.com/2009/11/12/a-verdade-sobre-o-apagao/ mostra algumas fragilidades básicas no site do Sistema de Administração de Contratos de Transmissão (SACT) como SQL injection e pára por aí..

Serve para jogar mais na fogueira dos que defendem que um ataque hacker poderia ter realmente ocasionado o apagão recente (assim como os de 2005 e 2007, segundo a rede americana CBS noticiou). O governo negou oficialmente a história.

Para quem não acompanhou ainda, vale a pena ver a reportagem da CBS onde "meia dúzia de fontes da inteligência" são citadas para afirmar que os apagões ocorridos em 2005 E 2007 no RJ e ES foram resultado de ataques aos sistemas computacionais que controlam a distribuição de energia..

Reportagem e Video na CBS: http://www.cbsnews.com/stories/2009/11/06/60minutes/main5555565.shtml

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