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Wednesday, December 28, 2011

Interceptacao GSM nao autorizada (voz e dados)


[ Update - 28/12/2011 ]


Estendendo sua pesquisa sobre vulnerabilidades em redes GSM, Karsten Nohl do SRLABS (já citado nos updates mais antigos) publicou durante sua apresentação na conferência CCC - em andamento neste final de ano em Berlin -  um mapa onde são representados os países europeus de acordo com a qualidade de implementação de segurança em suas redes GSM.


Acesse o mapa em: http://gsmmap.org/


O "GSM security metric" se preocupa com mecanismos de defesa para 3 modalidades de ataques em implementações GSM feitas pelas operadoras (mecanismos de defesa entre parênteses)


- Impersonation (Encryption, Authentication Frequency)
- Intercept (Padding randomization, SI randomization)
- Tracking (HLR Blocking, TMSI change)


Slides da apresentação "Defending Mobile Phones": http://events.ccc.de/congress/2011/Fahrplan/attachments/1994_111217.SRLabs-28C3-Defending_mobile_phones.pdf


Os países que já possuem dados representativos são: Austria, Bélgica, the República Tcheca, França, Alemanha, Hungria, Italia, Morrocos, Eslováquia, Suíça e Tailândia.


Possivelmente outros países (incluindo o Brasil) estarão presentes no mapa em breve, já que instruções foram passadas para que os clientes de operadoras GSM auxiliem coletando dados com "Osmocom capable phones". É possível também detectar que está sendo efetuada interceptação não autorizada através de ferramentas disponibilizadas pelo projeto open-source "Catcher Catcher".


Interessante notar que a imprensa brasileira deu atenção à esta notícia (fonte: Reuters) - um comentário sobre o texto "Celulares GSM, usados por 80% dos usuários dosaparelhos, podem ser o novo alvo dos hackers" (sugestão: eu removeria o "novo" da frase - como pode ser visto nos updates abaixo). 


Outras reações de diversas fontes que comentaram o assunto nos últimos dois dias:



[ Update - 06/11/2011 ]



[ Update - 26/07/2010 ]

Algumas novidades recentes sobre interceptação GSM:
Aqui está o vídeo da apresentação:



It's widely accepted that the cryptoscheme in GSM can be broken, but did you know that if you're within radio range of your target you can intercept all of their cellphone calls by bypassing the cryptoscheme entirely? This talk discusses the practical aspects of operating an "IMSI catcher", a fake GSM base station designed to trick the target handset into sending you its voice traffic. Band jamming, rolling LACs, Neighbour advertisements and a wide range of radio trickery will be covered, as well as all the RF gear you'll need to start listening in on your neighbours.


[ Update - 09/04/2010 ]

A quebra do A5/1 acelerou outra quebra de criptografia utilizada largamente na telefonia - o DECT - e automaticamente quase um bilhão de telefones fixos "cordless" do mundo (incluindo o seu) se tornaram muito mais sucetíveis a interceptação.

O tempo necessário é baixo (de 10 a 30 minutos) e tecnologia CUDA (com processamento GPU) pode ser utilizada para aumentar ainda mais a velocidade da quebra.

Segue trecho do paper publicado recentemente (pdf) por Karsten Nohl , Erik Tews e Ralf-PhilippWeinmann:

The DECT Standard Cipher is an asynchronous stream cipher with low
gate complexity that takes a 64 bit secret key and a 35 bit initialization vector,
IV, to generate keystream. DSC is similar to GSM’s A5/1 and was reverseengineered
from a DECT device using a combination of firmware probing and
hardware reverse-engineering. The cipher, publicly disclosed for the first time
in this paper, is vulnerable against a clock guessing attack similar to the Ekdahl-
Johansson attack against A5/1.
O ocorrido já era previsível já que o algorítimo DECT já tem 20 anos.. Para os mais preocupados e/ou paranóicos - existem telefones cordless que usam criptografia mais moderna, como o DSC - mas infelizmente o algorítimo não é público - o que certamente coloca em dúvida a sua força / eficiência...

Mais informações:

[ Update - 08/02/2010 ]


Ontem foi divulgado na conferência de segurança ShmooCon o txsBBSpy, uma ferramenta de espionagem de SmartPhones BlackBerry - com código java disponível para download e vídeo.



TXSBBSpy Demo from Veracode on Vimeo.


O autor da ferramenta é Tyler Shields, da Veracode e um diferencial importante é que somente foram utilizadas APIs disponíveis pelo próprio fabricante do BlackBerry (RIM) - sem nenhum exploit especial.


Vale a pena também ver a apresentação "Mobile Spyware" de Tyler listando as funcionalidades e trojans - FlexiSpy, Mobile Spy, Etisalat, 09Droid (banker) e outros - comumente usados para SmartPhones, além de
críticas à RIM sobre a maneira que é efetuada a assinatura / distribuição de pacotes para o BlackBerry.




Como pode ser verificado nos links acima, com o código instalado em um smartphone BlackBerry, é possível - através de mensagens SMS que ficam ocultas para o receptor (ou email, GET, POST, TCP, UDP):
  • controlar a localização geográfica do blackberry via Google Earth,
  • receber as mensagens SMS enviadas e recebidas,
  • receber os emails enviados e recebidos,
  • receber os contatos existentes no telefone,
  • receber detalhes das ligações feitas,
  • ligar o microfone do telefone e receber um arquivo de áudio (codificado com base64)
Todas estas informações podem ser enviadas para um email controlado pelo atacante.



Como formas de proteção, são sugeridos os seguintes itens:
  1. Users can configure their default application permissions to be more restrictive. This way, if an application tries to use an API that accesses the user’s email or contact list, the OS will ask for permission. Avoid granting applications “trusted application” status, which grants untrusted applications additional privileges. Tyler’s slide deck shows the default and trusted permission sets in more detail.
  2. Corporations using a BlackBerry Enterprise Server can configure their IT policies to restrict their users from installing third-party applications, or whitelist certain approved applications (but brace yourself for the backlash)
  3. BlackBerry App World could introduce a rigorous security screening process that submitted applications must pass in order to be listed in the store.



[ Update - 30/01/2010 ]



Como se não bastasse os algorítimos utilizados na comunicação de voz e dados GSM estarem sujeitos à interceptação não autorizada - o mesmo acontece mesmo nos produtos feitos especialmente para este fim - criptografia da comunicação de telefones celulares - Vários dos softwares e hardwares que são vendidos com o objetivo de tornar a comunicação criptografada também são falhos!


Dos 15 produtos testados pelo hacker Notrax [* - veja disputa abaixo ] (usando o software comercial FlexiSpy e outros) os únicos 3 que passaram nos testes até o momento são o PhoneCrypt, SnapCell e o TopSec GSM). [ * ]




A fonte desta informação é o site MobileMag.


[ * ] alguns reports têm ligado o hacker "Notrax" a uma empresa que vende software de criptografia de voz para smartphones - tornando esta análise acima suspeita. A empresa SecurStar (fabricante do produto PhoneCrypt) respondeu mas não convenceu a todos. Deixamos à cargo do leitor visitar os links e tirar suas próprias conclusões.

É necessário ter em mente que as melhoras práticas indicam que sistemas criptográficos proprietários não devem ser usados pois não estão disponíveis para revisão pública.


[ Update - 12/01/2010 ]


Há pouco mais de duas semanas do anúncio da quebra do algorítimo A5/1 utilizado nas comunicações de voz GSM, agora é a vez do A5/3 - utilizado nas comunicações de dados GSM (3G). O A5/3 (KASUMI), apesar de ter um nome parecido, na verdade utiliza um sistema de cifragem totalmente diferente.


Desta vez o ataque foi feito no algorítimo criptográfico mesmo, e não na sua implementação (como é de costume). Os pesquisadores que divulgaram o feito são Orr Dunkelman, Nathan Keller, and Adi Shamir (este último muito conhecido pois é o S da sigla RSA).


Eles divulgaram um tipo de ataque de difícil aplicação prática chamado sandwich attack. Ele permitiu que - diferentemente do anúncio da quebra do A5/1 - pouquíssimo poder computacional fosse utilizado para derivar a chave 128bit do KASUMI (A5/3). O ataque completo pode ser executado em menos de duas horas em um PC comum.


Os pesquisadores informaram que estes fatos mostram que a GSM Association, ao mudar de algorítimos do MISTY para o KASUMI, acabou obtendo como resultado uma criptografia muito mais fraca. Bruce Schneier acrescenta que o maior erro foi tentar "adaptar" um algorítimo conhecido em vez de utilizá-lo em sua forma padrão e já testada.


Referências:


[ Post Original - 29/12/2009 ]


Existe mais de um celular GSM para cada dois habitantes do mundo. Já são cerca de 4 bilhões de aparelhos, o que aumenta o interesse pela quebra da criptografia utilizada pelo GSM e outras falhas em sua implementação.


É bom lembrar que o grampo ilegal (incluindo celulares) é um problema real no Brasil - como pode ser observado durante as os procedimentos ocorridos na CPI do Grampo, nos últimos anos. Segundo a Revista IstoÉ, foram ilegalmente escutados (ao menos) "18 senadores, 26 deputados, do secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, da ministra Dilma Rousseff, de ministros do STF e do STJ, advogados, lobistas e inúmeros jornalistas"


Há mais de 10 anos (EC1997, FSE2000, Crypto2003, SAC2005) vemos notícias sobre a fraqueza do algorítimo A5/1 é como ele é "academicamente" quebrável, mas a quantidade de dados que necessitavam ser interceptados e o poder computacional necessário para obter um resultado real até o momento o protegiam na realidade. Detalhe, o A5/1 tem mais de 20 anos de idade...


Em uma recente apresentação no congresso hacker 26th Chaos Communication ( PDF | MP3 | MP4 ) - ocorrido recentemente em Berlin - os pesquisadores Karsten Nohl e Chris Paget demonstraram um grande avanço no sentido de ouvir ligações de celulares GSM depois de quebrar o código secreto (algorítimo A5/1 - 64-bit) usado para previnir este tipo de interceptação na comunicação entre os aparelhos e as ERBs (estações rádio base).


Dentre os cenários mostrados recentemente por Nohl e Paget, o que mais me chamou atenção foi a utilização de hashes pré-computados através de rainbow tables processados em 40 nodes de forma otimizada e utilizando tecnologia CUDA (aproveitando o poder computacional de múltiplas placas de aceleradores gráficos Nvidia).


O anúncio já gerou efeito sobre as operadoras de celular, que chamado anunciaram que irão futuramente implementar o algorítimo A5/3 (KASUMI), que por sua vez é baseado no MISTY1 - sendo por isto mais moderno e seguro. O padrão GEA3 (KASUMI) já é usado em algumas redes 3G para dar segurança ao tráfego de dados/internet.
Recentemente recebi um email perguntando sobre a segurança da criptografia de chave pública utilizada nas comunicações do BlackBerry. A resposta é: vai depender da sua confiança na empresa RIM e obviamente seu nível de requisito de sigilo e/ou paranóia. Exemplo: em 2007 o governo francês proibiu a utilização de BlackBerry no país por temer a monitoração das comunicações pela inteligência americana.


Mais informações sobre as vulnerabilidades no algorítimo A5/1:


http://www.nytimes.com/2009/12/29/technology/29hack.html?_r=1


http://news.cnet.com/8301-1009_3-10422340-83.html


http://www.theregister.co.uk/2009/12/28/gsm_eavesdropping_breakthrough/


Apresentação Original:


http://events.ccc.de/congress/2009/Fahrplan/attachments/1479_26C3.Karsten.Nohl.GSM.pdf


GSM Projects @ CCC:
http://events.ccc.de/congress/2008/wiki/GSM

A5/1 Cracking Project:



http://reflextor.com/trac/a51

Tuesday, July 13, 2010

Stealth - invasão de milhares de sites wordpress para venda de Viagra e Cialis


No mundo do cibercrime, a criatividade, a adaptação e especialmente a capacidade de não chamar atenção desnecessariamente são um importante diferencial competitivo.

Todo mundo já sabe que a plataforma WordPress é um poço de vulnerabilidades e que os que ousam a utilizar precisam estar sempre atentos aos novos ataques e obviamente implementar medidas adequadas de hardening da solução.

Além disto, com a facilidade de levantamento de informações que sites como o Shodan proporcionam, estas invasões em massa tendem a ser cada vez mais comuns.

Pois bem - como todo administrador e todo usuário de Internet Exploder sabe - quem não se cuida.. é invadido - inexoravelmente. De uns anos para cá, vemos mais e mais casos de invasão de sites que não são utilizados imediatamente como plataforma de divulgação de "feitos", como defacements claros e escarrados ou a utilização do site invadido para hospedagem de páginas falsas de bancos em ataques de phishing scam.

Voltando ao tema principal do post: uma das atividades mais comuns e lucrativas utilizadas hoje pelo cibercrime é o "BlackHat SEO" - que objetiva o redirecionamento de tráfego de resultados de pesquisas em motores de busca (Google) para sites específicos que compram estes serviços - como no caso em pauta os de venda ilegal de medicamentos Viagra e Cialis.

Um pulo do gato interessante é que os termos relacionados à venda de medicamentos só aparecem caso o software utilizado (user-agent) para acesso à informação for um crawler/agent do Google (GoogleBot) (ex: inclusão no .htaccess: "RewriteCond %{HTTP_REFERER} .*gooo?gle.*"

Isto garante a bom posicionamento dos termos "anunciados" e ao mesmo tempo evita que o ataque seja descoberto facilmente. Além disto, quando os sites são acessados via Google, a página de chamada (referer) é checada e há o redicionamento par ao site do "anunciante".

As vantagens do "anunciante" são que a pontuação de importância do Google (page-rank) do site invadido será aproveitada e usuários normais do site (e administradores web) que estiverem usando navegadores comuns não repararão a alteração feita pelos atacantes "fornecedores" deste serviço.

Como pode ser visto no post da Sucuri - "Understanding and cleaning the pharma hack on Wordpress" - a seguinte pesquisa no Google revela milhares de sites atingidos pelo ataque - a grande maioria dos listados possuem instalações wordpress vulneráveis e ainda não foi corrigida, dada a natureza low-profile da campanha:

  • Para verificar se o seu site foi atingigo: inurl:site.com +"cheap viagra" or "cheap cialis"
  • Para sites no brasil: inurl:.br +"cheap viagra" or "cheap cialis"

São milhares de sites afetados no Brasil (google cache em 2010/07/13), entre eles:

- Forum do site do GDF: www.distritofederal.df.gov.br - ainda no ar - redirecionando para http://buypillz [dot] com
- Site da Faculdade de Comunicação da UnB - www.fac.unb.br
- Site da Renault - www.renault.com.br
- Revista Você RH - revistavocerh.abril.com.br
- entre milhares de outros..

Segundo a Sucuri, os sites afetados por esta campanha de ataque normalmente tiveram 3 garantias de permanência inseridas pelos atacantes.

1 – Backdoor que permite que os atacantes insira arquivos e modifiquem o banco de dados do worpress;
2 – Backdoor dentro de um ou mais plugins para inserir spam;
3 – Backdoor dentro do banco de dados usado pelos plugins.

O post da Sucuri possui detalhes de como procurar/remover esta variação específica do ataque.

Aos interessados no assunto - recomendo a seuinte fonte de referência sobre atividades de BlackHat SEO e outras atividades do ecosistema de ataques web em geral: o blog do analista de segurança holandês Dancho Danchev.

Caso um site sob sua responsabilidade foi afetado pelo ataque acima ou por outro - além dos links presentes neste post e da remoção dos 3 itens acima, recomendo o documento o APWG (Anti-Phishing Working Group): What to do if your Web site has been Hacked [pdf].

[ 14/07/2010 Update ]

Hoje tomei conhecimento que o próprio site da Sucuri (e também oComputerWorld-UOL) já haviam citado sites brasileiros envolvidos nesta campanha "Pharma".

Tuesday, February 16, 2010

Medley - BH, ShmooCon, e mais novidades...

Como já aconteceu outras vezes por aqui, no momento são tantos e tão diversos os temas interessantes a discutir no blog que preferi publicar uma lista com as referências de dez dentre os mais recentes assuntos do mundo da segurança da informação:

1 - Caso você ainda não tenha tido a oportunidade - antes de mais nada - vale a pena conferir os materiais e resumos publicados das principais conferências de segurança que aconteceram no recentemente: Black Hat e ShmooCon.

Como material de destaque destas conferências, recomendo os seguintes links:
  • Exploiting Lawful Intercept to Wiretap the Internet [ PDF | PPT | VIDEO | AUDIO ]  
  • Hacking the Smartcard Chip [ PPT ]  
  • Blackberry Mobile Spyware – The Monkey Steals the Berries [ PDF | DEMO | CODE ]
  • DIY Hard Drive Diagnostics: Understanding a Broken Drive [ PDF ]
  • OpenBTS - open source unix Base Transceiver Station [ SITE ]
2 - Fingerprint de browsers EFF:

O projeto Panopticlic da Eletronic Frountier Foundation  mostra como é simples identificar unicamente um computador a partir da detecção do navegador utilizado, plugins, cookies, fontes instaladas, etc. - para testar o seu agora, clique aqui. São óbvios os desdobramentos do ponto de vista da privacidade e da identificação de acessos em investigações envolvendo navegação na internet.

3 - Hackers Roubam Milhões em créditos de carbono:

Um bom exemplo de como qualquer negociação efetuada online está sujeita à ação dos cibercriminosos, foi divulgada recentemente pelo Jornal alemão Der Spiegel e pela Revista Wired um esquema envolvendo hackers que roubaram milhões de dólares em créditos de carbono.

Na reportagem é citada um caso similar de exploração de sistemas governamentais que ocorreu no Brasil em 2008 - quando madeireiras e hackers inventaram o ciberdesmatamento - ação investigada pelo Ministério Público Federal do Pará.

4 - Cuidado no Antivírus que você confia - experimento de revista alemã e da Kaspersky envolvendo um falso vírus comprova que vários (14 !) anti-vírus se basearam em resultados do VirusTotal para adicionar vacinas à seus Anti-Vírus. Para mais detalhes sobre minhas recomendações para manter uma máquina Windows segura, veja o tópico "A saga de se manter seguro usando Windows".

5 - Ataque na implementação de Chip + Senha utilizada em Cartões de Crédito / Débito [ PDF | Site]

Um boa descrição está na tradução feita pelo ThreatPost: "Nos últimos cinco anos, milhares de usuários de cartões foram roubados e tiveram seus cartões usados por criminosos. Os bancos muitas vezes dizem a eles que a senha foi usada, então a culpa é dos clientes. Entanto, nós mostramos que é fácil de usar um cartão sem conhecer a senha - e o recibo diz que a operação foi "verificada pelo PIN", mesmo que não tenha sido "

6 - Nova lista CWE/Sans dos 25 mais importantes erros de programação

Cross-site Scripting, SQL Injection, Classic Buffer Overflow, CSRF, e etc.. 

8 - Report: PDF maliciosos são responsáveis por 80% de todos os exploits em 2009 


Minha recomendação: Se você usa Windows, além de NÃO UTILIZAR o Internet Explorer - evite a todo custo o Adobe Reader - desinstale-o e use o FoxIt.


9 - Da vulnerabilidade à fraude: Este excelente artigo da SecurityNinja do Reino Unido detalha o caminho vulnerabilidades exploradas->dados não autorizados->dinheiro comumente seguido pelo cibercrime moderno, incluindo detelhes do underground onde são negociados.

10 - Sans Institute (@johullrich) inaugura o HashSearch - ferramenta para verificação de hashes MD5/SHA1 a partir do hash ou do nome do arquivo - com cadastro de 39.944.023 hashes criptográficos registrados pelo NIST National Software reference Library. Vale a pena conferir.

Wednesday, December 30, 2009

Anti-Forense: DECAF v2


[ Update 2009/12/29 ]

A ferramenta de anti-forense da moda, DECAF (já falamos sobre ela aqui), acaba de renascer em versão repaginada - foi lançada oficialmente ontem a v2. Agora ela pode ser ativada se detectar a presença das seguintes ferramentas:
Microsoft COFEE, Helix, EnCase, Passware, Elcomsoft, FTK Imager Port, Forensic Toolkit, ISOBuster, e Ophcrack.

Além disto, o usuário pode incluir novas assinaturas de detecção e foi adicionada a opção de monitoração de CD-Rom. Há também agora opções mais granulares de ações quando estas ferramentas forem executadas. Alguns exemplos são: execução de programas, desabilitar o device onde a ferramenta forense foi identificada, e iniciar em modo de monitoração.

Com as novas funcionalidades, esta versão 2 já pode até ser considerada como uma ferramenta de Anti-Forense, mas obviamente só é útil se a máquina a ser investigada estiver ainda ligada quando o investigador executar as ferramentas citadas.

Espera-se que analistas de resposta a incidentes ou forense minimamente preparados a partir de agora primeiro verifiquem a possibilidade de ferramentas deste tipo estarem em execução antes de executarem os seus procedimentos de coleta de dados voláteis na máquina investigada.

Na verdade esta preocupação já existia com ferramentas anti-forense mais antigas com funcionalidaes similares (Hacker Defender, Antidetection, FUTo, Shadow Walker, ... ). Mas o grau de divulgação do DECAF realmente deve torná-la uma ferramenta mais comum no arsenal utilizado nas máquinas que iremos analisar de hoje em diante.

Site oficial do DECAF v2: http://decafme.org

Breve demonstração da ferramenta: http://www.youtube.com/watch?v=tVFVdwcX5xA&hd=1



Excelente post sobre o assunto do Harlan Carvey: http://windowsir.blogspot.com/2009/12/lions-and-tigers-and-decafoh-my.html





[ Update 2009/12/03 ]


O Tony acabou de fazer um post interessante sobre o assunto Anti-Forensics - não perca!

[ Update 2009/10/29 ]

Dois posts entitulados "Tecnicas anti-forense para ocultação de dados" (parte 1 e parte2) foram recentemente publicados no Grego Weblog.

[ Update 2009/08/31 ]

Este post sobre anti-forense foi incluído na coluna do colega Raffael Vargas, no Imaster.

[ Post Original 2009/08/05 ]

O uso de técnicas de anti-forense é crescente e a sofisticação e automatização do seu uso em ataques reais é visível.

Segundo o último "Verizon Databreach Report 2009", dentre os incidentes de segurança investigados pelo time de resposta a incidentes da Verizon em 2008, em 31% foram utilizadas técnicas de data wiping, em 9% data hiding e em 3% data corruption.

Um dos trabalhos mais divulgados de anti-forense em ambiente Unix foi o feito por Grugq (Phrack 59, 2002 / Black Hat de 2005) ("Blackhat: The Art of Defiling: Defeating Forensic Analysis on Unix File System").

Um artigo interessante foi publicado em 2008 pelos brasileiros Felipe Balestra e Rodrigo Branco sobre o assunto de anti-forense em ambiente Linux: "Kernel Hacking & Anti-Forensics - Evading Memory Analysis" (Obrigado Felipe pelo Link).

Um exemplo da popularização de ferramentas de Anti-Forense em Windows é o projeto Metasploit Anti-Forensics, de 2007, que forneceu ferramentas de fácil uso para:
Como novidade nesta área de Anti-Forense temos a apresentação mais interessante da Black Hat 2009 (ao menos do ponto de vista de resposta a incidentes e forense computacional) chamada "Anti-Forensics: The Rootkit Connection (paper / apresentação)", que foi feita por Bill Blunden.

Neste paper são detalhadas estratégias de:
  • Destruição de Dados (File scrubbing, Meta-data wiping, File System Attacks);
  • Ocultação de Dados (In-Band, Out-of-Band, and Application Layer Concealment);
  • Corrupção de Dados (Compression, Encryption, Code Morphing, Direct Edits);
  • Fabricação de Dados (Introduce known files, String decoration, False audit trails); e
  • Eliminação da Fonte de Dados (Data Contraception, In-Memory DLL Injection)
O objetivo é a utilização de Rootkits que permitam que o mínimo de evidências sejam deixadas em disco e que estas evidências sejam difíceis de ser localizadas e tenham o mínimo de utilidade possível para o analista forense. Além disto a fabricação de evidências falsas e a destruição de dados são técnicas também abordadas no paper.

Abordagens para atrapalhar as várias fases seguidas em um processo de forense de disco são detalhados (Duplicação, Recuperação de Arquivos da Cópia, Recuperação de Arquivos Deletados, Coleta de Metadados, Remoção de Arquivos Conhecidos, Análise de Assinatura e Análise de Executáveis).

O pesquisador encerra o paper dizendo que a verdadeira batalha entre white-hats e black-hats já está sendo travada nos âmbitos de forense de memória e forense de rede, pois por mais bem desenvolvido que seja um rootkit ou qualquer outro malware utilizado por um atacante, ele precisa se executar em memória e se comunicar com o exterior de alguma forma...

Monday, August 3, 2009

Black Hat e Defcon 2009 - principais temas

[ Update - 03/08/2009 ]

O material apresentado na Black Hat já está disponível para download. Segue a lista completa:

1. Alessandro Acquisti- I Just Found 10 Million SSN’s
2. Dmitri Alperovitch, Keith Mularski- Fighting Russian Cybercrime Mobsters: Report from the Trenches
3. Andrea Barisani, Daniele Bianco- Sniff Keystrokes With Lasers/Voltmeters
Side Channel Attacks Using Optical Sampling of Mechanical Energy and Power Line Leakage
4. Marc Bevand- MD5 Chosen-Prefix Collisions on GPUs
5. Bill Blunden- Anti-Forensics: The Rootkit Connection
6. Hristo Bojinov, Dan Boneh, Elie Bursztein- Embedded Management Interfaces: Emerging Massive Insecurity
7. Michael Brooks, David Aslanian- BitTorrent Hacks
8. Jesse Burns- Exploratory Android Surgery
9. K. Chen- Reversing and Exploiting an Apple® Firmware Update
10. Matt Conover- SADE: Injecting Agents into VM Guest OS
11. Dino Dai Zovi- Advanced Mac OS X Rootkits
12. Datagram- Lockpicking Forensics
13. Nitesh Dhanjani- Psychotronica: Exposure, Control, and Deceit
14. Mark Dowd, Ryan Smith, David Dewey- The Language of Trust: Exploiting Trust Relationships in Active Content
15. Muhaimin Dzulfakar- Advanced MySQL Exploitation
16. Michael Eddington- Demystifying Fuzzers
17. Egypt- Using Guided Missiles in Drive-by’s: Automatic browser fingerprinting and exploitation with Metasploit
18. Rachel Engel- Gizmo: A Lightweight Open Source Web Proxy
19. Stefan Esser- State of the Art Post Exploitation in Hardened PHP Environments
20. Tony Flick- Hacking the Smart Grid
21. Andrew Fried, Paul Vixie, Dr. Chris Lee- Internet Special Ops: Stalking Badness Through Data Mining
22. Chris Gates- Breaking the “Unbreakable” Oracle with Metasploit
23. Travis Goodspeed- A 16 bit Rootkit and Second Generation Zigbee Chips
24. Joe Grand, Jacob Appelbaum, Chris Tarnovsky- “Smart” Parking Meter Implementations, Globalism, and You
25. Jennifer Granick- Computer Crime Year In Review: MySpace, MBTA, Boston College and More
26. Jeremiah Grossman, Trey Ford- Mo’ Money Mo’ Problems: Making A LOT More Money on the Web the Black Hat Way
27. Peter Guerra- How Economics and Information Security Affects Cyber Crime and What It Means in the Context of a Global Recession
28. Nathan Hamiel, Shawn Moyer- Weaponizing the Web: More Attacks on User-Generated Content
29. Nick Harbour- Win at Reversing: Tracing and Sandboxing through Inline Hooking
30. Riley Hassell- Exploiting Rich Content
31. Mikko Hypponen- The Conficker Mystery
32. Vincenzo Iozzo, Charlie Miller- Post Exploitation Bliss: Loading Meterpreter on a Factory iPhone
33. Dan Kaminsky- Something about Network Security
34. Peter Kleissner- Stoned Bootkit
35.Kostya Kortchinsky- Cloudburst: Hacking 3D (and Breaking Out of VMware)
36. Zane Lackey, Luis Miras- Attacking SMS
37. Aaron LeMasters, Michael Murphy- Rapid Enterprise Triaging (RETRI): How to Run a Compromised Network and Keep Your Data Safe
38. Felix “FX” Lindner- Router Exploitation
39.Kevin Mahaffey, Anthony Lineberry, John Hering- Is Your Phone Pwned? Auditing, Attacking and Defending Mobile Devices
40. Moxie Marlinspike- More Tricks For Defeating SSL
41. John McDonald, Chris Valasek- Practical Windows XP/2003 Heap Exploitation
42. Haroon Meer, Nick Arvanitis, Marco Slaviero- Clobbering the Cloud!
43. Erez Metula- Managed Code Rootkits: Hooking into the Runtime Environments
44. Charlie Miller, Collin Mulliner- Fuzzing the Phone in your Phone
45. David Mortman- A Black Hat Vulnerability Risk Assessment
46. Graeme Neilson- Netscreen of the Dead: Developing a Trojaned ScreenOS for Juniper Netscreen Appliances
47.Steve Ocepek- Long-Term Sessions: This Is Why We Can’t Have Nice Things
48. Jeongwook Oh- Fight Against 1-day Exploits: Diffing Binaries vs Anti-diffing Binaries
49. Alfredo Ortega, Anibal Sacco- Deactivate the Rootkit
50. Danny Quist, Lorie Liebrock- Reverse Engineering By Crayon: Game Changing Hypervisor Based Malware Analysis and Visualization
51. Tiffany Strauchs Rad, James Arlen- Your Mind: Legal Status, Rights and Securing Yourself
52. Daniel Raygoza- Automated Malware Similarity Analysis
53. Peter Silberman, Steve Davis- Metasploit Autopsy: Reconstructing the Crime Scene
54. Val Smith, Colin Ames, David Kerb- MetaPhish
55. Mike Zusman, Alexander Sotirov- Breaking the security myths of Extended Validation SSL Certificates
56. Kevin Stadmeyer, Garrett Held- Worst of the Best of the Best
57. Bryan Sullivan- Defensive Rewriting: A New Take on XSS/XSRF/Redirect-Phishing Defense
58. Chris Tarnovsky- What the hell is inside there?
59. Steve Topletz, Jonathan Logan and Kyle Williams- Global Spying: Realistic Probabilities in Modern Signals Intelligence
60. Michael Tracy, Chris Rohlf, Eric Monti- Ruby for Pentesters
61. Dustin “I)ruid” Trammell- Metasploit Telephony
62. Eduardo Vela Nava, David Lindsay- Our Favorite XSS Filters and How to Attack Them
63. Mario Vuksan, Tomislav Pericin- Fast & Furious Reverse Engineering with TitanEngine
64. Chris Weber- Unraveling Unicode: A Bag of Tricks for Bug Hunting
65. Jeff Williams- Enterprise Java Rootkits

[ Post Original - 27/07/2009 ]

A Black Hat e a Defcon estão entre as mais importantes conferências de segurança computacional do ano. Os eventos acontecerão nesta semana em Las Vegas e a comunidade já está se preparando para um festival de correções de segurança de última hora e uma avalanche de novas informações em todas as áreas de segurança computacional.

Segue um breve apanhado de informações sobre os destaques das duas conferências:

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