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Thursday, July 24, 2014

(in)Segurança das Urnas Eletrônicas

[ Update 09/11/2014 ]

Scientist who hacked voting machines in the US offers to audit Brazilian system via VocêFiscal

 



[ Update 01/11/2014 ]

Entre todos os países que adotaram o voto eletrônico, o Brasil é o único que ainda utiliza urnas inauditáveis


[ Update 24/07/2014 ]

Um projeto que merece apoio:


http://catarse.me/VoceFiscal 

"Você sabe o que acontece com seu voto depois da urna?
Há 17 anos, dependemos da votação eletrônica.

Há 2 anos, ela foi comprovada insegura.

Este ano, com seu apoio, vamos fazer algo a respeito.

O que é o Você Fiscal?
O Você Fiscal é um projeto do Prof. Diego Aranha, da UNICAMP, para desenvolver um aplicativo que vai colocar na sua mão e na de todo cidadão e cidadã o poder de fiscalizar e dar transparência às eleições. Juntos, vamos fazer uma totalização independente dos resultados.

>>> Escolha um valor ao lado e apoie a transparência nas eleições! >>>

Por que o Você Fiscal é importante
Falta segurança

Apesar do que é divulgado, a urna eletrônica brasileira tem falhas gravíssimas de segurança. (Veja abaixo.)

Falta transparência

Ninguém da sociedade civil tem acesso aos detalhes de como os votos são contados pelo software da urna.

Falta auditoria

Nos últimos testes de segurança do TSE, mesmo sendo limitados e curtos, a equipe do Prof. Diego Aranha quebrou o sigilo do voto com facilidade. O TSE suspendeu a realização de novos testes depois disso.

Como melhora?
Celular na mão

Com o Você Fiscal, queremos criar um aplicativo que permita a qualquer eleitor fiscalizar a urna em que votou, registrando sua contagem ao fim da eleição para detectar fraudes através de amostragem colaborativa.

Rigor acadêmico

O Você Fiscal é iniciativa do Prof. Diego Aranha, pesquisador respeitado da UNICAMP nas áreas de segurança computacional, criptografia e votação eletrônica.

Participação popular

A população vota, a população confere.

O Você Fiscal é uma iniciativa da sociedade civil, financiada pela sociedade civil para dar à sociedade civil o poder de garantir seu voto e sua voz.

==>> Você também vota? Então escolha um valor ao lado e junte-se a nós para fazer o seu voto valer! ==>>"


Mais informações em: http://www.catarse.me/pt/VoceFiscal


[ Update 06/06/2014 ]

O Globo -  TSE não fará teste público das urnas eletrônicas antes das eleições
Especialistas condenam a atitude e criticam falta de transparência

RIO — Apesar de reconhecer que “os testes de segurança das urnas eletrônicas fazem parte do conjunto de atividades que garantem a melhoria contínua deste projeto”, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não fará nenhum antes das eleições de outubro. Desde 2012, aliás, quando uma equipe de técnicos da Universidade de Brasília (UnB) simulou uma eleição com 475 votos na urna eletrônica e conseguiu colocá-los na ordem em que foram digitados, o tribunal não expõe seus sistemas e aparelhos à prova de técnicos independentes. Mesmo assim, continua a afirmar que eles são seguros e invioláveis.

(...) 


[ Update - 18/03/2014 ]

Urna eletrônica argentina dá goleada na similar brasileira

"(...)

Falhas brasileiras – Dentre as vinte falhas apontadas no relatório das urnas brasileiras, destacam-se a impossibilidade de o eleitor conferir se sua escolha foi registrada de forma correta e a lentidão na contagem dos votos.

Após se identificar na urna por meio do título, o eleitor  digita o número do candidato e o confere com a fotografia, nome e legenda, mostradas na tela da urna. Após essa verificação, o eleitor confirma ou não a escolha.

Concluída essa etapa, o eleitor não tem mais acesso ao voto – ele é criptografado em um cartão de memória (ou disquete) que é levado a um cartório para ser transmitido ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
O TRE, por sua vez, confere a assinatura digital dos cartórios, decifra a mensagem criptografada e totaliza os votos. Nas eleições presidenciais,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o responsável pela contagem, pela conferência e pela publicação do resultado.

E é aí que reside a grande diferença, segundo o relatório do CoMind. Na Argentina, após votar, o eleitor recebe seu voto na chamada cédula eletrônica e em papel impresso. Se quiser conferir se a escolha foi computada de forma correta, o eleitor encosta o cartão num leitor existente na urna, que mostrará o voto computado, dando a chance de o cidadão conferir o voto eletrônico com o impresso.

Para garantir o sigilo do voto, explica Amilcar Brunazo, o eleitor dobra o papel com o voto e o coloca na urna, juntamente com o cartão. Ao final de votação em cada seção eleitoral, o mesário confere o cartão com o impresso e faz a contagem. Para o observador, o sistema argentino mostra a "plena colaboração das autoridades eleitorais argentinas com a fiscalização, agregando segurança e confiabilidade ao processo eleitoral".

Este sistema eleitoral é novo na Argentina e só foi implementado nas eleições municipais, explicou Amílcar. Diferentemente do Brasil, onde um único órgão (Tribunal Superior Eleitoral) é responsável por todas as eleições, na Argentina eleições municipais e estaduais são controladas por órgãos regionais; já as presidenciais são controladas por órgãos federais.

(...)"

Link com a reportagem completa:
http://www.politicanarede.com/2013/11/urna-eletronica-argentina.html






[ Update - 13/12/2012 ]

"O professor Pedro Rezende, da UnB, foi um dos palestrantes do seminário A urna eletrônica é confiável?, realizado no Rio de Janeiro.

Na última segunda-feira 10, o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro, ficou lotado para assistir ao seminário A urna eletrônica é confiável?

O ponto alto foi o relato de um jovem hacker de 19 anos, que revelou fraudes em resultados na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, na última eleição, em outubro de 2012. Identificado apenas como Rangel por questões de segurança, ele mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro — modificou resultados, beneficiando candidatos em detrimento de outros, sem nada ser oficialmente detectado.

O Viomundo reproduziu, aqui, a denúncia publicada no portal do PDT, um dos promotores do seminário:

“A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

A platéia, composta principalmente por especialistas em transmissão de dados, computação, internet, representantes de partidos políticos e autoridades policiais, ficou pasma.

Entre eles, o matemático e professor de Ciência da Computação Pedro Antônio Dourado de Rezende, da Universidade de Brasília (UnB). Foi um dos palestrantes do seminário. Há mais de dez anos ele que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil.

Viomundo – O senhor acompanhou o relato do Rangel?

Pedro Rezende – Sim, integralmente.

Viomundo — O que achou da fraude relatada?

Pedro Rezende -- Plausível, reveladora de muitos detalhes da fase de totalização, e muito séria. Pois é nessa fase do processo de votação que fraudes podem ocorrer de forma definitiva. Ao mesmo tempo, curiosamente, essa fase é sempre omitida nas avaliações externas e testes públicos de segurança, alardeados como garantias de lisura do processo de votação.

A Justiça Eleitoral sempre restringiu os testes e avaliações à urna eletrônica. E quando questionada sobre a segurança do processo de votação como um todo, ela desconversa. Sempre confunde o entendimento da questão com o da urna simplesmente.

Viomundo — O que o Rangel expôs é mesmo factível na prática?

Pedro Rezende — Sim, por motivos sobre os quais escreverei mais detalhadamente quando for publicado o vídeo do seminário. Por hora, em consideração à seriedade com que o Viomundo vem tratando a segurança do eleitor que quer eleições limpas no processo eleitoral, posso adiantar o seguinte.

A fraude descrita no seminário não tem nada a ver com a questão do TSE utilizar ou não criptografia no processo, ou se a utiliza bem ou mal.

A criptografia opera apenas em canais de comunicação, no tempo ou no espaço. No caso em questão, nos canais entre o gateway de saída de um ponto de coleta de Boletins de Urna (BU) eletrônicos, no cartório eleitoral que os recebe de seções eleitorais, e o gateway da rede interna do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), onde se inicia o processamento da totalização.

A modalidade de fraude que o jovem Rangel descreveu no seminário ocorre dentro da rede interna do TRE que totaliza a eleição, na etapa final da fase de totalização, através de um backdoor no firewall que protegeria o correspondente gateway.

A fraude é executada alterando-se as tabelas de totais parciais. Portanto, após os BUs eletrônicos terem sido descriptografados (decifrados) e os números de votos por candidato para a seção eleitoral correspondente terem sido lidos do resultado desta decifragem e tabulados em uma planilha de totais parciais da eleição. Consequentemente, após o uso da criptografia.

Essa modalidade de fraude não depende de ataque à criptografia utilizada, pois nela o ataque é no canal de confiança capaz de dar utilidade à forma de criptografia empregada na transmissão de BUs. Em linguagem técnica, podemos dizer que se trata de um ataque de canal lateral.

(...)"

fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/professor-acompanhou-relato-de-hacker-fraude-plausivel-muito-seria.html

[ Update - 07/10/2012 ]
Istoé: "As urnas são seguras mesmo?

Especialistas em informática driblam sistema de segurança da votação eletrônica e dizem que a eleição não está imune a violações"

http://www.istoe.com.br/reportagens/243315_AS+URNAS+SAO+SEGURAS+MESMO+

[ Update - 19/09/2012 ]



Palestra: Vulnerabilidades no software da urna eletrônica brasileira

Prof. Diego de Freitas Aranha
Departamento de Ciência da Computação
Universidade de Brasília
Dia: 21/09
Hora: 16:00h
Local: Auditório do Departamento de Engenharia Elétrica (ENE) - UnB 


A PALESTRA SERÁ TRANSMITIDA VIA INTERNET: http://www.justin.tv/ieeetv_unb

Resumo: Relato da participação da equipe da UnB nos Testes Públicos de
Segurança da Urna Eletrônica organizados pelo Tribunal Superior
Eleitoral, onde foram detectadas as vulnerabilidades no software que
permitiram a recuperação em ordem dos votos computados. Serão também
apresentadas outras fragilidades que abrem a possibilidade de
manipulação dos resultados da eleição e sugestões para se restaurar a
segurança dos mecanismos afetados.

Biografia: O Prof. Diego de Freitas Aranha é Bacharel em Ciência da
Computação pela Universidade de Brasília (2005), Mestre (2007) e
Doutor (2011) em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de
Campinas. Foi doutorando visitante por 1 ano na Universidade de
Waterloo, Canadá, e hoje atua como Professor Adjunto no Departamento
de Ciência da Computação da Universidade de Brasília. Tem experiência
nas áreas de Criptografia e Segurança Computacional, com ênfase em
implementação eficiente de algoritmos criptográficos e projeto de
primitivas criptográficas para fornecimento de anonimato
computacional.

Apoios:
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica - ENE/UnB
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos e de
Automação - ENE/UnB
Programa de Pós-Graduação em Informática - CIC/UnB

Cordialmente,

Diretoria IEEE Seção Centro-Norte Brasil
http://sites.ieee.org/centro-norte-brasil

Ramo Estudantil IEEE da UnB
http://sites.ieee.org/sb-unb/?page_id=88


[ Update - 2012/04/11 ]

Todo eleitor brasileiro deveria assistir: Palestra proferida no 1° ENGCCI - Goiânia, GO, 30 de março de 2012 por Pedro Antônio Dourado de Rezende (UnB):



Para Onde Foi o [Sigilo do] Voto? [legendado]:





[ Update - 2012/02/06 ]

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou as datas dos "Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico" para 20 a 22 de março de 2012.


Mais informação no HotSite do TSE abaixo:

http://www.tse.jus.br/hotSites/testes-publicos-de-seguranca/


O Edital publicado, em seu parágrafo único, define os seguintes "elementos de segurança" a serem testados:

  • processo de carga das urnas eletrônicas;
  • hardware das urnas eletrônicas;
  • lacre físico.

[ Update - 2011/09/28 ]


Mais uma demonstração de vulnerabilidade de urnas eletrônicas - neste caso trata-se de um modelo Diebold, que está entre os mais utilizados nas eleições nos Estados Unidos.

O ataque demonstrado é extremamente barato (de US $10 a US $26 - no último caso quando há transmissor e receptor de radio-frequência, para ataques remotos) e envolve acesso físico anterior às urnas eletrônicas.

Componentes eletrônicos são inseridos na urna com o objetivo de  executar um ataque "Man-in-the-Middle" entre a interface touch screen da urna e o processador do computador.  São possíveis ações como captura de senhas, alteração de votos, sem que o usuário perceba que isto ocorreu.

Veja a descrição do ataque e os vídeos relacionados no site do "Vulnerability Assessment Team" dos laboratórios Argonne
- vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

[ Update - 2010/10/31 ]

Eleições Seguras e Verificáveis: uma solução simples e elegante.

Mais uma eleição termina no Brasil e infelizmente por aqui ainda insistimos na segurança por obscuridade, na desinformação e no marketing vazio de "segurança inquebrável" da urna eletrônica ao invés de uma verificação séria e aprofundada dos problemas existentes por quem de direito (pdf)

Hoje tive a oportunidade de assitir a uma palestra excelente feita pelo sueco David Bismark no fantástico evento de novas idéias "TED" cita as razões fundamentais pelas quais um processo de votação precisa ser verificável ("Elections should be verifiable"). E isto não por um grupo interno do governo, alguns representantes de partidos políticos, mas por todo e qualquer interessado. A maneira que ele sugere que isto seja feito é típica de uma grande idéia - simples e elegante.


Muitos grupos independentes no Brasil lutaram pela existência de um "recibo" de votação impresso para que esta verificação seja possível - e o formato sugerido por David Bismark vai de encontro a esta idéia, e ainda por cima adiciona a transparência e o sigilo do processo com a utilização de diferentes ordens dos candidatos para votação e do código de barras 2D criptografado. O eleitor pode então levar o recibo para casa e verificar se seu voto foi contato posteriormente!

Fantástico... Espero que no futuro tenhamos humildade e inteligência para implementar os conceitos apresentados por ele por aqui!

[ Update - 2010/08/24 ]

Vote no Pac-Man!

Com a proximidade das eleições, voltamos ao tema da (in)Segurança das Urnas Eletrônicas. Dois acontecimentos recentes e relacionados - um nos Estados Unidos e outro na Índia - mostram (assim como os diversos outros estudos presentes neste longo post) como é fácil burlar os mais modernos sitemas de votação eletrônica:

http://www.cse.umich.edu/~jhalderm/pacman/ - Pesquisadores da Universidade de Princeton e Michigan instalaram o jogo PAC-MAN em uma urna eletrônica sem violar os lacres de segurança.

http://www.wired.com/threatlevel/2010/08/researcher-arrested-in-india/ - Pesquisador preso na Ìndia depois de descobrir problemas em urnas eletrônicas.

[ Update - 2010/04/16 ]

CorreioWeb: Relatório aponta falhas no sistema de votação brasileiro

Trecho:

Comitê Multidisciplinar Independente sobre o Sistema Brasileiro de Votação Eletrônica apresentou relatório que aponta falhas consideradas gravíssimas no programa de urnas eletrônicas adotado no Brasil. O documento foi entregue ao vice-reitor da UnB, João Batista de Sousa.
O comitê diz que é impossível auditar, de maneira isenta, o resultado da apuração dos votos nas urnas eletrônicas. “Caso ocorra uma infiltração criminosa determinada a fraudar as eleições, restou evidente que a fiscalização externa dos partidos, da OAB e do MP, de modo como é permitida, será incapaz de detectá-la”, diz o relatório. “Esta impossibilidade de auditoria independente do resultado eleitoral é que levou à rejeição de nossas urnas eletrônicas em todos os mais de 50 países que a estudaram”, acrescenta.
Segundo o professor de Criptografia e Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Rezende, o modelo atual privilegia rapidez em detrimento da segurança de informações. “O sistema troca coisas supérfulas como a rapidez e a visibilidade de espetáculo pela certeza de uma apuração correta", denuncia. "Precisamos ficar atentos, pois isso pode corroer a democracia”, afirma.
O número de envolvidos no processo eleitoral também é visto como vilão. “Há exagerada concentração de poderes, resultando em comprometimento do princípio da publicidade e da soberania do eleitor, em poder conhecer e avaliar, o destino do seu voto”, afirma o relatório. “Nossa intenção é buscar transparência em todos os níveis da votação”, garante Rezende. “Quem critica o sistema eleitoral brasileiro é alvo de preconceito. Existe um tabu em se falar sobre o tema com esse nível de franqueza”, conclui.

Link para o relatório: http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/relatoriocmind.pdf

[ Update - 2009/11/20 ]Perito quebra sigilo e descobre voto de eleitores em urna eletrônica do Brasil (IDG Now)

[ Update - 2009/11/16 ]
Com as restrições ressaltadas abaixo, os testes foram finalizados com sucesso pelo TSE e a Urna brasileira passou a ser considerada segura pela mídia.

Para muitos especialistas, um teste como este não passa de propaganda e não pode se considerado definitivo, pois não se pode partir do princípio que um atacante não teria acesso físico interno e ao código da urna, por exemplo (veja mais comentários do Lucas Ferreira abaixo).

Um exemplo vindo dos Estados Unidos: na conferência acontecida há alguns meses "Eletronic Voting Technology Workshop", um grupo de pesquisadores das Universidades da Califórnia, Michgan e Princeton demonstrou que em poucos minutos - utilizando uma técnica chamada "return-oriented programming" - votos podem ser roubados utilizando e subvertendo pequenas partes de código já existentes nas urnas.

Por causa deste tipo de resultados, os Estados Unidos (vide reportagem no New York Times) e a Alemanha (vide editorial da Deutche-Welle) tiveram testes e resultados diferentes dos tupiniquins... Talvez devessemos exportar a tecnologia de urna eletrônicas para estes dois países - assim os testes poderão ser efetuados de forma mais completa por lá.. =)

[ Update - 2009/09/14 ]

Meu amigo Lucas Ferreira - especialista em segurança em desenvolvimento seguro - postou comentários interessantes sobre o anúncio de testes às urnas eletrônicas feito pelo Tribunal Superior Eleitoral:


O TSE vai permitir que pesquisadores tenham acesso às urnas para a execução de testes de segurança. No entanto, mantém uma série de restrições que vão restringir a eficácia dos testes:
  • não haverá acesso ao código fonte
  • o plano de testes deverá ser submetido com antecedência e não poderá ser alterado
  • o prazo para a realização dos testes é de apenas alguns dias
  • os testes deverão ser realizados no ambiente do TSE, o que restringe a liberdade de ação dos pesquisado

[ 2009/09/12 Update - Desafio do TSE a cidadãos e hackers tem data marcada ]


O Jornal da Globo agora há pouco divulgou informações à notícia "TSE procura hackers para testar as novas urnas eletrônicas". Mais detalhes sobre o processo neste fluxograma dos testes de segurança - que está marcado para ocorrer na primeira quinzena de novembro.

Em todo o mundo, sempre que as urnas eletrônicas foram testadas (de verdade) elas falharam em aspectos críticos de segurança - como pode ser visto no post original abaixo - cabe agora acompanharmos os testes que serão executados em novembro no importante teste do processo de votação eletrônica programado pelo TSE (site oficial do teste).

Acredito que independente do resultado dos testes que serão feitos a existência de um registro impresso da votação para um possível batimento e validação posterior dos votos de uma urna eletrônica são fundamentais para manter a idoneidade no processo.

Além disto para a avaliação da segurança e a transparência do processo possa ser completa, especialistas precisam ter acesso ao código fonte da urna, obviamente.


[ 2009/08/12 - Post Original ]


Já faz algum tempo (vide discussões em 2005 e 2006) que eu me preocupo com o assunto da segurança do processo de votação - especialmente das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil pelo TSE.

Hoje lendo meus RSS Feeds (via ISTF) tive a feliz notícia de que o "TSE confirma a realização de testes de segurança no sistema eletrônico de votação".

Esta notícia é ótima e nos dá a esperança de viver em uma real democracia! Agora é só ver para crer. Os testes segurança serão coordenados pelo Ministro Ricardo Lewandowski e ocorrerão em novembro de 2009 "por meio de tentativas a serem feitas para burlar seus programas".Segundo as informações divulgadas no site do TSE:

"
Para a realização do teste, duas comissões deverão ser formadas. A Comissão Disciplinadora dos Testes de Segurança vai definir o escopo, a metodologia e a formatação dos testes, os critérios de julgamento, a análise e a aprovação das inscrições dos investigadores, o exame e a aprovação dos testes propostos pelos investigadores, a supervisão nos dias de execução e o registro das atividades executadas durante as aferições. Essa comissão será composta por servidores da Justiça Eleitoral, indicados pelo TSE.

Já a Comissão Avaliadora dos Testes de Segurança será responsável por validar o escopo, a metodologia e os critérios de julgamento definidos pela Comissão Disciplinadora, analisar os testes realizados e os resultados obtidos, julgar e examinar os artigos a serem publicados e por produzir o relatório final.

A Comissão Avaliadora será integrada por professores universitários e cientistas, a serem indicados pelo presidente do TSE, por meio de portaria.
Além disso, a Comissão Avaliadora será composta opcionalmente, a depender da disponibilidade e do interesse de cada entidade, pelos seguintes participantes: por um representante, respectivamente, do Ministério Público da União, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da comunidade jurídica e por um representante do ministro do TSE coordenador do processo."

Existem alguns trabalhos já executados nos EUA que podem servir de referência para os trabalhos que serão executados nos próximos meses:

Como pode ser visto no link com o assunto tratado em 2006, a Universidade de Princeton fez um interessante estudo (paper/vídeo) mostrando as vulnerabilidades de um modelo de urnas Diebold Accuvote-TS - similares aos utilizados nas votações brasileira.

Um trabalho similar foi executado em 2007 pelo governo do estado da Califórnia (reports em pdf), onde equipamentos de votação de 4 diferentes fabricantes tiveram sua segurança testada (red teams, revisão de código fonte e revisão de documentação).

Na semana passada, durante a conferência "Eletronic Voting Technology Workshop"
um grupo de pesquisadores das Universidades da Califórnia, Michgan e Princeton demonstrou que em poucos minutos e sem conhecimento do código fonte da urna eletrônica - utilizando uma técnica chamada "return-oriented programming" - votos podem ser roubados utilizando e subvertendo pequenas partes de código já existentes nas urnas.

Estes pesquisadores chegam a recomendar que o processo de votação não aconteça em urnas eletrônicas, mas com cédulas de papel lidas por scanners óticos que permitem uma auditoria estatística rápida e mais segura.

A opinião pública americana (vide reportagem no New York Times) e a Justiça Alemã (vide editorial da Deutche-Welle) já se posicionaram contra a utilização de urnas eletrônicas.
Reproduzo aqui a minha opinião sobre o assunto (que não mudou) de 4 anos atrás:

"A informatização da votação não muda o fato de serimperativo oacompanhamento (auditoria) do processo epossível verificação dos votos a posteriori. É umamudança tecnológica, e em nada acrescenta ao quesitosegurança. Obviamente, como o professor Del Picchiasugere, as tecnologias utilizadas pelo TSE poderiamser mais seguras e conhecidas (através da utilizaçãode hardware nacional e software livre, por exemplo).Porém isto não afetaria em nada a possibilidade defraude "interna" por quem controla a votação (videPainel do Senado), como foi sugerido também no texto(Jobim).Ou seja, em qualquer caso (inclusive com a impressãodos votos para uso em possível recontagem) vocêprecisa confiar no governo...Uma possível melhoria no processo seria a aberturado funcionamento da urna E de todo o processo decontagem para especialistas indicados por cadapartido político e por setores da sociedadeinteressados, o que evitaria a temida "segurançapor obscuridade", que torna o processo maispassível de ser fraudado internamente e acabaimpactando negativamente na segurança do sistemaeleitoral como um todo.Pois o que não pode ser testado exaustivamentecontra falhas - inclusive as exploráveis porperpetradores externos - não pode em hipótesenenhuma ser considerada segura."

Aproveito para passar aos leitores interessados dois grupos dediscussão sobre o assunto no Brasil: VotoSeguro e VotoEletrônico.Através deles fui informado que hoje (12/08/2009) haverá umaaudiência pública no Senado sobre a exclusão do artigo de leido voto impresso da minirreforma eleitoral - fiquemos de olho.Somente um esforço contínuo, transparente e democrático deauditoria das urnas e do processo eleitoral pode tranquilizar aopinião pública acerca da legitimidade das eleições, e a sinalização do TSE acerca dos testes que serão efetuadosem novembro são um ótimo começo.

Tuesday, May 28, 2013

Roubo de Informações de empreiteiras militares norteamericanas - Vazamento de Informações e DLP - como abordar este desafio



[ Update: 28/05/2013 ]

Mais de 4 anos depois de nosso artigo original, vem a confirmação do vazamento de vários projetos militares que causaram um prejuízo bilionário aos Estados Unidos. A China é mais uma vez acusada de ser responsável pelos ataques que possibilitaram o vazamento das informações de projetos de defesa.

A lista de empreiteras militares americanas possivelmente afetadas cresce a cada dia: Boeing, Lockheed Martin, Raytheon, Northrop Grumman.

Abaixo uma tradução livre do texto original do Washington post, citando uma autoridade militar norteamericana:

"Em muitos casos, eles (as empreiteiras militares) não sabem que eles foram invadidos até o FBI bate à sua porta. São bilhões dólares de vantagem de combate para a China. Eles pouparam 25 anos de pesquisa e desenvolvimento. É loucura."

[ Post Original: 23/04/2009 ]

Várias áreas dentro de uma empresa (pública ou privada) se preocupam - ou deveriam se preocupar - direta ou indiretamente com os efeitos de vazamentos de informações: Segurança de Informações, Auditoria, Anti-Fraude, Risco, Recursos Humanos, Governança e Compliance - para citar algumas.

O princípio é simples: evitar que informações estratégicas e/ou valiosas da empresa caiam em mãos erradas, diminuindo a lucratividade e a credibilidade da empresa. Alcançar um controle sobre este processo, porém, é uma tarefa muito difícil.

Se fosse fácil, não veríamos tão frequentemente notícias como a publicadas nesta semana pelo Washington Post: dados sensíveis do projeto do mais moderno jato da força aérea americana de 300 bilhões de dólares - o F-35 Lightning II fighter - foram obtidos por atacantes ainda não identificados (mais aqui e aqui). Segundo os repórteres do Washington Post e Wired, as informações vazadas possibilitam a um adversário se defender melhor do jato e estudar as suas vulnerabilidades.

Virtualmente todas as normas regulatórias de compliance como Sarbanes Oxley, PCI, HIPAA, Basiléia e GLBA exigem que as empresas tenham controle sobre suas informações sensíveis.

Estar compliance com estas regulações é apenas o começo, e obviamente não garante que você esteja imune a problemas de vazamento de informações - conforme a HeartLand aprendeu. O maior vazamento de números de cartões de crédito da história aconteceu em uma empresa que era "PCI Compliant".

Um vazamento de informações no âmbito corporativo pode ser igualmente temível, seja porque informações estratégicas irão voar para as mãos de um competidor, ou informações financeiras de clientes podem estar sendo obtidas por fraudadores - como no caso da HeartLand.

Há um ano atrás, escrevemos sobre o desafio em implementar com sucesso soluções de "Prevenção"/Proteção de Vazamento de Informações (DLP) em ambientes complexos.

O primeiro difícil passo continua sendo a de classificação adequada de informações. [ Em um levantamento feito pelo TCU em 2007, foi identificado que 80% dos órgãos do executivo analisados não fazem nenhuma classificação da informação ]. O cenário infelizmente não é muito diferente nas empresas privadas brasileiras.
Para conseguir iniciar um processo de classificação de informações é necessário conhecer/ classificar e controlar profundamente o estado e as alterações em suas aplicações e dados críticos. O visionário Dan Geer coloca sabiamente [tradução livre]:
  • Se você não sabe nada, 'permit-all' é a única opção;
  • Se você sabe algo, 'default-permit' é o que você pode/deve fazer;
  • Se você sabe tudo, somente aí o 'default-deny' se torna possível.
Alguém sabe tudo? Com relação à prevenção de perda de dados sensíveis, saber tudo inclui:
  • saber quais dados são sensíveis; e
  • conhecer profundamente o ciclo de vida de todas suas informações sensíveis; e
  • controlar e monitorar o acesso, leitura e escrita destas informações durante todo o seu processamento dentro da empresa; e
  • desde a geração da informação, considerando todos sistemas que geram input para formar estas informações; e
  • também no processamento da informação em todos os sistemas internos e externos, além de workstations clientes envolvidas daí em diante; e
  • no momento de descarte desta informação, seja em forma de papel jogado fora (triture!) ou em máquinas antigas (faça wipe!) que estão sendo doadas; e
  • na guarda autorizada desta informação em todas os possíveis lugares por onde ela trafega (servidores, banco de dados, intranet, workstations, notebooks, rede, etc..); e
  • na maneira com que os colaboradores tratam estas informações (reunião com fornecedores via MSN?, Que tal disponibilizar um arquivo grande via P2P); e
  • no momento do desligamento de um colaborador, que informações críticas ele leva junto?;
  • na detectção da presença não autorizada desta informação em workstations, pen-drives, impressoras, sites externos, etc (DLP - data at rest) ; e
  • na detecção do tráfego não autorizado destas informações em redes não autorizadas ou para a internet (DLP - data in motion); e
  • monitorar toda a internet por possíveis informações da sua empresa que possam estar indevidamente disponíveis.
Como você pode perceber, a tarefa é muito difícil, virtualmente impossível se considerarmos e adversários bem preparados e devidamente motivados contra informações que trafegam em uma empresa complexa, com múltiplos fornecedores e clientes e alto grau de conectividade e de compartilhamento de informações.

Para abordar este desafio, além da tradicional abordagem de segurança em profundidade, existem três tipos de tecnologia de DLP (Data Loss Prevention/Protection):
  • Data at Rest (para identificação das informações de dados gravados - ou apagados - em HDs)
  • Data in Motion (para identificação das informações em trânsito internamente e saindo da empresa)
  • Data Classification (auxilia a classificação dos dados críticos)
As tecnologias de DLP (também chamadas de Data Leak Prevention, Information Leak Detection and Prevention (ILDP), Information Leak Prevention (ILP), Content Monitoring and Filtering (CMF) e Extrusion Prevention System) utilizam várias técnicas para análise de conteúdo como palavras-chave, dicionários e expressões regulares e geram relatórios ou alertas que podem se integrar a uma solução de correlacionamento de eventos (SIEM).

Para mais informações, seguem alguns links de fornecedores de soluções de DLP e similares:
Outra referência é um livro muito interessante que fala sobre sobre o assunto: Network Extrusion Detection do Richard Bejtlich.

Para uma referência de casos de vazamento de informações, um site muito interessante que mantém um histórico é o datalossdb.org.

Wednesday, March 3, 2010

Simulação de CyberWar Norte Americana e Hitler vs Segurança da Nuvem

Neste rápido post vou sugerir dois vídeos interessantes sobre a Resposta Governamental à Ataques Digitais. Pegue sua pipoca e boa sessão...

1) Primeiro Vídeo (9 partes, 1h30m):

Cyber ShockWave da CNN:

Simulações de Guerra são comuns entre os integrantes das Forças Armadas. No caso do vídeo indicado abaixo, a rede americana CNN apresentou um exercício para testar a capacidade de resposta do governo à ataques coordenados de CyberWar.

O cenário foi criticado por muitos especialistas, mas tem seu valor para visualizarmos o tipo de discussões e até mesmo desinformação entre o mais alto escalão do pseudo-governo em um momento de crise. Foi muito válida a experiência - se não considerarmos os detalhes técnicos e sim as discussões e decisões tomadas.

Vale ressaltar que apesar de ser um exercício, foram aproveitados vários tópicos reais já tratados aqui como ataques à smartphones, à linhas de tranmissão de energia e impacto no setor financeiro, entre outros. Além disto, os participantes são ex-integrantes do governo americano acostumados a este tipo de simulação.

Uma consideração paralela: normalmente os atacantes se infiltram e roubam informações estratégicas dos alvos de forma stealth - como no caso real da Operação Aurora China vs Google + 100 (que foi na minha opinião o Perl Harbor / 11 de Setembro da CyberWar).

Mas quando imaginamos um cenário de guerra tradicional em conjunto com ações de CyberWar, o estardalhaço apresentado faz muito sentido. De qualquer forma um bom FUD funciona melhor com mais barulho =)

Como notícia real, os Estados Unidos acabaram de de-classificar parte do seu plano de CyberSegurança - leia-o e baixe o PDF aqui.

Aproveitando o assunto, seguem outros artigos sobre CyberWar:

2) Segundo Vídeo (4m27s ):

Hitler and Cloud Security:

Para descontrair, segue também um link para (mais) uma redublagem feita em cima da cena do filme DownFall (por Marcus Ranum and Gunnar Peterson). Acompanhe o desenrolar da Resposta a um Incidente seríssimo na cúpula do Terceiro Reich, quando é descoberta uma invasão de alta criticidade em um provedor de "Cloud Computing" - utilizado pela Alemanha. Hitler não ficou muito feliz...

Talvez esta tenha sido a melhor piada feita com o assunto Segurança da Informação que eu já vi (alguém sugere outras?) - barrando inclusive as impagáveis tirinhas do Dilbert.

Depois de parar de rir e antes de começar a achar que a história não tem um pé na realidade, veja este artigo sobre a crescente e preocupante dependência governamental (ex: 60% dos estados americanos) em soluções "na nuvem" como o Google Apps.


Tuesday, December 22, 2009

Governo Obama lista cybersecurity como prioridade


[ 2009-12-22 - Update ]

O presidente norte-americano Barack Obama indicou hoje um novo responsável pela área de Cyber Security americana (função que vem sendo chamada de "Cyber Czar" pela sua importância e poder. O escolhido foi Howard Schmidt


Mais informações:
http://www.whitehouse.gov/blog/2009/12/22/introducing-new-cybersecurity-coordinator ( com vídeo )

[ 2009-10-25 - Update ]

Durante o "Mês da Segurança Cibernética" nos Estados Unidos, o presidente Obama divulga vídeo de conscientização sobre o tema e fazendo um breve atualização de algumas iniciativas programadas inicialmente pelo seu governo nesta área.

[ 2009-01-24 - Post Original ]


Assim que assumiu a presidência americana, Barack Obama publicou uma nova Agenda para "Homeland Security" (ref: http://www.whitehouse.gov/agenda/homeland_security/) que inclui a Segurança Digital (Protect Our Information Networks) - entre assuntos tradicionais como Terrorismo, Ameaça Nuclear e Biossegurança.

Esta preocupação sempre esteve presente nos Estados Unidos - como referência, cito o excelente relatório de 2005 entitulado "Cyber Security - A Crisis of Priorization". A diferença é a atenção que está sendo dada ao assunto - ao menos no discurso.

Segue o detalhamento com os pontos da iniciativa anunciada recentemente pelo governo Obama em conjunto com a indústria, pesquisadores e cidadãos americanos - o difícil desafio é construir uma infra-estrutura online que seja resiliente e que proteja os interesses dos Estados Unidos (tradução livre / comentários em itálico):
  • Fortalecer a Liderança do Governo em Segurança Digital - a nomeação de um "cyber-czar" tem sido criticada por especialistas (veja Repercussão abaixo)

  • Iniciar um esforço em Pesquisa e Desenvolvimento de "Safe Computing" e fortalecer a Infraestrutura Digital da Nação - O objetivo é garantir o desenvolvimento de hardware e softwares ultra-seguros e confiáveis (sem chips chineses? =) para utilizar na infra-estrutura crítica do país (Na verdade não precisa iniciar o esforço, já existe um ponto de partida: https://www.trustedcomputinggroup.org )

  • Proteger a Infraestrutura de TI que mantém a economia americana segura - aproximação com a iniciativa privada, o principal foco devem ser as empresas de BackBone e provedores de acesso

  • Previnir A Cyber-Espionagem Corporativa - fica clara a preocupação com o crescente roubo de inovações em vários campos (software, engenharia, remédios) por empresas de outros países.

  • Desenvolver uma estratégia de Combate ao Crime Digital para Minimizar as oportunidades de lucro dos criminosos - desafio ainda mais complexo em tempos de crise econômica mundial

  • Ditar Padrões de Segurança para Dados Pessoais e Requerer que as Empresas anunciem as informações sobre vazamento de dados pessoais - já acontece com certa frequência nos EUA - quando a empresa não tem outra alternativa - recentemente o ITRC anunciou uma lista / estatísticas sobre vazamentos de dados pessoais em 2008 - mais de 35 milhões de registros...

Repercussão:

Friday, June 5, 2009

Conferencia TechnoSecurity 2009

Estou em Washington DC agora para uma rapida visita tecnica a fornecedores e encerro por aqui meu ciclo de viagens pelos EUA.

Estive nos ultimos 9 dias na Conferencia TechnoSecurity 2009 em Myrtle Beach, SC. A organizacao impecavel e o alto nivel tecnico da conferencia me impressionaram bastante.

Compareceram inumeros fornecedores de solucoes de Seguranca e especialmente Forense Computacional apresentando suas solucoes. O alto nivel das discussoes tecnicas tornam esta conferencia uma referencia muito interessante tanto para distribuidores/revendedores quanto para clientes desta industria. Boa parte do meu tempo na conferencia foi destinada ao BootCamp e prova "ACE" - AccessData Certified Examiner, mas outros pontos altos foram as apresentacoes de solucoes de Forense Enterprise, analise de memoria e forense de rede.

Fica aqui resgistrado um abraco a todos os colegas americanos e para os seguintes colegas de profissao dos 4 cantos do planeta que tive oportunidade de conviver e trocar experiencias nestes ultimos dias: Kai e Martin - da Alemanha; Aguiath, de Abu Dhabi; Fernando, Oscar e Gustavo - da Colombia; Ryan e Liu - da China; Samir - da India; Marcello e Andres - do Mexico; Charlie - da Suecia; alem dos brasileiros Guilherme, Paulo, Thiago e Wanderson.


Monday, May 18, 2009

CEIC 2009 - Parte um



Estou em Orlando participando do CEIC 2009. A conferência se iniciou ontem e terminará na 4a feira. O tempo até agora tem atrapalhado - pois tem chovido muito - sorte que não havia comprado tickets para nenhum parque ainda..

Há muita gente de vários países (US, Canadá, Coréia, Japão, Holanda, França, Argentina, Colômbia, Suécia, etc. ) - e a delegação brasileira está grande este ano, estão também presentes Rodrigo, Renato, Giovani (também da Techbiz) - além do Fabrício, Fernando, Leonardo e Marcelo.

O Keynote Speaker foi o Leonard Nimoy (Dr. Spock de Star Trek) - que fez uma palestra interessante, agradando especialmente a todos os (muitos) trekkers presentes.

O nível dos treinamentos está bom, especialmente os Hands On Labs. Até o momento gostei da apresentação sobre Malware Reloaded do pessoal da 42LCC e ainda mais de um hands on sobre Data Audit do pessoal da Guidance Software.

Nesta 5a e 6a vou fazer um treinamento específico nas ferramentas de eDiscovery e Data Audit. Talvez sobre uma tarde no último dia para visitar um parque temático - espero que a chuva passe até lá.

Live Long and Prosper / Vida Longa e Próspera a Todos.

Friday, May 15, 2009

CEIC e TechnoSecurity

Nesta madrugada estou viajando para os Estados Unidos, onde participarei de duas conferências de Forense Computacional e Segurança (www.ceicconference.com e www.technosecurity.com) e treinamentos em Fornecedores nos USA. Caso haja alguma novidade interessante por lá, os manterei atualizados.




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