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Thursday, March 4, 2010

Tendência: sites invadidos por hackers (Vivo/Oi/IG/Veja) utilizados como veiculo em Fraude de Phishing



[ Update - 04/03/2010 ]

A repetição é tão frequente que infelizmente podemos chamar isto de tendência: mais uma vez um domínio brasileiro (abril.com.br) foi afetado (Revistas Veja, Super, etc) e outra vez houve a utilização de Drive By Download (neste caso usando o Flash Player como vetor) para ataques em massa à visitantes. Como pode ser visto nos updates sobre o assunto abaixo, vários grandes portais no Brasil já foram afetados.

O incidente mais recente (Grupo Abril) foi reportado via twitter por @jbonagura, @spookerlabs, @nbrito e @jespinhara e pode ser visto na captura acima.


[ Update - 15/10/2009 ]

O site LinhaDefensiva informa que o discador do IG foi substituído por uma versão que continha um trojan bancário. Os atacantes utilizaram um joiner (aplicativo que concatena dois executáveis em um só). Desta forma os internautas que baixaram o discador de alguns dias até ás 10h30 de ontem acabaram executando também o malware que possui uma baixíssima taxa de identificação entre os anti-vírus.

O post ainda cita outros sites que foram utilizados recentemetnte para infecção em massa usuários, como o Baixaki e o site da Ambev e do São Paulo F.C.

Mais detalhes sobre este ataque na análise do LinhaDefensiva.

[ Update 30/09/2009 ]

Para mais informações sobre como applets java maliciosos estão sendo utilizados em ataques a internautas brasileiros, veja o excelente artigo "Como funcionam as infecções por applets Java", publicado no site Linha Defensiva.



[ Update - 22/09/2009 ]

O Info/Abril informa que um site da operadora Oi, chamado "mundo oi" também foi utilizado no dia de hoje (22/09/2009) como veículo de infecção de trojan bancário através de um falso applet java (o mesmo modus operandi do ocorrido no ataque da Vivo) - vale ressaltar que este tipo de abordagem não é nova e por exemplo já havia ocorrido em 2008 (segundo o IDG/Now) e em 2007 (segundo o site Linha Defensiva) em sites da operadora.

Mais informações sobre este tipo de ataque (Drive-By Infection) no Post original abaixo.

[ Post Original - 09/09/2009 ]


Segundo informações da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u621523.shtml), (ao menos) um servidor do pool de balanceamento de carga do portal web da operadora de celular VIVO foi invadido.

A empresa Vivo se pronunciou oficialmente sobre o assunto:
"Comunicado à Imprensa

Um dos servidores de acesso de usuários ao Portal da Vivo na Internet foi vítima de um ataque de hackers nesta terça-feira, dia 08 de setembro. A partir da detecção do ataque, as equipes de segurança da informação da Vivo entraram em ação e solucionaram o problema às 00h50 desta quarta-feira.

A Vivo informa que os usuários que clicaram numa falsa janela de “warning security” para execução de arquivo, é que podem ter tido o seu computador infectado. Portanto, a recomendação da Empresa é que usuários que tenham acessado o portal www.vivo.com.br no período de 16h07 de 08.09.2009 até às 00h50 de 09.09.2009, e que tenham executado o falso arquivo, evitem acessar sites de bancos até que façam uma verificação de segurança em seu computador.

A Vivo informa que os serviços disponíveis no seu portal não foram afetados e continuam disponíveis e seguros aos seus clientes."
Internautas que tenham acessado o portal Vivo (www.vivo.com.br) entre 16h de ontem e 0h50 de hoje podem ter sido infectados por um código java que alterava o arquivo local de resolução de nomes (hosts) de suas máquinas - direcionando-os (antes mesmo da resolução via DNS) para clones de sites de internet banking de instituições financeiras brasileiras (Bradesco, Itaú, Santander e Nossa Caixa) .

Vale ressaltar que a seguinte mensagem era exibida para confirmação de execução do código java malicioso: "Vivo Online - IMPORTANTE: (Para executar corretamente o Vivo Online clique em Run". Caso você tenha acessado o site nos últimos dias - especialmente se clicou na mensagem do applet java malicioso, deve evitar entrar em sites de internet banking até se certificar que não foi afetados pelo ataque - veha abaixo como fazê-lo.

Recomendação: para ter certeza que você não foi afetado, abra com o notepad do windows o arquivo "c:\windows\system32\drivers\etc\hosts" - você não deve ver nenhuma linha não comentada (sem um "#" na frente) além do endereço de localhost ipv4 e ipv6 (127.0.01 e ::1) . Caso existam linhas contendo sites bancários como www.bradesco.com.br e www.itau.com.br - má notícia, você foi um um dos cerca de 100 mil usuários atingidos pelo ataque.

Do ponto de vista dos fraudadores, esta abordagem é mais arriscada e ao mesmo tempo mais efetiva para a distribuição de códigos maliciosos, pois ao contrário de utilizar a tradicional engenharia social via spam, os fraudadores neste caso invadiram um site muito utilizado e prepararam um ataque a seus visitantes conhecido como "Drive By Infection".

O uso de Drive By Infection é mais arriscado pois:
  • chama mais atenção, deixa mais vestígios (1 - logs de segurança da operadora, 2 - logs de roteadores, 3 - logs do servidor web, 4 - o código java utilizado para alterar o arquivo hosts aponta para outros sites comprometidos (como o da USP) com mais vestígios...
  • permite um bloqueio mais fácil dos IPs dos falsos sites bancários por parte das operadoras de Backbone (depende apenas da velocidade na comunicação entre as equipes de resposta a incidentes envolvidas)
E ao mesmo tempo mais efetivo do ponto de vista do atacante, pois:
  • Pelo alto número de acessos de sites como os da Vivo/Oi/IG/Veja, o grau de sucesso do ataque é alta - a contagem de acessos ao código malicioso colocado no site da Vivo ultrapassou os 100.000 (cem mil) acessos.
  • a sensação de segurança do usuário durante a navegação em sites legítimos diminui a atenção em relação à possíveis ataques.
Para obter sucesso neste ataque os fraudadores se aproveitaram de dois descuidos muito comuns:
  • Desatualização (falta de patches) do Java em máquinas dos usuários que acessam o site - Recomendações: além de manter seu windows atualizado, cuide da atualização de outros aplicativos, com o PSI da Secunia, por exemplo. Observação: apesar de algumas informações divulgadas, o uso de anti-vírus tradicionais não traz segurança neste caso - como pode ser visto na análise do Virustotal dos dois arquivos java utilizados no ataque : logo_top.jpg e laa.class. (nenhum AV detectou os malwares).

Curiosamente, também por uma falha de desenvolvimento dos fraudadores, o ataque foi descoberto por um usuário de Linux - Miguel de Curcio Filho, que informa em seu blog que estranhou entradas com caminho do arquivo hosts de máquinas windows em seu diretório home de uma máquina Linux!

Caso você tenha acessado o site da Vivo recentemente, insisto em recomendar que você verifique que o arquivo "c:\windows\system32\drivers\etc\hosts" não possua entradas extras apontando para sites bancários.

Recomendações: via prompt de comando (execute o cmd.exe como usuário administrador), configure o arquivo hosts como somente leitura, dificultando sua alteração por parte de ataques como este:

C:\WINDOWS\System32\drivers\etc> attrib +R hosts


Além disto, conheça as 10 Dicas de como manter o seu Desktop Seguro.

Mais detalhes técnicos nos links abaixo:
Outras notícias relacionadas:

Monday, January 4, 2010

RegRipper & NIST Forensic Challenge


Para quem não conhece, o RegRipper é um excelente programa desenvolvido em Perl por Harlan Carvey - que também é escritor de um dos livros listados recentemente em outro post.

Pois bem, recentemente o próprio Carvey divulgou que um analista (Paul Stutz) ao trabalhar no caso forense de hacking do
CFReDS / NIST utilizou o script rip.pl e publicou os procedimentos utilizados em um documento online.

Gostaria de ressaltar a praticidade e velocidade da utilização desta excelente ferramenta com alguns exemplos de comandos simples executados para responder perguntas comuns em qualquer análise forense:
  • Qual versão do sistema operacional do sistema analisado?
$ ./rip.pl -r /Volumes/Untitled/WINDOWS/system32/config/software -p winver

Launching winver v.20081210
ProductName = Microsoft Windows XP
InstallDate = Thu Aug 19 22:48:27 2004
  • Qual é o TimeZone (Fuso Horário) do sistema?
$ ./rip.pl -r /Volumes/Untitled/WINDOWS/system32/config/system -p timezone

Launching timezone v.20080324
TimeZoneInformation key
ControlSet001\Control\TimeZoneInformation
LastWrite Time Thu Aug 19 17:20:02 2004 (UTC)
DaylightName -> Central Daylight Time
StandardName -> Central Standard Time
Bias -> 300 (6 hours)
ActiveTimeBias -> 360 (5 hours)

  • Quais são os usuários registrados no sistema?
$ rip.pl -r evidence/registry/SAM -p samparse | grep Username

Launching samparse v.20080415
Username: Administrator [500]
Username: Guest [501]
Username: HelpAssistant [1000]
Username: SUPPORT_388945a0 [1002]
Username: Mr. Evil [1003]
Para muitos outros exemplos como os apresentados acima, recomendo a leitura do PDF.

Wednesday, January 14, 2009

TOP 25 CWE/SANS - Problemas de Segurança em Programação (Prós e Contras)

Programar é uma tarefa relativamente simples, mas desenvolver produtos complexos de forma segura e garantir que sua implementação/configuração não irá incluir riscos associados tem se mostrado uma tarefa dificílima de se conseguir. Não é a toa que recentemente o tema de Segurança em Desenvolvimento tem crescido fortemente dentro da comunidade de Segurança da Informação.

Recentemente, o CWE e o SANS Institute divulgaram uma lista dos 25 erros piores erros de programação do ponto de vista da segurança.

A iniciativa não é nova (vide OWASP Top 10, 19 Sins book, e as específicas de linguagens como Java, C, Perl, PHP, ...) , mas claro que é bastante válida - desde que usada com critério.

Algumas críticas interessantes (obrigado, Lucas) foram colocadas por alguns especialistas na área de desenvolvimento seguro, como Gary McGraw - que compilou uma interessante lista de 11 principais motivos do porque listas de "top 10" (ou 25) devem ser avaliadas com cautela.

Alguns pontos interessantes da crítica de McCgraw (tradução livre):
  • 1 - Executivos não dão a mínima para erros técnicos
  • 3 - Listas de Vulnerabilidades ajudam mais aos auditores do que aos desenvolvedores
  • 6 - Listas de erros se modificam de acordo com a mudança da tecnologia
  • 9 - Métricas construídas sobre listas "Top N" são enganadoras.
16/01/2009 Update - a OWASP acusa o SANS Institute de plágio.

Wednesday, August 27, 2008

Portal Brasileiro de Programação Segura Java

Aumentando o coro em prol da divulgação do novo portal de segurança para programação em Java de Lucas Ferreira.

Já utilizei suas referências em empresas que trabalhei e sempre temos que aplaudir iniciativas como estas de publicações de referências de tão alta qualidade sob licença Creative Commons ..

Seções:
  • Validar os dados de entrada
  • Proteger a aplicação web contra cross site scripting
  • Evitar "command injection"
  • Tratar corretamente todos os erros da aplicação
  • Validar a origem das requisições
  • Usar objetos imutáveis
  • Limitar o acesso às variáveis, classes e métodos
  • Tornar todos os métodos e classes “final”
  • Não usar o escopo de pacote para proteger a classe contra acessos indesejados
  • Impedir a clonagem dos objetos
  • Usar classes não serializáveis
  • Usar classes não desserializáveis
  • Não armazenar informações confidenciais no código do programa
  • Não comparar classes por nome
  • Não usar classes internas (“inner class”)
  • Usar os mecanismos de autenticação dos contêineres J2EE
  • Usar sockets com criptografia SSL
  • Proteger os arquivos criados
  • Especificar o diretório onde serão criados os arquivos temporários
  • Verificar condições de “overflow”, “underflow” e conversões de tipos numéricos
  • Declarar as variáveis estáticas públicas como “final”
  • Não armazenar vetores recebidos como parâmetros
  • Apagar dados críticos da memória
  • Controle de acesso em aplicações web
  • Usar os mecanismos de tratamento de exceções
  • Verificar métodos nativos (“native methods”)
  • Validar unboxing para tipos primitivos

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