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Tuesday, September 27, 2011

Superinteressante: Como funciona a Perícia Digital?

Nas páginas 40 e 41 da última edição da revista Super Interessante foi publicado um interessante infográfico entitulado "Como funciona a Perícia Digital". O consultor forense Fernando Carbone, da Techbiz Forense Digital São Paulo, foi uma das fontes para os jornalistas da Super responsáveis pela matéria.


Para ver uma captura do infográfico que foi publicado na revista, clique para ampliar a imagem abaixo:



As seguintes ferramentas de investigação em meios digitais foram citadas no infográfico:

1o quadro - NetWitness - Ferramenta de forense de rede que possui vários módulos - o citado na matéria (Visualize) pode ser visto neste site de demonstração). Errata: um appliance é conectado à rede investigada (ou na Polícia no caso de interceptações telemáticas) - não há instalação de nada no computador suspeito;

2o quadro - XRY - Esta ferramenta de forense de dispositivos móveis da empresa sueca Micro Systemation é útil para recuperação de informações lógicas e extração de dados apagados de aparelhos como Celulares, Tablets, GPS. Errata:  Ferramenta de forense em dispositivos móveis faz aquisição de dados de pen-drives. Esta coleta normalmente é feita com bloquedores de escrita USB e sua análise é executada em ferramentas como o Encase e o FTK (ver 5o quadro, abaixo);

3o quadro - Freddie - A empresa Digital Intelligence possui uma série de computadores (notebooks, desktops, servidores) especialmente montados para fins de coleta e análise de evidências digitais - esta linha se chama "Forensic Recovery Evidence Device". Errata: o equipamento mostrado na foto do 3o quadro não é o Freddie (desktop portátil robustecido), e sim o FRED-M;

4o quadro - ImageMaster Solo IV - Produzido pela empresa ICS, o Solo IV é um duplicador de mídias suporte a múltiplas interfaces (IDE, SATA, SCSI, USB, FireWire, etc..)

5o quadro - Encase Forensic - Produzido pela Guidance Software, é um dos softwarse de análise mais utilizados para perícia digital no mundo, juntamente com o FTK, da AccessData.


Monday, April 25, 2011

RoadShow de Ferramentas de Forense Digital - SP, RJ e DF

[ Update: 25/04/2011 ]

Após várias confirmações, o evento irá acontecer a partir de amanhã, manterei vocês atualizados!

[ Post original: 14/04/2011 ]

No final deste mês, a Techbiz Forense Digital realizará um Roadshow com alguns de seus principais produtos de Forense Computacional. O evento - que é gratuito e tem vagas limitadas - acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril e 3, 4 e 5 de maio - de forma concomitante em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, (das 15 as 17 horas).

Clientes terão a oportunidade de ter contato direto com tecnologias de resposta a incidentes e forense computacional de ponta, premiadas mundialmente, distribuídas e integradas pela Techbiz Forense no Brasil.

Os seguintes fabricantes estarão presentes: AccessData, Guidance Software, Arcsight, NetWitness, iDefense e Palantir.

Para mais informações, confira o convite oficial do evento: http://forensedigital.com.br/road-show-ferramentas/


Friday, April 15, 2011

Forense Digital e o massacre de Realengo

[ Update - 15/04/2011 ]

Vários vídeos que foram retirados de um dos HD encontrados na casa do assassino foram divulgados hoje pela mídia. Nos vídeos (reprovo sua publicação e prefiro não ser mais um a divulgá-los) o assassino alega ter sido vítima de bullying e afirma que agiu para defender os que são como ele.

Em um dos vídeos, o assassino fala da facilidade de se obter informações relacionadas a criação de bombas, armas e comunidades para discutir ações como a que ele executou - o que infelizmente é verdade e exige atenção e patrulhamento das autoridades competentes.

[ Post Original - 14/04/2011 ]

Em uma reportagem sobre o massacre do Rio de Janeiro, entitulada "PF envia ao Rio grupo antiterror para investigar a vida do atirador de Realengo" - do jornal Extra (Globo.com) - a Techbiz Forense Digital é citada no seguinte trecho:

Técnicos do ICCE estão usando o software desenvolvido pelo FBI para recuperar as informações contidas nos computadores apreendidos na casa de Wellington. O programa Encase, fornecido pela Techbiz Forense Digital, possibilita a recuperação até de arquivos que tenham sido apagados pelo atirador. Dois dos três HDs, os discos de memória dos equipamentos, estão em melhores condições.

Apesar do grande interesse e crescente utilização de ferramentas de forense computacional por corporações públicas e privadas (para fins de auditoria, compliance, anti-fraude, segurança da informação e resposta a incidentes), a Techbiz Forense nasceu em 2005 para apoiar os mais variados órgãos de Segurança Pública e Defesa no que concerne a alta tecnologia em combate ao crime.

Certamente é uma honra ter parte no enfrentamento deste difícil momento, o que vai de encontro a nossa Missão e Visão corporativas:

MISSÃO: Ajudar a sociedade na integração e transformação das práticas e políticas de combate aos crimes digitais.

VISÃO: Assegurar que todos os agentes envolvidos no combate aos crimes digitais estejam equipados com a mais avançada tecnologia disponível para este fim.

Wednesday, April 13, 2011

Aprendendo com o ovo do Cuco (The Cucko´s Egg)



Sendo um dos livros mais antigos e importantes na área de Resposta a Incidentes, The Cucko´s Egg foi escrito por Clifford Stoll em 1986. Eu tive a oportunidade de lê-lo por duas vezes, e sempre o considerei uma obra basilar para qualquer um que trabalha com Segurança da Informação.

Se você ainda não viu o Cliff Stoll, vale a pena - ele fala de vários assuntos durante esta palestra no TED de 2006 - e sim, ele é o esteriótipo de cientista maluco.. =) Afinal ele era um astrônomo trabalhando em um grande laboratório americano quando acabou tendo que "responder ao incidente" relatado no livro The Cucko´s Egg.

O Richard Bejtlich - já citado tantas vezes aqui no blog - recentemente utilizou o assunto para uma apresentação em um evento no Departamento de Defesa Norte-Americano e extraiu algumas lições importantes do livro - todas muitos úteis para times de resposta a incidentes de segurança.

Pra quem já leu ou não vai ler o livro, vale a pena ver a apresentação dele - tem um ótimo resumo (60 slides) da história (obviamente contém 'spoilers') (PDF). Além disto, vale a pena conferir os vídeos no Youtube que contam a história.. (The KGB, The Computer, and Me)

Seguem as lições extraídas do PDF linkado acima:
"Lessons: Monitoring and Analysis
• “Build visibility in” with local accounting application
• Don’t rely on a single “source of truth”
• Centralized logging defeats intruders deleting local logs
• Passive full content monitoring captures all details
without alerting intruder
• Document analysis in log book
• Key questions: scope of intrusion, depth of intrusion?
• Monitoring using discarded gear is better than nothing
• Writing custom tools for monitoring and alerting
• Someone cares: analysis by a person who took the
intrusion personally!
Lessons: Nature of the Intrusion
• Intruder exploits weak credentials to gain access
• Intruder leverages local privilege escalation vulnerability
• Intruder exploits trust relationships
• Intruder exploits poor configurations deployed by vendor
• Intruder exploits system monoculture (Unix in the ’80s!)
• Sensitive data accessible from normal network, e.g.,
cancer treatment equipment
• Systems owners repeatedly told Stoll an intrusion was
“impossible – our systems are secure!”
• Recover by reimaging, rebuilding, restore backup?
• External notification is most common detection method
Lessons: Enduring Truths
• Of at least 80 victims, only 2 noticed (LBNL, NSA)
• Agencies ask for information but provide little back
• Users communication about intrusion compromise opsec
• Intruders violate assumptions held by network owners
• When to monitor intruder, and when to contain him?
• How much is stolen data worth? What is incident cost?
• A variety of analysis techniques provides best results
• Cannot trust endpoints to defend themselves nor report
their security state
• Intruders can be creative and persistent"

A propósito, no início deste ano, o Renato Maia - Sócio Diretor da Techbiz Forense - publicou um excelente artigo sobre o livro no blog da empresa. Reproduzo-o abaixo:

O Ovo do Cuco (por Renato Maia)

Em Agosto de 1986, Clifford Stoll recebeu sua primeira tarefa como administrador de sistemas no laboratório Lawrence Berkeley na Califórnia, EUA. Clifford deveria investigar uma discrepância de U$ 0,75 (75 centavos de dólar) no relatório gerado pelo software que controlava e contabilizava o uso dos sistemas (Unix e VAX) pelos seus usuários. Um detalhe interessante: Clifford, um astrônomo e pesquisador por formação, estava temporariamente trabalhando como administrador de sistemas na área de informática do laboratório devido a um erro na renovação da sua bolsa de pesquisador. Talvez por isto tenha recebido esta tarefa, a princípio, tão pouco relevante.

O que então parecia ser um erro de relatório do sistema era na verdade um usuário não autorizado com 9 segundos de uso não pagos. Surpreendentemente, o usuário não autorizado era um “hacker” que obteve acesso ao sistema explorando uma vulnerabilidade no software GNU Emacs.

Clifford acompanhou e monitorou este hacker durante 10 meses, em uma operação que é considerada por muitos a primeira resposta a um incidente e investigação publicamente documentada. Este é um breve resumo do livro “The Cuckoo’s Egg: Tracking a Spy Through the Maze of Computer Espionage”. Estes 9 segundos de uso não autorizados levaram a descoberta de uma série de intrusões e acessos não autorizados em sistemas de universidades, de bases militares e do governo americano. Com objetivos claros de espionagem e ganhos financeiros.

Através de conexões discadas oriundas da Alemanha, utilizando modem de 1200 bps, o hacker mantinha e ampliava seu acesso em várias redes explorando falhas conhecidas em softwares da época. As informações e arquivos obtidos eram comercializados pelo hacker para a KGB da extinta União Soviética. Após várias tentativas frustradas Cliff conseguiu obter apoio para conduzir a monitoração e investigação com o FBI e a NSA – uma passagem interessante relata seu encontro com Robert Morris, cientista chefe do centro de segurança em computadores da NSA e pai do autor do Worm Morris (um dos primeiros Worms com grande impacto a proliferarem e atacarem a Internet).

Com este apoio e com o uso de técnicas criativas como a produção de documentos falsos referentes a um fictício projeto militar (Cliff Stoll pode ser considerado um dos “pais” do conceito de Honeypot/HoneyNet), a identidade do hacker – Markus Hess – foi descoberta e sua prisão efetivada em Hannover, na Alemanha. O detalhado registro gerado durante a investigação, bem como os documentos falsos usados como isca foram determinantes para a condenação de Markus Hess.

Este livro, que considero leitura mais do que recomendada, faz parte da história da TechBiz Forense Digital. O livro foi, juntamente com uma conversa casual de elevador (outra história interessante… Mas esta fica para outra oportunidade), uma das principais fontes de inspiração para criação da empresa e a determinação do seu foco.

Mais interessante é como o seu conteúdo se mantém cada vez mais atual. Stuxnet, Wikileaks, crimes digitais, roubos de identidade, Cyber Warfare e os vários relatos recentes de espionagem via Internet são situações modernas que encontram paralelos na história relatada em “The Cuckoo’s Egg”, ocorrida há 25 anos.

É exatamente para debater temas como esses que pretendo usar este espaço, no blog da TechBiz Forense Digital.
Post Update [23:00]: O meu amigo de além-mar Miguel Almeida acaba de publicar um artigo sobre o assunto em seu excelente blog na língua de Camões: http://miguelalmeida.pt/2011/04/clifford-stoll-e-a-persegui%C3%A7%C3%A3o-ao-hacker-astuto.html

Friday, April 23, 2010

Evento - NextGen NetWitness (Monitoração de Rede de Última Geração) RJ, BH, BSB e SP


É com muito prazer que anuncio que na próxima semana estarei participando do Road Show NetWitness que a Techbiz Forense Digital organizou em 4 cidades. Nestas oportunidades estaremos apresentando a tecnologia de Forense de Rede NextGen da NetWitness para clientes selecionados das seguintes cidades:
  • Rio de Janeiro (27/04, 3a-feira, das 9h às 12h) - convite
  • Belo Horizonte: (28/04, 4a-feira, das 9h às 12h) - convite
  • Brasília (29/04, 5a-feira, das 9h às 12h) - convite
  • São Paulo (30/04, 6a-feira, das 9h às 12h) - convite
Neste evento teremos a ilustre presença de Eddie Schwartz, Chief Security Officer da NetWitness - que estará conosco mostrando e demonstrando as principais funcionalidades da ferramenta e como empresas no mundo inteiro usam esta tecnologia revolucionária de segurança de rede para aumentar a visibilidade de ameaças reais, melhorando o tempo de resposta a incidentes utilizando sua fantástica capacidade de geração de alertas em nível de aplicação - em near-real-time.

Seguem alguns reviews e notícias como aperitivo sobre a tecnologia que será apresentada:

Wednesday, April 7, 2010

1º Workshop de Perícia Digital - Universidade Católica de Brasília


Por convite do Coordenador do curso de Pós-Graduação em Perícia Digital da Universidade Católica de Brasília, estarei fazendo hoje uma palestra no evento "1º Workshop de Perícia Digital".

Na oportunidade estarei apresentando diferentes Ferramentas de Forense Computacional - incluindo algumas novidades pouco conhecidas e utilizadas no mercado brasileiro.


No dia 7 de abril (quarta-feira), a Universidade Católica de Brasília promoverá o 1º Workshop de Perícia Digital. O evento acontecerá no auditório do Campus Avançado da Asa Norte, às 19h.

Para participar, os estudantes devem fazer uma inscrição prévia, preenchendo um formulário e entregando-o no Campus de Taguatinga, ou da Asa Norte.

Para conferir o formulário de inscrição e a programação CLIQUE AQU!

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