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Thursday, May 23, 2013

China vs Google: Operação Aurora - Espionagem e Contraespionagem



[ Update: 23/05/2013 ]

A Operação Aurora voltou a ser notícia esta semana com a divulgação feita pelo Washington Post de que além das informações de propriedade intelectual do Google (uma dentre as várias empresas atacadas durante a campanha detalhada nos Updates abaixo), foram também acessadas informações extremamente sensíveis como um banco de dados que continha dados de vários anos acerca da vigilância telemática feita pelo Governo Americano em suspeitos de Terrorismo e Espionagem de vários países, incluindo a china.



As ordens judiciais que continham informações sobre contas do Gmail que estavam sendo monitoradas por agências de segurança e inteligência americanas foram acessadas, e este conhecimento pode ter proporcionado à Pequim uma vantagem de contraespionagem incluindo o término de operações e a mudança de modus-operandi e inclusão de informações falsas para confundir e controlar os esforços de inteligência do governo norte-americano.

Mais informações:

http://www.washingtonpost.com/world/national-security/chinese-hackers-who-breached-google-gained-access-to-sensitive-data-us-officials-say/2013/05/20/51330428-be34-11e2-89c9-3be8095fe767_story.html




[ Update: 28/11/2010 ]

Neste final de semana, foi feita a divulgação pela WikiLeaks de 250 mil documentos diplomáticos dos Estados Unidos(*), incluindo 15 mil secretos e 100 mil confidenciais (!!)

Muito material já havia sido enviado anteriormente pela WikiLeaks para diferentes jornais ao redor do mundo (The New York Times, Le Monde, Guardian e Der Spiegel).

O site do WikiLeaks sofreu um ataque de negação de serviço logo antes de publicar as informações. No caso do WikiLeaks são tantos os interessados na não divulgação dos dados que vai ser difícil atribuir a responsabilidade (mais sobre atribuição no final deste post).

Obviamente o impacto no mundo diplomático foi gigantesco. Nos primeiros momentos já foram digeridas e publicadas por vários jornais informações impactantes presentes nas comunicações diplomáticas norte-americanas que vazaram, como:
Mas o que mais nos chamou a atenção dentre todo este material são as informações bastante interessantes sobre a Operação Aurora - mais especificamente sobre a comunicação diplomática entre os Estados Unidos e a China logo após a Operação Aurora, da qual o resto deste post trata em detalhes.

Vejam este comentário do New York Times (link exige cadastro para visualização - sugiro usar omailinator ou o bugmenot =)

"A global computer hacking effort: China’s Politburo directed the intrusion into Google’s computer systems in that country, a Chinese contact told the American Embassy in Beijing in January, one cable reported. The Google hacking was part of a coordinated campaign of computer sabotage carried out by government operatives, private security experts and Internet outlaws recruited by the Chinese government. They have broken into American government computers and those of Western allies, the Dalai Lama and American businesses since 2002, cables said."

Finalmente temos a confirmação de que o governo norte-americano sabia que a alta cúpula do governo chinês estava por trás dos ataques ocorridos nas mais de 30 empresas americanas (incluindo o Google) que resultaram em vazamento de informações confidenciais e estratégicas (inclusive código fonte)..

Isto explica, inclusive, o infra-citado apoio irrestrito concedido ao Google pelo governo dos Estados Unidos, inclusive pela Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA).

Para mais detalhes, continue lendo abaixo..
[ Update: 07/03/2010 ]

Novidades liberadas durante a conferência RSA indicam - como era esperado - que houve possibilidade de roubo e alteração de código interno de aplicações do Google e das outras empresas (30-100) atingidas pelo ataque (via Wired).

A possibilidade era bem real baseado no que já conhecíamos, mas agora foi confirmada e temos detalhes de várias vulnerabilidades exploradas dentro da companhia, incluindo no Software Configuration Management (SCM) utilizado pelo Google (Perforce).

O paper da Mcafee não chega a ser muito marqueteiro, e sugere algumas boas contramedidas recomendadas para as vulnerabilidades exploradas. Baixe-o aqui.

Mais informações:



[ Update: 10/02/2010 ]



A HBGary - empresa especialista em Malware Analysis e Memory Forensics - acaba de lançar um relatório bastante completo incluindo dicas de deteção e remoção de variantes - utilizando técnicas fuzzy - sobre o principal malware utilizado nos ataques conhecidos como "Operação Aurora".

Vale ressaltar que desde o lançamento do boletim MS10-002 da Microsoft (e consequente publicação do módulo do metasploit framework para exploração da vulnerabilidade) - há uma crescente utilização deste vetor de ataque em outros incidentes pelo mundo.

No relatório da HBGary são fornecidas informações valiosas, incluindo um inoculation shot (nome marketeiro para vacina) para eliminar o malware e suas variantes (a taxa de ~90% de similaridade é recomendada) remotamente (via WMI / ePO / AD) em uma rede corporativa.


Além da já conhecida capacidade avançada de análise gráfica de instruções de códigos em execução - que pode ser vista acima em um parser do Command & Control do malware, existem outras as funcionalidades interessantes no principal produto da HBGary: Responder Pro 2.0.

Uma delas é a geração de um Digital DNA baseado no comportamento, idioma, algoritimos e métodos utilizados pelos desenvolvedores do malware (a partir das instruções executadas em memória). Isto pode pode facilitar o processo de atribuição de responsabilidade e separação de grupos distintos de desenvolvedores em ataques similares.

A capacidade de visualização da ferramenta se extende a outros usos, como pode ser visto abaixo, com o timeline em segundos da execução do Dropper (A), do serviço svchost.exe (B) utilizado para executar o payload do malware (C) e o .BAT que remove - a maioria - dos rastros (D):


Muitos outros detalhes podem ser verificados no excelente paper publicado pela HBGary há poucas horas.
[ Update: 03/02/2010 ]


Para os que acreditam que a Operação Aurora e a discussão sobre Cyber War "China vs US" já é assunto ultrapassado, é FUD, ou foi apenas uma manchete temporária, talvez valha a pena salientar o real impacto relacionado aos ataques e técnicas discutidas neste artigo.

Com este objetivo, fiz questão de adicionar este rápido update para ressaltar a real importância da questão em pauta. A operação Aurora e a escalada do cyber crime / cyberwar foi o primeiro e principal assunto que o chefe da inteligência americana, Dennis Cutler Blair levou ao Senado dos Estados Unidos em uma declaração preparada por todas as agências de segurança americanas - mais detalhes / video (a partir de 41m:45s) (Selected Committee on Intelligence SH-216 - "Open Hearing: Current and Projected Threats to the United States").

[ Update: 31/01/2010 ]

Em 2008, me deparei com a pergunta "Quais seriam os Procedimentos (incluindo a preparação) em alto nível para tratar um incidente de suspeita de vazamento de dados?"
Para responder de uma maneira mais completa ao problema proposto, o ideal é que a equipe de resposta a incidentes responsável possa contar com 4 tipos de soluções, listadas por ordem de importância para o caso em pauta:

I - Uma infra-estrutura de "Network Forensics" que seja capaz de reconstruir e fazer o "replay" dos pacotes relacionados ao ataque (ex: NetWitness NextGen / CA Network Forensics)

II - Uma solução de SIEM/SEM para correlacionamento em near-real time dos logs (firewall, roteadores, servidor comprometido, ids/ips, dhcp, dns, aplicações internas, catracas de acesso, sistema de ponto, controle de acesso lógico, etc) (ex: ArcSight / ISM Intellitatics / Symantec SIM)

III - Uma solução (idealmente enterprise) de forense computacional que possibilite a análise de dados voláteis (incluindo memória) e de disco (ex: Encase Enterprise / F-Response / AccessData Enterprise )
IV - Uma ferarmenta de monitoração de atividade de desktops (ex: SpectorCNE, WorkExaminer) [item incluído em 18/10/2009]

Tentarei exemplificar o porque do posicionamento de uma solução de Forense de Rede em primeiro lugar na lista acima, me aproveitando de dados um caso tão complexo e sério quanto a Operação Aurora.

Para facilitar este trabalho, chegou às minhas mãos um material da NetWitness descrevendo as ações que podem ser tomadas por seus usuários para verificar se foram afetados pelo ataque descrito e com informações OSINT (Open Source Intelligence) obtidas da internet:

I - criar filtros para verificar conexões entrantes e saintes a partir dos seguintes hosts:

yahooo.8866.org

sl1.homelinux.org

360.homeunix.com

li107‐40.members.linode.com

ftp2.homeunix.com

update.ourhobby.com


II - verificar conexões SSL vindas do domínio homelinux.org, utilizando o TLS parser

III - checar tráfego destinado aos endereços IP dos servidores de Comando e Controle utilizados durante o ataque:
69.164.192.40

125.76.246.220

210.202.197.225

IV - utilizar a capacidade da solução de misturar diferentes camadas em regras para detectar atividades de beaconing:

service
=
80
&&
action
=
put
&&
client
=
'lynx'


(service
=
80
&&
action
=
put
&&
tcp.dstport
=
8080)
&&
(payload
=
939
&&
extension
=
zip,rm,jpg)


(ip.src
=
125.76.246.220,210.202.197.225
||
ip.dst
=

125.76.246.220,210.202.197.225)
&&
(service
=
80
&&
action
=
put)


alias.host
=
yahooo.8866.org,
sl1.homelinux.org,
360.homeunix.com,

li107­40.members.linode.com,
ftp2.homeunix.com,update.ourhobby.com


ip.src
=
69.164.192.40,125.76.246.220,210.202.197.225
||
ip.dst
=

69.164.192.40,125.76.246.220,210.202.197.225

Para quem nunca viu a interface do Investigator da Netwitness (que tem versão free) - segue um snapshot de um dos filtros citados acima em uma rede comprometida pela Operação Aurora:


Além disto, as seguintes
 recomendações são dadas pela NetWitness:

1. Watchlist "usuarios" seguindo o seguinte critério:


a. Executivos e/ou Autoridades
b. Administradores de Sistemas com acesso privilegiado
c. Empregados que recentemente foram citados pela imprensa

2. Watchlist "extensões" contendo minimamente:

a. Executáveis (EXE, COM, BAT, 
SCR, CMD, PIF)
b. Documentos que exploram vulnerabilidades: PDF, DOC, XLS, PPT, CHM
c. Arquivos Compactados (zip,
rar,
etc)


3. Watchlist de estações, servidores e hosts relacionados aos usuários da watchlist 1.


4. Avaliar TODO tráfego por quesitos que envolvam a combinação destas entidades, procurando por variações do comportamento normal.

[ Post Original : 16/01/2010 ]


Antes de mais nada, é necessário perceber que o que foi divulgado pelo Google na última semana não chega a ser uma novidade, e nem uma tática nova utilizada pelo governo Chinês ou outros.

A mídia especializada tem feito alguns comentários sobre o anúncio de que mais de 30 (ou 100?) empresas americanas (Google, Adobe, Microsoft, Juniper, Symantec, Yahoo, Northrup Grumman, Dow Chemical, entre outras - ex: setor de energia) foram atacadas de forma coordenada e praticamente simultânea por hackers supostamente patrocinados pelo governo Chinês (Operação Aurora - FAQ).

O principal objetivo dos atacantes foi a permanência prolongada nas redes internas das empresas afetadas para obtenção de informações privilegiadas e propriedade intelectual.. A Inglaterra também divulgou que têm sido atacada pelos chineses de maneira semelhante.

A desconfiança do envolvimento do governo chinês nos ataques passou a ter contornos mais detalhados a partir da revelação de analistas de malware sobre a utilização de um algorítimo incomum de criptografia (CRC-16) em no principal trojans utilizados e sua similaridade com papers somente publicados em chinês. Hoje já se sabe - por exemplo - que os atacantes exploraram a infra-estrutura de acesso a a contas do Gmail que o Google montou especialmente para a Polícia acessar em casos de quebra de sigilo autorizado pela Justiça.

O incidente em pauta é muito útil para diferenciar ataques avançados e críticos de problemas comuns de segurança e para avaliar se as contra-medidas que possuímos estão adequadas para abordar ambos os tipos de ataques.

As análises que já foram publicadas sobre o caso incluem "erros" que foram cometidos pelos hackers - como executar o ataque de forma concomintante em múltiplas empresas e utilizar um só servidor dropbox para enviar os dados (código fonte, informações confidenciais) roubados - facilitando assim que os analistas do Google descobrissem as outras empresas atingidas.

A indústria de segurança e a opinião pública já tiveram várias diferentes reações sobre o ocorrido. O nosso objetivo é tecer alguns comentários sobre o assunto sob a luz de alguns conceitos apresentados em posts anteriores neste blog:
  • 7 (ou mais) Conceitos em Seguranca alem da Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade
    O conceito de APT -"Advanced Persistent Threat" - se de ataques contínuos utilizando amplos recursos (muito tempo e dinheiro investidos com firme propósito/intenção), em ataques que são altamente sofisticados e claramente direcionados. Neste tipo de situação, as defesas tradicionais e genéricas são inúteis. Para mais detalhes sobre o termo APT, sugiro este link.

    Um Anti-Vírus e um IDS/IPS - por melhor que sejam - são tecnologias moribundas, baseadas em assinatura e dependentes de já conhecerem o ataque - e por isto mesmo não detectarão códigos maliciosos customizados, ainda mais com vários níveis de evasão e criptografia como foi o caso do ataque em pauta.

    Por melhor que seja um programa de gerenciamento de patches, um ataque utilizando uma vulnerabilidade 0-day como a que foi explorada nestes ataques direcionados funcionará em 100% das máquinas atacadas.

  • E quando o atacante usa uma combinação de engenharia social (email/IM) e técnicas de "Drive-By Download", nem mesmo um anexo (doc, exe, ou pdf) precisa ser utilizado. Basta que um funcionário da empresa acesse um site utilizando - no caso - um Internet Explorer (6,7,8) para que o ataque tenha sucesso. Mais detalhes sobre o exploit utilizado, aqui. (update - a Microsoft lançou uma correção para o bug - que ela já conhecia desde setembro - e outras 7 vulnerabilidades do IE - veja o boletim e baixe o patch aqui).
    Talvez você esteja pensando - então não há como escapar! E - adivinhe - você está certo. Fazendo uma comparação com crimes reais - se você está preocupado com batedores de carteira, é bom sair de casa sem muito dinheiro no bolso, poucos documentos e sem relógio, além de evitar horários e lugares perigosos. Isto equivale no mundo virtual a defesa tradicional de AV/IDS/etc.
  • Mas se há um grupo profissional de criminosos atrás especialmente de você, a única forma de reagir eficientemente a esta situação é expô-los às autoridades e torcer para que eles sejam preso. Bem vindo ao mundo das Ameaças Persistentes e Avançadas (APT). Uma boa descrição das fases normalmente encontradas em ataques avançados e persistentes pode ser encontrada aqui:
  • A melhor forma de iniciar um contra-ataque efetivo às Ameaças Persitentes e Avançadas é expor o inimigo adequadamente e assim avançar no campo de batalha - em outras esferas de contra-ataque - enquanto tentar minimizar o prejuízo em casa.

    No caso de uma empresa atacada pelo crime organizado, isto pode ser feito envolvendo a polícia e a justiça para prender os responsáveis. No caso de várias empresas de um país sendo atacadas por um outro - como é o caso da "China vs Google + 30"- o caminho é envolver oficialmente o próprio governo americano na resposta ao incidente.

    Em ambos os casos, uma resposta responsável envolve a divulgação - minimamente para as partes afetadas e idealmente para a opinião pública - do ocorrido. O próximo passo é analisar e categorizar os atacantes (mais detalhes sobre isto ao final deste post), ferramentas, vulnerabilidades, processos e erros cometidos e obviamente modificar suas defesas baseado no que você vai encontrar durante a sua resposta a incidentes / forense do ocorrido.

    A mensagem para todas as empresas e países é: não adianta se retrair e tentar abafar o ocorrido, é necessário concentrar esforços na reação adequada a este tipo avançado de incidente e revisar a postura de segurança do ponto de vista de ameaças e atacantes reais e avançados e não tentar se esconder confortavelmente atrás de checklists de itens de compliance e conformidade ou de qualquer sigla de norma da área de segurança.

  • O governo alemão já deu o primeiro passo - proibiu terminantemente o uso de Internet Explorer - iniciativa que já foi seguida pelo governo Francês. Já é um começo.. O Google anunciou que vai parar de censurar resultados na China. E o governo americano já começou a se movimentar lentamente...
  • Um outro desdobramento interessante deste evento será acompanhar como as empresas atacadas e o governo americano irão responder as respostas evasivas da China (e também contra-acusações), considerando a dificuldade de se atribuir a responsabilidade de um ataque cibernético a uma pessoa,quanto mais a um país!
  • Atribuição de responsabilidade envolve identificar a ameaça, com o máximo de detalhes do ponto de vista de seus desdobramentos (Capacidade/Intenção/Oportunidade).
  • Richard Beijtlich e Mike Cloppert sugerem 20 características para atribuição da responsabilidade (ou autoria) de ataques cibernéticos - e isto pode servir de ponto de partida para que iniciemos uma resposta a ataques persistentes e avançados (APT) em nossas organizações: 1)Timing, 2)Vítimas, 3)Origem, 4)Mecanismo de Entrada, 5)Vulnerabilidade ou Exposição, 6)Exploit ou Payload, 7)Weaponization, 8)Atividade pós-exploração, 9)Método de Comando e Controle, 10)Servidores de Comando e Controle, 11)Ferramentas, 12)Mecanismo de Persistência, 13)Método de Propagação, 14)Dados Alvo, 15)Compactação de Dados, 16)Modo de Extrafiltração, 17)Atribuição Externa, 18)Profissionalismo, 19)Variedade de Técnicas, e 20)Escopo. 

Na minha opinião, apesar de APT agora estar entrando na moda, a sigla não importa tanto. O fundamental é tentar aproveitar ao máximo deste tipo de incidente e discussão para avaliar seriamente a sua capacidade de visibilidade e estratégias de detecção e reação contra roubo de informações e espionagem industrial perpetrada seja por quem for.

有时,重要的是要怕!

Se interessou pelo assunto? Envie seus comentários!

Sunday, March 10, 2013

Metodologias de Resposta a Incidentes

O CERT do Banco Societe Generale, da França, publicou uma atualização em seu material de "Metodologias de Resposta a Incidentes". 

As metodologias são divididas em várias fases: Preparação, Identificação, Contenção, Remediação, Recuperação e Encerramento.

Existem metodologias para 15 tipos diferentes de incidentes, publicados sob a licença Creative Commons Attribution 3.0
  • IRM-1 : Worm infection
  • IRM-2 : Windows intrusion
  • IRM-3 : Unix intrusion
  • IRM-4 : Distributed Denial of Service
  • IRM-5 : Malicious Network Behaviour
  • IRM-6 : Website Defacement
  • IRM-7 : Windows Malware Detection
  • IRM-8 : Blackmail
  • IRM-9 : Malware on smartphone
  • IRM-10 : Social Engineering
  • IRM-11 : Information Leakage
  • IRM-12 : Insider Abuse
  • IRM-13 : Phishing
  • IRM-14 : Scam
  • IRM-15 : Trademark Infringement
Link: http://cert.societegenerale.com/en/publications.html

Saturday, February 2, 2013

Páginas falsas de empresas e bancos são armadilha para roubo de informações



Post rápido para divulgar uma notícia publicada recentemente. Neste sábado foi veiculada uma reportagem no Jornal Hoje, da Rede Globo, sobre roubo de informações e golpes online.

Título: "Páginas falsas de empresas e bancos são armadilha para roubo de informações"

Resumo: “Mais de 28 milhões de brasileiros já foram vítimas dos golpes aplicados na Internet. Quando a máquina é infectada, os criminosos conseguem ter acesso a senhas de banco e cartões e números de documentos.”

Entrevistado: Ronaldo Vasconcellos, Diretor da Apura Cyber Intelligence Services.

Link para o vídeo da reportagem: http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-hoje/t/edicoes/v/paginas-falsas-de-empresas-e-bancos-sao-armadilha-para-roubo-de-informacoes/2382502/

Friday, October 14, 2011

Site governamental chinês hospedando phishing direcionado à instituições brasileiras


Hoje eu me deparei com um caso muito interessante e que ilustra a dificuldade de se identificar a autoria e investigar crimes transnacionais como os que ocorrem diariamente na internet e afetam milhões de clientes de instituições financeiras em todo o mundo.

Nada de novo, mas considerei relevante por tratar-se de um site governamental chinês que está hospedando um arquivo .pac (mais sobre este tipo de phishing, aqui - LinhaDefensiva) - que objetiva substituir as configurações de proxy do navegador do usuário (e configuração do registro da máquina infectada *), o redirecionando para um proxy malicioso que redireciona os clientes das instituições financeiras para sites falsos.

(*) - HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Internet Settings\AutoConfigURL

O site do governo CHINÊS (1o país) em questão foi desfigurado (defacement mirror) pela primeira vez em 31/05/2010 atrás por um hacker da TURQUIA (2o país) chamado HEXB00T3R. Em 01/06/2011 o site foi mais uma vez desfigurado (redefacement mirror), desta vez por um grupo chamado LatinHackTeam.

A partir de hoje o site passou a hospedar um arquivo .pac - no caso em pauta, a URL (ainda está no ar - vejamos por quanto tempo..). Trata-se de um site de uma instituição de ensino chinesa no endereço hxxp://czj.mas.gov.cn/guestbook/system/cache/1.pac (apenas acesse caso saiba o que está fazendo).

O proxy malicioso está sendo hospedado pelo serviço "PublicCloud" da Locaweb (BRASIL - 3o país), no endereço 186.202.66.31 (reverso = cpro5263.publiccloud.com.br).

São 78 URLs interceptadas, de sites das seguintes instituições:
  • American Express 
  • Banco do Brasil 
  • Banespa
  • Bradesco
  • Caixa Econômica
  • Citibank
  • Credicard
  • Hotmail
  • HSBC
  • Itau
  • PagSeguro
  • PayPal
  • Real
  • Santander
  • Serasa
  • Sicredi
  • Tam
No esquema fraudulento, o arquivo .pac é alterado frequentemente, e é apenas parte de um esquema corriqueiro - neste caso iniciado há cerca de um mês com o envio de um trojan bancário via spam - análise do binário aqui - via ThreatExpert.

Na ocasião, o trojan enviava informações sobre a máquina recém infectada para um servidor na RÚSSIA - 4o país (213.142.139.183). Vejam bem, já se passou um mês.. Como o trojan continua ativo na máquina de muitos usuários, basta baixar novos endereços de proxies para garantir o funcionamento do esquema de fraude.

Em breve, um update com sugestões de defesa contra este tipo de ataque - para 1) usuários finais, 2) administradores de redes e 3) backbones.

Tuesday, July 13, 2010

Stealth - invasão de milhares de sites wordpress para venda de Viagra e Cialis


No mundo do cibercrime, a criatividade, a adaptação e especialmente a capacidade de não chamar atenção desnecessariamente são um importante diferencial competitivo.

Todo mundo já sabe que a plataforma WordPress é um poço de vulnerabilidades e que os que ousam a utilizar precisam estar sempre atentos aos novos ataques e obviamente implementar medidas adequadas de hardening da solução.

Além disto, com a facilidade de levantamento de informações que sites como o Shodan proporcionam, estas invasões em massa tendem a ser cada vez mais comuns.

Pois bem - como todo administrador e todo usuário de Internet Exploder sabe - quem não se cuida.. é invadido - inexoravelmente. De uns anos para cá, vemos mais e mais casos de invasão de sites que não são utilizados imediatamente como plataforma de divulgação de "feitos", como defacements claros e escarrados ou a utilização do site invadido para hospedagem de páginas falsas de bancos em ataques de phishing scam.

Voltando ao tema principal do post: uma das atividades mais comuns e lucrativas utilizadas hoje pelo cibercrime é o "BlackHat SEO" - que objetiva o redirecionamento de tráfego de resultados de pesquisas em motores de busca (Google) para sites específicos que compram estes serviços - como no caso em pauta os de venda ilegal de medicamentos Viagra e Cialis.

Um pulo do gato interessante é que os termos relacionados à venda de medicamentos só aparecem caso o software utilizado (user-agent) para acesso à informação for um crawler/agent do Google (GoogleBot) (ex: inclusão no .htaccess: "RewriteCond %{HTTP_REFERER} .*gooo?gle.*"

Isto garante a bom posicionamento dos termos "anunciados" e ao mesmo tempo evita que o ataque seja descoberto facilmente. Além disto, quando os sites são acessados via Google, a página de chamada (referer) é checada e há o redicionamento par ao site do "anunciante".

As vantagens do "anunciante" são que a pontuação de importância do Google (page-rank) do site invadido será aproveitada e usuários normais do site (e administradores web) que estiverem usando navegadores comuns não repararão a alteração feita pelos atacantes "fornecedores" deste serviço.

Como pode ser visto no post da Sucuri - "Understanding and cleaning the pharma hack on Wordpress" - a seguinte pesquisa no Google revela milhares de sites atingidos pelo ataque - a grande maioria dos listados possuem instalações wordpress vulneráveis e ainda não foi corrigida, dada a natureza low-profile da campanha:

  • Para verificar se o seu site foi atingigo: inurl:site.com +"cheap viagra" or "cheap cialis"
  • Para sites no brasil: inurl:.br +"cheap viagra" or "cheap cialis"

São milhares de sites afetados no Brasil (google cache em 2010/07/13), entre eles:

- Forum do site do GDF: www.distritofederal.df.gov.br - ainda no ar - redirecionando para http://buypillz [dot] com
- Site da Faculdade de Comunicação da UnB - www.fac.unb.br
- Site da Renault - www.renault.com.br
- Revista Você RH - revistavocerh.abril.com.br
- entre milhares de outros..

Segundo a Sucuri, os sites afetados por esta campanha de ataque normalmente tiveram 3 garantias de permanência inseridas pelos atacantes.

1 – Backdoor que permite que os atacantes insira arquivos e modifiquem o banco de dados do worpress;
2 – Backdoor dentro de um ou mais plugins para inserir spam;
3 – Backdoor dentro do banco de dados usado pelos plugins.

O post da Sucuri possui detalhes de como procurar/remover esta variação específica do ataque.

Aos interessados no assunto - recomendo a seuinte fonte de referência sobre atividades de BlackHat SEO e outras atividades do ecosistema de ataques web em geral: o blog do analista de segurança holandês Dancho Danchev.

Caso um site sob sua responsabilidade foi afetado pelo ataque acima ou por outro - além dos links presentes neste post e da remoção dos 3 itens acima, recomendo o documento o APWG (Anti-Phishing Working Group): What to do if your Web site has been Hacked [pdf].

[ 14/07/2010 Update ]

Hoje tomei conhecimento que o próprio site da Sucuri (e também oComputerWorld-UOL) já haviam citado sites brasileiros envolvidos nesta campanha "Pharma".

Thursday, March 4, 2010

Tendência: sites invadidos por hackers (Vivo/Oi/IG/Veja) utilizados como veiculo em Fraude de Phishing



[ Update - 04/03/2010 ]

A repetição é tão frequente que infelizmente podemos chamar isto de tendência: mais uma vez um domínio brasileiro (abril.com.br) foi afetado (Revistas Veja, Super, etc) e outra vez houve a utilização de Drive By Download (neste caso usando o Flash Player como vetor) para ataques em massa à visitantes. Como pode ser visto nos updates sobre o assunto abaixo, vários grandes portais no Brasil já foram afetados.

O incidente mais recente (Grupo Abril) foi reportado via twitter por @jbonagura, @spookerlabs, @nbrito e @jespinhara e pode ser visto na captura acima.


[ Update - 15/10/2009 ]

O site LinhaDefensiva informa que o discador do IG foi substituído por uma versão que continha um trojan bancário. Os atacantes utilizaram um joiner (aplicativo que concatena dois executáveis em um só). Desta forma os internautas que baixaram o discador de alguns dias até ás 10h30 de ontem acabaram executando também o malware que possui uma baixíssima taxa de identificação entre os anti-vírus.

O post ainda cita outros sites que foram utilizados recentemetnte para infecção em massa usuários, como o Baixaki e o site da Ambev e do São Paulo F.C.

Mais detalhes sobre este ataque na análise do LinhaDefensiva.

[ Update 30/09/2009 ]

Para mais informações sobre como applets java maliciosos estão sendo utilizados em ataques a internautas brasileiros, veja o excelente artigo "Como funcionam as infecções por applets Java", publicado no site Linha Defensiva.



[ Update - 22/09/2009 ]

O Info/Abril informa que um site da operadora Oi, chamado "mundo oi" também foi utilizado no dia de hoje (22/09/2009) como veículo de infecção de trojan bancário através de um falso applet java (o mesmo modus operandi do ocorrido no ataque da Vivo) - vale ressaltar que este tipo de abordagem não é nova e por exemplo já havia ocorrido em 2008 (segundo o IDG/Now) e em 2007 (segundo o site Linha Defensiva) em sites da operadora.

Mais informações sobre este tipo de ataque (Drive-By Infection) no Post original abaixo.

[ Post Original - 09/09/2009 ]


Segundo informações da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u621523.shtml), (ao menos) um servidor do pool de balanceamento de carga do portal web da operadora de celular VIVO foi invadido.

A empresa Vivo se pronunciou oficialmente sobre o assunto:
"Comunicado à Imprensa

Um dos servidores de acesso de usuários ao Portal da Vivo na Internet foi vítima de um ataque de hackers nesta terça-feira, dia 08 de setembro. A partir da detecção do ataque, as equipes de segurança da informação da Vivo entraram em ação e solucionaram o problema às 00h50 desta quarta-feira.

A Vivo informa que os usuários que clicaram numa falsa janela de “warning security” para execução de arquivo, é que podem ter tido o seu computador infectado. Portanto, a recomendação da Empresa é que usuários que tenham acessado o portal www.vivo.com.br no período de 16h07 de 08.09.2009 até às 00h50 de 09.09.2009, e que tenham executado o falso arquivo, evitem acessar sites de bancos até que façam uma verificação de segurança em seu computador.

A Vivo informa que os serviços disponíveis no seu portal não foram afetados e continuam disponíveis e seguros aos seus clientes."
Internautas que tenham acessado o portal Vivo (www.vivo.com.br) entre 16h de ontem e 0h50 de hoje podem ter sido infectados por um código java que alterava o arquivo local de resolução de nomes (hosts) de suas máquinas - direcionando-os (antes mesmo da resolução via DNS) para clones de sites de internet banking de instituições financeiras brasileiras (Bradesco, Itaú, Santander e Nossa Caixa) .

Vale ressaltar que a seguinte mensagem era exibida para confirmação de execução do código java malicioso: "Vivo Online - IMPORTANTE: (Para executar corretamente o Vivo Online clique em Run". Caso você tenha acessado o site nos últimos dias - especialmente se clicou na mensagem do applet java malicioso, deve evitar entrar em sites de internet banking até se certificar que não foi afetados pelo ataque - veha abaixo como fazê-lo.

Recomendação: para ter certeza que você não foi afetado, abra com o notepad do windows o arquivo "c:\windows\system32\drivers\etc\hosts" - você não deve ver nenhuma linha não comentada (sem um "#" na frente) além do endereço de localhost ipv4 e ipv6 (127.0.01 e ::1) . Caso existam linhas contendo sites bancários como www.bradesco.com.br e www.itau.com.br - má notícia, você foi um um dos cerca de 100 mil usuários atingidos pelo ataque.

Do ponto de vista dos fraudadores, esta abordagem é mais arriscada e ao mesmo tempo mais efetiva para a distribuição de códigos maliciosos, pois ao contrário de utilizar a tradicional engenharia social via spam, os fraudadores neste caso invadiram um site muito utilizado e prepararam um ataque a seus visitantes conhecido como "Drive By Infection".

O uso de Drive By Infection é mais arriscado pois:
  • chama mais atenção, deixa mais vestígios (1 - logs de segurança da operadora, 2 - logs de roteadores, 3 - logs do servidor web, 4 - o código java utilizado para alterar o arquivo hosts aponta para outros sites comprometidos (como o da USP) com mais vestígios...
  • permite um bloqueio mais fácil dos IPs dos falsos sites bancários por parte das operadoras de Backbone (depende apenas da velocidade na comunicação entre as equipes de resposta a incidentes envolvidas)
E ao mesmo tempo mais efetivo do ponto de vista do atacante, pois:
  • Pelo alto número de acessos de sites como os da Vivo/Oi/IG/Veja, o grau de sucesso do ataque é alta - a contagem de acessos ao código malicioso colocado no site da Vivo ultrapassou os 100.000 (cem mil) acessos.
  • a sensação de segurança do usuário durante a navegação em sites legítimos diminui a atenção em relação à possíveis ataques.
Para obter sucesso neste ataque os fraudadores se aproveitaram de dois descuidos muito comuns:
  • Desatualização (falta de patches) do Java em máquinas dos usuários que acessam o site - Recomendações: além de manter seu windows atualizado, cuide da atualização de outros aplicativos, com o PSI da Secunia, por exemplo. Observação: apesar de algumas informações divulgadas, o uso de anti-vírus tradicionais não traz segurança neste caso - como pode ser visto na análise do Virustotal dos dois arquivos java utilizados no ataque : logo_top.jpg e laa.class. (nenhum AV detectou os malwares).

Curiosamente, também por uma falha de desenvolvimento dos fraudadores, o ataque foi descoberto por um usuário de Linux - Miguel de Curcio Filho, que informa em seu blog que estranhou entradas com caminho do arquivo hosts de máquinas windows em seu diretório home de uma máquina Linux!

Caso você tenha acessado o site da Vivo recentemente, insisto em recomendar que você verifique que o arquivo "c:\windows\system32\drivers\etc\hosts" não possua entradas extras apontando para sites bancários.

Recomendações: via prompt de comando (execute o cmd.exe como usuário administrador), configure o arquivo hosts como somente leitura, dificultando sua alteração por parte de ataques como este:

C:\WINDOWS\System32\drivers\etc> attrib +R hosts


Além disto, conheça as 10 Dicas de como manter o seu Desktop Seguro.

Mais detalhes técnicos nos links abaixo:
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Monday, January 5, 2009

Forjando certificados SSL que utilizam o MD5


O tema da virada do ano foi o ataque demonstrado por Alexander Sotirov et al que mostra a necessidade de se deixar de utilizar o algorítimo de hashes criptográficos MD5 em mais uma aplicação: PKI, ou Public Key Infrastructure (slides PDF) / (site SSL prova de conceito)

A implicação mais óbvia é a utilização desta vulnerabilidade em ataques de phishing/pharming mais sofisticados (combinados com ataques de DNS possibilitariam a um atacante a falsificação quase perfeita (e talvez o tunelamento do acesso do cliente através de um site forjado) de instituições de comércio eletrônico e personal banking (https://)

Há quem argumente que não é de grande impacto a notícia, porque o usuário comum simplesmente clicaria em "Add Exception" no Browser quando um ataque similar é feito com um certificado SSL não forjado, mas as implicações são ainda mais sérias neste caso, tanto é que a Verisign estará substituindo gratuitamente para seus clientes os certificados que ainda utilizam o MD5...

Segundo os pesquisadores, além da aplicação da colisão de hashes MD5, o ataque foi possível porque a Verisign e outras (RapidSSL, FreeSSL, TrustCenter, RSA Data Security, Thawte, verisign.co.jp):
  • ainda utilizavam (até dias atrás) certificados com assinaturas criadas utilizando MD5 (caso você seja responsável por certificados SSL em uma PKI interna, verifique também... )
  • automatizam as solicitações de certificados
  • não verificam solicitações anômalas
  • permitem a previsão da combinação entre número de série e validade do certificado
  • não limitam o tamanho da cadeia de certificados
Ou seja, uma melhor aplicação do velho e bom conceito de "segurança em profundidade" teria evitado o sucesso do ataque demonstrado, mesmo que a vulnerabilidade existisse.

Vale lembrar que o MD5 tem um crescente histórico de identificações de vulnerabilidades que possibilitaram esta prova de conceito.

Segundo a Netcraft, 14% dos sites que usam SSL utilizam o MD5 como algoritimo de hash.

Estas duas extensões para Firefox podem auxiliá-lo a detectar se o site HTTPS que você está acessando usa certificados que utilizam MD5:
Além disto, recentemente foi disponibilizado um módulo para o metasploit framework que pode varrer o endereçamente interno da sua empresa e identificar se existem certificados que precisam ser trocados:

Uma lista de referências sobre o assunto segue abaixo:

Um outro detalhe interessante é que para parte da computação necessária para o sucesso do ataque, foram utilizados os cores SPU do processador "Cell" de um cluster de mais de 200 videogames Playstation 3.

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