Wednesday, November 12, 2014

StuxNet: CyberWarfare existe! + 26 Updates

[ Update 26: 2014-11-12 ]

Atualizando um dos posts mais extensos do blog com informações interessantes publicadas pelas Kaspersky sobre as primeiras vítimas do Stuxnet:

Mais detalhes em:


[ Update 25: 2013-11-23 ]




Ralph Langner - já citado inúmeras vezes neste post (abaixo) - acaba de divulgar sua análise final do Stuxnet e seu efeito 3 anos depois do famoso ataque às centrífugas de enriquecimento de Urânio de Natanz, no Irã. 

A análise do ataque executado dentro da operação "Olympic Games", mostra que os responsáveis tomaram a decisão de passar da postura "complexa e indetectável" para "simples e cru" - aceitando assim o risco de serem descobertos - como de fato aconteceu.

O documento provê uma visão interessante de como o ataque afetou os sistemas que controlam sensores, válvulas e o funcionamento das centrífugas que enriquecem urânio em Natanz. 

Leia mais:


    [ Update 24: 2013-06-28 ]

    O Departamento de Justiça norteamericano está investigando um alto oficial do setor de defesa pelo vazamento de dados secretos para o New York Times, incluindo informações acerca da autoria do Stuxnet pelos governos israelense e estadunidense.

    Source: Justice Department investigates ex-vice chairman of Joint Chiefs of Staff


    [ Update 23: 2013-04-17 ]

    Stuxnet vira história em quadrinhos.. 



    fonte: http://www.wired.com/magazine/2013/04/stuxnet/

    [ Update 22: 2013-02-26 ]


    A Symantec publicou hoje um relatório entitulado "Stuxnet 0.5: The Missing Link" - indicando que o projeto que desenvolveu o malware já estava em desenvolvimento em 2005.

    Principais achados:

    • Stuxnet 0.5 is the oldest known Stuxnet version to be analyzed, in  the wild as early as November 2007 and in development as early as November 2005.
    • Stuxnet 0.5 was less aggressive than Stuxnet versions 1.x and only spread through infected Step 7 projects.
    • Stuxnet 0.5 contains an alternative attack strategy, closing valves within the uranium enrichment facility at Natanz, Iran, which would have caused serious damage to the centrifuges and uranium enrichment system as a whole."

    Basic Attack Strategy of Stuxnet 0.5 - Institute for Science and International Security:





    [ Update 21: 2012-06-01 ]


    O New York Times publicou hoje um artigo interessante, reforçando com dados ainda mais concretos (mas sem citar fontes) que o StuxNet foi desenvolvido pelos EUA, com apoio de Israel. Vale a leitura!


    [ Update 20: 2012-03-04 ]


    O Programa 60 minutos abordou o assunto Stuxnet hoje - é um bom resumo da ópera, assim como a apresentação feita pelo Ralph Langner no TED - ideal para introduzir o assunto para audiências novas.

    Artigo: "Stuxnet: Computer worm opens new era of warfare" / Vídeo (15 min)

    [ Update 19: 2012-01-31 ]


    Apresentação técnica de uma hora do Ralph Langer sobre o StuxNet (vídeo), detalhando a parte do ataque que envolve PLC - incluindo detalhes como rotinas de criptografia, provas da necessidade de um ambiente de teste realista detalhes técnicos do porque a usina de Natanz no Irã é o alvo do StuxNet.  

    http://www.digitalbond.com/2012/01/31/langners-stuxnet-deep-dive-s4-video/

    via http://www.schneier.com/blog/archives/2012/02/another_piece_o.html

    [ Update 18: 2011-07-30 ]


    Ralph Langner publicou ontem em seu blog o email que enviou a um congressista norte-americano sobre a ameaça de ataques à infra-estrutura crítica inspirados pelo Stuxnet. 

    Ele divulgou este email depois de ler o material publicado sobre o evento ocorrido no último dia 26, no congresso norte-americano (.pdf) - o trecho relacionado ao Stuxnet é o seguinte:

    "Malicious code, dubbed Stuxnet, was detected in July 2010.  DHS analysis concluded that this highly complex computer worm was the first of its kind, written to specifically target mission-critical control systems running a specific combination of software and hardware.  

    ICS-CERT analyzed the code and coordinated actions with critical infrastructure asset owners and operators, federal partners, and Information Sharing and Analysis Centers.  Our analysis quickly uncovered that sophisticated malware of this type potentially has the ability to gain access to, steal detailed proprietary information from, and manipulate the systems that operate mission-critical processes within the nation’s infrastructure.  In other words, this code can automatically enter a system, steal the formula for the product being manufactured, alter the ingredients being mixed in the product, and indicate to the operator and the operator’s anti-virus software that everything is functioning normally. 

    To combat this threat, ICS-CERT has been actively analyzing and reporting on Stuxnet since it was first detected in July 2010.  To date, ICS-CERT has briefed dozens of government and industry organizations and released multiple advisories and updates to the industrial control systems community describing steps for detecting an infection and mitigating the threat.  As always, our goal is to balance the need for public information sharing while protecting the information that malicious actors may exploit.  DHS provided the alerts in accordance with its responsible disclosure processes."

    [ Update 17: 2011-07-29 ]

    O efeito físico de ataques em PLCs (Programmable logic controllers) é uma preocupação real em infraestruturas críticas (Petróleo, Energia, Água, Transportes, etc..) mas a abrangência desta ameaça é bem maior... Que tal o seguinte cenário: exploração de PLCs para abrir remotamente as celas de presídios - isto será o assunto de uma palestra de Jonh Strauchs na próxima DefCon.

    [ Update 16: 2011-07-22 ]


    Ontem, Ralph Langner  publicou detalhes inéditos em um post chamado "A time bomb with fourteen bytes" - no qual ele mostra como copycats do Stuxnet podem se aproveitar de funcionalidades básicas de funcionamento do código (para injeção, execução e controle de código - no início do OB1 [organization block 1] de controladores Siemens). Isto é suficiente para a construção de payloads que desabilitam o controle das PLCs enquanto os operadores não tem conhecimento que bombas, válvulas, comportas, etc agora não estão mais sob seu controle.. 

    [ Update 15: 2011-07-14 ]

    A Wired lançou um timeline interativo muito interessante e completo, incluindo os eventos relacionados ao StuxNet - confira: http://www.wired.com/threatlevel/2011/07/stuxnet-timeline/


    [ Update 14: 2011-06-13 ]


    Uma rápida atualização para linkar um vídeo excelente, produzido na Austrália e divulgado pelo finlandês Mikko Hypponen - que consegue explicar de forma bastante acessível (e com belos gráficos) o que afinal é o StuxNet:


    Para maior rigidez no detalhamento técnico, veja o vídeo do Langner no TED - linkado a 3 updates abaixo..

    [ Update 13: 2011-06-03 ]


    Foi publicada uma completa análise do footprint do StuxNet em memória utilizando o framework volatility 2.0.

    [ Update 12: 2011-04-18 ]

    O chefe da Defesa Civil Iraniana acusou hoje a empresa alemã Siemens de ter ajudado Israel e os EUA no desenvolvimento do StuxNet, especialmente no que tange à vulnerabilidades exploradas no software WinCC, utilizado nos centrífugas de enriquecimento de urânio em Natanz (mais provável) e nos reatores de Bushehr (menos provável).
    Analisando este fato de forma mais abstrata - independente do real envolvimento da Siemens e envolvimento de Israel e EUA, a dependência de software importado no controle de Infraestruturas críticas deve ser acompanhado de perto e auditado com escrutínio por todos os países - com ou sem auxílio do país fabricante.

    Pois sabemos (e temos exemplos) de que o conhecimento adiantado de falhas, '0-days' e mesmo conhecimento de configurações comuns destes sistemas são uma grande vantagem competitiva aos países fabricantes de tais tecnologias - e automaticamente uma vulnerabilidade associada a um impacto gigantesco para os países dependentes desta tecnologia.


    Recebi alguns emails e DMs mostrando interesse em Segurança de sistemas SCADA - como documento inicial, recomendo a leitura do publicação SP800-82 do NIST - "Guide to Industrial Control Systems (ICS) Security" (pdf).

    O Brasil - através do DSIC/GSI/PR (Departamento de Segurança da Informação e Comunicações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), tem feito um bom trabalho de normalização nos últimos anos, incluindo grupos de trabalho na área de Infraestruturas críticas. Um documento público de referência é o "Guia de referencia para a Segurança de Infraestruturas Críticas da Informação" (pdf)

    [ Update 11: 2011-03-30 ]

    [ Update 10: 2011-03-29 ]

    Finalmente o vídeo do evento TED com o maior especialista em Stuxnet (Ralph Langner) está online.


    [ Update 9: 2011-01-16 ]

    Muitos discutiam que possivelmente o StuxNet - que com toda a sua complexidade, vários 0-days e conhecimento profundo de sistemas SCADA atrasou significativamente a produção nuclear iraniana - teria sido obra de um país - os mais cotados eram Israel e os Estados Unidos.

    Pois bem, quando eu já pensava que não iria fazer mais updates neste post, uma bomba: O New York Times (requer registro) divulgou uma reportagem que inclui fontes do governo americano e o maior especialista em StuxNet - já citado várias vezes aqui no blog - Ralph Langner (que continua divulgando artigos técnicos e sumários sobre o status de suas investigações).

    Nesta reportagem estão várias novidades, incluindo o envolvimento conjunto, não somente de Israel e dos Estados Unidos, mas também cooperação da Inglaterra e Alemanha (além da ajuda da própria Siemens - fabricante do software de controle industrial que é afetado pelo Stuxnet).

    Isto, senhores - sem sombra de dúvidas - é CyberWar!
    Mais informações:


    [ Update 8: 2010-11-29 ]

    É oficial, o Irã (Ahmadinejad) confirma que o "virus" Stuxnet afetou as centrifugas de enriquecimento de Urânio e aponta Israel como possível responsável.

    E não pára por aí, um dos cientistas mortos nos ataques ocorridos hoje era responsável pela "resposta a incidente" do StuxNet na infra-estrutura crítica do Irã. Trata-se do maior especialista iraniano em cyber war, professor Shahriari.


    Caso queira ter uma idéia de como funciona o Stuxnet, veja este vídeo da Symantec com uma demonstração de código similar ao stuxnet, alterando o funcionamento de PLCs (Controladores Lógicos Programáveis de plantas industriais).

    [ Update 7: 2010-11-23 ]

    Na última semana eu estava em Washington DC - pela Techbiz Forense - para reuniões e treinamento com fornecedores de soluções de CyberSecurity e na quarta-feira a movimentação foi grande em relação à audiência "SECURING CRITICAL INFRASTRUCTURE IN THE AGE OF STUXNET" ocorrida no Senado norte-americano (United States Senate Homeland Security and Governmental Affairs Committee)


    Vários documentos podem ser baixados desta URL, incluindo PDFs contendo as declarações e testemunhos dos participantes - leitura recomendada!

    Member Statements

    Witnesses

    Panel 1

    • Sean McGurk [view testimony]
      Acting Director, National Cybersecurity and Communications Integration Center
      U.S. Department of Homeland Security
    • Michael J. Assante [view testimony]
      President and Chief Executive Officer
      National Board of Information Security Examiners
    • Dean Turner [view testimony]
      Director, Global Intelligence Network
      Symantec Corporation
    • Mark W. Gandy [view testimony]
      Global Manager, IT Security and Information Asset Management
      Dow Corning Corporation

    O governo americano também divulgou nos últimos dias o imperdível documento "Preventing and Defending Against Cyber Attacks - November 2010" (pdf) em que destaca ações importantes de CyberSegurança, como:
    • National Cyber Incident Response Plan
    • National Cybersecurity and Communications Integration Center
    • U.S. Computer Emergency Readiness Team
    • The EINSTEIN Program (1,2,3)
    • Trusted Internet Connections Initiative
    • Public-Private Partnerships and Information Sharing
    • Cyber Storm III (Response Exercise)
    • Stop. Think. Connect. National Cybersecurity Awareness Campaign
    • Cybersecurity Workforce Development
    • Privacy and Civil Liberties

    [ Update 6: 2010-11-19 ]

    Robert Langner é o especialista que mais divulgou informações relevantes sobre a análise do StuxNet, e mais uma vez surpreende ao publicar hoje informações bastante conclusivas em relação ao alvo do malware. Langner escreveu neste post: "One weapon, two warheads, different targets".

    Em resumo, os dois mais prováveis alvos são:
    1) instalações de enriquecimento de urânio iranianas [ equipados com controlador Siemens S7-315 ]
    2) usina nuclear iraniana de Bushehr [ equipados com controlador Siemens S7-417 ].

    Langner informa que a diferença na construção dos dois payloads é bastante grande e indica diferentes grupos responsáveis pelo desenvolvimento de cada "warhead".
    Esta frase serve de munição para quem ainda acha que o StuxNet é "FUD" ou duvida de seu ineditismo e importância: "Manipulating this controller by malware as we see it in Stuxnet can destroy the turbine as effectively as an air strike."
    [ Update 5: 2010-11-13 ]

    Muito já havia sido falado sobre os possíveis alvos e objetivo do Stuxnet. Mas hoje a Symantec divulgou resultados interessantes depois de pedir ajuda a especialistas em sistemas SCADA (Profibus) que são alvo do StuxNet.

    Segundo um post no blog da empresa o StuxNet requer drivers de conversão de frequência de dois possíveis fabricantes: um iraniano e outro finlandês. E mais, o malware detecta em que frequência os motores operados pelo sistema estão operando antes de sabotá-los, alterando sua frequência e impedindo o funcionamento normal do sistema. E - adivinhe - a frequência é altíssima (807 a 1210 Hz) , típica de reatores nucleares...

    Trocando em miúdos, tudo indica que a teoria que indicava que o objetivo do StuxNet era a sabotagem dos reatores nucleares iranianos estava certa.

    A Symantec modificou seu paper sobre o Stuxnet com estas novas informações, caso tenha interesse, baixe-o aqui (pdf).
    [ Update 4: 2010-11-04 ]

    Três novidades que surgiram nos últimos dias sobre o assunto merecem destaque:
    • um pdf interno da Siemens contendo os slides apresentados durante uma "comunicação oficial" da empresa onde são listadasas ações tomadas em resposta ao incidente "StuxNet".
    O título da apresentação da Siemens - cuja abordagem é uma boa referência como resposta a este tipo de incidente - é "Stuxnet Malware: Official communication presented at CIP Seminar 02-11-2010 by Thomas Branstetter". Estes são os tópicos cobertos pelo slide:
    1. How will it affect a plant or system?
    2. Why is Siemens target of this malware?
    3. How are my SIMATIC S7 controllers affected?
    4. What has Siemens done to reduce the risk to plants?
    5. What has Siemens done against Stuxnet
    6. Will this happen again in the future?

    [ Update 3: 2010-10-01 ]

    Depois das apresentações relacionadas a análise do StuxNet durante a conferência VB2100, Mikko Hypponen, da F-Secure divulgou um excelente e atualizado FAQ sobre o assunto.

    Dentre as novidades, está a divulgação de uma entrada de registro nas máquinas windows infectadas - que é utilizada para verificar se a máquina já foi infectada.

    Esta chave tem um valor sugestivo aos países indicados por analistas como possíveis fonte e destino principal de ataque: 19790509 - nesta data (1979-05-09), um proeminente iraniano judaico (Habib Elghanian) foi executado no Irã.

    Além disto, já se sabe que a ameaça irá parar de se propagar em 12 de junho de 2012.

    Para mais informações atualizadas, recomendo a leitura do FAQ da F-SECURE.


    [ Update 2: 2010-09-28/29 ]

    Um artigo na Forbes, escrito por Jeffrey Carr (autor do livro Inside Cyber Warfare) aponta uma possível relação entre o StuxNet e a falha de um satélite indiano (INSAT-4B).
    O Lenny Seltzer divulgou links para 5 papers sobre o assunto:

    [ Update 1: 2010-09-23 ]

    Três meses se passaram desde o nosso post original sobre a Stuxnet (abaixo) e algumas novidades e polêmicas surgiram envolvendo este que está sendo considerado como um evento altamente significativo e exemplo de CyberWare por muitos analistas. Abaixo segue uma lista de alguns tópicos importantes deste assunto - com links de referência.
    1. É consenso que para atingir a complexidade e efetividade da StuxNet, um time composto por vários especialistas experientes, bem treinados (e financiados) foi necessário.
    2. O StuxNet não explora apenas uma vulnerabilidade 0-day (.lnk/MS10-46) - como antes reportado, mas sim 4 (quatro!), incluindo a recentemente corrigida MS10-61 (Print Spooler Impersonation) e duas vulnerabilidades de elevação de privilégios ainda não corrigidas pela Microsoft.
    3. A Symantec divulgou alguns detalhes técnicos interessantes da análise de partes do incidente, incluindo a análise do código responsável pela infecção de Programmable Logic Controllers de ICS's (Industrial control systems).
    4. Analistas respeitados consideram a StuxNet como uma "Cyber Weapon", devido ao grau de ineditismo, complexidade (4 zero-days!) e alvo definido (infra-estruturas de controle industrial)
    5. Possíveis alvos primários da Stuxnet são as centrífugas de enriquecimento de urânio do Irã (Natanz) e/ou reatores nucleares iranianos (Bushehr) Se sabe que 60% dos sistemas afetados pelo StuxNet estão no Irã..
    6. Algumas análises apontam Israel como uma das nações possivelmente responsáveis pelo cyberwarfare envolvendo o StuxNet - e indicam fontes israelenses comentando em 07/07/2009 que "um pendrive infectado seria o suficiente".. para atingir os sistemas SCADA do país inimigo"
    [ Post Original: 2010-07-20 ]

    LNK vuln + Infocon Amarelo + Senha default BD SCADA + StuxNet
    1. Os handlers do Internet Storm Center, depois de muito tempo de calmaria (verde) mudaram hoje o InfoCon para amarelo;
    2. Isto porque já está disponível e em plena atividade de exploração um módulo para o metasploit que explora a vulnerabilidade LNK do Windows;
    3. No domingo, o exploit-db - antigo milw0rm - já havia divulgado código para explorar a vulnerabilidade;
    4. Para empresas: enquanto a Microsoft não lança um patch (deve demorar) - e também para os órfãos usuários de XP SP2) - uma boa alternativa é utilizar o utilitário Ariad do Didlier Stevens (só funciona em máquinas 32bit por enquanto);
    5. Outra alternativa é desabilitar via GPO a execução de qualquer drive que não seja o C: ;
    6. Alguns workarounds sugeridos pela Microsoft vão desde desabilitar o WebDav até editar o registro do Windows para impedir a exibição de ícones em arquivos de atalho (.LNK) - impedindo assim que a exploração tenha sucesso (existe agora uma versão "Fix It" no site da Microsoft)
    7. Tudo começou a ficar claro quando uma série de posts de um analista da Kaspersky trouxeram a tona um malware relativamente avançado - chamado StuxNet - que usa em seus executáveis uma assinatura digital válida da empresa Realtek (já revogada pela Verisign) e se prolifera via uma técnica diferente da comumente utilizada por malwares que infectam dispositivos USB;
    8. Depois da revogação do certificado da Realtek, o StuxNet passou a usar assinatura digital válida, agora da empresa Jmicron (também revogada depois de algumas horas).
    9. O uso dos certificados digitais da Realtek e da Jmicron podem indicar uma infecção com um trojan como o Zeus nestas empresas (ele rouba certificados digitais). Além disto o fato de revogar os certificados não ajudar muito, já que não impede que as atuais variantes do malware funcionem.
    10. Pra complicar um pouco mais, o Stuxnet possui funcionalidades de rootkit e esconde arquivos .lnk e ~WTRxxxx.tmp da raiz de mídias removíveis;
    11. Para piorar a situação, o "StuxNet" deixou claro que sistemas de controle de infra-estruturas críticas "SCADA" também tem problemas de segurança básicos (como senhas default de bancos de dados hardcoded que vazam inevitavelmente - neste caso há dois anos atrás);
    12. Sistemas SCADA que rodam o software WinCC da Siemens para Windows são os alvos do worm StuxNet (estes sistemas só executam programas assinados digitalmente - por isto o uso de certificados da RealTek e da Jmicron) e já há vários reportes de ataques à sistemas de infra-estrutura crítica da Índia e do Irã, Alemanha e Estados Unidos, além de industrias e grides de energia, por exemplo;
    13. A alemã Siemens se pronunciou dizendo que não vai mudar a senha default do software =( mas confirmou infecção de clientes do software produzido por ela; A empresa disponibilizou uma página de suporte unificada com todas as informações sobre o StuxNet.
    14. O US-CERT publicou um boletim (pdf) completo sobre o assunto e a Symantec também publicou detalhes da instalação e funcionamento do trojan - incluindo funcionalidades de roubo de informações (arquivos .sav, .ldf, .mcp, s7p do sistema SCADA da Siemens.. );
    15. Como a Microsoft está demorando para corrigir a falha envolvendo arquivos LNK, a Sophos lançou uma correção para a vulnerabilidade (video) para todos os Windows (menos o 2000).

    Wednesday, September 24, 2014

    Bash Critical Bug - Patch Now



    #0) Bash Bug:

    "GNU Bash through 4.3 processes trailing strings after function definitions in the values of environment variables, which allows remote attackers to execute arbitrary code via a crafted environment, as demonstrated by vectors involving the ForceCommand feature in OpenSSH sshd, the mod_cgi and mod_cgid modules in the Apache HTTP Server, scripts executed by unspecified DHCP clients, and other situations in which setting the environment occurs across a privilege boundary from Bash execution." (source #5)


    "Bash supports exporting not just shell variables, but also shell
    functions to other bash instances, via the process environment to
    (indirect) child processes.  Current bash versions use an environment
    variable named by the function name, and a function definition
    starting with “() {” in the variable value to propagate function
    definitions through the environment.  The vulnerability occurs because
    bash does not stop after processing the function definition; it
    continues to parse and execute shell commands following the function
    definition.  For example, an environment variable setting of

      VAR=() { ignored; }; /bin/id

    will execute /bin/id when the environment is imported into the bash
    process.  (The process is in a slightly undefined state at this point.
    The PATH variable may not have been set up yet, and bash could crash
    after executing /bin/id, but the damage has already happened at this
    point.)

    The fact that an environment variable with an arbitrary name can be
    used as a carrier for a malicious function definition containing
    trailing commands makes this vulnerability particularly severe; it
    enables network-based exploitation. (...)" (source: #1)
      
    #1) Original Public disclosure: http://seclists.org/oss-sec/2014/q3/649 (source of the quote above)

    #2) Severity: "Urgent": https://bugzilla.redhat.com/show_bug.cgi?id=1141597  

    #3) IDS Rules: http://www.volexity.com/blog/?p=19

    #4) Metasploit Module: https://github.com/rapid7/metasploit-framework/commit/ff5398bf3f46c057666f7a3d0afaf4c0d6912575

    #5) National Vulnerability Database entry:

    https://web.nvd.nist.gov/view/vuln/detail?vulnId=CVE-2014-6271

    Original release date: 09/24/2014
    Last revised: 09/24/2014
    Source: US-CERT/NIST

    Overview

    GNU Bash through 4.3 processes trailing strings after function definitions in the values of environment variables, which allows remote attackers to execute arbitrary code via a crafted environment, as demonstrated by vectors involving the ForceCommand feature in OpenSSH sshd, the mod_cgi and mod_cgid modules in the Apache HTTP Server, scripts executed by unspecified DHCP clients, and other situations in which setting the environment occurs across a privilege boundary from Bash execution.

    Impact

    CVSS Severity (version 2.0):
    CVSS v2 Base Score: 10.0 (HIGH) (AV:N/AC:L/Au:N/C:C/I:C/A:C) (legend)
    Impact Subscore: 10.0
    Exploitability Subscore: 10.0
    CVSS Version 2 Metrics:
    Access Vector: Network exploitable
    Access Complexity: Low
    Authentication: Not required to exploit
    Impact Type: Allows unauthorized disclosure of information; Allows unauthorized modification; Allows disruption of service

    Sunday, August 31, 2014

    Meio milhão de Pageviews!



    Este é apenas um post comemorativo para marcar a recente passagem dos - impressionantes - 500.000 (meio milhão) de pageviews neste Blog. Muito obrigado pelos acessos desde 2008, e vamos em frente!

    Thursday, July 24, 2014

    (in)Segurança das Urnas Eletrônicas

    [ Update 09/11/2014 ]

    Scientist who hacked voting machines in the US offers to audit Brazilian system via VocêFiscal

     



    [ Update 01/11/2014 ]

    Entre todos os países que adotaram o voto eletrônico, o Brasil é o único que ainda utiliza urnas inauditáveis


    [ Update 24/07/2014 ]

    Um projeto que merece apoio:


    http://catarse.me/VoceFiscal 

    "Você sabe o que acontece com seu voto depois da urna?
    Há 17 anos, dependemos da votação eletrônica.

    Há 2 anos, ela foi comprovada insegura.

    Este ano, com seu apoio, vamos fazer algo a respeito.

    O que é o Você Fiscal?
    O Você Fiscal é um projeto do Prof. Diego Aranha, da UNICAMP, para desenvolver um aplicativo que vai colocar na sua mão e na de todo cidadão e cidadã o poder de fiscalizar e dar transparência às eleições. Juntos, vamos fazer uma totalização independente dos resultados.

    >>> Escolha um valor ao lado e apoie a transparência nas eleições! >>>

    Por que o Você Fiscal é importante
    Falta segurança

    Apesar do que é divulgado, a urna eletrônica brasileira tem falhas gravíssimas de segurança. (Veja abaixo.)

    Falta transparência

    Ninguém da sociedade civil tem acesso aos detalhes de como os votos são contados pelo software da urna.

    Falta auditoria

    Nos últimos testes de segurança do TSE, mesmo sendo limitados e curtos, a equipe do Prof. Diego Aranha quebrou o sigilo do voto com facilidade. O TSE suspendeu a realização de novos testes depois disso.

    Como melhora?
    Celular na mão

    Com o Você Fiscal, queremos criar um aplicativo que permita a qualquer eleitor fiscalizar a urna em que votou, registrando sua contagem ao fim da eleição para detectar fraudes através de amostragem colaborativa.

    Rigor acadêmico

    O Você Fiscal é iniciativa do Prof. Diego Aranha, pesquisador respeitado da UNICAMP nas áreas de segurança computacional, criptografia e votação eletrônica.

    Participação popular

    A população vota, a população confere.

    O Você Fiscal é uma iniciativa da sociedade civil, financiada pela sociedade civil para dar à sociedade civil o poder de garantir seu voto e sua voz.

    ==>> Você também vota? Então escolha um valor ao lado e junte-se a nós para fazer o seu voto valer! ==>>"


    Mais informações em: http://www.catarse.me/pt/VoceFiscal


    [ Update 06/06/2014 ]

    O Globo -  TSE não fará teste público das urnas eletrônicas antes das eleições
    Especialistas condenam a atitude e criticam falta de transparência

    RIO — Apesar de reconhecer que “os testes de segurança das urnas eletrônicas fazem parte do conjunto de atividades que garantem a melhoria contínua deste projeto”, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não fará nenhum antes das eleições de outubro. Desde 2012, aliás, quando uma equipe de técnicos da Universidade de Brasília (UnB) simulou uma eleição com 475 votos na urna eletrônica e conseguiu colocá-los na ordem em que foram digitados, o tribunal não expõe seus sistemas e aparelhos à prova de técnicos independentes. Mesmo assim, continua a afirmar que eles são seguros e invioláveis.

    (...) 


    [ Update - 18/03/2014 ]

    Urna eletrônica argentina dá goleada na similar brasileira

    "(...)

    Falhas brasileiras – Dentre as vinte falhas apontadas no relatório das urnas brasileiras, destacam-se a impossibilidade de o eleitor conferir se sua escolha foi registrada de forma correta e a lentidão na contagem dos votos.

    Após se identificar na urna por meio do título, o eleitor  digita o número do candidato e o confere com a fotografia, nome e legenda, mostradas na tela da urna. Após essa verificação, o eleitor confirma ou não a escolha.

    Concluída essa etapa, o eleitor não tem mais acesso ao voto – ele é criptografado em um cartão de memória (ou disquete) que é levado a um cartório para ser transmitido ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
    O TRE, por sua vez, confere a assinatura digital dos cartórios, decifra a mensagem criptografada e totaliza os votos. Nas eleições presidenciais,  o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o responsável pela contagem, pela conferência e pela publicação do resultado.

    E é aí que reside a grande diferença, segundo o relatório do CoMind. Na Argentina, após votar, o eleitor recebe seu voto na chamada cédula eletrônica e em papel impresso. Se quiser conferir se a escolha foi computada de forma correta, o eleitor encosta o cartão num leitor existente na urna, que mostrará o voto computado, dando a chance de o cidadão conferir o voto eletrônico com o impresso.

    Para garantir o sigilo do voto, explica Amilcar Brunazo, o eleitor dobra o papel com o voto e o coloca na urna, juntamente com o cartão. Ao final de votação em cada seção eleitoral, o mesário confere o cartão com o impresso e faz a contagem. Para o observador, o sistema argentino mostra a "plena colaboração das autoridades eleitorais argentinas com a fiscalização, agregando segurança e confiabilidade ao processo eleitoral".

    Este sistema eleitoral é novo na Argentina e só foi implementado nas eleições municipais, explicou Amílcar. Diferentemente do Brasil, onde um único órgão (Tribunal Superior Eleitoral) é responsável por todas as eleições, na Argentina eleições municipais e estaduais são controladas por órgãos regionais; já as presidenciais são controladas por órgãos federais.

    (...)"

    Link com a reportagem completa:
    http://www.politicanarede.com/2013/11/urna-eletronica-argentina.html






    [ Update - 13/12/2012 ]

    "O professor Pedro Rezende, da UnB, foi um dos palestrantes do seminário A urna eletrônica é confiável?, realizado no Rio de Janeiro.

    Na última segunda-feira 10, o auditório da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro, ficou lotado para assistir ao seminário A urna eletrônica é confiável?

    O ponto alto foi o relato de um jovem hacker de 19 anos, que revelou fraudes em resultados na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, na última eleição, em outubro de 2012. Identificado apenas como Rangel por questões de segurança, ele mostrou como — através de acesso ilegal e privilegiado à intranet da Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro — modificou resultados, beneficiando candidatos em detrimento de outros, sem nada ser oficialmente detectado.

    O Viomundo reproduziu, aqui, a denúncia publicada no portal do PDT, um dos promotores do seminário:

    “A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada”, explicou Rangel, ao detalhar em linhas gerais como atuava para fraudar resultados.

    A platéia, composta principalmente por especialistas em transmissão de dados, computação, internet, representantes de partidos políticos e autoridades policiais, ficou pasma.

    Entre eles, o matemático e professor de Ciência da Computação Pedro Antônio Dourado de Rezende, da Universidade de Brasília (UnB). Foi um dos palestrantes do seminário. Há mais de dez anos ele que estuda as fragilidades do voto eletrônico no Brasil.

    Viomundo – O senhor acompanhou o relato do Rangel?

    Pedro Rezende – Sim, integralmente.

    Viomundo — O que achou da fraude relatada?

    Pedro Rezende -- Plausível, reveladora de muitos detalhes da fase de totalização, e muito séria. Pois é nessa fase do processo de votação que fraudes podem ocorrer de forma definitiva. Ao mesmo tempo, curiosamente, essa fase é sempre omitida nas avaliações externas e testes públicos de segurança, alardeados como garantias de lisura do processo de votação.

    A Justiça Eleitoral sempre restringiu os testes e avaliações à urna eletrônica. E quando questionada sobre a segurança do processo de votação como um todo, ela desconversa. Sempre confunde o entendimento da questão com o da urna simplesmente.

    Viomundo — O que o Rangel expôs é mesmo factível na prática?

    Pedro Rezende — Sim, por motivos sobre os quais escreverei mais detalhadamente quando for publicado o vídeo do seminário. Por hora, em consideração à seriedade com que o Viomundo vem tratando a segurança do eleitor que quer eleições limpas no processo eleitoral, posso adiantar o seguinte.

    A fraude descrita no seminário não tem nada a ver com a questão do TSE utilizar ou não criptografia no processo, ou se a utiliza bem ou mal.

    A criptografia opera apenas em canais de comunicação, no tempo ou no espaço. No caso em questão, nos canais entre o gateway de saída de um ponto de coleta de Boletins de Urna (BU) eletrônicos, no cartório eleitoral que os recebe de seções eleitorais, e o gateway da rede interna do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), onde se inicia o processamento da totalização.

    A modalidade de fraude que o jovem Rangel descreveu no seminário ocorre dentro da rede interna do TRE que totaliza a eleição, na etapa final da fase de totalização, através de um backdoor no firewall que protegeria o correspondente gateway.

    A fraude é executada alterando-se as tabelas de totais parciais. Portanto, após os BUs eletrônicos terem sido descriptografados (decifrados) e os números de votos por candidato para a seção eleitoral correspondente terem sido lidos do resultado desta decifragem e tabulados em uma planilha de totais parciais da eleição. Consequentemente, após o uso da criptografia.

    Essa modalidade de fraude não depende de ataque à criptografia utilizada, pois nela o ataque é no canal de confiança capaz de dar utilidade à forma de criptografia empregada na transmissão de BUs. Em linguagem técnica, podemos dizer que se trata de um ataque de canal lateral.

    (...)"

    fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/professor-acompanhou-relato-de-hacker-fraude-plausivel-muito-seria.html

    [ Update - 07/10/2012 ]
    Istoé: "As urnas são seguras mesmo?

    Especialistas em informática driblam sistema de segurança da votação eletrônica e dizem que a eleição não está imune a violações"

    http://www.istoe.com.br/reportagens/243315_AS+URNAS+SAO+SEGURAS+MESMO+

    [ Update - 19/09/2012 ]



    Palestra: Vulnerabilidades no software da urna eletrônica brasileira

    Prof. Diego de Freitas Aranha
    Departamento de Ciência da Computação
    Universidade de Brasília
    Dia: 21/09
    Hora: 16:00h
    Local: Auditório do Departamento de Engenharia Elétrica (ENE) - UnB 


    A PALESTRA SERÁ TRANSMITIDA VIA INTERNET: http://www.justin.tv/ieeetv_unb

    Resumo: Relato da participação da equipe da UnB nos Testes Públicos de
    Segurança da Urna Eletrônica organizados pelo Tribunal Superior
    Eleitoral, onde foram detectadas as vulnerabilidades no software que
    permitiram a recuperação em ordem dos votos computados. Serão também
    apresentadas outras fragilidades que abrem a possibilidade de
    manipulação dos resultados da eleição e sugestões para se restaurar a
    segurança dos mecanismos afetados.

    Biografia: O Prof. Diego de Freitas Aranha é Bacharel em Ciência da
    Computação pela Universidade de Brasília (2005), Mestre (2007) e
    Doutor (2011) em Ciência da Computação pela Universidade Estadual de
    Campinas. Foi doutorando visitante por 1 ano na Universidade de
    Waterloo, Canadá, e hoje atua como Professor Adjunto no Departamento
    de Ciência da Computação da Universidade de Brasília. Tem experiência
    nas áreas de Criptografia e Segurança Computacional, com ênfase em
    implementação eficiente de algoritmos criptográficos e projeto de
    primitivas criptográficas para fornecimento de anonimato
    computacional.

    Apoios:
    Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica - ENE/UnB
    Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Sistemas Eletrônicos e de
    Automação - ENE/UnB
    Programa de Pós-Graduação em Informática - CIC/UnB

    Cordialmente,

    Diretoria IEEE Seção Centro-Norte Brasil
    http://sites.ieee.org/centro-norte-brasil

    Ramo Estudantil IEEE da UnB
    http://sites.ieee.org/sb-unb/?page_id=88


    [ Update - 2012/04/11 ]

    Todo eleitor brasileiro deveria assistir: Palestra proferida no 1° ENGCCI - Goiânia, GO, 30 de março de 2012 por Pedro Antônio Dourado de Rezende (UnB):



    Para Onde Foi o [Sigilo do] Voto? [legendado]:





    [ Update - 2012/02/06 ]

    O Tribunal Superior Eleitoral divulgou as datas dos "Testes Públicos de Segurança do Sistema Eletrônico" para 20 a 22 de março de 2012.


    Mais informação no HotSite do TSE abaixo:

    http://www.tse.jus.br/hotSites/testes-publicos-de-seguranca/


    O Edital publicado, em seu parágrafo único, define os seguintes "elementos de segurança" a serem testados:

    • processo de carga das urnas eletrônicas;
    • hardware das urnas eletrônicas;
    • lacre físico.

    [ Update - 2011/09/28 ]


    Mais uma demonstração de vulnerabilidade de urnas eletrônicas - neste caso trata-se de um modelo Diebold, que está entre os mais utilizados nas eleições nos Estados Unidos.

    O ataque demonstrado é extremamente barato (de US $10 a US $26 - no último caso quando há transmissor e receptor de radio-frequência, para ataques remotos) e envolve acesso físico anterior às urnas eletrônicas.

    Componentes eletrônicos são inseridos na urna com o objetivo de  executar um ataque "Man-in-the-Middle" entre a interface touch screen da urna e o processador do computador.  São possíveis ações como captura de senhas, alteração de votos, sem que o usuário perceba que isto ocorreu.

    Veja a descrição do ataque e os vídeos relacionados no site do "Vulnerability Assessment Team" dos laboratórios Argonne
    - vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos.

    [ Update - 2010/10/31 ]

    Eleições Seguras e Verificáveis: uma solução simples e elegante.

    Mais uma eleição termina no Brasil e infelizmente por aqui ainda insistimos na segurança por obscuridade, na desinformação e no marketing vazio de "segurança inquebrável" da urna eletrônica ao invés de uma verificação séria e aprofundada dos problemas existentes por quem de direito (pdf)

    Hoje tive a oportunidade de assitir a uma palestra excelente feita pelo sueco David Bismark no fantástico evento de novas idéias "TED" cita as razões fundamentais pelas quais um processo de votação precisa ser verificável ("Elections should be verifiable"). E isto não por um grupo interno do governo, alguns representantes de partidos políticos, mas por todo e qualquer interessado. A maneira que ele sugere que isto seja feito é típica de uma grande idéia - simples e elegante.


    Muitos grupos independentes no Brasil lutaram pela existência de um "recibo" de votação impresso para que esta verificação seja possível - e o formato sugerido por David Bismark vai de encontro a esta idéia, e ainda por cima adiciona a transparência e o sigilo do processo com a utilização de diferentes ordens dos candidatos para votação e do código de barras 2D criptografado. O eleitor pode então levar o recibo para casa e verificar se seu voto foi contato posteriormente!

    Fantástico... Espero que no futuro tenhamos humildade e inteligência para implementar os conceitos apresentados por ele por aqui!

    [ Update - 2010/08/24 ]

    Vote no Pac-Man!

    Com a proximidade das eleições, voltamos ao tema da (in)Segurança das Urnas Eletrônicas. Dois acontecimentos recentes e relacionados - um nos Estados Unidos e outro na Índia - mostram (assim como os diversos outros estudos presentes neste longo post) como é fácil burlar os mais modernos sitemas de votação eletrônica:

    http://www.cse.umich.edu/~jhalderm/pacman/ - Pesquisadores da Universidade de Princeton e Michigan instalaram o jogo PAC-MAN em uma urna eletrônica sem violar os lacres de segurança.

    http://www.wired.com/threatlevel/2010/08/researcher-arrested-in-india/ - Pesquisador preso na Ìndia depois de descobrir problemas em urnas eletrônicas.

    [ Update - 2010/04/16 ]

    CorreioWeb: Relatório aponta falhas no sistema de votação brasileiro

    Trecho:

    Comitê Multidisciplinar Independente sobre o Sistema Brasileiro de Votação Eletrônica apresentou relatório que aponta falhas consideradas gravíssimas no programa de urnas eletrônicas adotado no Brasil. O documento foi entregue ao vice-reitor da UnB, João Batista de Sousa.
    O comitê diz que é impossível auditar, de maneira isenta, o resultado da apuração dos votos nas urnas eletrônicas. “Caso ocorra uma infiltração criminosa determinada a fraudar as eleições, restou evidente que a fiscalização externa dos partidos, da OAB e do MP, de modo como é permitida, será incapaz de detectá-la”, diz o relatório. “Esta impossibilidade de auditoria independente do resultado eleitoral é que levou à rejeição de nossas urnas eletrônicas em todos os mais de 50 países que a estudaram”, acrescenta.
    Segundo o professor de Criptografia e Ciência da Computação da Universidade de Brasília, Pedro Antônio Rezende, o modelo atual privilegia rapidez em detrimento da segurança de informações. “O sistema troca coisas supérfulas como a rapidez e a visibilidade de espetáculo pela certeza de uma apuração correta", denuncia. "Precisamos ficar atentos, pois isso pode corroer a democracia”, afirma.
    O número de envolvidos no processo eleitoral também é visto como vilão. “Há exagerada concentração de poderes, resultando em comprometimento do princípio da publicidade e da soberania do eleitor, em poder conhecer e avaliar, o destino do seu voto”, afirma o relatório. “Nossa intenção é buscar transparência em todos os níveis da votação”, garante Rezende. “Quem critica o sistema eleitoral brasileiro é alvo de preconceito. Existe um tabu em se falar sobre o tema com esse nível de franqueza”, conclui.

    Link para o relatório: http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/relatoriocmind.pdf

    [ Update - 2009/11/20 ]Perito quebra sigilo e descobre voto de eleitores em urna eletrônica do Brasil (IDG Now)

    [ Update - 2009/11/16 ]
    Com as restrições ressaltadas abaixo, os testes foram finalizados com sucesso pelo TSE e a Urna brasileira passou a ser considerada segura pela mídia.

    Para muitos especialistas, um teste como este não passa de propaganda e não pode se considerado definitivo, pois não se pode partir do princípio que um atacante não teria acesso físico interno e ao código da urna, por exemplo (veja mais comentários do Lucas Ferreira abaixo).

    Um exemplo vindo dos Estados Unidos: na conferência acontecida há alguns meses "Eletronic Voting Technology Workshop", um grupo de pesquisadores das Universidades da Califórnia, Michgan e Princeton demonstrou que em poucos minutos - utilizando uma técnica chamada "return-oriented programming" - votos podem ser roubados utilizando e subvertendo pequenas partes de código já existentes nas urnas.

    Por causa deste tipo de resultados, os Estados Unidos (vide reportagem no New York Times) e a Alemanha (vide editorial da Deutche-Welle) tiveram testes e resultados diferentes dos tupiniquins... Talvez devessemos exportar a tecnologia de urna eletrônicas para estes dois países - assim os testes poderão ser efetuados de forma mais completa por lá.. =)

    [ Update - 2009/09/14 ]

    Meu amigo Lucas Ferreira - especialista em segurança em desenvolvimento seguro - postou comentários interessantes sobre o anúncio de testes às urnas eletrônicas feito pelo Tribunal Superior Eleitoral:


    O TSE vai permitir que pesquisadores tenham acesso às urnas para a execução de testes de segurança. No entanto, mantém uma série de restrições que vão restringir a eficácia dos testes:
    • não haverá acesso ao código fonte
    • o plano de testes deverá ser submetido com antecedência e não poderá ser alterado
    • o prazo para a realização dos testes é de apenas alguns dias
    • os testes deverão ser realizados no ambiente do TSE, o que restringe a liberdade de ação dos pesquisado

    [ 2009/09/12 Update - Desafio do TSE a cidadãos e hackers tem data marcada ]


    O Jornal da Globo agora há pouco divulgou informações à notícia "TSE procura hackers para testar as novas urnas eletrônicas". Mais detalhes sobre o processo neste fluxograma dos testes de segurança - que está marcado para ocorrer na primeira quinzena de novembro.

    Em todo o mundo, sempre que as urnas eletrônicas foram testadas (de verdade) elas falharam em aspectos críticos de segurança - como pode ser visto no post original abaixo - cabe agora acompanharmos os testes que serão executados em novembro no importante teste do processo de votação eletrônica programado pelo TSE (site oficial do teste).

    Acredito que independente do resultado dos testes que serão feitos a existência de um registro impresso da votação para um possível batimento e validação posterior dos votos de uma urna eletrônica são fundamentais para manter a idoneidade no processo.

    Além disto para a avaliação da segurança e a transparência do processo possa ser completa, especialistas precisam ter acesso ao código fonte da urna, obviamente.


    [ 2009/08/12 - Post Original ]


    Já faz algum tempo (vide discussões em 2005 e 2006) que eu me preocupo com o assunto da segurança do processo de votação - especialmente das urnas eletrônicas utilizadas no Brasil pelo TSE.

    Hoje lendo meus RSS Feeds (via ISTF) tive a feliz notícia de que o "TSE confirma a realização de testes de segurança no sistema eletrônico de votação".

    Esta notícia é ótima e nos dá a esperança de viver em uma real democracia! Agora é só ver para crer. Os testes segurança serão coordenados pelo Ministro Ricardo Lewandowski e ocorrerão em novembro de 2009 "por meio de tentativas a serem feitas para burlar seus programas".Segundo as informações divulgadas no site do TSE:

    "
    Para a realização do teste, duas comissões deverão ser formadas. A Comissão Disciplinadora dos Testes de Segurança vai definir o escopo, a metodologia e a formatação dos testes, os critérios de julgamento, a análise e a aprovação das inscrições dos investigadores, o exame e a aprovação dos testes propostos pelos investigadores, a supervisão nos dias de execução e o registro das atividades executadas durante as aferições. Essa comissão será composta por servidores da Justiça Eleitoral, indicados pelo TSE.

    Já a Comissão Avaliadora dos Testes de Segurança será responsável por validar o escopo, a metodologia e os critérios de julgamento definidos pela Comissão Disciplinadora, analisar os testes realizados e os resultados obtidos, julgar e examinar os artigos a serem publicados e por produzir o relatório final.

    A Comissão Avaliadora será integrada por professores universitários e cientistas, a serem indicados pelo presidente do TSE, por meio de portaria.
    Além disso, a Comissão Avaliadora será composta opcionalmente, a depender da disponibilidade e do interesse de cada entidade, pelos seguintes participantes: por um representante, respectivamente, do Ministério Público da União, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da comunidade jurídica e por um representante do ministro do TSE coordenador do processo."

    Existem alguns trabalhos já executados nos EUA que podem servir de referência para os trabalhos que serão executados nos próximos meses:

    Como pode ser visto no link com o assunto tratado em 2006, a Universidade de Princeton fez um interessante estudo (paper/vídeo) mostrando as vulnerabilidades de um modelo de urnas Diebold Accuvote-TS - similares aos utilizados nas votações brasileira.

    Um trabalho similar foi executado em 2007 pelo governo do estado da Califórnia (reports em pdf), onde equipamentos de votação de 4 diferentes fabricantes tiveram sua segurança testada (red teams, revisão de código fonte e revisão de documentação).

    Na semana passada, durante a conferência "Eletronic Voting Technology Workshop"
    um grupo de pesquisadores das Universidades da Califórnia, Michgan e Princeton demonstrou que em poucos minutos e sem conhecimento do código fonte da urna eletrônica - utilizando uma técnica chamada "return-oriented programming" - votos podem ser roubados utilizando e subvertendo pequenas partes de código já existentes nas urnas.

    Estes pesquisadores chegam a recomendar que o processo de votação não aconteça em urnas eletrônicas, mas com cédulas de papel lidas por scanners óticos que permitem uma auditoria estatística rápida e mais segura.

    A opinião pública americana (vide reportagem no New York Times) e a Justiça Alemã (vide editorial da Deutche-Welle) já se posicionaram contra a utilização de urnas eletrônicas.
    Reproduzo aqui a minha opinião sobre o assunto (que não mudou) de 4 anos atrás:
    
    
    "A informatização da votação não muda o fato de serimperativo oacompanhamento (auditoria) do processo epossível verificação dos votos a posteriori. É umamudança tecnológica, e em nada acrescenta ao quesitosegurança. Obviamente, como o professor Del Picchiasugere, as tecnologias utilizadas pelo TSE poderiamser mais seguras e conhecidas (através da utilizaçãode hardware nacional e software livre, por exemplo).Porém isto não afetaria em nada a possibilidade defraude "interna" por quem controla a votação (videPainel do Senado), como foi sugerido também no texto(Jobim).Ou seja, em qualquer caso (inclusive com a impressãodos votos para uso em possível recontagem) vocêprecisa confiar no governo...Uma possível melhoria no processo seria a aberturado funcionamento da urna E de todo o processo decontagem para especialistas indicados por cadapartido político e por setores da sociedadeinteressados, o que evitaria a temida "segurançapor obscuridade", que torna o processo maispassível de ser fraudado internamente e acabaimpactando negativamente na segurança do sistemaeleitoral como um todo.Pois o que não pode ser testado exaustivamentecontra falhas - inclusive as exploráveis porperpetradores externos - não pode em hipótesenenhuma ser considerada segura."
    
    
    Aproveito para passar aos leitores interessados dois grupos dediscussão sobre o assunto no Brasil: VotoSeguro e VotoEletrônico.Através deles fui informado que hoje (12/08/2009) haverá umaaudiência pública no Senado sobre a exclusão do artigo de leido voto impresso da minirreforma eleitoral - fiquemos de olho.Somente um esforço contínuo, transparente e democrático deauditoria das urnas e do processo eleitoral pode tranquilizar aopinião pública acerca da legitimidade das eleições, e a sinalização do TSE acerca dos testes que serão efetuadosem novembro são um ótimo começo.

    Friday, June 20, 2014

    Revista.BR - Deep Web, efeito Snowden no Brasil, e mais..


    No final de 2013 fui convidado pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.BR) para participar com comentários em uma matéria sobre a Deep Web / Dark Web.

    A matéria foi publicada na Revista.BR de 2014 - esta semana - e contém muitos outros artigos interessantes como uma entrevista do Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre a era Pós-Snowden e seus reflexos no Brasil; Como criar senhas fáceis de lembrar e difíceis de descobrir, Wearable Computing, entre outras. Baixe o PDF clicando na imagem do Sumário da revista abaixo:

    http://www.cgi.br/media/docs/publicacoes/3/REVISTA%20BR_6_baixa.pdf










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